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Cultura

por admin publicado 26/02/2013 11:50, última modificação 18/09/2013 10:08

As mulheres abortam

21/11/2014 — Por Karina Buhr

Para muitos, o aborto é sempre um procedimento traumático, mas a dor só existe se a mulher faz na ilegalidade, ou se for obrigada a fazer. Por Karina Buhr

As terceiras margens

21/11/2014 — Por Matheus Pichonelli

Na infância, era bom ter uma nota ao fim do bimestre como referência. Hoje o boletim em vermelho vem em cartas: de demissão, negação ou despedida

Martinho da Vila reverencia majestade de Noel Rosa

21/11/2014 — Por Ana Ferraz

Na Vila Isabel, Noel ainda é reverenciado como o poeta que subiu o morro e consolidou o samba no asfalto também pelo músico que lança 'Enredo'

No cinema, eles não falam sozinhos

20/11/2014 — Por Orlando Margarido

Na metrópole ou fora dela, filmes conseguem alcançar qualquer plateia, como provam o cativante 'Hoje Eu Quero Voltar sozinho' e 'Dominguinhos' na mostra de Gostoso

Encontro Marcado

20/11/2014 — Por Alberto Villas

O dia em que conheci um escritor num botequim no centro da cidade

Pau da Visagem

20/11/2014 — Por Haroldo Junior

O pau da visagem era uma árvore que ficava na Estrada da Nação, nome do caminho na mata que levava até outras comunidades, que amedrontava todos na comunidade e servia para afugentar invasores

Cia. da Memória debruça-se sobre o maior romance da história

20/11/2014 — Por Alvaro Machado

Companhia de Ruy Cortez explora o universo de "Os Irmãos Karamázov" e universo de exploração do povo russo para manter os privilégios da minoria burguesa

Contra sexismo, apresentador de TV usa o mesmo terno durante um ano

19/11/2014 — Por Redação

Australiano quis denunciar o alto nível de críticas a que as mulheres estão submetidas por conta da aparência, e agora está leiloando o traje para arrecadar dinheiro para a caridade

Dan Stulbach assume uma fórmula falida no CQC

19/11/2014 — Por Nirlando Beirão

O programa de Marcelo Tas não poderia mesmo manter a audiência se compete com os hilários editoriais da imprensa reacionária dos coronéis provinciais

De poeta a passarinho

17/11/2014 — Por Rosane Pavam

Manoel de Barros escrevia para amplificar a beleza

O poeta é um fingidor

17/11/2014 — Por Rosane Pavam

João Adolfo Hansen edita poemas de Gregório de Matos de modo a desfazer a rebeldia associada ao escritor

A saga excepcional de um espião russo em quadrinhos

16/11/2014 — Por Rosane Pavam

A premiada autora Isabel Kreitz conta a história do alemão Richard Sorge em Sorge, o Espião

A sanfona e o tempo justo

15/11/2014 — Por

Documentário sobre Dominguinhos fornece tranquilidade e música para fruir do talento do cantor e instrumentista

Cinema pé na areia

14/11/2014 — Por Orlando Margarido

Na abertura, festival apresenta o cangaço operístico de Alceu Valença e um marco histórico polêmico

O esticador de horizontes

14/11/2014 — Por Matheus Pichonelli

Em tempos de olhares diminutos e comprimidos para suportar o dia, Manoel de Barros ensinava: procure ser árvore

Se meu Lada falasse...

