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Parlatório

por José Antonio publicado 24/11/2014 11h53, última modificação 17/01/2017 09h58
Um blog sobre política, feito pela redação de CartaCapital

Direitos

Guilherme Boulos, do MTST, é preso durante desocupação em São Paulo

Coordenador do movimento foi detido no bairro de São Mateus, por "desobediência civil", segundo os sem-teto
por Redação — publicado 17/01/2017 10h06, última modificação 17/01/2017 15h30
Peter Leone / Futura Press / Folhapress
Guilherme Boulos

Boulos durante a reintegração de posse na zona leste de São Paulo

Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, foi preso na manhã desta terça-feira 17, em São Paulo, de acordo com informações do próprio MTST. Segundo os sem-teto, Boulos foi preso por "desobediência civil" e levado para o 49ª DP, de São Mateus, zona leste da capital paulista. 

Boulos estava em São Mateus para acompanhar a ação de reintegração de posse da ocupação Colonial, autorizada pelo Tribunal de Justiça. A ocupação tem cerca de 3 mil pessoas, reunidas em 700 famílias que estão no local há mais de um ano.

Em comunicado, o MTST classificou a prisão de "verdadeiro absurdo" e afirmou que Boulos "esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito". "Não aceitaremos calados que além de massacrarem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajudá-los", afirmou o movimento na nota..

Por telefone, Zelídio Barbosa, um dos responsáveis pela comunicação do MTST, afirmou que a PM "criou um tumulto" e "fez um teatro" para prender Boulos. Segundo Barbosa, o ato do MTST, bem como as negociações no local, já tinham sido encerrados quando os policiais detiveram Boulos.

Por volta das 7 horas da manhã, os moradores da ocupação São Mateus pediram para os oficiais de Justiça aguardarem a abertura do Tribunal de Justiça para que o juiz responsável pela ação, Jurandir de Abreu Júnior, analisasse um pedido Ministério Público a respeito do caso. O MP solicitava a suspensão da ação de reintegração de posse.

São Mateus
Morador da ocupação durante ato contra a reintegração de posse (Foto: Jorge Ferreira/Mídia Ninja)

A tentativa de adiar a ação não deu certo. Por volta das 8h20, a Polícia Militar avançou com bombas de gás lacrimogêneo e gás pimenta. 

CartaCapital procurou a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e também da Polícia Militar e aguarda informações.

A Ponte Jornalismo, parceira de CartaCapital, acompanhou a ação de despejos, como mostram os vídeos abaixo. 

 

Brasília

Temer e Marcela mudam decoração do Alvorada feita por Oscar Niemeyer, diz site

Segundo ex-curador dos palácios, a atual primeira-dama não gosta de vermelho e mandou tirar tapetes e carpetes com essa cor
por Redação — publicado 13/01/2017 11h28
Beto Barata / PR
Michel Temer, Papai Noel e Marcela Temer

Temer e Marcela: impeachment levará os dois ao Alvorada

A decoração histórica do Palácio da Alvorada, elaborada por Oscar e Anna Maria Niemeyer, assim como a fachada do prédio, residência oficial da Presidência da República, estão sendo alterados para receber Michel Temer e sua mulher, Marcela. Os dois ainda moram no Palácio do Jaburu, residência da vice-presidência, mas devem se mudar em breve para o Alvorada.

Em entrevista ao site Poder 360, Claudio Rocha, ex-secretário-executivo da comissão de curadoria dos palácios do Planalto e da Alvorada, afirmou que Temer e Marcela estão mudando todo o palácio, com a exceção da biblioteca e do salão de banquete.

"Tapetes foram substituídos, por uma questão de gosto pessoal, porque não gostam de tapete vermelho, os sofás têm sido substituídos, porque não gostam de sofá preto, ou porque não gostam do sofá cor de telha, apesar de essas cores terem sido escolhidas pela própria Anna Maria Niemeyer e Oscar Niemeyer na década de 1960", afirmou. 

Segundo Rocha, os carpetes vermelhos da rampa de acesso ao Planalto, das escadarias e do elevador foram trocados, sempre a pedido de Marcela. As mudanças, afirma ele, são comandada pela chefia de gabinete de Marcela Temer.

Rocha é contra as alterações. "O problema é que o palácio é um espaço público, é um prédio tombado e não faz nenhum sentido esse tipo de interferência"

Ainda segundo o Poder 360, a fachada do Alvorada foi modificada, por conta da colocação de uma tela de proteção na sacada do 1º andar, com o objetivo de resguardar Michelzinho, o filho de Temer. Ele também é contra essas mudanças. “O filho do João Goulart morou no palácio com 4 anos de idade. Os netos do presidente [José] Sarney, os netos do presidente Fernando Henrique [Cardoso] moraram no palácio e nunca teve nenhum problema de segurança”, diz Rocha.

O Alvorada foi restaurado entre dezembro de 2004 e março de 2006, com a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A intervenção respeitou o projeto original, contando com a colaboração do próprio Oscar Niemeyer. 

Estrela do PT

O caso remete a um ocorrido em 2004, quando o ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, mandaram fazer uma estrela de flores vermelhas no jardim do Alvorada, uma evidente remissão à estrela que o PT usa como emblema. 

Naquele momento Lula e Marisa foram criticados por entidades ligadas à preservação do patrimônio da cidade e pela oposição, que tratou o caso como "símbolo do aparelhamento do Estado".

Mudança para o Alvorada

Em novembro, quando esteve no programa Roda Viva, da TV Cultura, classificado por ele próprio como uma "propaganda", Michel Temer comentou a mudança e disse que não tinha pressa. "Não quero parecer açodado, sabe...'decretou impeachment ontem, amanhã tô morando no Alvorada'. Pra mim isso é irrelevante. Eu tenho usado muito o Alvorada. Tomei posse, docemente do Alvorada, e pouco a pouco eu acabo mudando para cá".

