
Eu pensava que o que o ameaçava o Planeta eram as guerras e a injustiça social, mas o Papa Bento XVI pensa que é o casamento homossexual. Foto: AFP
O papa Bento XVI disse que o casamento homossexual “ameaça o futuro da humanidade”.
Eu pensava que o que o ameaçava eram as guerras (muitas delas étnicas ou religiosas), a fome, a miséria econômica, a desigualdade e as injustiças sociais, a violência, o tráfico de drogas e de armas, a corrupção, o crime organizado, as ditaduras de todo tipo, a supressão das liberdades em diferentes países, os genocídios, a poluição ambiental, a destruição das florestas, as epidemias… Porém o papa, mesmo ciente de todos esses males e consciente de que sua instituição – a Igreja Católica Apostólica Romana – contribuiu com muitos deles ao longo da história ocidental, disse que a humanidade é ameaçada pelo fato de dois homens ou duas mulheres se amarem e, por isso, decidirem construir um projeto de vida comum e obter o reconhecimento legal dessa união para gozar de direitos já garantidos aos heterossexuais.
O amor e a felicidade como ameaças contra a humanidade: foi o que afirmou Bento XVI.
O amor, uma ameaça?!
Dentre todos os desatinos do papa, este foi o que mais me chocou. Talvez porque sua afirmação estapafúrdia e anacrônica tenha violado diretamente a minha dignidade humana de homossexual assumido e orgulhoso de minha orientação sexual e de minha formação científica (sim, porque a afirmação de Bento XVI parte da crença absurda de que o casamento civil igualitário vai transformar todos os homens e mulheres em homossexuais e vai impedir que todas as mulheres da Terra recorram às técnicas de reprodução artificial).
Outros artigos de Jean Wyllys:
O começo de uma teocracia no Brasil?
Não há bem que nunca acabe, não há mal que sempre dure
O jornalismo sexista
Ora, o amor, como a fé, é inexplicável: sente-se ou não. Não há dicionário que possa defini-lo; só o poeta pode dizer alguma coisa a respeito — fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente — mas para entendê-lo é preciso sentir tudo aquilo que o papa, os cardeais, os bispos e os padres, pelas regras do trabalho que escolheram desde jovens, são proibidos de sentir – seja por outro homem, seja por uma mulher.
Talvez por isso eles não entendem.
Mas o amor nunca poderia ser uma ameaça para a humanidade; antes, sim, uma salvação para os seus piores males, um antídoto contra os venenos que a intoxicam, uma vacina contra as doenças que a afligem. O papa está errado de cabo a rabo. Ele não entendeu nada mesmo.
Contudo, mesmo não entendendo, ele deveria ter um pouco de responsabilidade. Suas palavras têm poder, influência, entram na cabeça e no coração de milhões de pessoas no mundo inteiro. Ele poderia usá-las para fazer o bem. Em vez de dedicar tanto tempo e esforço a injuriar os homossexuais — eu confesso que não consigo entender o porquê dessa obsessão que ele tem com a gente — o papa poderia se colocar na luta contra os verdadeiros males que ameaçam, sim, a humanidade. Esses que matam milhões, que arruínam vidas, que condenam povos inteiros.
Bento XVI não pode continuar difundindo o ódio e o preconceito contra os gays. Ele não pode dizer que nós, só por amarmos, só por reclamarmos que o nosso amor seja respeitado e reconhecido, somos “uma ameaça”. Aliás, porque esse tipo de frases têm uma história. “Os judeus são a nossa desgraça!” (“Die Juden sind unser Unglück!”), disse o historiador Heinrich von Treitschke, e essa desgraçada expressão, publicada na revista alemã Der Sturmer e logo usada como lema pelos nazistas, deu no que deu. Nós, homossexuais, também sabemos disso: o nosso destino na Alemanha nazista, onde Bento XVI passou sua juventude, era o mesmo dos judeus, só que em vez da estrela de Davi, o que nos identificava noscampos de concentração era o triângulo rosa.
A tragédia do nazismo deveria ter servido para aprender que o outro, o diferente, não é uma ameaça, nem uma desgraça, nem o inimigo. E nós, homossexuais, não ameaçamos ninguém. O nosso amor é tão belo e saudável como o de qualquer um. E merecemos o mesmo respeito e os mesmos direitos que qualquer um.
Da mesma maneira que acontece agora com o “casamento gay”, o casamento entre negros e brancos — chamado, na época, “casamento inter-racial” — já foi considerado “antinatural e contrário à lei de Deus” e uma ameaça contra a civilização. Numa sentença de 1966, um tribunal de Virgínia que convalidou sua proibição usou estas palavras: “Deus todo-poderoso criou as raças branca, negra, amarela, malaia e vermelha e as colocou em continentes separados. O fato de Ele tê-las separado demonstra que Ele não tinha a intenção de que as raças se misturassem”. O casamento entre alemães “da raça ária” e judeus também foi proibido por Hitler. Até os evangélicos tiveram o direito ao casamento negado em muitos países durante muito tempo, porque eram, também, uma ameaça para a Igreja católica. Parece que alguns pastores não se lembram, mas foi assim.
Na Argentina, que em 2010 aprovou o casamento igualitário, a primeira grande reforma ao Código Civil, no século XIX, foi impulsionada pela demanda dos protestantes, que reclamavam o direito a se casar. Vários casais não católicos se apresentaram na Justiça, como agora fazem os homossexuais. Quando o país aprovou a lei de criação do Registro Civil e, depois, o matrimônio civil, em 1888, houve graves enfrentamentos entre o governo argentino e a Igreja Católica, que incluíram a quebra das relações diplomáticas com o Vaticano. No Senado, um dos opositores ao matrimônio civil disse que, a partir de sua aprovação, perdida a “santidade” do matrimônio, a família deixaria de existir. A lei foi chamada de “obra-mestra da sabedoria satânica” por monsenhor Mamerto Esquiú, quem disse sobre os governantes argentinos da época que “amamentam-se dos peitos da grande prostituta, a Revolução Francesa”. Todas a predições apocalípticas que foram feitas contra a lei de matrimônio civil, no entanto, não se cumpriram. Anunciaram, garantiram que o mundo ia se acabar… mas o mundo não se acabou.
Passou-se mais de um século, mas as discussões são as mesmas. Os argumentos são os mesmos. E o papa Bento XVI continua sem entender. Não entende, tampouco, que o casamento civil e o casamento religioso são duas instituições diferentes. O casamento civil está regulamentado pelo Código Civil, que pode ser modificado pelo Congresso, já o casamento religioso depende das leis de cada igreja: por exemplo, o casamento católico é diferente do casamento judeu.
O casamento religioso é feito na igreja, templo, mesquita ou terreiro; o civil, no cartório. Para celebrar o casamento religioso na Igreja católica, os noivos devem ser batizados ou fazer um juramento supletório do batismo e devem realizar um curso prévio na igreja – o que não é necessário para o casamento civil, que pode ser celebrado por pessoas de qualquer religião ou por ateus. O casamento religioso, na maioria das igrejas cristãs, é indissolúvel – já o civil admite o divórcio.
Em conseqüência, uma pessoa pode se casar na Igreja apenas uma vez na vida, mas pode casar quantas vezes quiser no cartório, desde que seja divorciada. O casamento religioso, para que produza efeitos jurídicos, deve ser registrado no cartório – os efeitos jurídicos do casamento civil são imediatos. E essas são apenas algumas das muitas diferenças que existem entre o casamento civil e o religioso…
O que nós, homossexuais, reclamamos é o direito ao casamento civil. O projeto de emenda constitucional (PEC) que estou impulsionando no Congresso não mexe em nada com casamento religioso, cujos efeitos jurídicos são reconhecidos no art. 226 § 2 da Constituição, que se manterá inalterado. Meu projeto legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, mas nada diz sobre o casamento religioso. Da mesma maneira que o Estado não deve interferir na liberdade religiosa, as religiões não devem interferir no direito civil. Este último é uma instituição laica, que deve atender por igual as necessidades daqueles e daquelas que acreditam em Deus — em qualquer Deus ou em vários Deuses — e também daqueles e daquelas que não acreditam.
Chegará o dia no qual uma criança irá à biblioteca da escola para procurar, nos livros de história, alguma explicação sobre um fato surpreendente que o professor comentou em sala de aula: “Até o início do século 21, o casamento entre dois homens ou duas mulheres não era permitido”. Para o nosso pequeno cidadão, essa antiga proibição resultará tão absurda como hoje nos resulta a proibição do casamento entre negros e brancos, ou do voto feminino. E se ele descobrir, na biblioteca, que houve um dia em que um papa disse que o casamento gay ameaçava a humanidade, provavelmente sentirá a mesma repulsa que nós sentimos ao lermos a desgraçada frase de von Treitschke.
Bento XVI deveria pensar se ele quer passar à história dessa maneira. Ainda está em tempo.
Tomara que algum dia ele seja capaz de entender e aceitar o amor — qualquer maneira de amor e de amar — e fazer aquilo que Jesus Cristo pregava: “Amarás ao próximo como a ti mesmo”.
Viva a democracia! Deixem os gays em paz e cuidem de suas vidas!
Caro deputado,
Concordo em grande parte com o seu texto, mas acredito que o Historiador Heinrich von Treischke, apesar de declaradamente antissemita, foi mal citado. Aqui segue um trecho do artigo na Wikipedia sobre o tema:
Treitschke was one of the few important public figures who supported antisemitic attacks which became prevalent from 1878 onwards. He accused German Jews of refusing to assimilate into German culture and society, and attacked the flow of Jewish immigrants from Russian Poland. Treitschke has often been misquoted (predominantly by the National Socialists and contemporary leftists) as having coined the phrase “Die Juden sind unser Unglück!” (“The Jews are our misfortune!”) adopted as a motto by the Nazi publication Der Stürmer several decades later. He actually remarked, “Everywhere in Germany you hear the same phrase, ‘The Jews are our misfortune.’” Because of his respected status, Treitschke’s remarks aroused widespread controversy.[2]
Forte abraço,
Theo
[...] notizia falsa, che ha fatto il giro del mondo, il deputato omosessualista brasiliano Jean Wyllys ha pensato di rincarare la dose accusando il Santo Padre di essere un irresponsabile ossessionato dagli omosessuali, un [...]
O tratamento com base em achismos sempre gera absurdos, desigualdades ou preconceitos. O deputado Jean Willys dá evidências concretas como a extensão do casamento igualitário em países como a Argentina. O que muitos não entendem é que isso não gera obrigatoriedade da Igreja Católica ou qualquer outra religião em celebrar as uniões. É apenas um direito civil. Se ele gera imediato direito civil de adotar crianças, o procedimento passa a ser o mesmo do já realizado por meios convencionais que consiste em analisar se os pais têm condições financeiras e psicológicas para isso. Desde 1990, a OMS após devidos estudos retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, mas muitos não conseguem se desfazer desse estigma ou da educação voltada para a violência contra o que é diferente e rotulado como ameaça.
Pois é Davi, a Igreja Católica mantém muitas crianças para encaminhá-las para a adoção, é aí que o problema também começa.
O articulista é inteligente, escreve bem e usa argumentos altamente plausíveis, fazendo uso da História, Filosofia, Religião, Sociologia e outros conhecimentos humanos, caminhando com desenvoltura pelas diversas áreas e, assim, dando embasamento aos seus argumentos. Nesse sentido merece os parabéns, porque demonstrou que é uma pessoa culta e isso tem feito falta no Brasil.
Mas vejamos o que é defendido. É comparado o direito de pessoas de “raças” diferentes se casarem e o direito de pessoas pertencentes às minorias religiosas se casarem, com o direito ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Aí é usado o argumento de que as antigas proibições são absurdas, e de fato o são, com o casamento de homossexuais, que em sua tese seria absurdo da mesma maneira. Mas esse argumento é um sofisma. Então só porque ao longo da História houve muito preconceito contra o casamento entre pessoas de “raças” diferentes, contra o casamento civil e outros, então todas as regras sociais relativas ao casamento seriam preconceitos odiosos, o que é um absurdo. Por esse raciocínio, então devem ser legalizados, além do casamento de homossexuais, a poligamia, a poliandria, o casamento múltiplo, casamento com crianças, com animais (se não é especismo), casamento de três, quatro, cinco homossexuais, etc, etc, etc.
Como podemos ver, o articulista é hábil e defende com maestria seu ponto de vista, o que é um direito no Estado
Democrático de Direito. Todavia, seus argumentos são falaciosos.
O direito à separação de Estado e Igreja é consagrado porque percebeu-se que o Estado não pode imiscuir-se em questões religiosas, sob pena de discriminar os de outra fé, ou os sem fé. Também, com o progresso dos direitos civis e o avanço dos conhecimentos da genética, ficou evidente que era um preconceito odioso as proibições relativas a casamentos interraciais.
Mas não se pode usar esses argumentos para sancionar o casamento homossexual. O casamento, por definição, sempre é uma maneira de regulamentar o relacionamento de um homem adulto no domínio de suas faculdades, com uma mulher adulta, também no domínio de suas faculdades. Isso é o básico. Se na nossa sociedade não preservarmos esses valores mínimos, daqui a algumas décadas estaremos debatendo a legalização de outras barbaridades, como as mencionadas acima. Mas até lá será que ainda teremos uma sociedade viável?
O articulista cita o Papa e faz uso do terrível passado da entidade religiosa por ele representada. Da mesma forma, não é porque se fez e se praticou tanta barbaridade, que tudo que vier dele está errado. Só concordo que, realmente, há muitas outras ameaças à sociedade, as quais não foram mencionadas.
Concluindo, ele tem o direito de defender seus pontos de vista, assim como o Papa os dele e todo o povo também. Eu defendo que o casamento civil deve ser de um homem com uma mulher. Quantos aos homossexuais, devem ser respeitados e ter seu direito de viverem sua sexualidade como quiserem, mas não apresentados como algo saudável e não sancionados o seus relacionamentos como um casamento civil.
O estado é laico e a sociedade é profundamente diversa: budista, umbandista, hindu, espírita, agnóstica, atéia…o estado é pra todos. Quem quiser regime teocrático procure o Irã.
lembre-se jean wyllys q muitos católicos foram mortos no nazismo por defender pessoas e nao suas ideologias.
Soa paradoxal, a maneira dúbia de certos comentários postados aqui – os homossexuais quando reivindicam “direitos” apelam para a cidadania, pagam impostos como os demais. No entanto, quando são confrontados por outros, aí os outros (héteros) não são lembrados que também pagam impostos – e têm os mesmos direitos de ser contra tal comportamento homo-afetivo!!!
Ao sr Alberto (comentario em 20/12) – A sua concepção é equivocada – O PAPA não desrespeitou a “pessoa homossexual”, ele não concorda com as suas práticas. Por exemplo, existe uma diferença em respeitar um assassino e não concordar com o seu crime! Também respeito o homossexual, porém, não concordo com as suas práticas. Qualquer ser humano que tenha um senso de análise racional, percebe que essa relação que embora exista, foge do natural e do normal – que aliás, parte a sociedade atual tem lutado para colocar tudo no mesmo nível: certo e errado – moral e imoral – normal e anormal – santidade e promiscuidade, e etc!
Por acaso o PAPA BENTO, esta preocupado em resolver os muitos problemas de sua ordem religiosa, exemplificando um deles: a pedofilia? Por acaso o BANCO DO VATICANO nunca investiu em ações de INDÚSTRIAS BÉLICAS? Quem tem o grande passado e o presente comprometido com as reais ameaças a humanidade é carrente de legitimidade para falar. Eu não sou homosexual, sou hetero e respeito qualquer ser humano, simples assim. PAPA CALA-TE E REZE MUITO PARA NÃO IR PARA O INFERNO.
Alberto
as redes sociais estão repletas de pedófilos mas você está preocupado com os 0,3% que se esconderam dentro dos seminários e que estão sendo identificados e punidos ?! Muito duvidoso e oportuno.
O banco é gerido por profissionais do mercado e não por religiosos, e quanto aos erros do passado que tal culparmos os impérios persa, egípsio, grego, mongol pelas guerras e erros do passado ?? Comparar o homem da idade média com o atual é tolice.
O Estado e LAICO, tem que se dar um basta nessas coceiras debaixo das batinas, processar esses padres pedofilos,o vaticano gasta Bilhoes de dollares para livrar a cara dos padres envolvidos em abusos Sexuais e pedofilia!
Vendan o vaticano e Alimentem o pobres do mundo!
Linda,
o estado é laico mas a sociedade é profundamente religiosa. Quanto aos processos, informe-se, pois assim como no Brasil (Alagoas), outros países continuam condenando após exaurir o processo civil, é quando o direito canônico segue os mesmos trâmites expulsando do já condenados, o DETALHE É QUE A IMPRENSA NÃO DIVULGA.
O Vaticano, minha cara, não pode ser vendido, trata-se de um bem inalienável pois pertence ao patrimônio da humanidade.
Pax et Bonum
Só quero dizer que Jesus te ama! E não vou lhe julgar por suas palavras, saiba que JESUS nesse momento olha por Ti! Deus te abençoe e quando tiver uma oportunidade peça desculpa as Papa Bento XVI pois assim como você respeita o seu pai nos queremos que respeite o nosso. O odio a magoa o ranco nao nos leva a lugar nenhum.JESUS TE AMA.
