Política

Mercado de Trabalho

IBGE: Desemprego tem leve queda e atinge 13,3% em maio

por Redação — publicado 30/06/2017 09h36, última modificação 30/06/2017 10h32
Na observação da série histórica, números ainda preocupam e são piores que há um ano; falta de trabalho atinge 13,8 milhões de brasileiros

O número de brasileiros em busca de um emprego atingiu 13,8 milhões no trimestre encerrado em maio, teve uma leve queda em relação ao trimestre anterior, mas alta de 20,4% em relação ao mesmo trimestre de 2016. Com isso, a taxa de desocupação atingiu 13,3%, praticamente estável em relação ao trimestre imediatamente anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica estabilidade.

A deterioração do mercado de trabalho brasileiro é o principal argumento do governo para o avanço de medidas que retiram direitos dos trabalhadores e flexibilizam as relações de trabalho. Nesta semana, o governo obteve nova vitória com a aprovação do texto da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado

Os números divulgados nesta sexta-feira 30 fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad) contínua. Os dados mostraram também que a população ocupada, calculada em 89,7 milhões de trabalhadores, manteve-se estável em relação ao trimestre anterior, mas caiu 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

O nível da ocupação - que indica o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar - também ficou estável em relação ao trimestre anterior ao atingir 53,4%. Em relação ao  mesmo trimestre de 2016, houve retração de 1,3 ponto percentual. Este foi o menor nível da ocupação da série histórica da pesquisa para trimestres terminados em maio.

Trabalho formal

O número de empregados com carteira de trabalho assinada somou 33,3 milhões, redução em ambos os períodos de comparação: frente ao trimestre dezembro a fevereiro (-1,4% ou menos 479 mil pessoas) e no confronto com o trimestre de março a maio de 2016 (-3,4% ou redução de 1,2 milhão de pessoas).

O número diverge daqueles divulgados pelo Ministério do Trabalho, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Segundo o Caged, em maio a economia brasileira teve saldo positivo na geração de empregos formais pelo segundo mês consecutivo. Naquele mês, a criação de vagas com carteira assinada superou as demissões em 34.253 em postos.

A análise do contingente de ocupados considerando os grupos de atividade mostrou queda na Construção (-3,9% ou – 271 mil pessoas) e aumento na Indústria Geral (3,0% ou mais 344 mil pessoas), Alojamento e alimentação (2,9%, ou mais 144 mil pessoas) e na Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,9% ou mais 287 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa na comparação entre o trimestre encerrado em maio e o encerrado em fevereiro.

Na comparação com o trimestre de março a maio de 2016, foi observada redução nos seguintes grupos: Construção (-10,6% ou -793 mil pessoas), Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-7,3% ou -684 mil pessoas) e Serviços domésticos (-3,2% ou -203 mil pessoas). E verificou-se aumento nos grupamentos: Alojamento e Alimentação (12,5% ou mais 568 mil pessoas) e Outros serviços (6,2% ou mais 257 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

A categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6,1 milhões de pessoas, se manteve estável nas duas comparações.

Mercado informal

Nos três meses encerrados em maio, a categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho chegou a 10,5 milhões, elevação de 2,2% em relação ao trimestre anterior e de 4,1% ante o mesmo período de 2016, um adicional estimado em 409 mil pessoas.

A categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 22,4 milhões de pessoas, ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas teve queda de queda 2,6%, menos 599 mil trabalhadores, na comparação com o ano passado.

Renda

A massa de rendimento recebida em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 184,4 bilhões de reais de março a maio, estável tanto frente ao trimestre de dezembro a fevereiro de 2017, quanto frente ao mesmo trimestre do ano anterior. O rendimento médio também não sofreu alteração em ambas as comparações e foi estimado em R$ 2.109.