Malafaia é alvo de condução coercitiva por suspeita de lavagem de dinheiro

Pastor da Associação Vitória em Cristo teria recebido valores de escritório ligado a esquema de desvio de royalties da exploração mineral
por Redação — publicado 16/12/2016 09h32, última modificação 16/12/2016 10h49
Lula Marques / Agência PT
Silas Malafaia

Malafaia: sob suspeita

O pastor evangélico Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, foi alvo de um mandado de condução coercitiva cumprido nesta sexta-feira 16 pela Polícia Federal no âmbito da Operação Timóteo, que investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.

De acordo com a Polícia Federal, está sob investigação um suposto esquema liderado por um Diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Ele teria informações privilegiadas a respeito da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que tem 65% de sua receita repassada aos municípios. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o diretor do DNPM é Marco Antonio Valadares Moreira.

Segundo as investigações, ciente das informações sobre as dívidas de royalties, esse diretor oferecia aos municípios os serviços de dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria para agilizar o recebimento dos créditos de CFEM.

Para a PF, trata-se de uma organização criminosa dividida em quatro núcleos: O primeiro era o núcleo captador, formado por um diretor do DNPM e sua esposa, que realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema. O segundo era o núcleo operacional, composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos.

O núcleo político era formado por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema. O núcleo colaborador, por sua vez, seria responsável por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro.

Malafaia é suspeito de compor este quarto núcleo. Segundo a PF, ele recebeu valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema e pode ter emprestado contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

O nome da operação da PF é uma referência bíblica, ao livro de Timóteo. Na explicação do nome da ação, a PF cita o versículo nove do capítulo seis a primeira epístola a Timóteo: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição."

Ainda segundo a PF, a operação colocou nas ruas 300 policiais federais para cumprir 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, o sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem alcançar 70 milhões de reais. As ações ocorreram de forma simultânea no Distrito Federal e em 11 estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins

A Justiça determinou ainda que os municípios se abstenham de realizar quaisquer atos de contratação ou pagamento aos escritórios de advocacia e à consultoria sob investigação.

"Não sou bandido", diz pastor

Malafaia afirmou em entrevista a jornalistas que a condução coercitiva foi uma "tentativa de desmoralizar" e classificou a operação como "molecagem", "canalhice" e "bandidagem".

"Recebo doações de 100 mil reais, 200 mil reais, de 50 mil reais, 30 mil reais, de 40 mil reais. Tudo declarado", disse segundo a Rádio Gaúcha. "Isso acontece com bandido. Eu tenho todas as minhas declarações do IR. Eu declaro todas as ofertas que eu recebo", afirmou.

Pesquisa

Temer no Datafolha: o mais rejeitado, pior que Dilma e deveria renunciar

O peemedebista é o líder em rejeição e, para 63% dos entrevistados, deveria deixar o Planalto ainda em 2016
por Redação — publicado 12/12/2016 10h31, última modificação 12/12/2016 10h49
Lula Marques / AGPT
Michel Temer

Temer: para 63%, ele deveria renunciar

Para Michel Temer, o cenário exposto pela mais recente pesquisa Datafolha é aterrador. Alçado ao cargo mais importante do País por conta do impeachment de Dilma Rousseff, Temer é visto como pior que sua antecessora, tem o maior índice de rejeição entre todos os políticos listados e deveria deixar já o poder para abrir espaço a novas eleições diretas.

Tudo isso foi detectado pelo instituto em 7 e 8 de dezembro, antes, portanto, dos efeitos do vazamento da primeira delação premiada da Odebrecht, que atinge Temer em cheio.

A pesquisa Datafolha mostrou que a reprovação de Temer cresceu 20 pontos percentuais entre julho e dezembro, passando de 31% para 51%. A quantidade de pessoas que avalia seu governo como regular caiu de 42% para 34% e a dos que avaliam a administração como boa ou ótima foi de 14% para 10%.

O crescimento da rejeição a Temer coincide com o pessimismo acerca da economia. Para 67% dos brasileiros, o desemprego vai crescer; para 66%, a inflação vai aumentar; para 65%, a economia piorou de maneira geral; e para 59% seu poder de compra vai diminuir.

Diante desse quadro, 40% dos brasileiros acham que o governo de Michel Temer é até agora pior que o de Dilma Rousseff. Outros 34% avaliam que os dois são iguais e apenas 21% acreditam que ele é melhor. Esses dados vão ao encontro de pesquisa CNI/Ibope publicada em outubro, na qual a opção mais popular entre os brasileiros era também a de que Temer é pior que Dilma

A situação do atual ocupante do Planalto é tão grave que ele aparece agora em primeiro lugar na lista de rejeição entre 14 políticos apresentada pelo Datafolha. O índice de rejeição de Temer é 45%, semelhante ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (44%), e bem maior que os de outros políticos listados, como o do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tem 30%; do chanceler José Serra (PSDB), com 20% e do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 18%.

O índice que resume a situação de Temer é o dos brasileiros que desejam sua renúncia. São 63% dos entrevistados favoráveis a essa opção, contra 27% contrários (6% são indiferentes e 3% não sabem). 

O desejo da renúncia vem acoplado à aspiração para que uma nova eleição presidencial seja realizada. Na pergunta apresentada aos entrevistados, o instituto deixou claro que a renúncia de Temer ainda neste ano levaria à realização de novas eleições diretas: "Uma situação em que poderia haver eleição antecipada para a Presidência no Brasil seria em caso de renúncia de Michel Temer até o final deste ano. Você é a favor ou contra Michel Temer renunciar até o final do ano para a convocação de uma nova eleição direta para a Presidência da República?", perguntou o Datafolha.

Na hipótese de o cargo ficar vago após o início do terceiro ano de mandato (a partir de 1º de janeiro de 2017), a Constituição prevê que, em vez de eleições diretas, uma eleição indireta seria realizada. Isso significaria que o novo presidente seria escolhido pelos deputados federais e senadores.

Temer e a mudança de discurso

A percepção de Temer a respeito da importância da popularidade para o presidente da República mudou de forma drástica entre setembro de 2015, quando ele era o beneficiário de um eventual impeachment, e outubro de 2016, quando passou a ser o alvo da rejeição nacional.