[...] su interés, eproducimos la columna que Jean Wyllys, primer diputado abiertamente gay de Brasil, ha publicado tras las recientes [...]
Parabéns pelo texto. Pra ficar mais claro, somente desenhando. Foi o que eu fiz no blog Sonoraletrante. Abçs
Artigo tenebroso…. O Papa difunde ódio aos homossexuais? O deputado J.W. sabe que pode ser processado por calúnia e difamação?
Parabéns ao Jorge Ferraz pela argumentação. Fafa e Marco Aurélio: concordo inteiramente com vocês.
Gente, o melhor de ler isso são os comentários pseudo-acadêmicos (com fontes hein!!!) mais que tendenciosos…Deputado Jean, continue seu belo trabalho, muito mais significativos do que os dos pseudo-acadêmicos de eliminar a ignorância desse povo! tá de parabéns! Ah, e pseudo-acadêmicos, está lindo pra cara de vcs darem lições de “achismos”…o achismo de vcs disfarçado de pesquisa não cola mesmo…
Se são pseudo-acadêmicos não parecem, o fato é que brigar com os cristãos católicos é lutar contra a base da sociedade brasileira que mais investe em educação no país e em outros continentes. Não se sinta atingida, mas negar o pioneirismo deles no desenvolvimento da civilização ocidental é pura ignorância.
kkkk criticou sem ler da fonte original e agora sabe-se que a Reuters deturpou aquilo que fora dito pelo papa … exemplo de deputado: sem critério e com um falso senso crítico!
O texto é interessante … pena que parta de uma falsa premissa: o papa não disse o que o jornalista da Reuters, Philip Pullella, falou que ele disse. Já há jornalistas internacionais questionando o que foi noticiado pela Reuters. Exemplo:
“O jornalista Andrew Brown revisou o discurso completo que o Papa Bento XVI dirigiu ao corpo diplomático na segunda-feira de 9 de janeiro no qual o Santo Padre recorda a necessidade de defender a família fundada no matrimônio entre homem e mulher, mas não menciona o “matrimônio gay”. Brown questionou ao jornalista Philip Pullella da agência Reuters, a quem considera “um dos melhores e mais experientes correspondentes no Vaticano”, por publicar uma notícia na qual escreveu: “o Papa Bento disse na segunda-feira que o matrimônio gay é uma das várias ameaças à família tradicional que ameaçam ‘o próprio futuro da humanidade’”, atribuindo-lhe uma frase que o Papa não pronunciou. (…)” Leiam a notícia inteira: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23020
Valéria, seu comentário com certeza é bem eloquente, pena ser parcial e não representar a realidade. Atendendo ao seu pedido, postei algumas fontes sobre o comenário apresentado. Estou refletindo sobre seu conselho em viajar para Roma, mas creio que em Portugal e Brasil possa encontrar fontes confiáveis sobre o tema, provavelmente Roma não escreveria algo que lhes desabonasse.
Abraços!
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A realidade tem que ser a sua obrigatoriamente, né Cesar !!
Três autores acima são assumidamente anti cristãos.
Todo mundo que escreveu aqui – principalmente o próprio autor do texto – é parcial.
E representar a realidade ou não é uma questão de ponto de vista.
Tudo mundo tem opinião, mas a ninguém é dada toda a verdade.
Sou totalmente a favor do casamento homossexual, mas acredito que tudo que está no texto poderia ser dito de forma muito mais elegante, pelo menos.
Gostaria de saber daqueles que não concordam com o Estado Laico o que acham se as leis não fossem feitas pelo ponto de vista cristão e sim pela dos judeus ultra-ortodoxos de Israel, onde querem que mulheres só fiquem nos fundos dos ônibus, tenham faixas de pedestres e calçadas diferentes dos homens ou até o direito de hostilizar e castigar publicamente mulheres e crianças. Acha um desrespeito? Essas pessoas também querem o Estado decidido pela religião. Legislar em causa própria ou do próprio grupo talvez também não seja uma condição cristã. Aos que consideram a homoafetividade um defeito de nascença ou deva ser tratada com violência pra “curá-la”, seria bom tomar conhecimento do que diz a Igreja no seu catecismo contraditório: “Um número não desprezível de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais. Eles não escolhem a sua condição de homossexuais; essa condição constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza.” A recíproca também deve ser verdadeira no caso de não xingar o papa, mas isso isso é uma exceção pois apesar das chacotas públicas normalmente os ativistas gays não reagem com mesma violência ou será que temos mais casos de gays que matam héteros por sua condição sexual?
tenho pena dessa criatura que escreveu o presente artigo… muito engraçado como vcs tem todo o direito de dizer o que acham normal ou não e quanto a nós Católicos? estamos simplesmente expressando nossa opinião contrária… se vcs não concordam com o Papa problema de vcs… não entendo porque raios ficam tentando mudar a opinião da Igreja Católica!! caso vcs não saibam, o Papa está ensinando aos Católicos e a quem mais quiser ouvir… se vc acha que ele está errado, problema teu!! agora ficar chamando um homem extremamente pacífico de “nazista” é de uma estupidez sem tamanho…
Concordo com o Jean em TODAS AS letras. Só os desavisados ñ sabem o passado da igreja Católica e as recentes acusações contra esse senhor “Bento” XVI de acobertar casos de pedofilia em igrejas do mundo inteiro.
Dou a minha opinião de livre expressão de pensamento:
A meu ver a simples atração sexual e desejo físico por outro ser humano não tem nada a ver com amor, também sentimentos possessivos que normalmente chamamos de paixão,e que algumas pessoas como por exemplo alguns poetas, confundem com amor, e que algumas vezes já ouvimos em graus mais elevados a sentimentos como a “paixão” diagnosticados como patológicos por médicos e psicólogos por trazerem transtorno tanto ao apaixonado como as vezes ao objeto desta paixão, como sendo de duração até determinada por alguns destes médicos, isso também não é amor , o amor tem a ver com escolha, proteção, busca da sobrevivência e bem estar do ser amado ,renuncia de interesses egoístas para o bem justo da pessoa amada, dedicação em agradar de forma a não prejudicar o ser amado…não tem limite de tempo pré determinado, suporta, acredita, espera , para o bem de quem se ama , é fiel mesmo sendo livre para partir se quiser ,é consciente da escolha que faz ,da liberdade ao ser amado para ficar se quiser e partir se quiser mesmo sabendo das conseqüências pois não é possessivo nem arde em ciúmes humanos mais com zelo agradar ao ser amado para conquistar a sua escolha de ficar
Esse amor que Jesus o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores falava em suas pregações: “o que queres que os Homens vos façam façais vós a eles ” ultrapassa e muito questões simplesmente de atração física embora possa se aplicar a até a uma simples amizade ou sentimento familiar
Agora se a reprodução é segundo as ciências o que a natureza tem como maneira principal de sobrevivência da espécie humana… bom acho que a reprodução não vai parar e heterossexuais vão continuar nascendo para se reproduzirem até quando o Criador quiser, afinal de contas vamos ser sóbrios ,não se pode retirar um universo “inumerável”de matérias do “zero”, pois matemática-mente o “zero” é indivisível pelo “inumerável “pois é “0″ .logo também o caos não pode gerar a ordem pois para cada ação requer uma reação então o inumeravel universo só pode ter surgido de uma ação vinda de um ser dotado de características infinitas e de capacidades infinitas e que já existia antes das regras que criou para este universo pois se retirarmos do “infinito” o “inumeravel” o infinito ainda existirá ,pois é infinito , e se a “reação” de ordem do universo precisa de uma “ação” de ordenanças então não pode vir do acaso e sim de algo racional ; então temos um universo organizado por uma mente infinita de um ser infinito que o fez um universo enumerável ou sem limites conhecidos pela ciência humana e se Ele fez ele tem a ultima ordem ou ultima palavra sobre tudo, se ele criou o universo então sabe melhor que ninguém o que é o amor pois sendo infinito não precisava de nada e mesmo assim criou a vida repartindo a vida que ele tem, criando outros seres, e se ele pois ordem então também pode decidir e julgar segundo a ordem que quer ao mundo que fez , cabe então aos seres criados deixa-lo decidir onde é o princípio e o fim e o recomeço daquilo que ele fez , e também o julgamento daquilo que a sua ação de Criador formou, pois para compreender o infinito os seres feitos pele Criador deveriam ter uma mente infinita e se estes seres não tem uma mente que compreenda o infinito então como entenderão a mente infinita do Criador ? precisariam ter a mente dele? cabe a eles aceitarem o que foi revelado por causa do amor do Criador e deixar com Ele a ação decisiva sobre ordem, amor, principio , fim e recomeço
Deputado,
Você, como um político sério e justo que se quer fazer acreditar, deveria se retratar. Pois como muitos já disseram nos comentários e como você já deve saber, o Papa não disse isso que você afirma e se baseia para construir seu discurso. Então, independentemente das suas opiniões pessoais (você tem o direito de não gostar do Papa, mesmo sem motivos), não é ético denegrir e caluniar NINGUÉM.
Atenciosamente.
Qua papelão, deputado… retrate-se, por favor!
Caro deputado, parece que o senhor se precipitou, veja abaixo, aproveita e faça uma reparação aos católicos.
Jornal inglês “The Guardian” critica agência “Reuters” por ter MENTIDO sobre discurso do Papa e “casamento” gay”
A Reuters não teve como negar que manipulou a notícia, apresentado-a de forma diferente do que foi efetivamente dito. Sabemos que a Igreja é contra o “casamento” gay, mas não é correto colocar na boca do pontifíce o que ele não disse.
A manchete foi reproduzida em todo o mundo.A Reuters perde credibilidade e se confirma o quanto a Mídia secular é tendenciosa quando o assunto é a Igreja católica.
Veja notícia do Jornal http://www.guardian.co.uk/commentisfree/andrewbrown/2012/jan/11/pope-catholic-gay-marriage
..é o que dá pegar o bonde andando..!
Deputado, baixa a tua bola! Lembra como foi que tu chegou aí? Tu veio de um reality show, lembrou? Pois é!
Rubem, ele chegou atravez do voto, tao legitimo quanto qualquer outro que está na camara!
E ao coeficiente eleitoral que ‘empurrou’… Ele mesmo, não tinha voto para se eleger, diga-se. O que não se admite é um parlamentar, pago com o dinheiro dos dos impostos do TODOS os brasileiros, ofender uma parcela da população através do Igreja e do Papa para ‘defender’ um grupo.
Bom dia Deputado, parafraseando a mensagem da leitora “Niedja” logo abaixo: quero registrar que o Senhor SEMPRE terá meu voto. Pois meu voto será sempre dado a políticos como o Senhor que defende direitos humanos com idéias e palavras. Deus o abençoe!
Bom dia senhor deputado,
Gostaria de informá-lo que o senhor nunca terá meu voto. Pois jamais votaria em alguém que denigre idéias e palavras. Deus o abençoe!
[...] Mas não se preocupem: Bento XVI já descobriu qual é a maior ameaça à humanidade… (fonte: carta [...]
Senhor deputado,pessoas como o senhor se revelam com o tempo, é o tal lobo em pele de cordeiro,seus argumentos vazios só me dão orgulho cada vez mais de ser a católica que sou e saber que a frase de Jesus está mais viva do que nunca:”As portas do inferno não prevalecerão sobra a Igreja”.
“Amarás ao próximo como a ti mesmo” diz o autor. Esquece ele que a correção fraterna é um ato de amor, quando, seguindo a Doutrina Católica, a Sagrada Tradição e as Sagradas Escrituras, o Papa( legítimo sucessor de Pedro) indica o devido comportamento moral dos católicos, buscando mostrar-lhes o caminho para a salvação de suas almas, ele está praticando o mais sublime ato de amor.
Não há, caríssimos comentaristas, mais bela preocupação entre nós humanos do que esta, a salvação da alma humana (seguindo o exemplo divino).
O deputado “democrático” retirou do seu twitter os comentários contrários a sua opinião…”E agora José”(ou Jean).
Caríssima Brunella, você lê, cita e segue os pensamentos e ideias de alguém como Foucault, que apoiou a esquerda xiita na ditadura iraniana de 1979, um regime de crueldade poucas vezes vistas na nossa história. Como alguém como ele (e outros como Sartre) ainda é lido e citado no Brasil é um mistério. Em contrapartida, quando se cita Jesus Cristo…
Francisco, seu comentário só atesta o rancor que as minorias gays alimentam e claro, o preconceito. Você se importou com o meu nome, achou horroroso. Nunca que eu diria isso a uma pessoa, pelo menos em um debate sério. Acho que você nunca teria uma convivência comigo. Além do nome “horroroso”, sou nordestino e pobre. Eita,menino! Complicou, né.
O ponto é que fizeram um estardalhaço sobre algo que é óbvio, a instituição em questão, há dois mil anos, mantém a mesma opinião sobre o matrimônio, a união de um homem com a mulher.
Sobre a inquisição, você sabia que a terrível igreja católica matou 3 milhões de hereges em Toulose, na período Medievo?
Vanderlucio,
O objetivo da inquisição era combater os erros doutrinais e as heresias. Existia a tortura, mas aplicada pelas autoridades laicas que presentavam os interesses da monarquia. A inquisição não a usava nem mais nem menos do que o resto dos órgãos judiciais da época. Foram assassinados mais homens e mulheres em poucas semanas da ateia Revolução Francesa do que durante um século de inquisição. As provas histórias existem, basta pesquisar com detalhes.
Os melhores historiadores laicos da atualizade, Daniel Hops e Thomas Woods, talvez seja um ótimo referencial.
De achismos, a história medieval está repleta.
Querida Valéria, com todo respeito ao seu grande conhecimento sobre história, devo discordar.
Já não há como utilizar o material descrito em seus comentários. Sabemos que os fatos e demais documentos históricos desmentem toda argumentação utilizada por católicos. O poder concentrado nas mãos do representante do catolicismo no século XV e seguintes, permitiu a manupulação dos reinados da Espanha e Portugal, utilizando todos os orgãos existentes em favor da inquisição.
A influência judia em Sefarade e sua prosperidade intelectual, cultural, econômica e religiosa representava um grande perigo ao catolicismo, tal como o islamismo na França e demais países da Europa nos dias de hoje, embora não com as mesmas proporções da época, atualmente o crescimento populacional e a reliogidade são as ameaças .
A perseguição ao judaismo na Espanha, resultou na mudança deste povo para Porto Cale (Portugal) que, após o casamento do seu rei com a flha do rei espanhol, tomou como verdade a orientação inquisitória. Milhares de homens, mulheres e crianças foram mortas na península ibérica por professarem o judaismo. Quando do conhecimento da existência do Brasil, Portugal, que até o momento não possuia noção sobre a grandesa da nova terra, arrendou-a para Fernão de Loronha (Fernando de Noronha), judeu que, segundo alguns, era convertido ao catolicismo (o fato é controverso). O arrendatário, homem próspero, havia se reunido com demais judeus para tal negócio. Com isso, milhares de judeus vieram para o Brasil que, era tido como uma nova terra prometida. Esta é a base da população nacional.
Com o passar do tempo a perseguição veio para o país e muitos judeus foram mortos. O catolicismo, temendo a expansão do judaismo, não mediu esforços pra contê-lo, e de fato conseguiu. Resumindo, presume-se que cerca de 10% a 30% da população brasileira sejam marranos (cristãos novos), descendentes de judeus, cuja memória sequer lembra a origem de seus pais, homens e mulheres esquecidos, pais de uma geração que se quer tem conhecimento da sue verdadeira identidade, dizendo-se portugueses por não conhecer a verdadeira história.
Infelizmente, foi o que ocorreu.
Isto não quer significar que eu concorde com o colunista e seus adeptos. Para ser cincero, como já disse em outro comentário, respeito as pessoas, mas o fato de respeitá-las não quer dizer que concorde com as suas opções e muito menos com as teorias desastradas para fudamentar a decisão equivocada.
Abraços a todos e muito juízo criançada!
Cesar
Você não citou os autores históricos de sua fonte, eu citei os dois maiores da atualidade.
Vamos lá !
Os reis Fernando e Isabel, visando a plena unificação de seus domínios, tinham consciência de que existia uma instituição eclesiástica, a lnquisição, oriunda na ldade Média com o fim de reprimir um perigo religioso e civil dos séculos XI/XII (a heresia cátara ou albigense); a este perigo pareciam assemelhar-se as atividades dos marranos (judeus) e mouriscos (árabes) na Espanha do século XV.
1. A lnquisição Medieval, que nunca fora muito ativa na península ibérica, achava-se a mais ou menos adormecida na segunda metade do séc. XV Aconteceu, porém, que durante a Semana Santa de 1478 foi descoberta em Sevilha uma conspiração de marranos, a qual muito exasperou o público. Então lembrou-se o rei Fernando de pedir ao Papa, reavivasse na Espanha a antiga Inquisição, e a reavivasse sobre novas bases, mais promissoras para o reino, confiando sua orientação ao monarca espanhol.
