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Cultura

por admin publicado 26/02/2013 11:50, última modificação 18/09/2013 10:08

As novas emoções de Roberto Alvim

25/10/2014 — Por Alvaro Machado

Versão do dramaturgo para 'Terra de Ninguém', do britânico Prêmio Nobel Harold Pinter, fica em cartaz na cidade até o domingo, 26

O dia seguinte

23/10/2014 — Por Alberto Villas

Estou esperando ansiosamente o dia 27 de outubro de 2014

Dilemas da palavra e do mundo cão

22/10/2014 — Por Orlando Margarido

Os filmes de Nuri Bilge Ceylan e dos Dardenne trazem a reflexão de questões determinantes como a moral e a honra

O sempre controverso Pasolini

22/10/2014 — Por Orlando Margarido

Influência do poeta e cineasta é revista em retrospectiva que passa por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

Damián Szifrón filma a vingança em seis episódios

21/10/2014 — Por Orlando Margarido

Ricardo Darín estrela longa argentino 'Relatos Selvagens', que passou pela seleção oficial de Cannes e almeja o Oscar

A Folha publica opiniões divergentes…

20/10/2014 — Por Pedro Alexandre Sanches

Estava eu no cinema neste sábado, assistindo ao lindo filme Yorimatã, do moço fluminense Rafael Saar, sobre as espetaculares compositoras Luhli & Lucina (foto abaixo), mulheres-segredo guardadas na fabulosa caixa de Pandora chama música popular brasileira. (Caso as palavras acima lhe provoquem curiosidade, escrevi sobre Luhli & Lucina na revista Trip, em 2011.) Yorimatã está na programação da famigerada Mostra paulistana, patrocinada entre outros pel  jornal conservador Folha de São Paulo. Antes do início do filme, estampou-se na tela o comercial atual do jornal, que há tempos me intriga, assusta e desagrada. Não sei se todo mundo percebe que é uma peça de proselitismo de extrema direita – aos leitores da Folha, só é dado discordar do jornal quando têm opiniões mais reacionárias que o guru de papel, contra casamento gay, a favor de pena d morte e contra cotas raciais (uma atriz negra editorializa essa última questão à direita, como se tal posição reativa representasse a maioria dos negros brasileiros). Pois bem, ao final do reclame, quando o locutor afirma “siga a Folha, porque ela (…) sempre publica opiniões divergentes”, o cinema INTEIRO caiu na gargalhada. Alguns evoluíram do riso debochado para a vaia aberta. Perguntei aos amigos tuiteiros se a cena que testemunhei era novidade: disseram que não, que o muxoxo do público contra a Folha tem se repetido em diversas sessões da Mostra. É razoável supor que os espectadores de cinema estão reagindo, nesse riso frouxo, ao estrepitoso caso recém-acontecido entre a Folha e seu (ex-)colunista Xico Sá, fartamente disseminado na mídia não-tradicional, não-impressa, não-tucana. Xico não pôde externar apoio à reeleição de Dilma Rousseff em sua coluna e preferiu se desligar da Folha, após décadas servindo ao jornal. Tal qual faz com os leitores cabrestados na propaganda reaça, a Folha só permite a seus colunistas (vide Reinaldo Azevedo, para nomear um dos inomináveis) fazer proselitismo se o proselitismo, digo, o jornalismo investigativo, crítico e imparcial tiver por missão apontar concordância, simpatia ou amor tresloucado pelo lado tucano-reacionário. O caso Xico instigou outra ex-colunista da Folha, Marilene Felinto, a contar sua própria experiência de afastamento da Folha, acontecida em 2002, quando da primeira vitória do presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva. Também publicada e reverberada na mídia não-impressa e não-tucana, Marilene relatou episódio análogo de censura política por parte do jornal. O texto de Marilene que em 2002 motivou o pito do jornal e o pedido de demissão ~voluntária~ (para usar termo em voga) da colunista segue exemplar até hoje, 12 anos depois: “É proibido comemorar porque jornalistas não comemoram, criticam” (mas em qual manual de conduta está mesmo escrita essa regra?, no da Folha?). Marilene cita