Política

Repercussão

Lula condenado: o que disseram líderes petistas

por Redação — publicado 12/07/2017 16h02, última modificação 12/07/2017 17h38
Comentários de senadores e deputados do PT variaram entre questionar o momento da divulgação, criticar Sergio Moro e classificar o caso como "perseguição"
Ricardo Stuckert
Lula no Congresso do PT

Lula no Congresso do PT, em 1º de junho

A notícia da decisão do juiz Sergio Moro de condenar o ex-presidente Lula a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá provocou indignação entre os políticos petistas.

Utilizando a hashtag #LulaInocente, os comentários variaram entre questionar o momento escolhido para a divulgação, criticar o embasamento jurídico e a conduta do juiz de Curitiba e classificar o episódio como perseguição. Confira:

Senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann classificou a decisão como "vergonhosa" e disse que Moro "presta contas" à mídia e à opinião pública formada contra o ex-presidente Lula. "Condenou sem provas... vergonhoso!", criticou em seu perfil oficial no Twitter. 

Já o senador Lindbergh Farias insinuou no Twitter que o timing do juiz foi intencional e engrossou o coro de que a condenação foi dada sem provas. "Moro soltou a sentença propositalmente durante audiência com o doutor Cristiano Zanin para prejudicar a defesa. É um abuso atrás do outro", disse, referindo-se ao advogado do ex-presidente.

Em outra manifestação no Twitter, completou: "Moro condena Lula sem provas, um dia depois da reforma trabalhista e um antes do recesso parlamentar. Calendário político, como sempre".

No Facebook, mudou sua foto de perfil para uma imagem do ex-presidente com a #SomosTodosLula e transmitiu ao vivo seu pronunciamento no plenário como líder do PT no Senado.

 

Para o também senador petista Humberto Costa, Lula é vítima "da maior perseguição que este país já assistiu" e lembrou do legado do ex-presidente. "Lula fez o melhor governo da história do Brasil e suas conquistas são indiscutíveis", disse no Facebook. 

Líder do PT na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini (SP) acredita que se tratou de uma decisão politizada que "atropela a democracia e o processo legal": "O que se tenta, no nosso modo de ver, é simplesmente excluir o presidente Lula, das próximas eleições. É na verdade uma decisão política que tem de ter o repúdio do povo brasileiro, pois atropela a democracia e o devido processo legal", disse em entrevista.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que a decisão não tem embasamento jurídico. "Convicções demais! Sem provas, Moro insiste em condenar Lula por um imóvel que não lhe pertence. A decisão não sustenta embasamento jurídico", disse no Twitter. 

"Desfaçatez", declarou a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) em seu perfil no Twitter, criticando a divulgação da decisão no mesmo dia em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados começa a apreciar a denúncia de corrupção contra Michel Temer.

Para Érika Kokay, tratou-se de um "golpe dentro do golpe" com motivações políticas de tornar o ex-presidente inelegível.

No Twitter, a deputada federal disse que o partido deve recorrer "dessa condenação farsesca às Cortes Internacionais" e ironizou a alta da Bolsa de Valores. "Bolsa dispara com condenação de Lula, dizem os jornais. Óbvio, o único que poderia interromper a captura do País pelo sistema financeiro."

Já no Facebook, disse que "a trama do golpe continua":

 

Hoje vereador em São Paulo, o ex-senador Eduardo Suplicy prestou solidariedade e lamentou o que ele considera uma condenação sem provas.