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Ban Ki-moon diz estar 'abalado' com o incêndio em Santa Maria

por Redação Carta Capital — publicado 28/01/2013 10h57, última modificação 06/06/2015 18h25
Porta-voz do Secretário-Geral da ONU afirma que o sul-coreano ficou comovido com o número de jovens entre as vítimas

O porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o diplomata sul-coreano ficou “abalado” com o incêndio que matou ao menos 233 pessoas em uma boate na cidade de Santa Maria (RS) na madrugada de domingo 27.

“O Secretário-Geral ficou especialmente comovido com a notícia do grande número de jovens, incluindo estudantes universitários, que segundo relatos faleceram como resultado do fogo”, disse em nota, também no domingo.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas, mas relatos iniciais indicam que as vítimas morreram por asfixia, e não queimadas.

“O Secretário-Geral expressa suas condolências às famílias e amigos daqueles cujas vidas foram perdidas, bem como ao governo e ao povo brasileiro, neste momento de luto nacional.”

Este já é o segundo maior incêndio da história brasileira, superior à tragédia no Edifício Joelma, em São Paulo (179 mortos em 1974) e ao acidente da TAM em Congonhas, em 2007 (199). .

O trabalho de retirada de corpos da boate terminou e que o Instituto Geral de Perícias recolhe material genético para identificar os corpos. “A grande maioria dos corpos vai ser facilmente identificada pelas famílias, já que estão intactos. Provavelmente, boa parte das pessoas morreu por asfixia, poucos estão queimados”, afirmou a delegada titular de Restinga Seca, Elizabete Shimomura, que atendeu a ocorrência por volta das 3 horas da manhã.

Os corpos estão sendo levados para o Centro Desportivo Municipal de Santa Maria, onde as famílias foram cadastradas para identificação das vítimas.

Cerca de 200 feridos foram levados para dois hospitais locais, enquanto os mortos estão sendo levados de caminhão para o Centro Desportivo Municipal de Santa Maria, pois o Instituto Médico Legal (IML) não tem capacidade para receber os corpos. A identificação já começou a partir dos documentos que as vítimas portavam. Em seguida, começará a fase de reconhecimento por parentes.

A boate Kiss costumava fazer diversas festas universitárias como a que ocorreu na madrugada de domingo 27. A capacidade era para até 2 mil convidados, mas o número de pessoas que estava dentro da boate não foi divulgado.

Segundo relatos preliminares, o fogo começou por volta das 2h30 após uma faísca atingir o teto de isolamento acústico da boate.

Com informações Agência Brasil.