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O drama do oceano

por Redação Carta Capital — publicado 06/06/2012 11h26, última modificação 06/06/2012 11h26
O jornalista Simon Winchester, que cobriu o escândalo de Watergate, escreve agora uma "biografia do oceano"
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por Renato Pompeu

O drama do oceano
Atlântico - Grandes Batalhas Navais, descobrimentos heróicos, tempestades colossais e um vasto oceano com um milhão de histórias
Simon Winchester
Companhia das Letras,
416 págs., R$ 54

O jornalista, cronista de viagens e escritor londrino Simon Winchester, 68 anos, radicado em Nova York, cobriu o escândalo de Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon, faz crônicas sobre viagens para revistas de turismo e ainda publicou livros sobre o vulcão Krakatoa, sobre terremotos e um de alta vulgarização sobre a história da geologia. Em suma, é um escritor rigorosamente profissional, preocupado em tornar agradável a leitura a públicos bem determinados. Agora, é publicada no Brasil sua história do Atlântico, uma verdadeira “biografia” do oceano.

Winchester conta como o Atlântico demorou para entrar na história, pois foi só depois de milênios de navegação no Mediterrâneo que os fenícios, no século 7º a.C., singraram as águas costeiras do oceano no litoral europeu, descobrindo, entre outras coisas, o molusco do qual se extrai a púrpura.

Mas, com exceção de algumas viagens de marinheiros nórdicos, até o século XV, por ocasião da primeira empreitada de Cristóvão Colombo, o Atlântico só foi navegado bem perto das costas da Europa e da África. A partir da viagem de Colombo é que começa a verdadeira história do Atlântico, com seu tráfico de escravos, seus naufrágios monumentais, suas batalhas navais.

Uma peninha: em momento nenhum Winchester explica por que o Atlântico recebeuesse nome. Teria alguma coisa a ver com a Atlântida, o continente submerso do mito grego?

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