Em 2015, em meio ao agravamento da crise que Dilma enfrentava, Temer afirmou que seria impossível alguém resistir no cargo com aprovação tão baixa. "Hoje, realmente o índice é muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo", afirmou Temer durante debate com empresários em São Paulo.

No último mês de outubro, o discurso era outro. Em entrevista a jornais argentinos, Temer minimizou a impopularidade. "Se chego ao fim do governo com 5% e consigo colocar o país nos trilhos, me dou por satisfeito. Não tenho preocupação com a popularidade", afirmou ele.

Em 2015, quando Temer proferiu sua análise sobre Dilma, a aprovação da petista era de 8% segundo a Datafolha. Agora, a aprovação de Temer é de 10%, também segundo o Datafolha.

Eleições 2018

Datafolha: Lula sobe e lidera no 1º turno; Marina é favorita no 2º turno

Ex-presidente cresce mesmo após virar réu três vezes. Candidatos do PSDB teriam dificuldade até para ir ao segundo turno
por Redação — publicado 12/12/2016 09h39, última modificação 12/12/2016 10h29
Elza Fiúza / ABr e Filipe Araújo
Marina Silva e Lula

Marina e Lula: os principais nomes da pesquisa

A sequência de notícias e fatos negativos acerca do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos meses não abalou sua imagem diante do eleitorado. Ao contrário, é o que indica a mais recente pesquisa do Datafolha. 

De julho para dezembro, Lula cresceu em todos os cenários de primeiro turno nas pesquisas presidenciais e iria para o segundo turno com tranquilidade não importando seus adversários. Nas simulações de segundo turno, entretanto, quem lidera sempre é a ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade).

Desde a última pesquisa Datafolha, Lula se tornou réu em três ações diferentes ligadas à Operação Lava Jato. Em julho, passou a responder por obstrução de Justiça, em setembro, por corrupção e lavagem de dinheiro, e em outubro, por tráfico de influência. Ainda assim, subiu em todos os cenários e lidera com folga não importando quem sejam os concorrentes.

Com o senador Aécio Neves (MG) como candidato do PSDB, Lula teria 25%, contra 15% de Marina Silva e 11% de Aécio e 9% do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no páreo pelo PSDB, Lula teria 26%, contra 17% e 8% de Alckmin e de Bolsonaro.

Se o ministro das Relações Exteriores, José Serra, fosse o candidato do PSDB, Lula teria 25%, Marina 16% e Serra e Bolsonaro teriam 9%.

Em um quarto cenário com diversos candidatos, no qual Aécio, Alckmin e Serra estariam incluídos, Lula manteria a liderança, com 24%, contra 11% de Marina Silva e do juiz Sergio Moro, empatados em segundo lugar.

Em todos esses cenários, a porcentagem de pessoas indecisas ou pretendendo votar nulo ou em branco é alta. Nos três primeiros, fica em 26%. No último, com mais candidatos, cai para 18%.

Segundo turno: Lula à frente de tucanos e Marina vence todos 

Nas simulações de segundo turno feitas pelo Datafolha, Lula aparece numericamente à frente dos três postulantes tucanos, mas sempre com diferenças ainda dentro da margem de erro.

A disputa mais apertada seria com Serra, com 37% para o petista e 35% para o tucano. Em hipotéticos segundos turnos com Aécio e Alckmin, a vantagem de Lula é a mesma: 38% para ele, contra 34% dos tucanos.

Marina Silva, por sua vez, venceria com folga os três tucanos e também Lula caso enfrentasse essas figuras no segundo turno. 

Contra os nomes do PSDB, a vantagem de Marina seria superior a 20 pontos: 47% a 25% contra Aécio Neves; 48% a 25% contra Alckmin e 47% a 27% contra Serra. Diante de Lula, a ex-senadora venceria, mas com vantagem menor: 43% a 34%.

A pesquisa Datafolha foi realizada entre 7 e 8 de dezembro, com 2.828 pessoas. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Mulheres

Dilma está entre as 10 mulheres que marcaram o ano, aponta FT

Financial Times listou 10 mulheres foram destaque em 2016. Além de Dilma estão também Theresa May e Hilary Clinton
por — publicado 08/12/2016 13h30, última modificação 08/12/2016 13h38
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Dilma.jpeg

Dilma foi destaque na imprensa internacional

A presidente eleita Dilma Roussef foi escolhida pelo Financial Times como uma das 10 mulheres que marcaram o ano de 2016. A lista traz entrevistas e perfis com atletas, políticas, empresárias, artistas e executivas que se destacaram de alguma maneira na área em que atuam.

Numa longa entrevista conduzida pelo jornalista Joe Leahy, chefe da sucurasal brasileira do FT, Dilma fala sobre o golpe que a tirou da Presidência,  sobre crise econômica, seu passado militante e seus passeios matinais de bicicleta.

Além de Dilma, constam da relação, Theresa May, primeira ministra do Reino Unido; Hillary Clinton, primeira mulher candidata à Presidência dos EUA e a ginasta Simone Biles, quarto medalhas de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

 Confira a lista das dez primeiras:

Simone Biles, ginasta norte-americana

Jean Liu, presidente da Didi Chuxing, maior empresa de transportes da Cinha

Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil

Mary Berry, apresentadora da BBC

Maria Grazia Chiuri, primeira mulher a dirigir a Dior

Njideka Akunyili Crosby, artista plastica nigeriana

Margrethe Vestager, líder do partido Social-liberal da Dinamarca

Phoebe Waller-Bridge & Vicky Jones, autoras da série Fleabag

Hillary Clinton – primeira mulher candidata à Presidência dos EUA

Corrupção

Moro e Aécio: uma foto para a história

Em evento em São Paulo, o juiz da Lava Jato gargalhou ao lado do senador
por Redação — publicado 07/12/2016 09h43, última modificação 07/12/2016 10h05
Brazil Photo Press / Folhapress
Sergio Moro e Aécio Neves

Moro e Aécio em evento da Istoé: rindo de quê?