Sixto IV, assim solicitado, resolveu finalmente atender ao pedido de Fernando (ao qual, depois de hesitar algum tempo, se associara Isabel). Enviou, pois, aos reis da Espanha o Breve de 19 de novembro de 1478, pelo qual “conferia plenos poderes a Fernando e Isabel para nomearem dois ou três lnquisidores, arcebispos, bispos ou outros dignitários eclesiásticos, recomendáveis por sua prudência e suas virtudes, sacerdotes seculares ou regulares, de quarenta anos de idade ao menos, e de costumes irrepreensíveis, mestres ou bacharéis em Teologia, doutores ou licenciados em Direito Canônico, os quais deveriam passar de maneira satisfatória por um exame especial.
Tais lnquisidores ficariam encarregados de proceder contra os judeus batizados reincidentes no judaísmo e contra todos os demais culpados de apostasia. o Papa delegava a esses oficiais eclesiásticos a jurisdição necessária para instaurar os processos dos acusados conforme o Direito e o costume; além disto, autorizava os soberanos espanhóis a destituir tais Inquisidores e nomear outros em seu lugar, caso isto fosse oportuno” (L.Pastor, Histoire des Papes IV 370).
Note-se bem que, conforme este edito, a lnquisição só estenderia sua ação a cristãos batizados, não a judeus que jamais houvessem pertencido a lgreja; a instituição era, pois, concebida como órgão promotor de disciplina entre os filhos da Igreja, não como instrumento de intolerância em relação às crenças não-cristãs.
Procedimentos da Inquisição
Apoiados na Iicença pontifícia, os reis da Espanha aos 17 de setembro de 1480 nomearam lnquisidores, com sede em Sevilha, os dois dominicanos Miguel Morillo e Juan Martins, dando-lhes como assessores dois sacerdotes seculares. os monarcas.promulgaram também um compêndio de “Instruções”, enviado a todos os tribunais da Espanha, constituindo como que um código da Inquisição, a qual assim se tornava uma espécie de órgão do Estado civil.
Os Inquisidores entraram logo em ação, procedendo geralmente com grande energia. Parecia que a lnquisição estava a serviço não da Religião propriamente, mas dos soberanos espanhóis, os quais procuravam atingir criminosos mesmo de categoria meramente política.
Em breve, porém, fizeram-se ouvir em Roma queixas diversas contra a severidade dos Inquisidores. Sixto IV então escreveu sucessivas cartas aos monarcas da Espanha, mostrando-lhes profundo descontentamento por quanto acontecia em seu reino e baixando instruções de moderação para os juízes tanto civis como eclesiásticos.
Merece especial destaque neste particular o Breve de 2 de agosto de 1482, que é o Papa, depois de promulgar certas regras coibitivas do poder dos Inquisidores, concluia com as seguintes palavras:
“Visto que somente a caridade nos toma semelhantes a Deus. rogamos e exortamos o Rei e a Rainha, pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de que imitem Aquele de quem é caracteristico ter sempre compaixão e perdão. Queiram, portanto, mostrar-se indulgentes para com os seus súditos da cidade e da diocese de Sevilha que confessam o erro e imploram a misericórdia!”
Contudo, apesar das frequentes admoestações pontifícias, a Inquisição Espanhola ia-se tornando mais e mais um órgão poderoso de influência e atividade do monarca nacional. Para comprovar isto, basta lembrar o seguinte: a Inquisição no território espanhol ficou sendo instituto permanente durante três séculos a fio. Nisto diferia bem da Inquisição Medieval, a qual foi sempre intermitente, tendo em vista determinados erros oriundos em tal e tal localidade. A manutenção permanente de um tribunal inquisitório impunha avultadas despesas, que somente o Estado podia tomar a seu cargo; foi o que se deu na Espanha: os reis atribuiam a si todas as rendas materiais da lnquisição (impostos, multas, bens confiscados) e pagavam as respectivas despesas; consequentemente alguns historiadores, referindo-se à Inquisição Espanhola, denominaram-na “Inquisição Régia!”
Emancipada de Roma
A fim de completar o quadro até aqui traçado, passemos a mais um pormenor característico do mesmo.
Os reis Fernando e Isabel visavam a corroborar a Inquisição, emancipando-a do controle mesmo de Roma (…). Conceberam então a idéia de dar à instituição um chefe único e -plenipotenciário – o lnquisidor-Mor -, o qual julgaria na Espanha mesma os apelos dirigidos a Roma. Para este cargo, propuseram à Santa Sé um religioso dominicano, Tomás de Torquemada (“a Turrecremata”, em latim), o qual em outubro de 1483 foi realmente nomeado Inquisidor-Mor para todos os territórios de Fernando e Isabel. Procedendo à nomeação escrevia o Papa Sixto IV a Torquemada:
“Os nossos carissimos filhos em Cristo, o rei e a rainha de Castela e Leão, nos suplicaram para que te designássemos como Inquisidor do mal da heresia nos seus reinos de Aragão e Valença, assim como no principado de Catalunha” (Bullar.ord. Praedicatorum /// 622).
O gesto de Sixto IV só se pode explicar por boa fé e confiança. O ato era, na verdade, pouco prudente (…).
Com efeito; a concessão benignamente feita aos monarcas seria pretexto para novos e novos avanços destes: os sucessores de Torquemada no cargo de Inquisidor-Mor já não foram nomeados pelo Papa, mas pelos soberanos espanhóis (de acordo com critérios nem sempre louváveis). Para Torquemada e sucessores, foi obtido da Santa Sé o direito de nomearem os lnquisidores regionais, subordinados ao lnquisidor-Mor.
Mais ainda: Fernando e Isabel criaram o chamado “Conselho Régio da Inquisição”, comissão de consultores nomeados pelo poder civil e destinados como que a controlar os processos da Inquisição; gozavam de voto deliberativo em questões de Direito civil, e de voto consultivo em temas de Direito Canônico.
Uma das expressões mais típicas da autonomia arrogante do Santo ofício espanhol é o famoso processo que os Inquisidores moveram contra o arcebispo primaz da Espanha, Bartolomeu Carranza, de Toledo. Sem descer aos pormenores do acontecimento, notaremos aqui apenas que durante dezoito anos contínuos a Inquisição Espanhola perseguiu o venerável prelado, opondo-se a legados papais, ao Concílio Ecumênico de Trento e ao próprio Papa, em meados do séc. XVI.
Frisando ainda um particular, lembraremos que o rei Carlos III (1759-1788) constituiu outra figura significativa do absolutismo régio no setor que vimos estudando. Colocou-se peremptoriamente entre a Santa Sé e a Inquisição, proibindo a esta que executasse alguma ordem de Roma sem licença prévia do Conselho de Castela, ainda que se tratasse apenas de proscrição de livros. O lnquisidor-Mor, tendo acolhido um processo sem permissão do rei, foi logo banido para localidade situada a doze horas de Madrid; só conseguiu voltar após apresentar desculpas ao rei, que as aceitou, declarando:
“O Inquisidor Geral pediu-me perdão, e eu Iho concedo,- aceito agora os agradecimentos do tribunal,- protegê-lo-ei sempre, mas não se esqueça desta ameaça de minha cólera voltada contra qualquer tentativa de desobediência” (cf. Desdevises du Dezart, L’Espagne de I’Ancien Regime. La Société 101s).
A história atesta outrossim como a Santa Sé repetidamente decretou medidas que visavam a defender os acusados frente à dureza do poder régio e do povo. A Igreja em tais casos distanciava-se nitidamente da lnquisição Régia, embora esta continuasse a ser tida como tribunal eclesiástico.
Assim aos 2 de dezembro de 1530, Clemente VII conferiu aos lnquisidores a faculdade de absolver sacramentalmente os delitos de heresia e apostasia; destarte o Sacerdote poderia tentar subtrair do processo público e da infâmia da Inquisição qualquer acusado que estivesse animado de sinceras disposições para o bem. Aos 15 de junho de 1531, o mesmo Papa Clemente VII mandava aos Inquisidores tomassem a defesa dos mouriscos que, -ocabrunhados de impostos pelos respectivos senhores e patrões, poderiam conceber ódio contra o Cristianismo. Aos 2 de agosto de 1546, Paulo III declarava os mouriscos de Granada aptos para todos os cargos civis e todas as dignidades eclesiasticas. Aos 18 de janeiro de 1556, Paulo IV autorizava os sacerdotes a absolver em confissão sacramental os mouriscos.
Compreende-se que a Inquisição Espanhola, mais e mais desvirtuada pelos interesses às vezes mesquinhos dos soberanos temporais, não podia deixar de cair em declínão. Foi o que se deu realmente nos séculos XVIII e XIX. Em consequência de uma revolução, o Imperador Napoleão I interveio no governo da nação, aboliu a Inquisição Espanhola por decreto de 4 de dezembro de 1808. o rei Fernando VII, porém, restaurou-a em 1814, a fim de punir alguns de seus súditos que haviam colaborado com o regime de Napoleão. Finalmente, quando o povo se emancipou do absolutismo de Fernando VIl, restabelecendo o regime liberal no país, um dos primeiros atos das Cortes de Cadiz foi a extinção definitiva da Inquisição em 1820. A medida era, sem dúvida, mais do que oportuna, pois punha termo a uma situação humilhante para a Sta. Igreja.
Tomás de Torquemada
Tomás de Torquemada nasceu em Valladolid (ou, segundo outros, em Torquemada) no ano de 1420 Fez-se Religioso dominicano, exercendo por 22 anos o cargo de Prior do convento de Santa-Cruz em Segóvia. Já aos 11 de fevereiro de 1482 foi designado por Sixto IV para moderar o zelo dos lnquisidores espanhóis. No ano seguinte o mesmo Pontífice o nomeou Primeiro Inquisidor de todos os territórios de Fernando e Isabel.
Extremamente austero para consigo mesmo, o frade dominicano usou de semeIhante severidade nos seus procedimentos judiciários. Dividiu a Espanha em quatro setores inquisitoriais, que tinham como sedes respectivas as cidades de Sevilha, Córdova, Jaen e Villa (Ciudad) Real. Em 1484 redigiu, para uso dos lnquisidores, uma “Instrução”, opúsculo que propunha normas para os processos inquisitoriais, inspirando-se em tramites já usuais na Idade Média; esse libelo foi completado por dois outros do mesmo autor, que vieram a lume respectivamente em 1490 e 1498.
O rigor de Torquemada foi levado ao conhecimento da Sé de Roma; o Papa Alexandre VI, como dizem algumas fontes históricas, pensou então em destitui-lo de suas funções; só não o terá feito por deferência a corte da Espanha. O fato é que o Pontífice houve por bem diminuir os poderes de Torquemada, colocando a seu lado quatro assessores munidos de iguais faculdades (Breve de 23 de junho de 1494).
Quanto ao número de vítimas ocasionadas pelas sentenças de Torquemada, as cifras referidas pelos cronistas são tão pouco coerentes entre si que nada se pode afirmar de preciso sobre o assunto.
Tomás de Torquemada ficou sendo, para muitos, a personificação da intolerância religiosa, homem de mãos sanguinolentas (…).
Os historiadores modernos, porém, reconhecem exagero nessa maneira de conceituá-lo; levando em conta o caráter pessoal de Torquemada, julgam que este Religioso foi movido por sincero amor é verdadeira fé, cuja integridade lhe parecia comprometida pelos falsos cristãos; daí o zelo extraordinário com que procedeu. A reta intenção de Torquemada ter-se-á traduzido de maneira pouco feliz.
De resto, o seguinte episódio contribui para desvendar outro traço, menos conhecido, do frade dominicano: em dada ocasião, foi levada ao Conselho Régio da Inquisição a proposta de se impor aos muçulmanos ou a conversão ao Cristianismo ou o exilio. Torquemada opôs-se a essa medida, pois queria conservar o clássico princípio de que a conversão ao Cristianismo não pode ser extorquida pela violência; por conseguinte, a Inquisição deveria restringir sua ação aos cristãos apóstatas; estes, e somente estes, em virtude do seu Batismo, tinham um compromisso com a Igreja Católica. Como se vê Torquemada, no fervor mesmo do seu zelo, não perdeu o bom senso neste ponto. Exerceu suas funções até a morte, aos 16/09/1498.
Cesar, cabe lembrar que os documentos históricos que atestam o conteúdo acima está sob a responsabilidade da Igreja e disponível para consultas. Recomendo viajar para Roma e atualizar os seus conhecimentos
Sou um velhinho de 58 anos, heterossexual e com vivencia suficiente para opinar sobre o assunto. Na minha experiência de vida constatei que homossexual não é doença, não se “pega” como gripe? Observei que nas comunidades gays, muitas crianças que vivem nesse meio são heterossexuais e são até mais evoluídas, crescem sem preconceitos. Eu chamo Deus de “natureza”. Se a natureza ERRA formando num útero uma pessoa com duas cabeças, podemos considerar o homossexual um “erro da natureza”. Deve-se haver respeito, ou podemos brigar contra a natureza? Que direito tem um simples mortal ir contra o que a natureza criou? Será que o bicho gay é fruto de laboratório? A religião se afasta em muito do seu objetivo maior que é amar e respeitar tudo que a natureza criou.
Quem faz Amor não faz Guerra. Quem faz guerra é exatamente aqueles que têm ódio da Humanidade, Talvez, porque quem faz a guerra, por reprimir os seus desejos sexuais, não consegue se realizar sexualmente com o outro. Por isso, joga bombas na Humanidade!
Esse papa num tá é cum nada!
O deputado deve pelo menos ler com atenção o pronunciamento do Papa, para não fazer comentários distorcidos de um Chefe Estado e Representante da Igreja da maioria dos seus eleitores. Gostaria muito de saber sobre a sua produção enquanto parlamentar… Ou está no Congresso para tentar implantar a ideologia gay? Me economize senhor deputado!
aladir, se vc realmente quisesse saber do desempenho do sr. Jean Wyllys como parlamentar não precisaria vir aqui fazer esse questionamento, e muito menos, ao fazer esse questionamento dizer que ele “só está para implementar a ideologia gay”. Primeiramente homossexualidade não é ideologia, é sexualidade. Pessoas são ou não são, não é escolha, e isso de querer afirmar que uma pessoa escolhe desde pequeno estar num grupo onde é minoria desprezada, onde pode ser morto pelo odio de algumas pessoas mais violentas, onde estando em ambiente que em sua maioria é heterossexual escolhe “ideologicamente” ser homossexual é um enorme disparate, e vc há de concordar comigo. Deputado Jean Wyllys luta pelos direitos de cidadaos iguais, não piores que vocês, mas que por preconceito não gozam dos mesmos direitos, mesmo sendo honestos, mesmo sendo pagadores de impostos, mesmo tendo direito ao voto, não tem acesso a direitos que deveriam ser garantidos a todos os cidadaos e não são. Ele luta pelos direitos das minorias e está muito certo em fazer isso, está de parabéns!
O Vanderlúcio (o deus inexistente dele odeia ele tanto que deixou os pais deles darem a ele esse nome horroroso) quer mesmo nos convencer de que Bento XVI não tem nada contra o CASAMENTO CIVIL de homossexuais? Daqui a pouco vai dizer que a Igreja Católica não tem nada a ver com os churrascos de hereges (quer dizer, queimar na fogueira seres humanos que discordam que “deus” está num wafer ou que o Sol gira em torno da Terra)
Francisco, você está equivocadíssimo, esse tipo de pena (fogueira, enforcamento, esfolamento..) eram penas aplicadas pela coroa…assim como os mártires cristãos sofreram por quase 400 anos.
O Papa é Católico Apostólico Romano, chefe de Estado e atual representante na linha de sucessão de Pedro, aquele que foi Apóstolo de Jesus. O que ele diz reflete o espírito que há séculos conduz a Igreja e que, pasmem, é coerente com a natureza, a ciência e a história (e a lógica!). PORÉM, ele não disse o que o Sr. deputado disse que ele disse, recomendo que o discurso de Bento XVI seja lido na íntegra para evitar equívocos! É triste que se leia tão pouco….
Jura? nossa, então quando alguém quiser ter escravos, tá beleza, não é mesmo? Ou quiser dizer que negro não tem alma, tb tá muito bem, é isso mesmo que eu escutei? O sol gira em torno da terra e isso com certeza é coerente com a natureza, com a logica, uau, parabéns pela sua declaracao tao óbvia!
Kaliw
mais uma aulinha….o Papa S. Calisto, do ano 217, por exemplo, foi um escravo liberto. Ora, como a Igreja poderia ter acreditado, então, que o escravo não tinha alma? Muitos fatos históricos mostram que a Igreja sempre defendeu e protegeu os escravos, exatamente por ver neles filhos de Deus dotados de alma imortal.
Existia na Igreja a Ordem da SS. Trindade, desde 1198, e a dos Mercedários ou Nolascos desde 1222, destinadas a redimir os cativos detidos pelos Sarracenos. (cf. História de Portugal, vol. IV , Damião Peres (Dir.) Barcellos, Portucalense Editora 1932, p. 565).
Cuidado com os achismos !!!
O deputado esta de PARABÉNS!!
