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São Paulo

Haddad e Dilma devem criar grupo de trabalho para debater São Paulo

por Redação Carta Capital — publicado 29/10/2012 15h11, última modificação 29/10/2012 15h11
Prefeito eleito disse que vai tentar renegociar a dívida pública do município. Segundo ele, Lula será um "conselheiro"
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Brasília - A presidenta Dilma Rousseff recebe o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto. Foto: Antonio Cruz / ABr

O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, esteve nesta segunda-feira 29 com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para agradecer seu empenho na campanha e iniciar o diálogo para uma rotina de atuação conjunta entre a prefeitura e a União. Segundo Haddad, esse diálogo pode ser feito com a formação de um grupo de trabalho e a renegociação da dívida de São Paulo. Além disso, investimentos federais no Estado estão entre os assuntos prioritários.

“[Agimos] sem perder tempo, assim como vamos estabelecer com o governo Kassab [Gilberto Kassab, atual prefeito de São Paulo] uma transição de alto nível que possa trocar informações. Quero promover esse mesmo tipo de interlocução com o governo federal. Pode ser muito proveitoso que já haja um grupo de trabalho discutindo também as parcerias que foram anunciadas", disse Haddad.

Durante a campanha, a presidenta Dilma participou de dois comícios de Haddad. Perguntado se o apoio de Dilma foi fundamental para sua eleição, o prefeito eleito respondeu que todo o apoio é fundamental. “Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e Dilma são figuras centrais no cenário político nacional”, destacou. Sobre o papel de Lula na gestão à frente da prefeitura da capital paulistana, Haddad disse que o ex-presidente “é um conselheiro”.

Sobre a passagem de governo na prefeitura, ele informou que Antônio Donato, coordenador de sua campanha eleitoral irá coordenar também a equipe de transição que deve ser formada pelos mesmos integrantes de sua campanha. O anúncio de secretários de governo, segundo ele, será feito apenas depois do estudo e discussão do organograma da prefeitura.

Acompanhado da mulher, Haddad relatou que a conversa com a presidenta Dilma também serviu para “matar saudades”. Haddad disse que nos próximos dias irá descansar e na outra semana semana inicia o trabalho de transição de governo.

Visita ao Ministério da Educação

Do Palácio do Planalto, Haddad seguiu para o Ministério da Educação para reencontrar e agradecer a equipe que chefiou enquanto foi ministro da Educação. “Uma parte do êxito que logrei em São Paulo tem muito a ver com o que os professores e professoras do Brasil conseguiram durante minha gestão”, avaliou.

Segundo Haddad, na capital paulista, os principais desafios na área são a melhoria da qualidade do ensino fundamental e a ampliação do atendimento à educação infantil.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou o sentimento de otimismo diante das possibilidades de parcerias com a cidade de São Paulo. Para Mercadante, a vitória de Haddad mostra que o prefeito eleito “colheu, nas urnas, o resultado do trabalho que ajudou milhares de jovens estudantes, tanto no sentido da inclusão como da melhoria da qualidade da educação”.

Pelas expectativas do ministro da Educação, a aproximação entre o governo federal e a administração de São Paulo pode aumentar a participação da cidade no projeto de ensino técnico e profissionalizante conduzido pelo MEC. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem, atualmente, 2,1 milhões de matrículas em todo o país. São Paulo responde por 35 mil matrículas.

A aliança com a cidade também pode significar, segundo o ministro, a retomada do projeto de construção de creches na cidade. “Ofertamos 174 creches que não foram construídas. A gente esperava ter investido R$ 250 milhões para as crianças da cidade. Agora, vamos poder trabalhar por essa parceria”, disse o ministro.

Informações da Agência Brasil