de passagem em seu texto um episódio da psicanalista Maria Rita Kehl com outro órgão para-oficial do PSDB, o jornal O Estado de São Paulo, em 2010, por ocasião da eleição de Dilma para suceder Lula no governo do Brasil. Era a mesmíssima ladainha: Maria Rita não resistiu a 15 minutos no Estadão desde que começou a publicar textos com viés de aprovação ao trabalho que o PT vinha (vem) fazendo. Não preciso ser redundante e explicar que o afastamento de Maria Rita, formidável psicanalista e escritora, só reverberou na mídia não-tucana, não-escrita, não-televisada. Os casos Xico (e Maria Rita) e Marilene me fizeram relembrar, refletir e ter vontade de relatar meu próprio desligamento da Folha, há dez anos, após dez anos de serviço ao jornal, no qual comecei na profissão e aprendi muito do que sou (e do que não quero ser) como jornalista. Meu caso, diferente dos dos colegas, não incluiu rompimento explícito e ocorreu em entressafra eleitoral, no final de 2004, exatamente metade do primeiro governo Lula (feitas as contas, vivi a era Fernando Henrique Cardoso inteirinha lá dentro). Na época eu não entendi direito o que estava acontecendo, mas quanto mais o episódio se afasta no tempo mais tenho a convicção de que também saí por motivação e discordância política, embora eu tivesse sido, naqueles dez anos, um mero jornalista cultural que não metia o bedelho em política (e tomava bronca mandada por emissários se tentava meter). No final daquele 2004, houve na Folha um enorme passaralho,  o nome calhorda que os jornalistas damos às demissões em massa dentro da redação. Não fui um dos demitidos. Fui preservado naquele enésimo corte que presenciava, mas aquele foi um ~passaralho~ especialmente pesado. Algo que não era comum aconteceu: foram demitidos diversos editores, sub-editores e editores assistentes, ou seja, gente de confiança dos donos do jornal. Dois momentos daqueles dias de terror ficaram gravados para sempre na minha memória. a) Numa reunião com a redação em que justificava a necessidade dos cortes, o editor-dono da Folha afirmou que nós (eles, o jornal, e não nós, os jornalistas) enfrentávamos uma “travessia do deserto”, que seria sofrida, mas, entendemos, tinha hora para acabar. A crise era braba (nas redações, a crise é SEMPRE barba), nós sabíamos, mas não consegui compreender que diacho era aquela tal “travessia do deserto”.  b) Num encontro de corredor com o então ombudsman do jornal, um cara que eu admirava e admiro muito, ele vaticinou: “A Folha perdeu e ainda perderá muitos bons profissionais nos próximos anos”. Novamente, não consegui compreeender, mas certamente ele, muito mais experiente que eu, fazia ali no ato uma leitura precisa que só consegui fazer ao longo dos anos, encaixando pecinhas, tomando paulada na cabeça. Pouco tempo depois do ~passaralho~ da ~travessia do deserto~, ainda em 2004, saí da Folha por vontade própria, para ir trabalhar na CartaCapital. Veio 2005. Veio a entrevista do político Roberto Jefferson, hoje presidiário, à colunista Renata Lo Prete, hoje âncora grã-tucana da GloboNews. Veio o “escândalo do mensalão”, R$ 101 milhões, “o maior escândalo da história do país”. Vagarosamente comecei a entender assimilar o que era a “travessia do deserto”. O deserto era o primeiro governo Lula, que seria encerrado ruidosamente em 2006, para nunca mais voltar – a travessia. Ao final da “travessia do deserto”, que duraria ainda dois anos, viria o paraíso na Terra para os donos da mídia, digo, para nós que trabalhávamos na Folha. Não esperei para ver com meus próprios braços o paraíso. Nem as coisas aconteceram exatamente como pretendiam os grão-tucanos instalados nas redações do aparato GAFE – Globo, Folha, Abril, Estadão etc. Estamos em 2014, a água[+] Também já escrevemos sobre: Caetano, a Folha & a Falha 13 de outubro de 2013 EXCLUSIVO: O MinC (não) fala 17 de março de 2012 Entre tapas e beijos 30 de outubro de 2013 Lobão tem razão? 4 de maio de 2013