E, não ligue para os comments de gente baixa e de falsos moralistas q usam a fachada de “católica apostólico romano” sem saber o q de fato isso significa, nem conhecimentos de Historia esses coitados tem, como disse Voltaire:> “É difícil libertar os tolos de correntes que eles veneram.”
Sua iniciativa é sensacional e merece aplausos!
Fabio, você “caiu do cavalo” sem perceber !
O catedrático de filosofia Carlos Valverde escreve um surpreendente artigo em que documenta historicamente a conversão de um dos mais célebres inimigos da Igreja Católica.
UM 30 DE MAIO DO ANO 1778: A investigação de documentos antigos sempre mostra surpresas. A última me veio ao folhear o tomo XII de uma velha revista francesa, Correspondance Littérairer, Philosophique et Critique (1753-1793), monumento riquíssimo para conhecer o século do Iluminismo e o começo da Grande Revolução.
Todos sabemos quem foi Voltaire: o pior inimigo que teve o cristianismo naquele século XVIII, em que emitia críticas cruéis. Com os anos crescia seu ódio ao cristianismo e a Igreja. Era nele uma obsessão. Cada noite cria haver afastado a infâmia e cada manhã sentia a necesidade de voltar a declarar: o Evangelho só havia trazido desgraças sobre a Terra.
Manejou como ninguém a ironia e o sarcasmo em seus inúmeros escritos, chegando até o inominável e o degradante. Lhe chamaram de o anticristo. Foi o mestre de gerações inteiras incapazes de compreender os valores superiores do cristianismo, cujo desaparecimento prejudica e empobrece a humanidade.
Pois bem, no número de abril de 1778 da revista francesa acima citada (páginas 87-88) se encontra nada menos que a cópia da profissão de fé de M. Voltaire. Literalmente diz assim:
«Eu, o que escreve, declaro que havendo sofrido um vômito de sangue faz quatro dias, na idade de oitenta e quatro anos e não havendo podido ir a igreja, o pároco de São Suplício quis de bom grado me enviar a M. Gautier, sacerdote. Eu me confessei com ele, se Deus me perdoava, morro na santa religião católica em que nasci esperando a misericórdia divina que se dignará a perdoar todas minhas faltas, e que se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela.
Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marqués de Villete, na presença do senhor abade Mignot, meu sobrinho e do senhor marqués de Villevielle. Meu amigo».
Assinam também: o abade Mignot, Villevielle. Acrescenta:
«Declaramos a presente cópia conforme a original, que foi entregue às mãos do senhor abade Gauthier e que ambos confirmamos e que ambos temos firmado, como firmamos o presente certificado. Paris, 27 de maio de 1778. Abate Mignot, Villevielle».
Que a relação pode estimar-se como autêntica o demonstram outros documentos que se encontram no número de junho da mesma revista – nada clerical, por certo-, pois estava editada por Grimm, Diderot e outros enciclopedistas.
Voltaire morreu em 30 de maio de 1778. A revista lhe exalta como “o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição”.
PESSOAL, VAMOS ESTUDAR MAIS !
Difundindo ódio contra os gays??? O senhor leu o discurso inteiro? No artigo que lí o Papa sequer falava de homosexuais… Achei seu discurso, no mínimo, leviano.
Sinto vergonha de seu artigo enquanto o senhor se apresenta como professor universitário. Ou o senhor não leu o discurso do líder católico na íntegra ou agiu com intenção de disseminar boato.
Para esclarecimento o The Guardian esclareceu o óbvio: «a agência Reuters atribuiu ao Papa Bento XVI uma frase sobre o “matrimônio homossexual” que ele nunca pronunciou e o converteu em alvo de furiosos ataques sem motivo em todo mundo».
No mínimo deve se retratar com os cidadãos brasileiros já que o senhor é um representante desta população.
Como dizia Marx: “A religião é o ópio do povo”.
Mas tudo bem, tenho de respeitar a religião e sua importância para os outros. O que eu acho inadmissível é dizer que os homossexuais destruirão a humanidade. O mundo atinge a marca histórica de 7 bilhões de seres humanos, e ainda existem ignorantes que dizem que a Europa tem crescimento demográfico negativo por causa dos gays, uma minoria sistematicamente culpada por males que não comete.
Parabéns pelo texto, Jean, é brilhante como todos os que você escreve.
E aos religiosos fascistas de plantão que lerão meu comentário: eu NÃO quero suas orações para me salvar, eu NÃO tomo a Bíblia como um manual de vida e eu NÃO me interesso na sua religião. Respeite, assim como eu respeito a sua fé.
Sou Católico na essência. Acho bonito o ritual e todo final de semana vou à missa, às vezes entro na fila, e como a óstia.
Minha leitura das escrituras é pela Teologia da Libertação, de Frei Beto e Leonardo Boff.
O Que Zé Ratinger – Benedito Décimo Sexto fala pouco me importa. Sou héterosexual e admiro a coragem e militânca de Jean Wyillys
Então não é católico nem na essência.
Essência só se for de outra coisa,mas católica não. Fato é que estescitados por você já se colocaram fora da unidade da Igreja em se colocar contra ela. E o mais legal é que a Igreja foi direto ao orgulho filosófico e no entendimento particular deles de cristianismo. Péssimos referenciais estes seus. Lamento.
[...] traducción al español de la columna que Jean publicó en la revista brasileña Carta Capital, Benedicto XVI y las amenazas contra la humanidad, y al final, de postre, una canción del gran Renato Russo, que reúne una hermosa poesía de [...]
Falta vocabulário para definir o que esta instituição já fez de mal para a humanidade. Capiturou o ideal ascético em proveito da criação de um rebanho o qual serve de “coisa” para os fins sempre obscuros e alinhados aos interesses do poder econômico temporal. Não há nada que possa reabilitar essa instituição (não falo de pessoas) mesmo que ela numa súbita pulsão de vida se reorientasse para fins menos vis e detrimentais soba capa de uma ascese sem sentido. Quantas almas se atrasaram e perderam a oportunidade de viver pela coerção mais ou menos violenta dessa ignomínia chamada igreja católica.
Se deus existisse, certamente ela estaria no topo de sua lista de prioridades dos maiores males que a humanidade precisa ignorar e deixar para trás…junto com os parceiros banqueiros internacionais que rivalizam em maldade.
Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar Jean Wyllys. Seu diálogo aqui mostra profundo desconhecimento histórico e, curiosamente, demonstra o que se imaginaria plausível de contestar: o preconceito.
Lamentável o seu ponto de vista e sua forma de abordagem do assunto.
[...] mi traducción al español de la columna que Jean publicó en la revista brasileña Carta Capital, Benedicto XVI y las amenazas contra la humanidad, y al final, de postre, una canción del gran Renato Russo, que reúne una hermosa poesía de [...]
Mtos clérigos são homossexuais. Só acho que, daqui a pouco, vai ser proibido ser hétero.
A igreja católica é uma instituição com mais de dois mil anos. O discurso usado pelo papa contra os homossexuais corresponde ao que está escrito na bíblia, portanto jamais ira mudar. Pode se passar mais dois mil anos e o discurso dos próximos papas será o mesmo infelizmente! Religiões são sistemas baseados em dogmas, sanções e códigos de conduta anacrônicos!
que mal a nisso um bebe dormindo em berço esplendido com dois homens.
[...] deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) escreveu um artigo, “Bento XVI e as ameaças contra a humanidade”, para a revista Carta Capital, acerca de uma passagem do recente discurso anual do papa aos [...]
Este papa está na contra-mão do processo evolutivo. É um retrógrado, preconceituoso, hipócrita. O que ameçou a humanidade foram os genocídios cometidos pela igreja. Será que ele esqueceu as cruzadas, a inquisição e o apoio dado aos nazistas? E nos dias de hoje a quantidade enorme de padres pedófilos que existe na “sagrada” instituição. O que a igreja precisa é por em prática e o evangelho e seguir o exemplo deixado por Jesus, que nos fala que devemos tirar a trave que existe em nossos olhos e não cisco do olho do próximo. Cai na real, Bento XVI, vai cuidar da tua casa que é melhor.
[...] Jean Wyllys escreveu um texto na Carta Capital sobre Bento XVI e as ameaças contra a humanidade. Publiquei lá o seguinte comentário (que, por não saber se estava dentro dos limites da caixa de [...]
A Igreja é a guardiã da moral e da ética… por isso nos temos sim que intervir na política, temos sim que defender nossos ideais… dentro dos limites democráticos, claro, não temos o objetivo de substituir o Estado, nem de fazer o trabalho dele, apenas queremos auxiliá-lo no zelo pela moral
De qualquer forma, o Matrimonio não é casamento, como foi bem reconhecido no texto, se vocês querem dividir dinheiro, fiquem a vontade, mas, por favor, parem de usar argumentos bíblicos para defender suas ideias, não é preciso fazer sexo para se amar alguém
só vocês podem usar a Bíblia né?
e desde quando ocultar padre pedófilo é defender a ética e a família?
Olha, só. A Igreja é a instituição que mais combate a pedofilia, sabia? O que não se diz é que muitos grupos gays levantam a bandeira da pedofilia, sabia disso? Leia mais antes de criticar.
Não, não sabia por não ser verdade, nem a primeira afirmação e muito menos a segunda. Basta vc ir atrás de informações oficiais daqui da Europa, onde mais milhões de católicos já abandonaram a igreja exatamente por estarem em desacordo com o acobertamento dos pedofilos dentro da igreja pelo papa. Se a noticia não chega ai no brasil, é hora de procurar outros meios!
Kaliw
já ouviu falar em direito canônico ? Pois é caro chutador, nem Bento XVI pode ir contra a tramitação do processo, portanto assim como os cléricos de Alagoas, qualquer processo civil que incriminar terá o mesmo fim no processo canônico. Espere e aguarde o fim dos processos que tramitam no velho continente.
Meu último comentário. Jamais abrirei o site desta revista. Imprensa boa, não censura a livre opinião e não tem lado. Minhas opiniões contra o casamento gay, foram censuradas. Nenhum foi publicada. Não passaram do aguardando moderação. Estou deixando, também, de ler a revista. Se vocês são da turma dos gays, fiquem com eles. Eu não lerei mais este semanário. Nós sulamericanos, cujo sonho de consumo é reverenciar regimes ditatoriais crueis e assassinos de esquerda, a censura é a nossa arma mais baixa e mais ultrapassada. Lametavelmente, essa revista segue esse padrão de uma época de triste memória. Como a viadagem e a prostituição estão na moda, quem faz apologia delas é ovacionado. Quem é contra é censurado. Isto é o Brasil do atraso. Talvez daqui a dois séculos sejamos uma sociedade democrática aberta. Revista Carta Capita, nunca mais.
as Ditaduras na América foram todas de direita e orquestradas pelos EUA
e eles que usaram e abusaram da censura
da mesma forma como tentam fazer hoje com a PL 122
Eu, particularmente falando, me senti agredido e ameaçado com este discurso medieval do Papa. O Papa é uma figura publica e política que exerce o poder diante os fiéis e não fiéis.
Por este motivo, gostaria de incitar um processo ou baixo assinado à aqueles que queiram se manifestar politicamente contra este tipo de agressão. Pela nossa liberdade de agir contra esses mecanismo de controle preconceituosos.
Não devemos nos calar para a Igreja e muito menos ao Estado que inviabiliza as casamentos igualitários.
O que temos visto pelos Estados Unidos e Europa: Uma crise econômica derivada de uma fraude bancária inimaginável. Quando isso ocorreu na última vez botaram a culpa nos Judeus. Agora, novamente, a busca desesperada por um novo bode expiatório. Homoaferivos e as mulheres que lutam pelo direito de liberdade sobre seu próprio corpo. É também preciso lembrar que o processo que culminou com a incineração dos Judeus nos crematórios nazistas começou de uma forma bem lenta e foi progredindo. Primeiro a esterização de pessoas com deficiências pessoais: miopes, retardos mentais, pessoas com defeitos congênitos. Depois partiram para perseguir as pessoas com comportamentos inadequado: homossexuais, bígamos, celibatários, etc. Depois os grupos étnicos “indesejaveis”: ciganos e outras minorias. Depois partiram pra cima das pessoas que pensavam diferente: comunistas, socialistas e dissidentes diversos. Porfim, a marcha para o extermínio completo dos judeus. Os Judeis que já eram vítimas dos católicos desde que esses foram aceitos pelo imperio Romano, pelo Imperador Constantino. Foram mais de Mil e Quinhentos anos de esteotipação do Judeu como matadores de Cristo e comedores de criancinhas. Um dia em alguma esquina da história um maluco apareceria para se fazer de vingador dos assassinos de Cristo: Hitler. Mas o caldo de cultura anti-semita fora plantado antes, por mais de mil anos. A história ensina, soberbamente, perseguições: todo mundo sabe como começa, mas ninguém sabe no lombo de quem termina. Por isso Stop Now!!!
Atílio, mesmo teologicamente a declaração do Papa é controversa. Todas as passagens bíblicas referentes às uniões entre iguais não legitimam o dogma institucional. Em nenhum momento, Cristo condenou os “eunucos”, “sodomitas” etc. Conhece a história de David e Jônatas no 1ºLivro de Samuel?
Não estou vendo meu comentário, onde está ele?
Analisizinha mixuruca de um assunto que o ilustre deputado pensa conhecer o suficiente para concluir sem questionar. Teologia não é um achismo e o Papa tem obrigação de esclarecer o dogma cristão. Ele não está querendo impô-lo à força a ninguém, mas esclarecendo o que devem fazer os cristãos. O problema é que tem gente que quer ser praticar homosexualismo e que isso tem que receber aplausos de todos. Esse tipo de reação, sim, é impositora e fascista, pois não aceita conviver com a opinião contrária. Parabéns a Bento XVI, fiel cumpridor da sua missão. Muitos anos de vida e força para ir adiante!
[...] deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) escreveu um artigo, “Bento XVI e as ameaças contra a humanidade”, para a revista Carta Capital, acerca de uma passagem do recente discurso anual do papa aos [...]
Vi e vejo muitos católicos querendo livrar o Papa desta “batina-justa”. O discurso – disponível no site do Vaticano – é bastante claro: “[...] a família, fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher; não se trata duma simples convenção social, mas antes da célula fundamental de toda a sociedade. Por conseguinte, as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade”. Não tem como tirar o corpo do discurso que elege como tríade ameaçadora à humanidade o aborto, a pesquisa com células-tronco embrionárias humanas e o casamento homoafetivo. A cosmovisão “cristã” deve respeitar a cosmovisãoespiríta, cosmovisãobudista e todos os outros cosmos e visões de um estado laico garantidor de direitos civis a pagadores de impostos. È lamentável também que cristãos desconheçam o processo de constituição da Bíblia, pois é sabido que ela veio do hebraico, aramaico e grego por diversos tradutores que apresentaram versões diferentes sobre os livros. As passagens são absolutamente controversas especialmente porque estão sujeitas à contextualização. Como diz Frei Betto, “no tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as ‘pessoas diferenciadas’…)”. Felizmente, nem todos os cristãos concordam com a exclusão.
Retirei o número de pessoas que obtiveram a cidadania do Vaticano da Wikipédia no artigo que fala sobre Pio XII.
E não é que desta vez este tal de Papa esta certo!
Cara, você viajou neste artigo.
O que o Bento quiz dizer é que homossexualismo é causa, e não única e excluisivamente a causa.
Quem desejar, que seja homossexual. Eu particularmente prefiro o sexo oposto, lindo e delicado por natureza.
Mulheres!!!! Háááá, como completam a vida de um homem.
Sr. Colunista, com todo respeito pela sua opção, embora não concorde com ela, gostaria de lhe alertar que sua interpretação é tão boa quanto o meu português, e como já deu para perceber, não é dos melhores.
Será que se o Sr. sendo Deputado poderia pedir pra Tia Dilma liberar o Amorim ao menos quinzenalmente para que ele volte a escrever pra Carta Capital, para ter-mos artigos de melhor qualidade. Embora devo lembrar que tem muita gente boa escrevendo sobre outras matérias.
Desculpa pela honestidade.
Obrigado.
Abraço a todos.
Brunella
puro sofismo, não existe medo algum para quem resistiu dois mil anos, não seja tola.
O hedonismo, o relativismo e o secularismo gritam para que vocês se tornem escravos permantes. O desafio do ser humano é outro.
Jean paraquedista Wylys…
cuidado para não tornarmos o país num barril de pólvora, e para a sua ciência existem grupos radicais aqui mesmo esparando uma brecha como essa…aliás você está unindo segmentos que antes nem se falavam, os cristão se desejarem formam os três poderes em torno de seus ideais. Vá fiscalizar o executivo e esqueça de brigar com o impossível.
O Papa nem disse que o casamento gay é uma ameaça à Humanidade, nós podemos ver que ele só disse que “as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade” daí a imprensa tirou da cartola a afirmação de que ele teria citado o casamento gay.
Não que eu não concorde que o casamento gay se enquadra como uma política que atenta contra a família, mas esses malditos inventaram essa notícia para poder gerar polêmica e hostilidade contra a Igreja, já que essa posição parece radical à primeira vista sem ver as razões por trás dela.
