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Cultura

por admin publicado 26/02/2013 11:50, última modificação 18/09/2013 10:08

Marina, a história de Rocco Granata

19/04/2014 — Por Orlando Margarido

Filme de Stijn Coninx conta os infortúnios do cantor belgo-italiano

Memória: García Márquez vendeu 1,5 milhão de livros no Brasil

18/04/2014 — Por Agência Brasil

A Editora Record, responsável pela publicação de García Márquez no Brasil desde 1973, está relançando todos os títulos com novo trabalho gráfico

O dom superlativo de Wong Kar-Wai

18/04/2014 — Por Orlando Margarido

O Grande Mestre, novo filme do cineasta chinês de Taiwan, é um drama evocado pelas artes marciais

O drama contido de Yves Saint Laurent

18/04/2014 — Por Orlando Margarido

De Jalil Lespert, a cinebiografia do estilista francês chega aos cinemas

A revolução dos narizes

18/04/2014 — Por Gianni Carta

Na terra dos aiatolás, a rinoplastia faz muito sucesso entre mulheres de todas as idades. Por Gianni Carta, enviado ao Irã

Recuso + aceito = receito (*)

17/04/2014 — Por Gilberto Gil

No papo eu me safo. Minto, reminto, remato, mato, morro, me entrego, me tomo todo e a bola sempre acaba no fundo das redes. Marco meu gol. Como Garrincha, sem saber como, guiado pelo fôlego, pelo sopro, pela grandeza escondida da inteligência pobre, magra, marginal – de um universo parelelo ao da cultura. No papo eu me safo. A fada é a fala. É como se não fosse minha. É santo baixado, xaxado. A gente tira de letra, de cor e salteado. Escrever é diferente. A caneta na mão me dá outro babado. Responsabilidade. É como o fim de um circuito cuidadosamente montado, sofisticado, resultante de uma consciência poderosa, central de energia que guia as ideias para que elas se escrevam, sejam inscritas, registrem, invistam, capitalizem, reinem, escravizem, imperem. Escrever pra mim é como submeter minha cuca a uma disciplina militar. Eu detesto isso, é sem swing, o fim da picada. Detesto. Pois, um golfinho de mares cariocas resolve tirar o meu sossego ajudado pela ingenuidade ou pela burrice de meia dúzia de pessoas que de repente resolvem achar importante o fato de eu aceitar ou não um prêmio que me deram. A velha mania brasileira de se meter nos problemas domésticos do vizinho. Mesmo se o cara mora na Inglaterra. Para mim, a essa altura, aceitar ou não prêmios ao trabalho que fiz no Brasil já não tem a menor importância. Agora eu estou on the road. Sábado passado no Festival Hall, amanhã, depois e sempre em outros lugares - i’m wasted but i can’t find my way home. Repito que recusar ou aceitar esse prêmio não tem a menor importância e eu resolvi recusar para ver se vocês estão a fim de entender alguma coisa. Pois é. Porque não acredito como pensam meu pai & amigos do Brasil que o golfinho me tenha sido concedido por aqueles que reconhecem meu trabalho, que realmente gostam de mim e não pelos que me menosprezam e ignoram. Ingenuidade. Embora muita gente possa realmente respeitar o que fiz no Brasil (talvez até mesmo gente do Museu), acho muito difícil que esse museu venha premiar a quem, claramente, sempre esteve contra a paternalização cultural asfixiante, moralista, estúpida e reacionária que ele faz com relação à música brasileira. Sempre estive contra toda forma de fascismo cultural de que o museu – à sua maneira – vem representando uma parcela do Brasil. Se, quando eu estava aí, eu nunca perdi tempo atacando diretamente organizações como o Museu da Imagem e do Som é porque o meu trabalho já fazia isso; minha música já assumia essa responsabilidade. E se eu continuasse aí não sei o que estaria fazendo, mas de qualquer forma tenho certeza que não estaria sendo premiadão. Claro que eu não acredito nesse prêmio. Pelo que me é dado saber o museu continua o mesmo e portanto eu continuo contra e recusar o prêmio é só pra deixar isso bem claro. Se ele pensa com “Aquele Abraço” eu estava querendo pedir perdão pelo que fizera antes, se enganou. E eu não tenho dúvida de que o museu realmente pensa que “Aquele Abraço” é samba de penitência pelos pecados cometidos contra “a sagrada música brasileira”. Os pronunciamentos de alguns dos seus membros e as cartas que recebi demonstram isso claramente. O museu continua sendo o mesmo de janeiro, fevereiro e março: tutor do folclore de verão carioca. Eu não tenho por que não recusar o prêmio dado para um samba que eles supõem ter sido feito zelando pela “pureza” da música popular brasileira. Eu não tenho nada com essa pureza. Tenho três LPs gravados aí no Brasil que demonstram isso. E que fique claro para os que cortaram minha onda e minha barba que “Aquele Abraço” não significa que eu tenha me “regenerado”, que eu tenha me tornado “bom crioulo puxador de samba” como eles querem que sejam todos os negros que realmente “sabem qual é o seu lugar”. Eu não sei qual é o meu e não estou em lugar nenhum; não estou mais servindo a mesa dos senhores brancos e nem estou mais triste na senzala em que eles estão transformando o Brasil. Por isso talvez Deus tenha me tirado de lá e me colocado numa rua fria e vazia onde pelo menos eu possa cantar como o passarinho. As aves daqui não gorjeiam como as de lá, mas ainda gorjeiam. O que meu pai precisa saber é que o museu sempre esteve contra o meu gorjeio, que sempre achou desnaturado, desarmonioso, inautêntico e incômodo; sempre esteve contra tudo que na música, no disco e na TV, tenha tido um sentido de abertura compatível com a liberdade criativa de um povo novo e fogoso como o brasileiro. Pelo que sei as aristocráticas e puritanas prateleiras do museu não guardaram até hoje um só programa do Chacrinha, o mais lindo que alguém pôde encontrar em qualquer televisão do mundo. Para mim o museu e o nazi-fascismo comem no mesmo prato, e, exatamente por não compreenderem isso, meu pai e meus ingênuos amigos acabam comendo também desta suculenta e colorida pasta de miséria tropical, sal, mal, mel, fel & fé (a geleia geral brasileira que o Jornal do Brasil anuncia – e O Pasquim também?). Acho que só a falta de fé vai nos salvar a todos. E o preço da salvação vai ser bem alto & muitos vão morrer sem ver o dia & eu nunca mais talvez seja Narinha e Marília e as marinaravilhas Bahia & o rapaz que eles mataram ontem foi meu colega no colégio dos irmãos maristas que eram quase todos espanhóis e a favor de Franco & por isso que o demônio está vencendo & por isso eu sei que os anjos descerão dos céus para nos ajudar a encontrar, entre as ruínas, a cidade dos homens. Na verdade nem sei porque estou estendendo este papo. Eu, o museu e o Brasil somos uma coisa só: o nazismo oficial, a esquerda policial, o fascinismo de Nelson Rodrigues, o amor obsessivo e impertinente de meu pai, a imbecilidade de um velho que pensa me ameaçar me chamando[+] Também já escrevemos sobre: Gilbertos contradição 17 de abril de 2014 Rap versus rap (e os meios de comunicação no meio) 15 de outubro de 2013 O embaixador do samba paulistano 14 de maio de 2013 Feliz fim do mundo para todos nós! 24 de dezembro de 2011