Lázaro Ramos em bom malandrês

20/10/2014 — Por Orlando Margarido

Atror estreia em 'O Grande Kilapy', do diretor angolano Zezé Gamboa

A música pop em trânsito: punk rock, hip hop e eletrônica em São Paulo de 1970 a 2014

20/10/2014 — Por Eduardo Nunomura

“O clima é muito festivo (…). Tem gente chamando até de Arena Tietê. Eu acho que está bem legal e o público está convidado a frequentar hoje e sempre um espaço que agora é público”, disse o prefeito Fernando Haddad (durante o show do @Public Enemy no sábado (19) em São Paulo. Sim, o clima estava ótimo MESMO. Enquanto Rashid, Thaíde, Dexter, Nelson Triunfo estavam no palco jamming ‘till the break of night com Flavor Flav, Chuck D e DJ Lord, lembrei de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Janaina Rocha e Mirella Domenich, que editei e virou um livro pela Fundação Perseu Abramo. Foi uma aventura fazê-lo, porque eu não sabia de nada àquela época sobre hip hop & rap, quanto mais ajudar alguém a escrever sobre hip hop & rap. Portanto, tive de repensar toda a minha trajetória de jornalista cultural até então e estudar vários temas sobre os quais tinha mais opinião do que conhecimento. Mais ou menos entre o final de 2003 ou comecíssimo de 2004 escrevi um ensaio sobre os caminhos da música em São Paulo, hip hop & rap inclusive,entre os anos 1970 e 2000. Era fruto de uma reflexão ainda em maturação, que saiu publicado em um livro bacana, São Paulo: Metrópole em trânsito, perfis urbanos e culturais (Editora Senac, 2004, organizado por Vladimir Sachetta e Lúcia Helena Gama). Retomei-o em 2011, 2012 e, bom, agora aqui está uma revisão mais ou menos decente. O sistema circulatório do pop – música em trânsito Uma das imagens-clichê de São Paulo é aquela que mostra uma avenida qualquer da cidade tomada por carros na hora do rush. Quase que se pode ouvir o som dessa cena: buzinas a esmo, a tensão da espera no ar, resmungos particulares, uma explosão de impaciência aqui e ali. Fruto de uma combinação funesta de milhares de carros em circulação, transporte coletivo precário e um feroz individualismo, os engarrafamentos tornaram-se uma das marcas distintivas da cidade. Num lugar às avessas como São Paulo, essa imagem-emblema plasma o negativo daquilo que, aí sim, é sua verdadeira alma: o trânsito de pessoas, de coisas e de ideias. Os sinais deixados pela circulação contínua e permanente teceram a malha cultural paulistana. As origens diversas de seus habitantes a fizeram receptáculo dinâmico de múltiplas influências e receptiva a invenções várias. Cidade cujas referências geográficas estão praticamente ocultas pela intervenção humana, é difícil nela distinguir com precisão o centro da periferia e a periferia do centro. O crescimento desordenado dos últimos 40 anos multiplicou centros e periferias, de forma que toda São Paulo é um emaranhado de fluxos contínuos de entrada e saída. [Essa é a parte do texto que é tãão 2004, com todas as marcas daquele jornalismo musical duro e meio furioso pelo nosso “atraso” dos anos 80: uma certa insistência no antinacionalismo, aquela ignorância arrogante... As revisões só corrigem as bobagens de texto.] A pecha de túmulo do samba que vem ali dos 60 se