Herói dos manifestantes que desde 2015 vão às ruas "contra a corrupção", o juiz Sergio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde é responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, foi flagrado em uma situação inusitada na noite de terça-feira 6. Em evento da revista Istoé, realizado em São Paulo, Moro apareceu gargalhando ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), uma das figuras que mais apareceu em delações premiadas na Lava Jato.

Por ser um juiz de primeira instância, Moro não poderia investigar Aécio, mas a boa convivência de entre os dois chama a atenção por conta dos diferentes perfis públicos. Em geral, Moro busca transmitir em suas aparições e manifestações uma imagem austera, exemplar de como um funcionário público engajado no combate à corrupção deve se postar.

Ídolo de manifestantes contra a corrupção, em especial a corrupção do PT, Moro se tornou uma espécie de reencarnação de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo alçado à condição de herói após liderar as condenações dos políticos envolvidos com o "mensalão". Nos últimos meses, Moro vem se tornando uma figura messiânica e, no último domingo, um manifestante chegou a classificá-lo de "segundo filho" de Deus. 

Aécio, ao contrário, é uma figura cuja imagem tem sido duramente afetada desde outubro de 2014, quando perdeu as eleições presidenciais para Dilma Rousseff. O tucano já foi citado por pelo menos cinco delatores diferentes da Lava Jato, entre eles o ex-senador Delcídio do Amaraldoleiro Alberto Youssef; um de seus entregadores de dinheiro, Carlos Alexandre de Souza Rocha, o "Ceará" (ambos casos arquivados); do lobista Fernando Moura, ligado ao PT; e do ex-deputado do PP Pedro Corrêa. 

Nos áudios gravados clandestinamente pelo ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, Aécio também aparece com destaque. "Aécio está com medo", diz o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a Machado sobre a delação de Delcídio.

Em um outro trecho das gravações, Machado conversa com o também senador Romero Jucá (PMDB-RR) e pergunta: "Quem não conhece o esquema do Aécio?".

Mais recentemente, Aécio teria manobrado para aprovar, no Senado, o regime de urgência para a tramitação do pacote anticorrupção aprovado na Câmara, desfigurado pelos deputados. Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, Aécio foi o primeiro a articular a urgência da votação e o PSDB prometeu votos no requerimento, mas não cumpriu. Isso teria ocorrido por conta da forte reação contrária da sociedade e de alguns senadores no plenário.

No prêmio da revista Istoé, Moro foi eleito o "Brasileiro do Ano na Justiça". O prêmio principal da noite, de "Brasileiro do Ano" em todas as áreas, foi para Michel Temer. Nenhuma surpresa. Nos últimos meses, a revista passou a adotar um tom laudatório para tratar Temer, e chegou a afirmar que o PMDB era a "nau mais segura" para "recolocar o País nos trilhos".

Crise

Com Viana no Senado, o PT vai à forra contra Temer?

Líderes do partido querem que o substituto de Renan Calheiros retire da pauta a PEC 55, prioridade do governo
por Redação — publicado 06/12/2016 09h55, última modificação 06/12/2016 10h05
Marcos Oliveira / Agência Senado
Jorge Viana

Jorge Viana: ele pode derrubar a pauta que favorece Temer

O afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado deu ao PT uma inesperada posição de força em Brasília em um momento no qual as posições do partido pouco importavam para os rumos do País.

Jorge Viana (PT-AC), vice do Senado, ascendeu à presidência e agora é pressionado para paralisar a pauta de prioridades do governo Michel Temer (PMDB), à semelhança do que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fez em 2015 com Dilma Rousseff, de modo a inviabilizar seu mandato.

Ainda na noite de segunda-feira, Viana se disse surpreso com a decisão e, publicamente, não quis antecipar suas ações. "Acabei de chegar do Acre e fui surpreendido pela notícia da liminar do Supremo Tribunal Federal. Imediatamente me dirigi à casa do Presidente Renan. A Presidência do Senado tornou pública uma nota, e nós vamos aguardar a notificação oficial. Amanhã [hoje] teremos reunião da Mesa. Certamente, conversaremos para ver as medidas adequadas que devem ser adotadas", disse Viana.

Viana é um senador de tom conciliador e em suas primeiras manifestações lembrou que a pauta foi feita por quem tem maioria - o governo. "Tem um calendário que estava sendo executado, faltam dez dias pro recesso. Nós planejamos [o calendário] com pautas importantíssimas, que nós divergimos, mas que quem tem a maioria do Senado defende", disse o petista.

Em privado, entretanto, Viana teria admitido que não terá condições de privilegiar a pauta de Temer, um presidente visto como golpista pelo PT, cujo governo foi derrubado em um processo de impeachment no qual o peemedebista, vice de Dilma, teve papel central. Segundo a Folha de S.Paulo, Viana informou a colega que "o jogo político muda" caso o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado seja ratificada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. A corte deve analisar a liminar no ministro Marco Aurélio Mello até quarta-feira 6.

A estratégia do PT de interditar a pauta de Temer ficou clara ainda na segunda-feira. "Há uma preocupação muito grande com a crise institucional, uma crise gigantesca. O Senado Federal vai ter sim que mexer com sua pauta. Minha preocupação é com a convulsão social nos próximos meses. Não pode votar essa PEC de jeito nenhum. Esse calendário não pode ser mantido de jeito nenhum. Não podem ignorar o que está acontecendo nesse país", afirmou o líder da minoria, Lindbergh Farias (PT-RJ).

O líder do PT, Humberto Costa (PE), foi menos incisivo, mas também deixou claro que a pauta pode ser revista. "Haverá disputa sobre a execução ou não da pauta que tem divergências. Ele [Viana] vai conversar com a bancada e com os líderes e ver o melhor caminho a seguir", afirmou.

O alvo principal do PT é a PEC 55, que tramitou como PEC 241 na Câmara e congela os investimentos sociais em áreas estratégicas como saúde e educação. Prioridade do governo Temer, a PEC foi aprovada na Câmara e, em primeiro turno, no Senado. O segundo turno está marcado para 13 de dezembro, mas agora não se sabe mais se isso ocorrerá. 