Essa mídia desgraçada vai sair impune denovo…
Jean Wyllys, vai propor projeto de relevância pra sociedade ao invés de brigar com quem você não pode.
Se não publicaram os meus comentários, pelo menos leram, e sabem que essa a opinião maciça da sociedade brasileira, embora na redação desta revista pelo jeito são pro-homossexualidade! Lamento, pelo fato de não gostarem da heterossexualidade – é tão bonito e decente ver um homem e uma mulher juntos – porem, o contrario, é muito horrível!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!
Toda vez que a esquerda bate na Igreja perde milhões de votos e continuam. E uma imbecilidade falar mal de cristãos num país onde 90% das pessoas são cristãs. Não aprendem.
E quem falou mal dos cristãos? A coluna do deputado fala das declarações homofóbicas do papa, que insultam, ofendem e desrespeitam na sua dignidade humana milhões de pessoas homossexuais no mundo inteiro. Mas o texto nada diz sobre os cristãos. Nada. Não seja mentiroso.
Pelo contrário, deixa o Papa falar que cada vez que ele abre a boca diminui mais o pouco do respeito que algumas pessoas esclarecidas ainda tem pela igreja católica. Quanto aos carolas, esses acreditam em qualquer besteira saída da boca de qualquer idiota que interprete a bíblia ao pé da letra. Cada um acredite no que quiser, mas não venha impor os seus preconceitos acima da dignidade dos outros.
Compatilhando artigo. Parabéns Deputado Jean Wyllys, excelente texto!
Realmente, se só existirem casais homossexuais no futuro, a humanidade vai acabar, dessa vez o papa tem razão.
E se só existissem brasileiros, não teríamos literatura russa nem sombras chinesas nem sushi. E se só existissem europeus não teríamos feijoada nem samba. E se só existissem ruivos, Ney Matogrosso não cantaria sobre a cor do pecado. E se só existissem professores, não teríamos chegado à lua, porque não haveria astronautas. Mas, amigo, seu argumento é ridículo. Porque não existem SÓ casais homossexuais. Nunca existiram e nunca existirão. Ao longo da história da humanidade, em todas as épocas, em todos os continentes e em todas as culturas, sempre houve homos e héteros. E isso não vai mudar. O que deve mudar, sim, é que uns e outros tenham os mesmos direitos civis. O casamento igualitário só faz isso: iguais direitos para todos os casais, sejam do mesmo ou de diferente sexo.
“Qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor valerá”, não importa o que qualquer religião diga.
Religião é mesmo uma coisa muito imprestável.
[...] Reproduzimos texto de Jean Wyllys publicado originalmente em CartaCapital [...]
O deus oferecido hoje pelas igrejas, que, segundo análise de Michael Focault, se utilizam do medo e do temor para atingir o domínio das mentes, é um deus antropomorfizado, não mais um mistério divino, mas um mistério humano.
Religiões baseadas em magia, alguma aparição, vozes saídas de nuvens ou na intervenção do sobrenatural em várias formas: milagres, revelações ou um homem erguendo-se dos mortos, atraíram milhões de pessoas com suas pretensões. E o que fizeram à história humana? Guerras, perseguições e massacres. É o preço que pagamos, crentes ou não, pelo fanatismo.
O “credo” que rezo é muito diferente do que me foi ensinado nos anos de catequese. Creio no ser de iguais direitos, de não ser igual ou diferente, apenas SER. Creio que não existem meios termos, existem pessoas! Acredito que o preconceito é, na verdade, a camuflagem para o desejo e para o medo de descobrir sobre si mesm@.
Minhas preces se resumem a apenas uma: que a quem se julga “melhor”, “superior”, “perfeit@” ou mais “pur@”, seja dado o presente de entender que tod@s nós nada mais somos que iguais. Amém.
O maior medo da Igreja Católica – e das demais doutrinas religiosas dogmáticas – é justamente a emancipação das pessoas quanto ao “pensar”. As igrejas mundo afora têm sua força baseada na vida do além, ou seja, naquilo que se supõe que exista e que acontecerá algum dia.
As religiões, TODAS, se escondem atrás da palavra “mistério”, aquilo que não se pode entender e deste modo pretende que nunca se possa analisar criticamente o que não pode ser explicado.
A verdade, porém, é que atrás do mistério pode-se esconder de tudo, por exemplo, a infabilidade papal. Assim que o homem é eleito Papa – num ritual de conchavos do qual pouco sabemos – ele é imediatamente elevado à categoria de perfeito e infalível, aquele que não comete erros.
Convenhamos que é muito fácil comprar o perdão dos mortos com um texto bem escrito, como os milhões de negros e índios que morreram pela sede do ouro e do poder da Santa Madre Igreja, para sustentar a opulência de seu clero. Muito fácil também é proclamar santa quem fora queimada viva numa fogueira, como Joana D’arc.
O discurso do Papa deixa claro que, para a Igreja, nós homossexuais somos uma espécie de fenômeno, de erro humano que possa ser “consertado”. Essa mesma igreja recusa-se, porém, a também ser vista como um fenômeno humano e social e, como tal, possa ser analisada.
A Igreja foi quem nos ensinou a pensar, ignorante! A história mostra isso!
Tiago, os Papas não são deuses nem nós, logo ninguém neste planeta tem autoridade divina para isso. Sinto muito, mas toda declaração está sujeita à influência cultural. Trata-se de simples noção de como está constituído um relato histórico produzido pela mão e mãos de um homem. A Bíblia por isso é e foi interpretada de muitas maneiras até mesmo pelos católicos.
Um casal gay do interior de São Paulo, depois de uma longa batalha judicial, conseguiu o direito de adotar. Inseridos no Cadastro Nacional de Adoção, receberam o chamado para conhecer uma criança num Orfanato do Rio de Janeiro. Quando lá chegaram, descobriram tratar-se de cinco irmãos, cujos pais (usuários de crack e vivendo na rua) tiveram o poder familiar destituído. O casal ficaria com apenas uma delas, mas se enterneceram com a situação e levaram as cinco crianças para casa. Em razão das idades e por serem negras , a propabilidade de adoção era mínima. São pessoas assim que o Papa aponta como ameaça à ‘familia’.
Eu imagino como estavam esses cinco coraçõezinhos sabendo que o irmão menor seria adotado e que talvez nuncam mais o veriam. Que angústia a iminência de uma separação; que pavor quando viram o casal que levaria o irmaozinho. E que alívio e alegria quando descobriram que morariam juntos na mesma casa, com os mesmos pais. Chamem isso de familia, núcleo, ajuntamento, coleção, não importa a nomenclatura ; imprescindivel é o amor! Mas parece que Bento XVI também se esqueceu disso…
Pois é, Tiago, seu comentário feito às 13 de janeiro de 2012 às 13:59 seria PERFEITO se:
católicos não fizessem de tudo para impedir a aprovação do PLC122 e o casamento gay no congresso e não tivessem feito de tudo para impedir a bela decisão do STF de reconhecer a dignidade união entre pessoas do mesmo sexo como FAMÍLIA. Apesar de alguns INTOLERANTES aqui mesmo inventarem siglas pseudoengraçadinhas para enxovalhar a dignidade de outras pessoas em nome de sua “santa” religião.
E na boa, um Papa se referir a milhões de seres humanos inocentes no planeta como “ameaça à humanidade” é coisa de genocida em potencial sim. OU então ele já tá gagá de vez.
Que um pastor sem estudo e preparo algum no banquinho da Pç da Sé diga uma sandice dessas até se compreende, mas um Papa com tanta ilustração acadêmica é de surpreender.
“Ora, o amor, como a fé, é inexplicável: sente-se ou não….”
E quem foi que disse que o amor é um simples sentimento….que vai e vem???? Não confunda amor com paixão. Porque razão Jesus teria nos pedido para amarmos os nossos inimigos?? POR QUE AMOR É UMA DECISÃO!! DEVEMOS DECIDIR AMAR O OUTRO MESMO CONTRA TODO O NOSSO SENTIMENTO. Afinal quem simpatiza com algum inimigo? E mesmo assim temos como Cristãos que amá-los para semear a verdadeira paz. A paz que o mundo nao nos pode dar!
Muito estranho o fato de que qualquer pessoa se ache no direito de interpretar e deliberar sobre temas bíblicos, como se especialistas fossem no assunto. Quando se trata de assuntos de Fé e moral o Papa fala aos católicos, sempre. Portanto, o católico que se sentir incomodado, deixe sua crença e vá crer em outra coisa. Os que não são, ignorem, não é pra você, você não escolheu ser católico, então fique tranquilo, as palavra de Bento XVI não são pra vc. A igreja somente tem se mantido fiel ao deposito de fé que ele ela recebeu do seu fundador: A Bíblia. E nela, lemos claramente que a prática (e não o sentimento) homoxesual é pecado, viola a vontade de Deus. Cremos nisso, ponto. Se você não crê, viva sua vida em paz Jean.
Não é assim, amigo. O Papa não estava falando para os católicos. O papa estava falando para as manchetes dos jornais do dia seguinte e, através delas, para os governos de todos os países do mundo onde o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo é legal ou está sendo debatida sua legalização. O papa e, com ele, os cardeais, os bispos e a hierarquia da Igreja católica de cada país exercem pressão sobre os governos, os deputados, os senadores, a mídia, para tentar impedir que os casais homossexuais tenham seus direitos reconhecidos. E você sabe disso. Todos o mundo sabe. Então não venha com esse papo de “o papa fala para os católicos”. Isso é mentira.
Ele fala aos católicos sim. Sejam eles deputados, senadores, presidentes, jornalistas, e cidadãos em geral, sendo eles católicos de fato, a palavra de Bento 16 se direje a eles. As pessoas não católicas, podem ouvir, mas como disse, podem também ignorar, simples.
[...] Jean Wyllys escreveu um texto na Carta Capital sobre Bento XVI e as ameaças contra a humanidade. Publiquei lá o seguinte comentário (que, por não saber se estava dentro dos limites da caixa de [...]
O Ilmo.dep.fed Jean W. pelo Psol devia explicar como um partido “socialismo” pode defender a ‘liberdade”? Não foram nos países ditos comunistas ou socialistas que os homossexuais foram exterminados e tratados como lixo ? Não foi Fidel Castro que disse que homossesuais não podiam ser revolucionários ? Não foram Fidel e Guevara que criam as Unidades Militares de Ajuda à Produção, acampamentos de trabalho agrícola em regime militar, com cercas de 4 metros de arame farpado, onde os homossexuais e outros “marginais” realizavam trabalho forçado nos canaviais, com até 16 horas de trabalho forçado, em condições desumanas muito semelhantes aos campos de concentração nazistas ?
Saiba deputado que na Igreja Católica a homofobia e qualquer outro tipo de preconceito são condenados.
Eu sou completamente radical e pouco me importo com a “sagrada família hipócrita”. Acredito que uma criança pode ser muito bem criada sem a figura paterna ou materna (basta que a pessoa que crie tente suprir a ausência do outro). Crio meu filho sem figura paterna, e vejo que se forma um homem não-homossexual, mas também, não-boçal (ex.: ñ o eduquei para ser adorador de futebol, pegador, comedor, machão, fanático por carros, litas corporais, etc.). Nos dois casamentos que tive, conclui que ñ queria a figura paterna, de modo a oferecer uma educação mais humanística. Meu filho, um menino lindo e astuto, tem 12 anos de idade e já manifesta repúdio aos homofóbicos, assim como critica essas instituições religiosas que só visam a sua sobrevivência, extensão de domínios territoriais e ideológicos, acumulação de capital e patrimônio, lavagem de dinheiro, pedofilia, etc. Meu filho, criado por mãe solteira de orientação heterossexual, é inteligente, feliz, saudável, HETEROSSEXUAL, mas, sabe que, quando começar sua vida sentimental / amorosa / sexual, terá o apoio incondicinal da matriarca para optar a quem amar. Contudo, sabe que o maior problema está nas ruas: ódio e perseguição.
Os meus três filhos respeitam os homossexuais mas repudiam a prática bem como a apologia defendida por eles, e a vida continua…
Bom Dia… Me envergonha ver um “historiador” escrever um texto para uma revista tão conceituada partindo da premissa de uma frase fora do contexto. O que mais abomina qualquer historiador na sua preocupação com o método e o ofício como diz Le Goff. Me envergonha ver seu texto, e me pergunto se vc se quer leu todo o texto pronunciado? Ou se apenas retirou essa frase do contexto e escreveu seu “artigo”… Me envergonha…
Não é assim, Darlan. A frase do papa não está fora de contexto. Ela está claramente dentro do contexto de uma série de falas, sermões, declarações, documentos (procure no site do Vaticano o que Bento XVI escreveu sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo quando dirigia a Congregação para a Doutrina da Fé)… A frase do papa é mais uma de muitas em que ele tem repetito sistematicamente as mesmas ofensas contra os homossexuais e é parte de uma política da hierarquia vaticana contra os direitos civis dos homossexuais. A Igreja católica, em cada país, pressiona os governos e os parlamentares para não aprovar o casamento igualitário. No meu livro “Matrimonio igualitario”, que conta como foi o processo político e social que levou à aprovação da lei de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo na Argentina, eu conto detalhadamente tudo o que a Igreja católica fez (publicamente e nos bastidores) para exercer pressão (e ameaças, e chantagem…) aos políticos, tentando impedir a aprovação da lei. Esse é O CONTEXTO. E o deputado conhece muito bem esse contexto. E é nesse contexto que ele respondeu ao papa. Falou?
Marco, a grande questão é mesmo a (in)tolerância, mas não podemos condenar a discurso inflamado dos ativistas homossexuais, sendo eles a minoria, moradores de estados de leis heteronormativas e excluídos de direitos civis garantidos pela nossa Constituição que preconiza o Estado Laico. É contraditório dizer “o acolho, o aceito DESDE QUE”, mas esta também não é a única voz da Igreja. Sabemos também que durante muito tempo a Igreja foi completamente omissa, quando não conivente, com a escravidão. Durante muito tempo, há quem tenha usado até mesmo bases científicas para defender que os negros eram intelectualmente incapazes para o trabalho intelectual e assim escravizá-los. A Igreja é formada por homens; os livros são sagrados, mas também foram escritos por eles, sujeitos à contaminação cultural e à análise contextual. O Papa é uma autoridade respeitável e transmite muita sabedoria, mas não é Deus. A Bíblia é sagrada e maravilhosa, mas não caiu pronta do céu e não foi produzida pelo punho Dele. Saibamos estudá-la a fim de que o amor prevaleça sobre toda forma de divisão.
As pessoas precisam analisar os dogmas e doutrinas da Igreja Católica Apostólica Romana como um todo e não isoladamente. Isoladamente podem não fazer sentido, mas quando analisados em conjunto eles dão um significado claro à vida. Eles evitam que as pessoas se tornem seres humanos vazios e depressivos ao fim de suas vidas. Pois dão retidão, caráter, dignidade ao ser humano. A facilidade da libertinagem de conduta, ingenuamente entendida como liberdade, não nos faz crescer enquanto energia de um universo físico do qual fazemos parte. Não pensem que tudo que está na Igreja é errado e foi criado por politicagem. Há bases sólidas aí, sedimentadas um homem que se chamou Jesus, que conseguiu a maior de todas as famas, que perpetua por milênios. Qualquer um ele não foi! Não dá para desprezar isso. E como Ele, a Igreja não prega o ódio, mas o acolhimento dessas pessoas. Vamos analisar o conjunto da obra, não distorcer partes de uma doutrina de vida em benefício próprio. E, SIM, pessoas que ocuparam a Igreja no passado fizeram muitas coisas erradas. A Igreja foi usada, por pessoas interesseiras. Chegamos a ter 3 Papas simultaneamente, por interesses políticos. João Paulo II reconheceu os erros do passado e pediu perdão. Pediu perdão aos Judeus, ao Evangélicos, aos Católicos Ortodoxos, aos Muçulmanos. Bento XVI tem seus defeitos, com certeza tem, todos temos. Mas a busca é sempre do bem. A busca é pelo amor e não o ódio. Os militantes homossexuais são muito intolerantes, agressivos. Voc~e pode não concordar com o Papa, mas não precisa ofendê-los acusando-o indiretamente de pedófilo ou nazista. Isso não faz de você uma pessoa melhor que ele. Ele não está totalmente errado, como não está totalmente certo. Pensem nisso, biologicamente, socialmente, culturalmete, enfim, é um assunto muito complexo para querer ser tratado com tamanha naturalidade. Há muita controversa nessa questão, em diversos campos, científicos inclusive.