radicalizou, na década de 80 e em determinados grupos, numa operação de sepultamento de toda a MPB. E fazia todo o sentido. A MPBzona dos sobreviventes dos festivais dos anos 60, aquela que nos anos 70 se firmou como a música brasileira que agradava um espectro que ia da esquerda nacionalista à Rede Globo, às tantas não falava mais com a juventude inquieta que tinha crescido sob a ditadura. Baianos tropicalistas, cariocas do samba intelectualizado, mineiros beatlemaníacos – isso era música dos pais, dos professores, das autoridades, em suma, do establishment. Se há alguma coisa que costura as principais manifestações musicais de São Paulo nos últimos 20 anos é uma forte crítica, às vezes beirando a rejeição e, nos casos mais extremos, a repulsa, ao modelo carioca-baiano de brasilidade e à música tributária da bossa nova e do tropicalismo. Sob este signo é que se desenvolveram o punk e o pós-punk, o rap e a cena eletrônica, que podem ser recortados como as movimentações musicais mais propriamente paulistanas. O rock underground, o rap e a cena de música eletrônica deram as costas para o Rio de Janeiro e para a Bahia e descobriram – muitas vezes, também inventaram – laços entre Pinheiros e Manchester, entre o Capão Redondo e o Bronx, entre o Tatuapé e Berlim. Puxados pela adoção/invenção de um tipo de música, tais movimentos deram – e ainda dão – feição, jeitos, modos e modas a parcelas significativas da circulação urbana & cultural daqueles que cresceram em São Paulo entre os 60 e os 80. ** Quem melhor formulou essa atitude foi um integrante dos Inocentes, uma das principais bandas punk dos anos 80. Dizia o vocalista Clemente em 1982: “Nós estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, para dizer a verdade sem disfarces (e não tornar bela a imunda realidade): para pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das onze, pisar sobre as flores do Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer”. Formada por garotos de classe média baixa da Casa Verde e da Freguesia do Ó, os Inocentes criaram o hino punk da cidade, “Pânico em SP”. Na São Paulo dos anos 80, o clima de abertura política foi acompanhado por uma atmosfera cultural também mais aberta – mais cosmopolita e urbana e que procurava suas referências não no paraíso nostálgico do Brasil pré-ditadura que era, num certo sentido, o lugar da MPB, mas em outras cidades grandes, mais internacionalizadas do que Rio e Salvador. De uma maneira obviamente exagerada e que traía certo deslumbramento provinciano, São Paulo se sentia irmã de Nova York ou de Londres e inimiga do Rio de Janeiro. Tanto a produção quanto o consumo cultural estavam marcados por esse desejo de urbanidade e cosmopolitanismo. O principal acontecimento cinematográfico era a Mostra Internacional de Cinema, que teve sua primeira edição em 1977 e , nos anos 80, tornou-se programa habitual no mês de outubro. Em um período em que praticamente deixou de existir o cinema brasileiro, a Mostra ajudou a construir uma[+] Também já escrevemos sobre: Cidades em curto-circuito 5 de dezembro de 2012 Finalmente, funk! 6 de maio de 2013 O embaixador do samba paulistano 14 de maio de 2013 O endereço dos bailes 28 de junho de 2012