13/11/2014 — Por Alberto Villas

A incrível aventura de comprar um carro russo, assim no impulso

São Paulo e dona Francisca

10/11/2014 — Por Paulo Noviello

Aconteceu numa segunda-feira de chuva em São Paulo, 3 de novembro de 2014, dois dias após alguns milhares de cidadãos paulistanos saírem pela avenida Paulista pedindo o impeachment de uma presidenta recém democraticamente reeleita (eles têm esse direito). Parte desses, dizem que uma minoria, pediam uma intervenção militar para tirar do poder a primeira presidenta mulher da República Federativa do Brasil, 50 anos depois de uma intervenção militar pedida pela população civil e com apoio norte-americano, que deveria abrir caminho para eleições democráticas um ano depois, mas durou 20 anos de trevas. Não, eles não têm esse direito, não mais. São Paulo sempre foi isso aí que se escancarou nesse interessante ano e pouco desde junho de 2013, reacionária, racista, xenófoba, arrogante e estúpida, mas sempre foi muito, muito mais que isso. Esses aí são o aspecto mais deplorável de uma cidade que também fermentou muita coisa legal, apesar de tudo sempre conspirar contra. Nessa noite de segunda, caminhava eu pelo chão molhado das ruas do centro de São Paulo, como é sempre molhado o chão das ruas de São Paulo cantadas pelos músicos desta terra, aqui nascidos ou acolhidos. Com o humor  afetado pelas notícias da tal manifestação de sábado e por uma tão paulistana sinusite alérgica, normalmente estaria em casa, mas tinha um encontro com a música que se produz agora, neste novembro finalmente molhado de 2014, nas franjas mais cabeçudas, na falta de palavra melhor, da cultura tão diversa e tão rica e tão autocentrada e tão aberta de São Paulo. Seria um encontro longo e intenso, que me impeliu, mesmo estando lá como mero ouvinte e não jornalista, crítico ou o que o valha, a escrever sobre essa noite. Era noite do III Grande Concerto da Casa de Francisca, realizado pela primeira vez no tão simbólico Theatro Municipal de São Paulo, após duas edições no não menos simbólico e tão antagônico Teatro Oficina. Ceder o maior e mais histórico palco paulistano para seis dezenas de músicos paulistanos ou que se encontraram aqui, de uma diversidade atordoante, num evento de dimensões épicas que teve cinco horas de duração, foi iniciativa pessoal, dizem, do secretário municipal de cultura, Juca Ferreira, e apoiada pelo prefeitão pop Fernando Haddad, que no fim de semana mitou, como dizem os jovens meméticos nas internets, ao pixar um Pato Donald (!) no túnel de acesso à Paulista, e na segunda recebeu um aplauso que esteve entre os mais efusivos da noite. Talvez só esta impressionante dama negra que é Juçara Marçal tenha rivalizado com o prefeito em aclamação pelos mais de mil paulistanos que encheram as cadeiras de veludo vermelho do Municipal em plena segunda feira chuvosa. Fui informado do concerto por um amigo que entende do riscado e disse que este seria o “grande evento da música em São Paulo neste ano”. Nunca fui à Casa de Francisca (foto acima), mas sei que é um espaço já quase mítico da música de São Paulo, fazendo companhia a outros lugares que viraram lenda, como o teatro Lira Paulistana, para citar apenas um. Sei que a pequena casa tem apenas 44 lugares e as reservas são disputadas. Talvez por isso mesmo, nunca fui. Mas conhecia parte dos mais de 60 músicos anunciados para se apresentarem em três blocos, cada um com direção artística de um artista representativo da música mais inquieta da cidade, e sabia que simplesmente precisava estar ali para ver e ouvir o que eles iriam fazer. Como disse, não fui preparado para escrever sobre o que aconteceu naquele palco, jornalisticamente. Fui tão relapso que nem o programa do espetáculo peguei pra me guiar agora. Mas senti que o que aconteceu foi histórico o suficiente para merecer esse registro. (Nota-intromissão do editor-jornalista PAS: acontece, meu caro Paulo, eu também vivo esquecendo de fazer anotações das coisas…) Enquanto muita gente ainda chegava, o concerto começou com um solo de sanfona de Lulinha Alencar, que valeria por si só, escancarando o o quão profunda é a sanfona do sertão nordestino de Luiz Gonzaga e tantos outros. Apareceu o diretor musical do primeiro bloco, o pianista Benjamim Taubkin, que deu o tom jazzístico e mais “acadêmico” da primeira parte do concerto. O ponto alto foi a presença necessária de pai e filho, Manoel e Felipe Cordeiro, e sua eletricidade paraense, precedida pela não menos necessária fala de Taubkin de que “A única coisa que faz sentido neste país é norte, sul, leste, oeste, juntos”, lembrando a vergonhosa xenofobia de parte daquela que se considera “elite”  de alguma coisa nesta cidade e neste país. A primeira evocação a Heitor Villa-Lobos foi de Nelson Ayres, pianista do Grupo Pau Brasil, antes de tocarem um jazz sobre a ária das “Bachianas Brasileiras Nº 4″, lembrando que 88 anos atrás, durante a Semana de Arte Moderna de 1922, o maestro regeu a peça naquele palco, com os pés descalços. A inevitável referência à  Semana de 22 veio também por José Miguel Wisnik, que citou Macunaíma, de Mário de Andrade, e Renato Braz, que cantou em seu tenor uma canção da peça O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, encenada pelo Oficina de Zé Celso Martinez Corrêa em 1967, despertando a ira dos anticomunistas que ainda estão vivos e andando entre nós. A primeira parte se encerrou com a primeira das grandes damas negras que se apresentariam, Alaíde Costa, que aos quase 80 anos fez questão de interpretar à capela naquele teatro as “Bachianas Brasileiras Nº 5″, e não ouso dizer que aquela interpretação que me levou às lágrimas foi tecnicamente falha. Teve mais boa música no primeiro bloco, com batidas afro e jazz latino, mas esses foram os momentos simbolicamente mais importantes para esta narrativa. No segundo bloco, Arrigo Barnabé, personificação da improvável e irreproduzível vanguarda paulistana conhecida nos anos 1980, mas que germinou ainda no final da década de 1970 numa Universidade de São Paulo urrando por democracia e liberdade em gritos atonais e dodecafônicos. É música difícil, mas me peguei balançando ao ver as novas claras e os velhos[+] Também já escrevemos sobre: Uma festa petista, funkeira ou simplesmente dos paulistanos 3 de maio de 2013 O embaixador do samba paulistano 14 de maio de 2013 Existe cultura em SP? 20 de dezembro de 2013 Finalmente, funk! 6 de maio de 2013

'Boyhood', o filme de 11 anos

10/11/2014 — Por Orlando Margarido

Vencedor do Festival de Berlim, diretor Richard Linklater filmou o crescimento de um ator dos 5 aos 18 anos para ilustrar a trajetória da infância à juventude

Questão de tempo

09/11/2014 — Por Orlando Margarido

O espetáculo visual se excede na elucubração

Animação ainda esbarra no orçamento

09/11/2014 — Por Ana Ferraz

Apesar de contar com talento e técnica reconhecidos, estúdios esbarram no alto custo de produção de longa metragens

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