O Papa tem mais de 80 anos e foi escolhido para não avançar em necessárias reformas históricas, como ordenação das mulheres e menos condenação ao corpo. Dizer que as uniões homoafetivas “ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade” demonstra claro equívoco: primeiramente porque é a defesa de um claro tratamento discriminatório com base na crença religiosa (ou seja, a mesma lei dita “cristã” seria para todas as religiões e até para quem não tem uma; em segundo lugar, as condenações à homossexualidade na Bíblia são muito controversas (as traduções diferentes e a falta de contextualização na interpretação são equívocos comuns). Há uniões homoafetivas absolutamente dignas, cujos consortes são exemplares contribuidores de impostos e de amor ao próximo, um dos primeiros princípios cristãos. Há que se pensar se os gays acabam não sendo muitas vezes mais cristãos que os que os agridem porque não revidam a violência. Os casamentos homoafetivos também não rivalizam e nem substituem ou substituiriam o casamento heterossexual. Há que se pensar que os divórcios transgridem muito mais a ordem dita como família. Por isso, dizer que essas uniões são indignas beira a violência, a injustiça. Há países, como a Dinamarca (um dos maiores IDHs do mundo), onde esse tipo de união é abençoada até mesmo na maior parte das igrejas cristãs. Os homofóbicos deverão usar a afirmação do Papa para legitimar um discurso violento, segregador e discriminatório.
Esse Papa calado ainda emite despautérios. Piores, mais ameaçadores, mais danosos à humanidade são os conflitos entre as religiões e que em nome de Deus cometem as maiores atrocidades. Nunca em tempo algum do seu papado presenciamos uma ação positiva, humanitária, no sentido de interceder contra países invasores de outros continentes; contra a fome que grassa mundo afora e em especial na África; contra a corrupção no Brasil e em outros países que acarreta elevados prejuízos sociais a milhões de seres humanos. O Vaticano, perdido, ainda tem a ousadia de plantar o radicalismo em determinadas áreas sociais enquanto descuida do dimensionamento populacional da humanidade à falta de um imprescindível planejamento familiar; da liberação da prática do aborto porque uma decisão pessoal e que não cabe interferência de ninguém, muito menos de religiosos e de outras mazelas das quais está acometida a humanidade.
Sua Santidade, deixe os que ainda ousam se amar fazê-lo sem a sua inoportuna, inofensiva e desprezível excomunhão!!!
Também não vamos tentar, impositivamente como alguns querem, endeusar os homossexuais. Eles merecem respeito pela opção de vida que adotaram e devemos tratá-los com igualdade de direitos e desde que também respeitem os que não comungam da mesma prática, nada mais que isso. Sabemos que existe preconceitos dentro da própria classe.
Se vivêssemos, da melhor forma, as NOSSAS vidas, sem prioritariamente bisbilhotarmos e condenarmos os semelhantes talvez alcançássemos o equilíbrio, o ideal de convivência harmoniosa. Do seu corpo cada um faça o que bem entender. Vivam simplesmente e deixem viver!
Por que a ICAR não faz uma campanha para criar leis que proíbam o sexo antes do casamento e o divórcio? É muito fácil atacar aqueles que já contam com o ódio da maioria.
E fez-se a guerra da hipocrisia, de um lado o Papa querendo a manutenção da igreja, e do outro um deputado que foi eleito a reboque da sobra de votos de Chico Alencar, constantemente lutando para assegurar uma reeleição.
O Brasil é muito mais que os problemas que enfrentam os homossexuais. Falta educação para o povo entender a dignidade humana independente da orientação sexual das pessoas. Só vejo o deputado empunhando a bandeira do homossexualismo, e a bandalheira, a roubalheira e a safadeza que acontecem nos corredores do poder…ele não vê. Está se tornando o deputado da causa unica.
É muita hipocrisia.
[...] CARTA CAPITAL Posted: Janeiro 13, 2012 in Blogs Recomendados 0 Rev. Jucelino Souza via Carta Capital "Eu pensava que o que o ameaçava o Planeta eram as guerras e a injustiça social, mas o Papa [...]
Sobre a disputa teológica, sobre o mencionado pecado da “sodomia”, nas antigas leis hebraicas.
Jesus afirmara que não veio abolir nenhuma tradição mosaica, porém não cita explicitamente um levante pecaminoso contra os homossexuais ; o que era de se esperar, por se tratar(na minha crença) do próprio Deus.
Sabemos, porém, que o próprio Jesus criticou alguns preceitos registrados nos escritos judáicos antigos : “vós ensinais preceitos humanos e vos esqueceis dos preceitos divinos”.
Isto mostra que a questão permanecerá em aberto, pois não há um posicionamento definitivo : quais leis, fundamentadas numa sociedade patriarcal, machista, são dignas de ser consideradas divinas? De fato, muitas tem um grande valor, porém outras se mostram inapropriadas ao ambiente cristão original ; aquele que valoriza o ser humano.
Infelizmente, o posicionamento do Papa é anticristão, pois não há embasamento de confiabilidade suprema para garantir que homossexualidade seja pecado, e acaba diminuindo o ser humano somente por sua opção. Por outro lado, certos valores são inerentes ao ser humano; uma criança necessita da figura materna e paterna em sua criação, às vezes é difícil imaginar como se pôr no lugar de uma criança que tem pais do mesmo sexo, por não encontrar a figura do sexo oposto aos pais em sua educação.
Eu , católico e hétero, jamais senti aversão a qualquer homossexual, jamais tive vontade de fazer-lhes mal por conta de sua orientação sexual. Não concordo com o posicionamento do Papa, pois não é o cristianismo, mas não concordo com aqueles que veem a igreja como guilhotina de direitos humanos, pois o pensamento cristão, na essência, diz que não devemos desrespeitar uma pessoa, por exemplo, por ser homossexual. O clero é um, a igreja é outra.
Caro deputado e querido amigo Jean,
Eu diria que o grande problema nas declarações do papa reside no alarmismo que instiga a uma indevida histeria. “Ameaça à humanidade” é, de fato, de um exagero irresponsável. Ele se posicionar – a partir de seus dogmas religiosos – contra o casamento homossexual é um direito, mas a retórica que utiliza é indigna de um orientador espiritual.
A Igreja Católica tem muitos méritos. Repudiam, por exemplo, a criminalização da prática homossexual em paises que punem gays com a morte. Reconheço isso. Mas admito que esperava mais de um papa tão culto e estudado. Ele poderia se limitar a dizer que “relações homo são pecado” [que é o que o dogma de igreja dele diz - segue quem quiser]. “Ameaça à humanidade” é que força além da conta.
É muita besteira para um texto só, mesmo!
O cara não teve nem a dignidade de ler as afirmações do Papa ( nem muito menos a maioria dos que postaram aqui). Só gente sem cultura para parabenizar um cara desses.
Tamy ,kkkkkk,vc é muito engraçada.
Tamy, as declarações do papa foram noticiadas pela imprensa do mundo inteiro. Eu tenho o discurso NA ÍNTEGRA e posso te garantir que o papa disse o que disse, que, aliás, é o que ele sempre diz. É o que a hierarquia da Igreja católica sempre diz. E este papa, antes de ser papa, foi diretor da Congregação para a Doutrina da Fe, e assinou um documento sobre o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo dizendo mais ou menos a mesma coisa. Não tenha dúvidas que o deputado leu o discurso do papa e também leu aquele documento. Ele respondeu ao que foi dito. Os que defendem as declarações homofóbicas do papa é que não leram. Deveriam ler!
Grande Jean,
entendo sua posição, mas você se equivoca quando anuncia que a igreja está errada. Olha, na Bíblia não existe nenhuma proibição e nenhum repúdio contra pessoas que são de cores distintas, mas ela repudia veementemente o homossexualismo. Cada um defende o que acha, respeitando sempre o livro que se segue. Tu segues a CF e nós a bíblia
Isso é falso. Pode ler aqui: http://casamentociviligualitario.com.br/questoes-e-respostas. Abraço.
Parabéns Jean! Lindo nada a completar ou corrigir!
O papa Ratzinger se preocupa com os homossexuais e esquece os padres pedófilos que tanto acobertou… a mesma igreja que faz essa condenação “excomunga” uma menina de 11 anos que fora estuprada e estava grávida, por ter feito aborto… ora, é pior fazer aborto numa criança que estuprá-la… por isso que o Ratzinger nem liga para os pedófilos… podem violentar as meninas, desde que não saia nenhuma grávida… coroinhas, que não podem engravidar, nem se fala…
Concordo, Marcelo. Acho até que o papa faz de propósito: ano novo, vamos requentar pauta antiga pra esquecerem os padres pedófilos.
que visão, não é atoa que o cara é o primeiro abaixo de DEUS na hierarquia católica.
O cidadão ofende a divindade quando diz que o atual papa representa O PAI AMANTÍSSIMO NA TERRA. por favor vamos nos instruir mais, sem o vies do preconceito.
Não sou nenhum admirador do Papa, mas é preciso reconhecer que existe um esforço da mídia em distorcer todas as declarações de membros da Igreja (algumas, efetivamente, são tão ruins que nem precisam). Por uma questão de justiça, convido todos a lerem a declaração integral do Papa no dia 9.
Como se pode notar, não há qualquer menção ao casamento gay, e a defesa da família tradicional está num pequeno trecho, simplesmente nestes termos:
“a família, fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher; não se trata duma simples convenção social, mas antes da célula fundamental de toda a sociedade. Por conseguinte, as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade. O quadro familiar é fundamental no percurso educativo e para o próprio desenvolvimento dos indivíduos e dos Estados; consequentemente, são necessárias políticas que o valorizem e colaborem para a sua coesão social e diálogo.”
Só isso. É claro que, quando ele se refere a “matrimônio entre um homem e uma mulher”, está fazendo uma crítica à família homossexual, mas a citação, contextualizada, é muito mais uma defesa da educação como formadora de indivíduos e de cidadãos do que uma condenação aos homossexuais. É preciso ir muito além do que ele disse para afirmar que “o casamento homossexual é uma ameaça ao futuro da humanidade”. Ele pode até pensar assim, mas não é isso que está dito.
É o que está dito sim, Gustavo. A hierarquia da Igreja católica tem uma linguagem metafórica própria, como os futbolistas, os políticos, os policiais, os sambistas etc. Quando eles falam em “defesa da vida” estão se referindo ao aborto; quando eles falam em “defesa da família” estão se referindo ao casamento homossexual (algumas décadas atrás, estavam se referindo ao divórcio). Se o papa fala da “união entre um homem e uma mulher” e, logo depois, na mesma frase, ele fala em “políticas contrárias à família”, todo o mundo sabe do que ele está falando. Por outra parte, ele já falou claramente a mesma coisa e com palavras mais diretas quando assinou documentos do Vaticano contra o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo (naquela época, ele era diretor da Congregação para a Doutrina da Fé) e em outras declarações mais recentes, já como papa. Bento 16 é o principal ideólogo do discurso anti casamento gay da Igreja. Por outro lado, este tipo de discursos do papa é como os discursos dos presidentes numa reunião da ONU ou em outros foros internacionais. Eles são pessoas treinada e experientes e sabem o que fazem. O papa estava falando para as manchetes dos jornais do dia seguinte. Ele sabia o que seria publicado. Ele não é inocente nem idiota. E falou isso porque queria essa manchete. Isso é política: é uma mensagem para os governos dos países que estão debatendo o casamento igualitário. A Igreja é mestre em esse tipo de coisas.
Fazer críticas pelo que as pessoas pensaram em dizer não é muito inteligente. Beira ao fantasioso. Acho que o Sr. Deputado precisa ter menos complexo de inferioridade e ser mais seguro de sua escolha.
Que bom! Pelo menos alguém ainda se importa com o que realmente é dito. A maioria das pessoas que comenta só quer defender a sua opinião pré-concebida e para isso faz conexões nem sempre relevantes com a inquisição, Hitler, judeus e assim por diante….
Ameaça a humanidade foi oq os nazistas como herr Ratzinger fizeram na II Guerra…
Jean Wyllys, ser gay ou lésbica não é um caso de “orientação” sexual, mas de “desorientação” sexual.
Meu caro, seu comentario é de extremo mau gosto
Cara Fabiana
O que leva as guerras, e a todos outros males que nos afeta começa com o preconceito sexual e religioso. A Historia da civilização nos comprova os fatos. O JEAN WILLIS foi muito feliz com a sobriedade do seu artigo.
Fabiana,
Se vc acha isto, tudo bem. Basta não se casar com uma lésbica.
Basta não se intrometer na vida de seus vizinhos. eles estão procurando um cartório, não a sua igreja.
Não concordo muito com a palavra “orientação” e muito menos com essa bobagem de “desorientação”. A palavra na minha opinião que melhor encaixa é preferencia.
FABIANA,minha filha ,pense antes de escrever.Que absurdo.
[...] Por Jean Wyllys, na CartaCapital: [...]
Acredito, que de verdade, o que o Papa sente como ameaça é a morte da Igreja. Gays, por natureza, normalmente são libertos de crenças e idéias que amarram ou que condenem ao inferno qualquer pessoa que não siga os preceitos religiosos. Isso pode ameaçar o futuro da Instituição Católica, mas não a humanidade. O que está em jogo é a perpetuação das idéias, já não mais convincentes, difundidas pela Igreja. O que me consola, é que conheço, muitos, mas muitos católicos, que não dão a mínima para esse tipo de pronunciamento. E também reitero a pergunta: ” O que faz bento XVI dedicar tanto tempo e pronunciamento contra os gays?”
Concordo que a opinião radical do Papa Bento VI, o qual representa a opinião da Igreja Católica enquanto instituição, é de fato bastante radical e impregnada de grande preconceito. Sabemos que a orientação sexual é um processo natural da vida, e gostar de alguém do mesmo sexo, quando de fato há amor e respeito, é tão natural quanto gostar do sexo oposto.
Mas não creio que seja criando rivalidades que se vai conseguir o respeito de quem quer que seja.
Que importância tem um documento oficial para registrar uma união quando de fato existir amor? Qual a diferença na prática entre um casamento legalizado e a simples união de duas pessoas que verdadeiramente se amam. Se o amor é verdadeiro não faz diferença se há ou não uma cerimônia religiosa ou um registro civil de casamento.
O que acontece é que muita gente tá preocupada de mais com a partilha de bens quando a união se desfaz.
As pessoas defendem sentimentos, mas muitas vezes, escondem puro interesse material, por traz dessa luta por reconhecimento legal.
Bento XVI, “chefe de Estado”? Só faltou esclarecer que o “Estado” em questão é a última monarquia absolutista teocrática do Ocidente, concedida à Igreja Católica por Mussolini. Que por sua vez vem a ser aliado de um ex-patrão de Joseph Ratzinger, um certo ditador de origem austríaca que dominou a Alemanha, chamado Hitler. Hitler, que por sinal, defendia opiniões bastante similares à do monarca teocrata de batina a respeito de homossexuais e demais minorias que o desagradavam…
Mensagem ao Deputado Jean Wyllys
Senhor Jean Wylliis, Bom dia! Espero que esteja bem! Seguirei suas regras para publicações no FaceBook, pois percebo que lhe agradam debates sadios sobre os mais variados temas atuais, não é mesmo? Seguindo as regras da boa educação, apresento-me; meu nome é Diogo Pitta, um membro da Igreja Católica Apostólica Romana e amo a minha Igreja! Recentemente, chegou ao meu conhecimento uma série de impropérios, que segundo as fontes, foram ditos pelo senhor, a respeito do Papa Bento XVI, Pastor e chefe da Igreja Católica, alcunhando-o inclusive de Genocida em potencial… Causou-me certo espanto, o senhor, que exerce um cargo de tamanha evidência e importância, referir-se desta forma à um homem que antes de tudo, é um chefe de Estado e um catedrático, e que nada tem feito além de pregar a Paz no mundo, e isto é inegável à qualquer um que tenha um mínimo de honestidade. Prezado Deputado, Nós não odiamos a classe a qual o senhor tão destemidamente representa, apenas acreditamos em algo contrário ao que o senhor prega e defende, isso é crime? Vale lembrar, que não criticamos uma raça étnica, mas um comportamento! Por que os vossos comportamentos são os únicos que são, se assim posso dizer, incriticáveis? Por que não podemos nós católicos, termos os mesmos afagos legais, que o senhor tanto defende à sua classe? Caso o tivéssemos, certamente o senhor sofreria os rigores da Lei por referir-se ao Papa Bento XVI de forma tão desonrosa. Porém, adianto-me, e dou a devida resposta à última questão; nós, a Igreja Católica, cremos a lei deve ser igual para todos, sem distinção, e não importa a sua opção pela conduta homossexual, não importa sua raça, sua crença religiosa ou seu time de coração, nós os amamos, porém, urge dizer que que não amamos vossa conduta! Isso é crime? Sou um criminoso hediondo por ter uma opinião ou convicção contrária á sua? Somos Criminosos ou genocidas por pensarmos de forma diferente da sua? A Igreja católica tem firme convicção que para que uma sociedade seja realmente justa é preciso que hajam divergências de opiniões sendo respeitadas; porém, por que NINGUÉM pode divergir da sua sem ser tido por criminoso? Ir em mão contrária à sua é ser “genocida em potencial”?
