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Gurgel não falará na CPI do Cachoeira

por Redação Carta Capital — publicado 02/05/2012 15h47, última modificação 02/05/2012 15h49
O procurador-geral argumentou que seu 'eventual depoimento à comissão poderá futuramente torná-lo impedido para atuar nos inquéritos'

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recusou o convite para comparecer à CPI mista do Congresso que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o submundo da política e da mídia no País. Ele alegou “dificuldades jurídicas” para sua presença na comissão.

O procurador se encontrou com o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), e com o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), na manhã desta quarta-feira 2.

Em nota distribuída à imprensa, o Ministério Público Federal informou que o “eventual depoimento à comissão poderá futuramente torná-lo impedido para atuar nos inquéritos em curso e ações penais subsequentes.”

O procurador disse ter apresentado aos deputados um resumo dos andamentos das investigações feitas pelo MPF. Sobre os questionamentos dos parlamentares sobre a demora em denunciar os suspeitos à época da Operação Las Vegas - que em 2009 também tinha como alvo a ação de bicheiros - ele afirmou que os elementos da investigação sobre jogos ilegais não eram suficientes para enviar o material ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Gurgel diz ter recebido somente em 9 de março deste ano o material relativo à Operação Monte Carlo, baseada em Goiás, e que culminou na prisão de Cachoeira e outros investigados pela Polícia Federal. Segundo o procurador, somente com este material complementar é que foi possível reunir indícios suficientes para requerer a instauração de um inquérito no STF, o que foi feito em 27 de março.

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