Língua longitudinal

19/10/2014 — Por Marcio Alemão

O segredo do preparo: tem de ter maciez, mas sem perder a textura

O dia dos fanfarrões

18/10/2014 — Por Orlando Margarido

Burroughs e o Falstaff de Welles, nas descobertas e redescobertas preciosas

"Hoje eu quero voltar sozinho" é destaque em festival LGBT

18/10/2014 — Por Deutsche Welle

O filme, candidato do Brasil a uma vaga no Oscar, é um dos três nacionais no maior e mais antigo festival "queer" da Alemanha

O Menino e o Mundo: radicalismo e marca autoral

17/10/2014 — Por Cláudia Mogadouro

Riquíssimo em inovações estéticas, lírico e político simultaneamente, oposto às superproduções, filme premiado de Alê Abreu sugere boom da animação brasileira

Elas não usam black-tie

17/10/2014 — Por Orlando Margarido

O início da maratona com os filmes desconhecidos de Marin Karmitz, o poderoso produtor da MK2 que um dia foi realizador engajado

Ao Vivo

16/10/2014 — Por Alberto Villas

Acredite. O meu irmão comprou o túmulo dele aos 21 anos de idade

PTfobia, parte 2

16/10/2014 — Por Pedro Alexandre Sanches

“Abaixo a corrupção!” “Fora, petistas corruptos!” “A corrupção é um câncer petista que se alastra pelo BraZil e coloca em risco a alma pura dos homens brancos tucanistaneses de bem!” “Não existe água em SP! Culpa desse maldito São Pedro pedralha!” “Cadeia para os mensaleiros petistas!!!!!” (“Oi?! Eles já estão na cadeia?!? Não importa!!!!, cadeia para os mensageiros petistas mesmo assim!!!!!”) “Eu quero DEFENDER!!!!, toda aquela corrupção!” “Por mais saúde!, mais educação!, não vai ter Copa!, contra isto tudo (e tudo aquilo) que está aí!, porque foi o maldito PT que pôs tudo isto aí!” “Abaixo o Maior Escândalo de Corrupção da História do BraSil!, o Mensalão Petista!, os R$ 101 milhões!!!!! ” “Eu quero de-fen-der…!, todo aquele mensalão tucano!” As frases acima são caricaturas, mas são praticamente reais, factuais, ditas e repetidas diariamente pelo cordeiros do Estado Teocrático Difuso de Tucanistão. Há quem conheça, da origem ou das incontáveis ramificações, os termos lacerdismo, udenismo, golpismo, neo-udenismo. Há quem não conheça, mas estudioso que é, logo vai conhecer. São todos vertentes do FALSO MORALISMO, tão bem traduzido por Nelson Sargento e interpretado (em 1972) por Paulinho da Viola. O falso moralismo é falso porque não é verdadeiro. É falso porque se utiliza com estardalhaço dos (perdão pelo termo católico, mas não sei como ser mais direto) ~pecados~ do OUTRO para fazer cortina de fumaça sobre as PRÓPRIAS bandalheiras, frequentemente muito maiores e mais cabeludas que as esfregadas 24 hora por dia no nariz do OUTRO. Falando para jovens petistas, a filósofa uspiana Marilena Chaui fala concisa e didaticamente sobre essas pragas que assolam o BraSil e o BraZil (quiçá o mundo) – a corrupção, sim, mas também o udenismo, o lacerdismo, o golpismo,  a PTfobia, o moralismo de meia pataca. (O falso moralismo é uma fobia.) (Nelson Sargento e Paulinho da Viola votam no PT.) (Todo moralista é um falso moralista.) Vamos conversar sobre CORRUPÇÃO com Marilena? A conversa é primariamente com jovens petistas, mas eu prometo que ninguém vai ficar mais burro depois de ouvir a fala da Marilena: vai encarar? Marilena também discorre sobre neoliberalismo, essa outra prima-irmã do lacerdismo PTfóbico que desmorona em ruínas pelo planeta afora, mas que os eleitores tucanistaneses informados pelo nordestinofóbico notório Fernando Henrique Cardoso almejam trazer de volta aos Alegres Trópicos sob a égide de uma restauração PSDBista. (Por que FHC não aparece JAMAIS nas propagandas eleitorais dos candidatos presidenciais PSDBistas?) (Prometo novamente, inclusive a marineiros, neo-marineiras e ex-marineiros: a fala da filósofa petista não terá o poder de emburrecer ninguém.) Eu. Quero. DEFENDER. Toda aquela corrupção. À revelia dos lacerdinhas e dos lacerdistas. Dos udenistas e das maçonarias neo-UDN. Do Instituto Millenium e da mídia tucanistanesa corrupta. Dos arrancadores de unhazinhas, dos ditabrandos e dos ditabrancos. À revelia disto tudo que está aí, o bronzeado e valoroso processo braSileiro de educação político-sentimental vai a pleno vapor, límpido e transparente como nunca antes na história deste BraSil. A quem quiser ouvir na íntegra a fala inspiradora, mobilizadora e provocadora de Weslian Roriz, digo, de Marina Silva, digo, de Dilma Rousseff, digo, de Marilena Chaui, vai aí, em duas partes, a conversa animada da filósofa antitucanistanesa. Abaixo a PTfobia irracional que se alastra constrangida pelas mentes preguiçosas de 2014. Pode doer um pouquinho, mas não vai tirar nenhum pedaço de ninguém, bebê! Também já escrevemos sobre: PTfobia 13 de outubro de 2014 Diretamente da Portela para a ponte do rio Pinheiros 5 de junho de 2012 O poder é homem, branco, rico e hétero 5 de maio de 2014 Ney Matogrosso e o ódio à política 11 de maio de 2014