Prezado Deputado, não refira-se mais à períodos da Inquisição, pois beira a infantilidade e total ignorância Histórica, pois nem os mais mortais inimigos da Igreja, utilizam mais esse argumento, por favor tenha discernimento! Como alguém que exerce um cargo de representação do povo e de grande evidência, exijo do senhor, Deputado, mais respeito com o nosso Pastor e chefe, chefe de um estado soberano, o Santo Padre Papa Bento XVI, pois o mesmo, pelo magistério da Igreja, NUNCA referiu-se à vossa amada classe de forma tão desrespeitosa, como agora o Sr. refere-se à ele; pelo contrário, expressou em documentos magisteriais o amor que nutre pelos homens e mulheres homossexuais, porém, sem deixar de afirmar a opinião da Igreja sobre suas condutas. Bom, Deputado, segui todas as suas regras, logo, não há motivos para apagar minha mensagem, a não ser que algo que eu tenha escrito lhe incomode muito. Incomoda?
Cordialmente,
Diogo Pitta, Católico, apostólico Romano, Fiel ao Papa Bento XVI, representante legítimo de Cristo na terra.
PAX CHRISTI
Diogo Pitta
¨Prezado Deputado, não refira-se mais à períodos da Inquisição, pois beira a infantilidade e total ignorância Histórica, pois nem os mais mortais inimigos da Igreja, utilizam mais esse argumento, por favor tenha discernimento!¨ – Está dizendo que a inquisição não existiu? Vá perguntar aos cátaros… me desculpe, esqueci, mataram todos eles… Negar a inquisição é o mesmo que dizer que não houve campos de concentração na Alemanha nazista. A igreja adora apontar os ¨pecados¨ dos outros, mas tem memória muito curta para os próprios pecados.
Sr Francisco, oriente-se! O Estado Pontifício foi fundado em 747! Mussolini era vivo? Ratzinger foi um desertor da Juventude hitlerista, pois era obrigatório o alistamento de jovens alemães. Tudo o que o sr realtou, é uma caricatura ridícula do que propaga uma mídia cada vez mais anti-católica!
Alguém devia avisar pro Bentão que se a humanidade continuar crescendo no nível que está, o mundo ficará hiperlotado e com falta de suprimentos.
Achei o texto bem didático e auto-explicativo. Parabéns e boa sorte na discussão com a bancada religiosa.
O problema é o nosso desconhecimento da CONDIÇÃO HUMANA – o porque penso, sinto isto ou aquilo. O fato de aderir a esta ou àquela opção não indica que sou um ser livre OPTANTE. Deveríamos procurar entender como os sentimentos e pensamentos NOS GOVERNAM.
Enquanto não entendemos devemos usar a RAZão para fazer uma escolha sensata e não nos deixar arrastar por sentimentos desenfreados e sem lógica.
A gente tem, novamente, a igreja interferindo diretamente em assuntos seculares, e de forma prejudicial.
É a mesma igreja que matou milhares na idade média.
É a mesma igreja que se calou durante o holocausto.
É a mesma igreja que prega a humildade e tem um líder que usa sapatos prada e dorme em palácios de ouro,
É a mesma igreja que não paga impostos, mas arrecada com TVs, dízimos, doações.
É a mesma igreja que, em um mundo de aids e DSTs, diz para os fieis não usarem camisinha.
É o líder dessa igreja, com ódio nos lábios e sangue nas mãos que quer condenar a homossexualidade ao degredo dos direitos humanos.
Antes de pedir para que o casamento gay seja ilegal, Papa, tire a lama das tuas botas.
Willian
….embase o seu pensamento.
Cadê os registros históricos que comprovam os seus achismos ?
EXCELENTE TEXTO Caro JEAN sou muito grata ao seu empenho e brilhantismo de pensamento. QUANTO MENOS ALIENADOS FORMOS MAIS CHANCE TEREMOS DE SER FELIZ.
Devo concluir que, pela visão do “Santo” Padre que por 24 anos presidiu a versão moderna do Tribunal do Santo Ofício, quando duas pessoas do mesmo sexo, de pleno acordo e por livre vontade, decidem fazer sexo a humanidade está em risco.
Mas estupros, pedofilia, assassinatos em nome da fé, casamentos arranjados, violência familiar, crianças morrendo de fome, o aquecimento global, as guerras e as doenças são apenas “pequenos contratempos” no plano de deus.
Claro que faz todo o sentido.
“Não é gay se for menino ainda” – Papa Bento XVI
O que o nobre colunista Jean Wyllys esqueceu de dizer foi que o Papa e a Igreja Católica sempre defenderam os homossexuais no que diz respeito à dignidade humana.
É preciso entender que o discurso do Papa deve ser obrigatoriamente contra o casamento gay, pois o mesmo se baseia na doutrina religiosa. Doutrina que, para quem se deu ao trabalho de ler o Catecismo da Igreja Católica e os textos sagrados do Catolicismo, não defende absolutamente o ódio aos homossexuais. Muito ao contrário.
A civilização assentou seu desenvolvimento na relação entre um homem e uma mulher, que geram filhos e os educam.
Colocar uma relação homossexual no mesmo nível de dignidade de uma relação heterossexual vai contra a ordem biológica e a Constituição da República.
Direitos humanos implicam em direitos iguais.
Quando o Papa defender o direitos dos homossexuais de casarem e terem filhos, ai ele será um defensor dos direitos humanos.
Covem lembrar ao referido papa que os padres pedofilos da congregacao dele tambem sao uma terrivel ameaca a humanidade . Ou parece que ele nao pensa assim…
Papa e suditos, mais reflexao por favor!
Querido Jean, rezarei por você! Leia as cartas do papa, leia a história da influência desse chefe de Estado nas decisões humanitárias e veja que o que ele prega é justamente ao contrário do que você diz. O clero não é proibido de sentir, são seres humanos como nós, mas são vocacionados a servir o Senhor e trabalhar na Sua vinha. O Papa não difunde o ódio e o preconceito contra os gays, pelo contrário, pede que os amemos, porque todos nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus (Gn). Estive na JMJ 2011 em Madrid, enquanto acontecia a via sacra na praça de Sibelles, haviam dois homosexuais se beijando, sabe o que os 02 milhões de jovens católicos fizeram? Estavam atentos à cruz que estava sendo carregada por vários grupos de jovens que representavam jovens do mundo inteiro que sofriam pela desigualdade e pela crueldade do mundo, rezando por todos ao mesmo tempo. Não acredite fielmente no que você aprendeu em sua formação, busque dentro dos documentos da Igreja, e verá que esta instituição tradicional passou por reformas e pediu perdão por todos os erros cometidos na história, buscando de diversas se retratar. (diferente de muita gente que comente erro, não assume e muito menos faz algo para se retratar) Quando ainda dava pra assistir ao BBB eu torci para que você chegasse ao final. Sou católica, praticante, tenho vários amigos homosexuais, e assim como o noso Santo Padre o Papa, os amo imensamente e você pode ter certeza que você está perdoado pelo que escreveu e estará nas orações de muitos jovens católicos! O Papa é o sucessor de Pedro, apóstolo de Jesus, por isso nós o seguimos e nunca deixaremos de seguir! Dê continuidade ao seu trabalho como deputado, crie projetos de lei, se oponha à corrupção e trabalhe por um Brasil sem desigualdade. Jamais exestirá maior revolucionário que Cristo aqui na terra, mas se cada um de nós nos empenharmos na construção da Justiça para todos, estaremos dando continuidade ao trabalho Dele.
Me lembrei de uma canção que diz: “O futuro não é mais como era antigamente”. Pois é, não se fazem mais políticos como antes!
Antigamente até uma acusação absurda era melhor organizada. Bom, isso gasta tempo e acho que o deputado também não está muito interessado em fazer uma ofensa ao Papa de forma intelectual, não é característica sua.
Parece que o deputado Jean Wyllys ficou meio “fora da casinha” de tanta raiva do Papa que se pronunciou, como sempre fez, sem medo de dizer a verdade.
Prezado deputado a Igreja não é democracia nem se orienta por IBOPE, não se move por pesquisas, tão pouco toma suas decisões visando aprovação popular, já devia saber disso.
Sobraram poucas pessoas dispostas a sofrer as consequências por defender a verdade e o Papa é uma delas, é melhor ir se acostumando deputado.
Na verdade não me surpreendi com a sua postura , talvez por você ser um antigo conhecido por tentar calar a opinião contrária a sua, por querer que o grupo dele seja o único grupo incriticável na sociedade, o que me surpreende é o baixo nível de argumento, por se tratar de um deputado federal esperava, talvez, uma acusação um pouco mais sóbria. Mas não vou ficar traumatizado, eu supero.
Agora, convenhamos, uma criança no maternal saberia distinguir o ataque de esteria do deputado de uma legítica acusação fundamentada.
Não vou perder tempo escrevendo que o Papa não é genocida e nem nazista e nem defende a pedofilia, não vou pagar esse “mico”.
Algumas coisas não precisam de defesa, um pouco de bom senso é mais que suficiente.
Vou entender que o sr. Henrique Brum (abaixo) referiu-se a mim.
1. A liberdade de expressão está perfeitamente dentro dos limites do Estado Laico, como é bastante óbvio. O Papa não está promulgando nem vetando leis civis, não está emitindo julgamentos civis e nem direcionando ou deixando de direcionar recursos civis para absolutamente nada e, portanto, não está se imiscuindo em nenhum dos três poderes do Estado. O problema é que alguns arautos da tolerância querem que as religiões não possam sequer EXPRESSAR as suas considerações a respeito da vida em sociedade. E isto é claramente uma prática contrária ao Estado Laico (uma vez que pretender impôr censura prévia à manifestação de opinião religiosa não é ser NEUTRO, e sim ser HOSTIL à Religião) e uma intolerância danosa à vida em sociedade.
2. Como já foi dito, a sociedade ocidental erigiu-se sobre as bases da moral judaico-cristã, em particular tendo por célula-mater a família (entendida, como já exposto, como a união permanente entre um homem e uma mulher com vistas à geração e educação da prole). Dois homens ou duas mulheres não exercem as funções desta entidade familiar mais do que uma mãe solteira, duas velhas solteironas que morem juntas, um orfanato ou uma comunidade hippie (todas estas entidades sociais podem criar filhos, criam-nos e, não obstante, ninguém nunca considerou equipará-las à família).
3. Ninguém quer impôr “preferência moral” nenhuma. Os homossexuais podem fazer entre si o que bem entenderem. No momento, contudo, em que eles querem revolucionar o tecido social e promover estatalmente uma equiparação descabida entre a célula-mater da sociedade e a dupla de homossexuais, isto passa a ser um problema da sociedade como um todo e, portanto, o que é descabido é que a novidade da minoria amordace e cale os valores da maioria. A comparação com os romanos é claramente uma apelação barata totalmente descabida (uma vez que ninguém no Brasil joga os gays aos lobos-guarás, nem defende que se o faça).
4. “Amor”, embora seja sem dúvidas importante, é outra conversa. Ele não entra na seara das proteções legais do Estado, como é óbvio. O que interessa para a proteção legal da família são os deveres que ela tem, enquanto célula-mater da sociedade: o Estado protege e promove a família porque a família gera e produz cidadãos para o Estado, constrói e salvaguarda o futuro do Estado. A dupla de homossexuais, repito, não faz isso mais do que a comunidade hippie ou o orfanato. A comparação com a esterilidade é também descabida, uma vez que nos casais formados por um homem e uma mulher a esterilidade é sempre acidental e, na dupla gay, é essencial e intrínseca ao tipo de união.
5. Mais ad hominem?
E isto do mesmo sujeito que vem reclamar de “lógica básica”…
6. A parte comentada é o coração mesmo do texto, porque o texto inteiro só faz comparar (de maneira totalmente descabida, como já mostrado) a proibição do “casamento gay” com a proibição nazista de judeus casarem com arianos ou a (suposta) proibição legal americana de se casarem brancos com negros. Quando, como é óbvio, a única união social dentre as citadas que não tem como exercer o papel da família é precisamente a união homossexual e, justamente por isso, não existe razão em reclamar o mesmo tratamento que o Estado dispensa à família. Para o Estado, uma dupla gay parece muitíssimo mais com dois amigos que dividem apartamento na época da faculdade ou duas velhinhas solteironas que moram juntas: eles podem perfeitamente fazer isso, mas não existe nenhuma razão para que o Estado o promova defenda (muito menos equiparando-o à família).
7. De fato, a cortina de fumaça não invalida os “argumentos” do senhor deputado. O que os invalida é o fato de serem todos construídos em cima de comparações descabidas, de ad hominens vazios e de confusão deliberada entre duas coisas que são totalmente distintas, como foi mostrado.
My good! como disse Jorge Ferraz é tanta besteira em um texto só; que se DEUS tivesse ouvidos e olhos humanos teria a mesma sensação que tenho agora! Horror!! Estapafúrdia é o que escreveram 80% destes comentaristas que ainda não descobriram o que e o AMOR verdadeiro, que não é a União pelo sexo de 2(Dois)homens ou 2(duas) mulheres..somente.
Amor tudo suporta, tudo silencia, é humilde, não se expõe. O amor é caridoso! (S.Paulo aos Coríntios- (Bíblia). Novo Test.
Respeito o Homossexual, mas vivo o que DEUS criou desde o princípio; “o Homem se unirá a uma Mulher e se completarão formando uma família, gerando filhos..e como chamar esta união de família, se 2 homens ou 2 mulheres nunca poderão gerar filhos? hem? diga-me? Responde?
Assisti numa palestra que o HOMEM(Ser Humano) não usa sua razão, quando quer fortalecer sua vontade! então, porque bater na mesma tecla, se a verdade liberta e não quer fazer ninguém de seus filhos, sejam Héteros ou Homos, infeliz. Deus ama-os de maneira igual, desde que respeitem o seu Vigário aqui na Terra: O PAPA, hoje Bento XVI e suas manifestações são de ordem vinda do Espirito Santo, que se manifesta também em nós, mesmo que sejamos e nos tornemos surdos as seus conselhos…
Acordem deputados, políticos, Homos, Héteros, pessoa de bem.. na vida só será feliz, quem viver e procurar viver sua Castidade, sem denegrir a imagem de ninguém e viver a lei de DEUS, que se cumpre na sua palavra: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” Jesus Cristo
Paz e Bem!
Uma Mulher de Deus, feliz em ser Solteira, que procura a Santidade, na Castidade>>vivo-a de acordo com os ensinamentos da Igreja, Católica, Apostólica, Romana!
Sejam felizes!!
Católica,Apostólica, Romana.
Corrigindo o texto anterior…
Caro Jean Wyllys,
Meus parabéns pelo texto e pela luta em prol dos direitos dos cidadãos. A união civil entre pessoas do mesmo sexo é imprescindível num país que se diz democrático. Felizmente, hoje em dia o que um papa fala (ou escreve) não tem a menor importância, é irrelevante, quase ninguém liga. O que esse triste episódio vem confirmar é que a instituição religiosa em nada contribui para o desenvolvimento humano, só desperta o que temos de pior: preconceito, intolerância, culpa, medo… Num momento de crise do sistema do capital, quando a estrema direita ganha forças nos países mais assolados pela especulação, é sintomático a posição fascista desse papa, não só em relação aos direitos dos homossexuais. Instituição católica sempre esteve ao lado dos opressores, esse senhor de alcunha Bento, líder dessa facção, não é exceção.
Caro Jean Wyllys,
Meus parabéns pelo texto e pela luta em prol dos direitos dos cidadãos. A união civil entre pessoas do mesmo sexo é imprescindível num país que se diz democrático. Felizmente, hoje em dia o que um papa fala (ou escreve) não tem a menor importância, é irrelevante, quase ninguém liga. O que esse triste episódio vem confirmar é que a instituição religiosa em nada contribui para o desenvolvimento humano, só desperta o que temos de pior: preconceito, intolerância, culpa, medo… Num momento de crise do sistema do capital, quando a estrema direita ganha forças nos países mais assolados em com relação aos direitos dos homossexuais. Instituição católica sempre esteve ao lado dos opressores, esse senhor de alcunha Bento, líder dessa facção, não é exceção.
Engraçado como as pessoas não entendem que, justamente pelo fato de ele ser chefe de uma Igreja e influenciar milhões de pessoas (felizmente, mesmo a maioria dos católicos é lúcida demais pra assimilar tanta bobagem!), deveria tomar cuidado ao pregar contra determinado grupo de pessoas.
Jean Wyllys está corretíssimo em criticá-lo (desde quando ele está imune à críticas pelo mero fato de ser um papa? Isso é tradição católica e ninguém é obrigado a levar a tradição a sério só porque os católicos levam): Bento disse uma tolice imensurável e é lamentável que um líder espiritual (hahahahahahaha… Espiritual com essa postura? Me poupe!) seja tão pobre de espírito e, pior, inteligência, lógica e bom senso.
No mais, é engraçado como quem está aqui criticando não critica os argumentos mas critica o deputado. Já vi gente até falando asneira pelo fato de ele ter sido BBB. WTF?!
O Papa fala em nome de milhões de católicos, esses “lúcidos” devem pertencer a outras religiões.
quanta asneira junta nesses comentários. meu Deus!
adorei o texto e todas as comparações, inclusive as históricas e futurológicas. essas pessoas que comentaram perderam um tempo enorme escrevendo essas asneiras e só fizeram demonstrar o quanto se equiparam àqueles da história que um dia julgaram os negros, os índios e os judeus. tsc.. parabéns pelo texto, jean wyllys.