Em público, o governo tenta evitar demonstrações de inquietude. “Existe um calendário acertado com o presidente Renan, com líderes de partidos, e esse calendário será respeitado, iremos cumprir o acordado com os senadores e com o país”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). “Viana é íntegro e comprometido com o país, não haverá diferença”.

Pesa a favor do governo e contra o PT o fato de a base aliada ser, hoje, bastante ampla. Ao contrário de Eduardo Cunha, que inviabilizou Dilma manobrando o "centrão" e antiga oposição, liderada por PSDB e DEM, Viana não teria condições de pautar e aprovar textos contrários ao governo Temer. No primeiro turno da votação da PEC, apenas 14 senadores votaram contra ela. Viana, por sinal, nem estava no plenário.

Corrupção

Lava Jato contra-ataca e ameaça renúncia coletiva

Para Dallagnol, propostas anticorrupção do governo Dilma eram melhores que as aprovadas; ofensiva contra o Judiciário tem o dedo do governo Temer, diz
por Redação — publicado 30/11/2016 16h52, última modificação 30/11/2016 19h29
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Deltan Dallagnol

Deltan Dallagnol: Câmara desvirtuou projeto das Dez Medidas

O desafio feito pela Câmara ao Judiciário e à Operação Lava Jato na madrugada desta quarta-feira 30, ao aprovar no pacote anticorrupção uma emenda que estabelece crime de responsabilidade para juízes e integrantes do Ministério Público, recebeu na tarde desta quarta a resposta da força-tarefa que investiga os crimes na Petrobras e outros órgãos públicos. Em entrevista coletiva, os procuradores da Lava Jato ameaçaram abandonar a operação caso o texto seja sancionado por Michel Temer.

"A nossa proposta é de renunciar coletivamente caso essa proposta venha a ser sancionada pelo presidente", afirmou Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos procuradores da Lava Jato.

Lima criticou o texto da emenda, afirmando que ele responsabiliza pessoalmente os promotores, procuradores e magistrados e em termos genéricos. "Eles aproveitaram um projeto de combate à corrupção para se proteger e fizeram isso porque estamos investigando, descobrindo os fatos e iríamos chegar muito mais longe do que chegamos até o momento", afirmou.

O texto-base aprovado pelos deputados teve origem na Comissão Especial montada para analisar o projeto de iniciativa popular surgido a partir da campanha Dez Medidas contra a Corrupção do Ministério Público Federal (MPF).

Medidas propostas pelo MPF consideradas autoritárias, como a legalização de provas ilícitas e restrições ao habeas corpus, foram retiradas do texto, mas os deputados manobraram para incluir no pacote medidas para se livrar de acusações, como a anistia ao caixa dois, e para rebater o ímpeto de procuradores e magistrados. A anistia ao caixa dois acabou não sendo analisada, mas a emenda do crime de responsabilidade foi aprovada, por 313 votos a 132, durante a madrugada.

"Rasgou-se o texto das 10 medidas", afirmou Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa. "O parlamento é soberano, mas nós, depois de todo esse processo, saímos sem solução para acabar com as brechas que permitem a corrupção", afirmou o procurador. 

Dallagnol, cujas investigações ajudaram a formar o caldo que culminou com o impeachment de Dilma Rousseff, lembrou que o governo da petista apresentou propostas anticorrupção melhores que as aprovadas pelo Congresso. "Até o governo Dilma avançou propostas contra a corrupção muito melhores que as que foram aprovadas", disse. 

Para o procurador, a aprovação do crime de responsabilidade tem o dedo do governo Michel Temer. "O que aconteceu ontem não é expressão de pessoas específica, e sim da articulação de líderes dos partidos e do governo", afirma Deltan Dallagnol.

Na entrevista coletiva, Dallagnol voltou a usar o termo "estancar a sangria" para designar a pressão contra a Lava Jato. Trata-se do termo usado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PDMB-RR), para avançar o impeachment de Dilma. "O objetivo é estancar a sangria", disse Dallagnol. O avanço de propostas como a 'lei da intimidação' instaura uma ditadura da corrupção."

Na votação da emenda, evidenciou-se a divisão entre PMDB, partido de Temer, e o PSDB, que integra a base aliada do governo. Na bancada tucana, 32 dos 42 deputados presentes no plenário votaram contra a proposta de punir juízes e procuradores. Entre os 56 peemedebistas, apenas 9 parlamentares se opuseram à medida.

No MP e no Judiciário, indignação
Não foram apenas os integrantes da força-tarefa que manifestaram indignação com a emenda aprovada pelo Congresso. Rodrigo Janot, o procurado-geral da República, chefe do Ministério Público, emitiu dura nota criticando a votação.
“As 10 medidas contra a corrupção não existem mais. O Ministério Público brasileiro não apoia o texto que restou, uma pálida sombra das propostas que nos aproximariam de boas práticas mundiais. O Ministério Público seguirá sua trajetória de serviço ao povo brasileiro, na perspectiva de luta contra o desvio de dinheiro público e o roubo das esperanças de um país melhor para todos nós”, disse.

Na manifestação, Janot afirmou ainda que as alterações são “medidas claramente retaliatórias” e pediu apoio da sociedade para que o projeto não seja concretizado no Senado, para onde segue para votação posterior.

“Um sumário honesto da votação das 10 Medidas, na Câmara dos Deputados, deverá registrar que o que havia de melhor no projeto foi excluído e medidas claramente retaliatórias foram incluídas. Cabe esclarecer que a emenda aprovada, na verdade, objetiva intimidar e enfraquecer Ministério Público e Judiciário”.

Mais cedo, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, divulgou uma nota em que também lamentou a aprovação do crime de abuso de autoridade para juízes e procuradores. Na nota, Cármen Lúcia "reafirma seu integral respeito ao princípio da separação dos poderes. Mas não pode deixar de lamentar que, em oportunidade de avanço legislativo para a defesa da ética pública, inclua-se, em proposta legislativa de iniciativa popular, texto que pode contrariar a independência do Poder Judiciário”.

Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) repudiou a inclusão no pacote anticorrupção de emendas "que têm como objetivo central a retaliação, a intimidação e o enfraquecimento do Ministério Público e do Poder Judiciário".

Segundo a ANPT, criminalizar a regular atuação de membros do Ministério Público e de magistrados importa apenas “àqueles cujos interesses inconfessáveis se sobrepõem ao incansável trabalho de defesa dos direitos sociais e do patrimônio público desempenhado pelos agentes públicos em testilha”.

O Movimento do Ministério Público Democrático também declarou repulsa à desconfiguração do pacote anticorrupção. "Da proposta original, subscrita por mais de dois milhões de cidadãos, quase nada resta, foi transformada num passe livre para corruptos, que não serão mais punidos e sequer terão de devolver o dinheiro subtraído dos cofres públicos. É estarrecedor!"

Câmara

Crime de responsabilidade de juízes e MP: como votaram os deputados

Emenda apresentada pelo PDT, vista como desafio ao Judiciário e à Lava Jato, foi aprovada por 313 votos a 132
por Redação — publicado 30/11/2016 10h11
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Câmara

O Plenário da Câmara: na madrugada, emenda desvirtua espírito da campanha contra a corrupção

Na madrugada desta quarta-feira 30, a Câmara aprovou o pacote de medidas anticorrupção, originado na campanha Dez Medidas contra a Corrupção, do Ministério Público Federal, mas incluiu no texto uma emenda que estabelece crime de responsabilidade para juízes e integrantes do Ministério Público.

A emenda, apresentada pelo PDT, é criticada por ser uma descaracterização do espírito do texto. Criado pelo MPF, mas assinado por 2,5 milhões de pessoas em meio a um clima de caça aos corruptos que perpassa toda a sociedade, o projeto de iniciativa popular tinha como intenção reforçar o combate à corrupção, e não criar novas regras para a atuação de juízes e promotores. 

Da mesma forma, a emenda é vista como um desafio à Operação Lava Jato. Na tarde de terça-feira 29,  a força-tarefa da Lava Jato emitiu dura nota para "manifestar repúdio a qualquer tentativa de aterrorizar procuradores, promotores e juízes em seu legítimo exercício da atividade de investigação, processamento e julgamento de crimes, especialmente daqueles praticados nas mais altas esferas de poder".

Segundo a força-tarefa, a intenção de criminalizar a atividade específica do Ministério Público e do Judiciário "apareceu repentinamente, não foi submetida a uma adequada discussão e não existem episódios recentes que justifiquem sua súbita introdução num pacote anticorrupção". A única novidade, dizem os procuradores, "é o risco que os poderosos estão sofrendo de responderem por seus crimes e pagarem pelo que fizeram".

Na Câmara, a emenda dividiu os deputados e gerou muito debate. Apenas PPS, PSOL, PV e Rede recomendaram voto contra a emenda. PSDB, DEM, PHS e Pros liberaram suas bancadas. Todos os outros partidos, incluindo o PT e o PMDB, orientaram voto sim para suas bancadas.

Confira abaixo como votaram os deputados:

ParlamentarUFVoto
DEM
Abel Mesquita Jr. RR Não
Alberto Fraga DF Sim
Alexandre Leite SP Sim
Carlos Melles MG Não
Claudio Cajado BA Sim
Efraim Filho PB Sim
Eli Corrêa Filho SP Não
Elmar Nascimento BA Sim
Felipe Maia RN Sim
Francisco Floriano RJ Sim
Hélio Leite PA Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
José Carlos Aleluia BA Sim
Juscelino Filho MA Sim
Mandetta MS Não
Marcelo Aguiar SP Sim
Marcos Rogério RO Não
Misael Varella MG Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Onyx Lorenzoni RS Não
Pauderney Avelino AM Não
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Sim
Rodrigo Maia RJ Art. 17
Sóstenes Cavalcante RJ Sim
Total DEM: 25   
PCdoB
Alice Portugal BA Sim
Angela Albino SC Sim
Chico Lopes CE Sim
Daniel Almeida BA Sim
Jandira Feghali RJ Sim
Moisés Diniz AC Sim
Orlando Silva SP Sim
Total PCdoB: 7   
PDT
Afonso Motta RS Sim
André Figueiredo CE Sim
Assis do Couto PR Sim
Carlos Eduardo Cadoca PE Sim
Dagoberto MS Sim
Félix Mendonça Júnior BA Sim
Flávia Morais GO Sim
Hissa Abrahão AM Sim
Leônidas Cristino CE Sim
Mário Heringer MG Sim
Pompeo de Mattos RS Sim
Ronaldo Lessa AL Sim
Sergio Vidigal ES Sim
Subtenente Gonzaga MG Não
Weverton Rocha MA Sim
Wolney Queiroz PE Abstenção
Total PDT: 16   
PEN
Erivelton Santana BA Sim
Junior Marreca MA Sim
Walney Rocha RJ Não
Total PEN: 3   
PHS
Carlos Andrade RR Não
Diego Garcia PR Não
Dr. Jorge Silva ES Sim
Givaldo Carimbão AL Sim
Marcelo Aro MG Não
Marcelo Matos RJ Sim
Pastor Eurico PE Não
Total PHS: 7   
PMB
Weliton Prado MG Não
Total PMB: 1   
PMDB
Alberto Filho MA Sim
Alceu Moreira RS Sim
Alexandre Serfiotis RJ Não
Altineu Côrtes RJ Sim
André Amaral PB Sim
Aníbal Gomes CE Sim
Baleia Rossi SP Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Não
Celso Pansera RJ Sim
Cícero Almeida AL Sim
Daniel Vilela GO Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Edinho Araújo SP Não
Edinho Bez SC Não
Elcione Barbalho PA Sim
Fábio Ramalho MG Sim
Fabio Reis SE Sim
Flaviano Melo AC Sim
Hildo Rocha MA Não
Jarbas Vasconcelos PE Sim
Jéssica Sales AC Sim
João Arruda PR Sim
João Marcelo Souza MA Sim
Jones Martins RS Sim
José Fogaça RS Não
José Priante PA Sim
Josi Nunes TO Abstenção
Kaio Maniçoba PE Sim
Lelo Coimbra ES Não
Leonardo Quintão MG Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Lucio Vieira Lima BA Sim
Manoel Junior PB Sim
Marcos Rotta AM Sim
Marinha Raupp RO Sim
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Sim
Moses Rodrigues CE Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Serraglio PR Sim
Pedro Chaves GO Não
Pedro Paulo RJ Sim
Rodrigo Pacheco MG Sim
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Zveiter RJ Não
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Sim
Valtenir Pereira MT Sim
Vitor Valim CE Sim
Walter Alves RN Sim
Total PMDB: 56   
PP
Afonso Hamm RS Não
Aguinaldo Ribeiro PB Sim
André Abdon AP Sim
André Fufuca MA Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Sim
Beto Salame PA Sim
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Não
Covatti Filho RS Não
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Sim
Eduardo da Fonte PE Sim
Esperidião Amin SC Abstenção
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fausto Pinato SP Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Franklin Lima MG Sim
Hiran Gonçalves RR Sim
Iracema Portella PI Sim
Jerônimo Goergen RS Não
Jorge Boeira SC Não
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Macedo CE Sim
Maia Filho PI Sim
Marcelo Belinati PR Não
Marcus Vicente ES Não
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Nelson Meurer PR Sim
Odelmo Leão MG Sim
Renato Molling RS Sim
Renzo Braz MG Sim
Roberto Balestra GO Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Rôney Nemer DF Sim
Simão Sessim RJ Sim
Toninho Pinheiro MG Sim
Waldir Maranhão MA Sim
Total PP: 42   
PPS
Alex Manente SP Não
Arnaldo Jordy PA Não
Arthur Oliveira Maia BA Sim
Carmen Zanotto SC Não
Eliziane Gama MA Não
Marcos Abrão GO Não
Pollyana Gama SP Não
Rubens Bueno PR Não
Total PPS: 8   
PR
Adelson Barreto SE Sim
Aelton Freitas MG Sim
Alexandre Valle RJ Sim
Alfredo Nascimento AM Sim
Bilac Pinto MG Abstenção
Cabo Sabino CE Sim
Cajar Nardes RS Não
Capitão Augusto SP Sim
Christiane de Souza Yared PR Não
Clarissa Garotinho RJ Sim
Delegado Edson Moreira MG Sim
Dr. João RJ Não
Giacobo PR Sim
Giovani Cherini RS Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Sim
Jorginho Mello SC Sim
José Carlos Araújo BA Sim
Laerte Bessa DF Sim
Lúcio Vale PA Sim
Luiz Cláudio RO Abstenção
Luiz Nishimori PR Não
Magda Mofatto GO Sim
Marcelo Álvaro Antônio MG Sim
Marcio Alvino SP Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim
Paulo Feijó RJ Sim
Paulo Freire SP Sim
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Sim
Tiririca SP Sim
Vicentinho Júnior TO Sim
Wellington Roberto PB Sim
Zenaide Maia RN Sim
Total PR: 35   
PRB
Alan Rick AC Sim
Antonio Bulhões SP Sim
Beto Mansur SP Sim
Carlos Gomes RS Sim
Celso Russomanno SP Não
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Sim
Jhonatan de Jesus RR Sim
João Campos GO Sim
Jony Marcos SE Sim
Lindomar Garçon RO Sim
Márcio Marinho BA Sim
Ricardo Bentinho SP Sim
Roberto Alves SP Sim
Roberto Sales RJ Sim
Ronaldo Martins CE Sim
Rosangela Gomes RJ Sim
Silas Câmara AM Sim
Tia Eron BA Sim
Vinicius Carvalho SP Sim
Total PRB: 20   
PROS
Eros Biondini MG Não
Felipe Bornier RJ Não
Ronaldo Fonseca DF Não