A destruição dos marcos de uma cidade na Oca

15/10/2014 — Por Rosane Pavam

Mais de 200 fotos do acervo da Casa da Imagem, realizadas entre 1862 e 1972, recriam conexão entre São Paulo e seus habitantes

'Grandes Amigos' fica entre os cinemas francês e americano

14/10/2014 — Por Orlando Margarido

Longa de Stephan Archinard e François Prévôt-Leygonie se vale da tradição cultural do primeiro e de expediente dramático afinado ao segundo

PTfobia

13/10/2014 — Por Pedro Alexandre Sanches

Este amado espaço livre FAROFAFÁ padeceu pelo fato de eu ter me embrenhado numa inédita aventura neste 2014. Devagar nós vamos voltando. Desde fevereiro, estive trabalhando como repórter-apresentador-etc. na campanha político-eleitoral do bravo e querido Alexandre Padilha, que foi candidato petista ao governo do estado de Tucanistão. Em 2012 já havia exercido papel parecido na campanha do querido e bravo Fernando Haddad, hoje prefeito excêntrico da capital de Tucanistão – mas foi por muito menos tempo e sem a característica principal da experiência que terminou agora, de acompanhar a agenda do candidato no dia-a-dia, ao ar livre, no chão, no asfalto, na vida real. A experiência de agora me propiciou o susto de sair de mais um dos muitos armários de que tenho saído ao longo da vida. Sempre fui petista, voto nos candidatos majoritários do Partido dos Trabalhadores desde 1989, em várias oportunidades declarei isso publicamente. Mas a situação ficava meio malparada, principalmente durante os longos dez anos, de 1995 a 2004, em que trabalhei dentro de um dos órgãos para-oficiais do PSDB, a Folha de São Paulo. Demorei para entender como era difícil trabalhar ao bel-prazer do Partido dos Patrões e fingindo não enxergar isso nem ter posição sobre nada (a não ser música & a vida dos outros) e morrendo de medo sequer de trocar impressões políticas e votos com colegas de redação. As masmorras de Tucanistão guardam silêncios ensurdecedores. Nestes oito meses de Padilha, foi entremente enriquecedor trabalhar diretamente com o PT, sem intermediários, sem falsos apartidários, sem patrões tucanos que fingem votar nulo (tendo sob seu cabresto toneladas de votos) e sem escamoteações de neutralidade, imparcialidade e nobreza ética. Como todos os seres humanos, jornalistas também temos lado. Não podermos expressá-lo é uma violência cometida contra nós por quem nos explora expelindo pela boca conceitos-ratoeira de “liberdade de expressão” – isso quando a violência não é cometida por nós mesmos, em nossa funda submissão, subserviência, covardia e falta de amor-próprio. O aprendizado nas paralelas do PT foi intenso e avassalador, em muitos e muitos e muitos aspectos. A sensação de virar adulto (só) aos 46 anos é meio bizarra pelo adiantado da hora, mas dá um calor danado por dentro. É bom. Abre parênteses. Você que é farofafeiro por razões musicais provavelmente não viu nem percebeu, mas a experiência com a política me manteve estritamente próximo da música brasileira. Talvez, pasme, até tenha estreitado meus laços com ela, essa minha grande paixão (embora não a maior de todas, cada vez menos a maior de todas). Viajando pelo estado de São Paulo entre fevereiro e maio, cento e tantas cidades lindas e surpreendentes, senti a necessidade de conhecer e reconhecer a origem musical de minha mãe gaúcha e de meu pai catarinense. Desde então quase só faço ouvir canções caipiras e sertanejas. Do repertório limitadíssimo que eu possuía, dos maravilhosos Cascatinha & Inhana e de Inezita Barroso, galguei novas montanhas de conhecimento. O processo é penoso, mas rendeu paixões à primeira vista por gente extraordinária como Tião Carreiro, Jararaca, Palmeira e Biá (ah, essa “Boneca Cobiçada” que eu conhecia e desgostava na versão sujeito-estranho de Ney Matogrosso), o