Logico que o vaticano defende e precisa manter a pobreza e nada diz das guerras feitas pelos EUA e Europa, o banco do vaticano recebe jorradas de dinheiros vindos quase todos dos EUA e na europa não paga impostos a Italia e tem toda a guarda suiça responsavel pela segurança do Papa sem que custe um centavos ao vaticano.,como não tem muita força no norte da europa resta um pouco ainda no sul devido a pobreza que torna-se uma preza facil,como infelizmente toda America Latina.
Citar a bíblia quando lhe convém é muito bonito. Que tal citar Romanos capítulo 1? O que o Papa diz, é o que a bíblia diz e o que a igreja vem dizendo desde o seu início. Não é nenhuma novidade. Agora, novidade, mas nem tanta (pq deputado sem pudor neste Brasil está cheio.), é um Deputado Federal faltar com respeito com um chefe de estado e chefe da maior religião do mundo. “Genocida”?, “Nazista”? Tens provas? mostre então! Agora prar mim estas acusações são claramente falta de decoro. Fico muito triste em saber que este cidadão é meu representante na câmara.
genocida e nazista? onde tu leu isso? o texto diz que a igreja historicamente apoiou genocídios. é só estudar história, cruzadas e inquisição, pra ficar nos casos mais célebres. o autor ainda disse que o bento cresceu na alemanha nazista e deveria aprender que o diferente não é o inimigo. só isso, custa ler?
Certamente ele nao representa pessoascom o seu pensamento.
Faco minhas as palavras do Henrique Brum.
Excelente comentarios em resposta ao Jorge Ferraz.
Fico triste que tantas pessoas ainda mostrem tamanha intolerancia e um obscurantismo irracional
Se eu chamar este senhor de idiota…certamente vão me atirar pedras…pois existem coisas muito mais importantes pra se preocupar no mundo, como a fome e misérias de todo tipo.
E os padres pedófilos? Começando por permitir a quebra do celibato pros pares dele já seria uma boa ação!
Tem menina por ai fazendo filho a rodo, criança crescendo sem estrutura familiar, tem gente pra tudo quanto é lado… Gente que briga atoa, que não respeita nada, que entra no crime, que não tem futuro nenhum… E esse senhor ai acha o homossexualismo uma ameaça? É DEMAIS PRA MINHA CABEÇA! Primeiro que ele não tem que se envolver no meio da política, e nem em nada que está relacionado a sociedade. Só sabe pregar regras de uma religião que não serve pra nada, que não tem salvado vidas, que não tem ajudado ninguém. Eu fico revoltada com a manipulação que as religiões fazem. Algumas tem gerado intolerância religiosa, desmerecendo e julgando outras religiões, causando guerras, brigas religiosas, fazendo pessoas se portarem como zumbis, que não pensam, que só obedecem as leis divinas… É revoltante ver, que tem pessoas que não pensam! Tem que ter um fim esse controle religioso dentro das sociedades, dentro da política… As pessoas esperam tanto de um Deus, que só dita o fim dos tempos, só fala de seguidores e que não ensina seus seguidores a amar, nem respeitar uns aos outros… Matam muitos fiéis a cada ano com notícias de um suspeito dia do juízo final… É revoltante saber, que a religião controla tudo sem ao menos entender o que se passa no mundo. É tudo em função de Deus. Porque Deus vai julgar, porque Deus vai acolher, porque Deus isso, porque Deus aquilo. O ser humano está se tornando uma praga que está destruindo o Planeta Terra. O ser humano não respeita, não tolera, não ama nada nem ninguém, só tem amor por si próprio, é egoísta…
Eu tenho nojo do ser humano. E infelizmente sou dessa raça maldita!
O Papa Bento XVII tem nas mãos uma instituição decadente. A figura do Papa é hoje quase irrelevante, visto que grande parte dos seus próprios fiéis nem seguem à risca, entre quatro paredes e fora delas, tudo que o véio e Igreja mandam. Jean, o casamento civil é uma pauta a se defender para garantir direitos relativos a herança e etc a casais homossexuais, mas o religioso tanto faz. É só os gays criarem uma igreja própria. Afinal de contas, hoje em dia existe igreja pentecostal p/ tudo e todos os gostos, né?
Cara Debora, vc falow tudo…mas igrejas gays ja existem, e os gays como eu n estao preocupados em religiao hje, porem em ter os mesmos direitos QUE QUALQUER outro cidadao…NEGROS E MULHERES antes n possuiam direito algum, hje sim! Odeio a INTOLERANCIA RELIGIOSA e como a outras postulante disse, tenho nojo de ser sa raça humana…O que Jesus Cristo pregou foi o AMOR ao proximo, QUEM AMA TOLERA TUDO,as pessoas nao sao obrigadas a aceitar os gays, porem sao obrigadas a respeita-los como qualquer outro cidadao…A Igreja Catolica é a Grande Meretriz Biblica que fala no Apocalipse, aonde a mesma se mistura com os Reis e Governantes da terra…qual é a unica religiao q vive a se meter em assuntos politicos??? A Biblia tb fala dela! A Igreja Catolica nunca foi a igreja e a doutrina que o Salvador deixou na Terra…quem é ela ou o falso vigario de Cristo pra condenar-nos? Somos humanos, temos coracao, amor, odio e DIREITOS como qualquer ser-vivo pensante neste MUNDO…Deus deixou as diferenças PRA VER COMO SEUS IDIOTAS FILHOS IRIAM AGIR NA TERRA…..Estamos errando…RSRSRSRSRRS
Willian
quantas baboseiras, a Igreja tem mais de dois mil anos de existência conforme atestam as cartas de Ignácio de Antioquia no primeiro século, e você se julga o portador da verdade, se orienta !!
O Papa não falou em nenhum momento sobre homossexuais, falou na família baseado no casamento entre homem e mulher, e falou que políticas que tentam minar a família são ameaças ao futuro da humanidade, a INDUSTRIA JORNALISTICA,
Poxa, Jean. Como voce saiu de um BBB? ![]()
Pena que voce nao seja deputado pela Bahia!!
Mas tenho um orgulho retado que voce seja da terra.
Parabens pela lucidez e clareza de raciocionio nas explanacoes.
O paralelo historico da Argentina do seculo XIX foi brilhante.
O continente europeu, que se submeteu a ideologia gay e feminista, estão sofrendo as consequências dos seus comportamentos: população envelhecida e crescimento negativo. Até a política do bem estar social está ameaçada, pois tem poucos jovens produzindo pra manter essa política. Mas os árabes serão a mairia por lá em menos de 10 anos.
O pior é saber que esse mesmo sujeito hoje papa, quando era bispo, encobriu os crimes de pedofilia denunciados pelas famílias das crianças estupradas. Esse desprezível senhor, ao invés de entregar os padres estupradores à polícia apenas os transferiu para outras igrejas(claro, para que esses mesmos padres pudessem realizar seus estupros sem serem importunados)… Os crimes de pedofilia na Igreja Católica? Ah, os crimes continuam, o bento XVI está lá para garantir que nenhum padre estuprador seja preso e condenado por seus estupros… união homoafetiva não pode, mas estuprar crianças pode, super pode, pode muito… é assim que a Igreja Católica defende a família…
Lamentável que o Deputado tenha tomado a declaração de Pullella/Reuters como sendo a declaração do Papa. Evidentemente nos termos entendidos e divulgados.
Por outro lado compreende-se que a notícia Pullella prejudica a tentativa de chegar a protocolar a PEC do Casamento do Deputado e com isso provocou essa reação. O que não se compreende é que o Deputado ainda não apresentou denúncia contra IURD por injúria coletiva, charlatanismo, curandeirismo e exercício ilegal da medicina psiquiátrica contra cidadão LGBT e coletividade LGBT. Isto sim, essa omissão do Deputado é inaceitável.
Mais ação concreta e menos marketing pessoal faria melhor propaganda da legislatura de Jean Wyllys.
Sinceramente, é muita besteira em um texto só.
Em primeiro lugar, o Papa tem total direito de expôr a Doutrina Católica a respeito do amancebamento homossexual com reconhecimento estatal (doravante AHRE!). Se o excelentíssimo senhor deputado pode defender a posição dele favorável ao AHRE!, por qual motivo seria vetado à Igreja manifestar a posição contrária d’Ela?
Em segundo lugar, se o senhor deputado tivesse lido o discurso do Papa, veria que a declaração foi feita no contexto da importância de se preservarem os locais propícios para a educação dos futuros cidadãos – qual seja, a Família, no seu sentido próprio de união duradoura entre um homem e uma mulher com vistas à geração e educação da prole – e que sequer mencionou o AHRE!. Portanto, falando sobre a educação da juventude, o Papa obviamente está considerando as outras ameaças citadas (guerras, fome, miséria, etc. – aliás, o Papa as cita explicitamente no texto que o deputado critica obviamente sem ler).
Em terceiro lugar, o “Casamento Civil” é uma figura jurídica derivada racionalmente da Moral Natural e, cultural e historicamente, do Matrimônio Cristão que sempre foi implementado neste país de raízes cristãs. O AHRE! é que é a novidade revolucionária nesta história toda, que tem o ônus de provar que merece a proteção que o Estado reserva àquela instituição que é e sempre foi sua célula-mater.
Em quarto lugar, não tem ninguém preocupado com o “amor” dos homossexuais, e sim com a atribuição arbitrária de direitos civis próprios **da entidade familiar** (e não da pessoa humana considerara isoladamente) a uniões que, nos dizeres da Igreja, “não desempenham, nem mesmo em sentido analógico remoto, as funções pelas quais o matrimónio e a família merecem um reconhecimento específico e qualificado” (cf. CDF, “Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais”).
Em quinto lugar, são simplesmente falsas e caluniosas as insinuações de que a Igreja teria sido contrária ao casamento entre brancos e negros, ou comungue de alguma maneira com as proibições nazistas ao casamento entre judeus e arianos (aliás, os campos de concentração foram pródigos de católicos: vide São Maximiliano Kolbe, Santa Edith Stein, etc.).
Em sexto lugar, o exercício adivinhatório do senhor deputado sobre a AHRE! (verbis, “[c]hegará o dia no qual uma criança irá à biblioteca da escola”, etc.) é perfeitamente válido porque é legítima a liberdade de expressão de qualquer besteira (até mesmo de vaticínios BBBêicos), mas as pessoas normais podem perfeitamente se reservar o direito de não aceitarem a futurologia do senhor deputado como argumento para calar a discussão sobre o assunto.
Por fim, em sétimo lugar, toda a cortina de fumaça levantada pelo senhor deputado serve apenas para desviar o foco do “piti” que ele deu em seu Twitter, quando ofendeu publicamente um chefe de Estado e líder espiritual da maioria dos brasileiros ao chamá-lo (verbis) de “genocida em potencial” e insinuar coisas ainda piores (como ser filo-nazista ou acobertar pedófilos).
Resposta à objeções:
Primeira objeção: Se Joseph Ratzinger tivesse falado na condição de cidadão alemão ou pensador, suas críticas seriam válidas. Porém, quando ele veste uma fantasia de carnaval e fala do púlpito do vaticano, ele está falando em nome de Bento XVI, chefe de uma denominação religiosa. Nessa condição, precisa respeitar os limites do Estado laico. De fato, mesmo como Zezinho, ele não poderia fazê-lo baseando-se am argumentos religiosos, já que é errado impor a cidadãos de outras crenças qualquer sanção estatal que não se baseie em argumentos de razão pública. O senhor, além de confundir os conceitos e “público” e de “privado” (coisa de brasileiro, né…) parece ignorar o conceito de Estado laico que, por definição, não é nem cristão, nem budista nem ateu: É Estado NEUTRO.
Segunda objeção: Para considerar uma prática social uma ameaça à criação das crianças não basta apenas uma líder religio a o afirmar. São necessários estudos sociológicos que baseiem a declaração, estudos estes que claramente inexistem no caso da proposição defendida (por sinal, recomendo-lhe assistir por uns 15 minutos os vários videos do You Tube feitos por filhos já adultos de famílias homossexuais em defesa das mesmas. Eles lhe parecem doentios???)
Terceira objeção: Ver resposta à primeira objeção. A maioria não tem direito a impôr à minoria suas preferências morais, se não os romanos estariam certos ao jogar os cristãos aos leões. (Que a maioria nem sempre sabe o que é certo, alias, já se sabe desde o mito da caverna de Platão, o senhor está intelectualmente atrasado apenas 2500 anos…)
Quarta objeção: Há algo de muito errado se ninguém está preocupado com amor na unidade familiar. Ainda que juridicamente, definir família (principalmente a formação de uma) sem fazer referência a palvras como “amor”, “cuidado” e “afeto”, ou ao planejamento de uma vida em comunhão um com o outro, é, para mim e para quase todo mundo, uma mostruosidade. Se com isso se quer dizer que os homossexuais não podem constituir família por não poder gerar filhos, qualquer pessoa estéril também não poderia se casar. Se, por outro lado, se considera que tal contituição é arbitrária, lembro-lhe que ela se ancaixa nas definições explicitadas acima (que, diferentemente das suas, não se baseiam em textos ou documentos religiosos. Ver resposta à primeira objeção)
Quinta objeção: Já queimar bruxas…
Sexta objação: A parte comentada é puramente retórica, não fazendo parte do corpo argumentativo do texto (um pouco de interpretação de texto ajudaria…).
Sétima objeção: O fato de o deputado querer ou não desviar com texto a atenção para o “twitter-gate” não invalida as proposições e argumentos nele apresentados (lógica básica, né, gente…), sendo as declarações do twitter apropriadas ou não (eu acho que não o foram, mas respeito se ganha respeitando os outros…)
Concordo com tudo que você falou caro Jorge Ferraz. E creio que o sr. “ilustre” deputado deveria se retratar das agressões e mentiras ditas sobre o Santo Padre Bento XVI.
Parabéns pelos comentários Jorge Ferraz.
O deputado Jean Wyllys fala como se representasse milhões de pessoas. Ele só se elegeu neste pobre país porque se beneficiou do mais de um milhão de votos conseguidos por seu colega de partido, o deputado Chico Alencar.
Ele não teve nem vinte mil votos. Mesmo com a toda a notoriedade conseguida com a sua vitória no programa BBB da TV Globo.
Parabéns senhor Jorge Ferraz, pois este sim é um brilhante comentário, com embasamentos verdadeiros. Mas, (cá entre nós) até que nesta coluna o deputado se comportou mais do que no Twiter. E, novamente Jorge Ferraz, conte comigo para que seja pregada a verdade da Igreja Católica Apóstolica Romana, à qual tenho orgulho de ser filho.
Deus tenha piedade da sua Alma, irmao. Seus argumentos sao terriveis.
Penso mesmo que voce nao tenha lido o texto do Jean.
Hitler tambem era chefe de estado.
Acredito que os políticos brasileiros precisam aprender a proceder corretamente. Xingar um chefe de estado como ele foi xingado é falta de educação. http://domvob.wordpress.com/2012/01/12/brasil-um-pais-onde-os-politicos-nao-tem-a-educacao-que-deveriam-ter/
Foi criada uma petição pública pedido que o DEPUTADO tenha mais DIPLOMACIA e se retrate publicamente. Eu apoio essa ideia http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?page=&sr=61&pi=RJW2012
Perfeito! É um absurdo como em 2012 ainda existam pessoas com uma mentalidade tacanha e um pensamento completamente deturpado sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. Um bando de gente hipócrita!!
É ainda mais aburdo que o Papa, chefe da Igreja Católica, com o poder que lhe cabe, tenha este discurso.
Jean, seu texto foi muito feliz, lógico e inteligente. Vejo você como uma gota de esperança nesse mar de lama (roubalheira e estupidez) que é o Congresso Nacional.
Nem vale a pena discutir sobre aquilo que o Papa pensa ou diz… o pobre do velhinho tá fora da casinha… tem que ir para um asilo.
Jean W., tenho orgulho de ser fã de uma pessoa com o pensamento tão sensato e acertivo como você. Obrigado e parabéns. O mundo e o bom senso agradecem por suas palavras.
Parabéns à revista Carta Capital: deixou claro que Jean Wyllys não apenas ignora totalmente a doutrina católica e a história recente da Igreja, como também refuta brilhantemente a ideia de que o casamento civil homossexual interferirá no casamento religioso e acabará com as famílias. Agora, é preciso dar um retorno ao sr. Wyllys, para avisá-lo que essa ideia não é Igreja Católica e, mesmo se fosse, não adiantaria tentar refutá-la usando o nazismo e as leis norte-americanas do século retrasado. Sabe como é, é embaraçoso mostrar que você não entendeu o que seu oponente disse.
Suas pesquisas e seu raciocínio sempre me deixa orgulhoso por saber que tive o poder de te fazer Deputado Federal pelo RJ e assim, me sentir bem representado.
Até os 17 anos frequentava igreja evangélica e o pastor pregava que homem gostar de homem era coisa do diabo.Um dia acordei e pensei,Deus não está preocupado com quem vc gosta ou deixa de gostar,Ele quer que vc seja feliz.
Victor,
ledo engano, meu caro. Ele quer que você o Siga sem olhar para trás mesmo que sua suposta felicidade diga o contrário.
Pax et Bonum
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