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Dilma promete "melhor desempenho possível" da economia

por Redação Carta Capital — publicado 13/07/2012 18h02, última modificação 06/06/2015 18h28
Presidenta reafirma que seu governo é diferente dos europeus e não colocará em jogo os ganhos sociais para combater os efeitos da crise
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Dilma cumprimenta operário durante visita ao canteiro de obras do São Roque do Paraguaçu, em Maragojipe (BA). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff voltou a manifestar preocupação nesta sexta-feira 13 com a situação da economia ao mesmo tempo em que procurou diminuir possíveis impactos políticos de uma desaceleração significativa do Produto Interno Bruto (PIB). Durante a cerimônia de batismo da plataforma de petróleo P-59, em Maragojipe (BA), Dilma afirmou que a economia terá "o melhor desempenho possível" e que, mesmo afetado pela crise, o Brasil continuará trabalhando para reduzir as desigualdades sociais.

Segundo Dilma, seu governo trabalha para que o Brasil possa sair da crise sem efeitos negativos. “Nós progressivamente iremos transformar a crise em uma oportunidade para cada vez mais melhorar as condições do nosso país de produzir, crescer, aumentar sua renda e distribuir", afirmou. "Meu governo está atento para garantir que o nosso país, diante desta situação internacional, tenha um desempenho o melhor possível e saia dessa crise aproveitando oportunidades que sempre uma crise traz”, disse.

Como já havia feito anteriormente, Dilma criticou a forma como os governos europeus decidiram combater a crise - com medidas de austeridade. “Nós queremos de forma sistemática diminuir os custos no Brasil, não da forma como eles estão fazendo lá fora, que é reduzir o salário e os ganhos sociais que os trabalhadores conquistaram ao longo de toda uma história e uma vida de lutas", disse. "Nós queremos reduzir os nossos custos baseado na redução dos impostos e na capacitação cada vez maior da nossa força trabalho. O nosso caminho não é o caminho de tirar direito dos trabalhadores. O nosso caminho é outro”, afirmou.

Na quinta-feira, a presidenta já havia manifestado sua preocupação com possíveis impactos da desaceleração econômica ao dizer que a grandeza de uma nação não é medida pelo PIB, mas pelo que faz por sua população. Em 2011, o PIB, a soma de todas as riquezas produzidas pelo Brasil, teve alta de 2,7%. Neste ano, deve ser ainda menor. Segundo as estimativas do Banco Central, deve ficar em 2,5%. O mercado prevê uma alta de 2,01%.