gauchão Teixeirinha, tantos e tantos outros. Fecha parênteses. O aprendizado foi intenso e avassalador, em muitos e muitos e muitos e muitos aspectos, mas em um aspecto em particular. Cercado por petistas e simpatizantes durante grande parte do meu tempo desde fevereiro, eu pela primeira vez aprendi no dia a dia o que é a PTfobia. A PTfobia existe e é uma doença d’alma, prima chegada do racismo, da misoginia, da homofobia, da xenofobia, do ódio aos nordestinos, da repulsa por idosos, da gordofobia… – de todas as fobias, enfim. (Conheci uma vez uma moça que tinha fobia de bolinhas, repara só que exótico: ela era incapaz de ingerir alimentos esféricos do tipo ervilha, grão-de-bico, gema de ovo, couve-de-bruxelas; o que, cacilda?, o que leva uma pessoa a desenvolver fobia pânica por bolinhas?). Pois então, a materialização da PTfobia foi se dando em mim à medida que eu convivia com o justo oposto da PTfobia. Conviver de perto com petistas e simpatizantes me fez crescer 502 anos em oito meses. Fui me adaptando a essa tomada de consciência conforme ia convivendo com petistas e simpatizantes como estes que lhe dizem olá nas seguintes fotografias (o texto prossegue para lá das fotos). \ Os rostos acima, em sua esmagadora maioria, são diariamente ocultados e sonegados de nós pela mídia braZileira tradicional, conservadora, patronal, militante à direita, europófila, diversidadofóbica (prega a politicofobia, mas sempre faz campanha e vota no lado mais corrupto?, sei, sei, sei). Se mostrados, são invariavelmente retratados de modo subserviente ou, pior, em contexto de marginalização, estigmatização, criminalização: as venenosas travestis, os perigosos sem-terra, as mães-de-santo, os trabalhadores sindicalizados comedores de criancinhas capitalistas. As fobias, todas elas & outras mais. Foi no percurso deste ano de 2014 que entendi, finalmente, que a PTfobia viceja escondida atrás das grades de ferro, dos vidros blindados, dos fundos de naftalina dos armários. Existe e é prima-irmã das fobias todas. Você pode não ser gay, negra, gordo, mulher ou nordestino – mas, seja você quem for, você DEVE RESPEITO a TODO MUNDO que não é como você é. Você pode não votar no PT, você pode votar em quem você quiser, você pode (se) anular – mas você DEVE respeito às trabalhadoras e aos trabalhadores que são pilares deste BraSil e à obra colossal que o Partido das Trabalhadoras tem conduzido há (pelo menos) 12 anos neste BraSil colossal que está expresso em cada uma das fotografias acima. De 2002 para cá, o BraSil mudou 502 anos, e só o padecimento de uma dolorosa doença poderia economizá-lo(a) de entender, reconhecer e respeitar esse simples fato. A bem da redução do ódio, que é filho passivo-agressivo da fobia, seria importante que você soubesse que sua PTfobia é uma doença, e passível de tratamento – como são, de resto, as doenças e fobias, até mesmo, quem diria?, a inexplicável fobia por bolinhas. Você pode votar em quem quiser, pode até votar na Fobia em pessoa. Só é preciso, se o estiver[+] Também já escrevemos sobre: O poder é homem, branco, rico e hétero 5 de maio de 2014 Política 7 de fevereiro de 2014 Feliz fim do mundo para todos nós! 24 de dezembro de 2011 Rap versus rap (e os meios de comunicação no meio) 15 de outubro de 2013

'Sexo e as Nega' e o Brasil que não entende ironias

13/10/2014 — Por Nirlando Beirão

A série da TV Globo virou campo de batalha da intolerância: quando se fala bem, é racismo; quando se fala mal, também é racismo.

'A Batalha de Argel' e a guerra ao terror

12/10/2014 — Por Orlando Margarido

Revisto, clássico de Gillo Pontecorvo dialoga com contexto atual e desafia o espectador com narrativa que não propões vilões ou heróis inconfundíveis

Dilma com a palavra

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