Gilbertos contradição

17/04/2014 — Por Pedro Alexandre Sanches

Aos 71 anos, Gil aprofunda a jornada rumo às próprias origens. O homenageado da vez é o conterrâneo baiano João Gilberto, no disco "Gilbertos Samba"

Morre o escritor Gabriel García Márquez

17/04/2014 — Por Redação

O autor de "Cem Anos de Solidão" e "O Amor nos Tempos de Cólera" tinha 87 anos e sofria de um câncer que atingiu pulmão, gânglios e fígado

Meio estrangeiro

17/04/2014 — Por Alberto Villas

Ser mineiro e morar em São Paulo é uma coisa muito estranha. Por Alberto Villas

Novo filme de George Clooney conta a história sombria de perigos subaquáticos

13/04/2014 — Por The Observer

Hollywood narra a história de mergulhos perigosos, instalação de tubos submarinos e uma batalha de décadas por indenização

A ambiguidade brasileira de Cristovão Tezza

13/04/2014 — Por Rosane Pavam

Em novo romance, autor cria um personagem para explicitar a ambiguidade. Por Rosane Pavam

José Wilker da cabeça aos pés

13/04/2014 — Por Nirlando Beirão

Wilker não era um artista convencional e baseava sua carreira na convicção de fazer bem feito. Por Nirlando Beirão

Mostra traz cinema canadense ao Brasil

12/04/2014 — Por Orlando Margarido

A mostra "Tão Longe, Tão Perto" exibe em São Paulo os filmes que renovaram a arte do Canadá, entre eles os de Denys Arcand (foto)

"Pelo Malo": reflexos sociais da pobreza na Venezuela

12/04/2014 — Por Orlando Margarido

Nesta semana estreia o filme venezuelano em que Júnior, um garoto deslocado, não quer pertencer à realidade em que vive

A inveja: o maior dos meus pecados

11/04/2014 — Por Menalton Braff

Vocês não podem imaginar como invejo alguns cronistas, como é o caso do Deonísio, sobretudo nestas épocas em que o futebol é assunto obrigatório

Retroceder, jamais!

11/04/2014 — Por Marcio Alemão

Para reanimar a cena gastrochic, que tal um sashimi de saúva verde?

"O que foi feito de nós?"

11/04/2014 — Por Matheus Pichonelli

Cuidado com aquele reencontro da turma dez anos depois. Ele pode ter mais fios desencapados do que se imagina. Por Matheus Pichonelli

São Paulo recebe a 10ª Primavera dos Livros 2014

10/04/2014 — Por Redação

A democratização da leitura é foco da ação organizada pela LIBRE com apoio da Prefeitura de São Paulo e da biblioteca Mario de Andrade

Tonny Cajazeira, o astro que você precisa conhecer

10/04/2014 — Por Dewis Caldas

Sim, um astro brasileiro que você nunca ouviu falar. E nem adianta tentar reconhecer o nome ou a foto. Por Dewis Caldas

Amor livre e emancipação na Revolução Russa

10/04/2014 — Por Marsílea Gombata

No livro "Mulher, Estado e Revolução", historiadora norte-americana afirma que a sociedade bolchevique colocou em prática ideais ainda almejados nos dias de hoje

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