Toninho Wandscheer PR Não
Total PROS: 4   
PSB
Adilton Sachetti MT Sim
Átila Lira PI Sim
Bebeto BA Não
César Messias AC Sim
Creuza Pereira PE Sim
Danilo Cabral PE Sim
Danilo Forte CE Sim
Flavinho SP Não
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Sim
Hugo Leal RJ Sim
Janete Capiberibe AP Não
JHC AL Não
João Fernando Coutinho PE Sim
José Reinaldo MA Sim
Jose Stédile RS Não
Júlio Delgado MG Não
Keiko Ota SP Sim
Leopoldo Meyer PR Não
Luciano Ducci PR Não
Luiz Lauro Filho SP Não
Marinaldo Rosendo PE Sim
Rafael Motta RN Sim
Rodrigo Martins PI Sim
Severino Ninho PE Não
Tadeu Alencar PE Sim
Tenente Lúcio MG Não
Tereza Cristina MS Sim
Total PSB: 28   
PSC
Arolde de Oliveira RJ Sim
Eduardo Bolsonaro SP Não
Gilberto Nascimento SP Sim
Irmão Lazaro BA Sim
Jair Bolsonaro RJ Não
Júlia Marinho PA Sim
Takayama PR Sim
Total PSC: 7   
PSD
André de Paula PE Não
Antonio Brito BA Não
Átila Lins AM Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Não
Delegado Éder Mauro PA Não
Diego Andrade MG Sim
Domingos Neto CE Sim
Edmar Arruda PR Sim
Evandro Roman PR Sim
Expedito Netto RO Sim
Fábio Faria RN Não
Fábio Mitidieri SE Sim
Fernando Torres BA Sim
Goulart SP Não
Herculano Passos SP Sim
Heuler Cruvinel GO Sim
Indio da Costa RJ Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Não
Jefferson Campos SP Sim
Joaquim Passarinho PA Não
José Nunes BA Sim
Júlio Cesar PI Sim
Marcos Montes MG Sim
Marcos Reategui AP Sim
Paulo Magalhães BA Sim
Raquel Muniz MG Sim
Reinhold Stephanes PR Não
Rogério Rosso DF Não
Rômulo Gouveia PB Não
Sandro Alex PR Não
Tampinha MT Sim
Thiago Peixoto GO Não
Total PSD: 33   
PSDB
Antonio Imbassahy BA Não
Betinho Gomes PE Não
Bonifácio de Andrada MG Sim
Bruna Furlan SP Não
Bruno Covas SP Não
Caio Narcio MG Sim
Carlos Sampaio SP Não
Daniel Coelho PE Não
Domingos Sávio MG Não
Eduardo Barbosa MG Não
Eduardo Cury SP Não
Fábio Sousa GO Não
Geovania de Sá SC Não
Geraldo Resende MS Sim
Giuseppe Vecci GO Sim
Izalci Lucas DF Não
João Gualberto BA Não
João Paulo Papa SP Não
Jutahy Junior BA Não
Lobbe Neto SP Não
Luiz Carlos Hauly PR Não
Mara Gabrilli SP Não
Marco Tebaldi SC Sim
Marcus Pestana MG Não
Mariana Carvalho RO Não
Max Filho ES Não
Miguel Haddad SP Não
Nelson Marchezan Junior RS Sim
Nilson Leitão MT Não
Nilson Pinto PA Sim
Otavio Leite RJ Não
Paulo Abi-Ackel MG Não
Pedro Cunha Lima PB Não
Pedro Vilela AL Não
Raimundo Gomes de Matos CE Sim
Ricardo Tripoli SP Não
Rocha AC Não
Rodrigo de Castro MG Sim
Rogério Marinho RN Sim
Silvio Torres SP Não
Vanderlei Macris SP Não
Vitor Lippi SP Não
Total PSDB: 42   
PSL
Alfredo Kaefer PR Sim
Dâmina Pereira MG Sim
Total PSL: 2   
PSOL
Edmilson Rodrigues PA Não
Glauber Braga RJ Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não
Luiza Erundina SP Não
Total PSOL: 5   
PT
Adelmo Carneiro Leão MG Sim
Afonso Florence BA Sim
Ana Perugini SP Sim
Andres Sanchez SP Não
Angelim AC Sim
Arlindo Chinaglia SP Sim
Assis Carvalho PI Sim
Benedita da Silva RJ Sim
Beto Faro PA Sim
Bohn Gass RS Sim
Caetano BA Sim
Carlos Zarattini SP Sim
Chico D Angelo RJ Sim
Enio Verri PR Sim
Erika Kokay DF Sim
Fabiano Horta RJ Sim
Gabriel Guimarães MG Sim
Givaldo Vieira ES Sim
Helder Salomão ES Sim
Henrique Fontana RS Sim
João Daniel SE Sim
Jorge Solla BA Sim
José Airton Cirilo CE Sim
José Guimarães CE Sim
José Mentor SP Sim
Leo de Brito AC Sim
Leonardo Monteiro MG Sim
Luiz Couto PB Sim
Luiz Sérgio RJ Sim
Luizianne Lins CE Sim
Marco Maia RS Sim
Marcon RS Sim
Margarida Salomão MG Sim
Maria do Rosário RS Sim
Moema Gramacho BA Sim
Nelson Pellegrino BA Sim
Nilto Tatto SP Sim
Padre João MG Sim
Patrus Ananias MG Sim
Paulão AL Sim
Paulo Pimenta RS Sim
Paulo Teixeira SP Sim
Pedro Uczai SC Sim
Pepe Vargas RS Sim
Reginaldo Lopes MG Sim
Ságuas Moraes MT Sim
Valmir Assunção BA Sim
Valmir Prascidelli SP Sim
Vander Loubet MS Sim
Vicente Candido SP Sim
Vicentinho SP Sim
Waldenor Pereira BA Sim
Zé Geraldo PA Sim
Zeca Dirceu PR Sim
Zeca do Pt MS Sim
Total PT: 55   
PTB
Adalberto Cavalcanti PE Sim
Alex Canziani PR Não
Arnaldo Faria de Sá SP Não
Arnon Bezerra CE Sim
Benito Gama BA Sim
Cristiane Brasil RJ Sim
Deley RJ Sim
Jorge Côrte Real PE Sim
Josué Bengtson PA Não
Jovair Arantes GO Sim
Luiz Carlos Busato RS Não
Nilton Capixaba RO Sim
Paes Landim PI Não
Pedro Fernandes MA Sim
Sérgio Moraes RS Sim
Wilson Filho PB Sim
Zeca Cavalcanti PE Sim
Total PTB: 17   
PTdoB
Cabo Daciolo RJ Não
Luis Tibé MG Sim
Rosinha da Adefal AL Sim
Silvio Costa PE Sim
Total PTdoB: 4   
PTN
Ademir Camilo MG Sim
Alexandre Baldy GO Não
Aluisio Mendes MA Sim
Antônio Jácome RN Sim
Bacelar BA Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Dr. Sinval Malheiros SP Sim
Ezequiel Teixeira RJ Não
Francisco Chapadinha PA Sim
Jozi Araújo AP Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Sim
Renata Abreu SP Não
Ricardo Teobaldo PE Sim
Total PTN: 13   
PV
Evair Vieira de Melo ES Não
Evandro Gussi SP Não
Leandre PR Não
Roberto de Lucena SP Não
Uldurico Junior BA Sim
Total PV: 5   
REDE
Alessandro Molon RJ Não
Aliel Machado PR Não
João Derly RS Não
Miro Teixeira RJ Não
Total REDE: 4   
Solidariede
Augusto Carvalho DF Não
Augusto Coutinho PE Sim
Aureo RJ Sim
Benjamin Maranhão PB Sim
Carlos Manato ES Não
Fernando Francischini PR Não
Genecias Noronha CE Sim
Laudivio Carvalho MG Sim
Lucas Vergilio GO Sim
Major Olimpio SP Não
Paulo Pereira da Silva SP Sim
Zé Silva MG Sim
Total Solidariede: 12