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Tecnologia

Armazenamento de dados

O mega-arquivo do Google

por Felipe Marra Mendonça publicado 15/05/2012 14h53, última modificação 15/05/2012 15h22
O Drive, novo serviço, permite guardar fotos, vídeos e documentos de uma maneira bem dinâmica

O google drive, serviço de armazenamento de arquivos da gigante norte-americana, foi lançado na semana passada, após anos de especulações e desmentidos. Esse mesmo período foi usado por competidores para criar serviços muito bons, como os oferecidos pelo Dropbox ou pelo Box. Mas o Google chega com algumas funções atraentes.

Os primeiros 5 gigabytes de armazenagem são gratuitos. A próxima banda de capacidade é de 25 gigabytes, mas são cobrados 2,5 dólares mensais por ela. É possível adquirir até 16 terabytes de espaço, mas é difícil imaginar quem teria tanta coisa a guardar nas nuvens.

Qualquer usuário de conta no Google possui um drive à espera. E os que usam o Google Docs logo terão o serviço convertido. É possível guardar documentos, fotos e vídeos. Cada arquivo pode ser compartilhado, além de postado para o Google Plus, a rede social da empresa.

Um jeito de facilitar a adoção é criar aplicativos específicos para cada plataforma. Existem versões para Windows e Mac OS, além do sistema Android para smartphones e tablets. Com elas é possível ter o Google Drive como mais uma pasta no computador. E assim a transferência de arquivos para o serviço é tão simples quanto arrastar documentos entre pastas.

O interessante é o que o Google traz em termos de buscas nos arquivos armazenados. Imagens que possuem linhas de texto, como a foto de uma capa de livro, têm as palavras identificadas por reconhecimento automático de caracteres, que podem ser buscadas. A foto de um documento tirada com um celular pode ser convertida em outro documento a ser editado. Além disso, o sistema também é capaz de reconhecer o que foi fotografado. E busca montanhas ao fundo ou características geográficas identificáveis, de modo que as imagens também podem ser buscadas dessa maneira.

Mais do que uma utilidade para o usuário final, toda essa bisbilhotagem virtual nos arquivos guardados no drive também ajuda o Google a vender anúncios, que é o seu principal negócio. Seus algoritmos analisam usuários e seus hábitos, mesmo que de forma anônima. E os dados são vendidos a anunciantes interessados. Quanto mais usuários optarem por utilizar o drive, mais a empresa aumenta essa capacidade de análise. Os milhões que usam o Google Docs já compõem essa equação.

O escândalo político que tomou a China nas últimas semanas suscitou uma resposta forte das autoridades daquele país no âmbito virtual. Bo Xilai, visto como estrela em ascensão no Partido Comunista Chinês, teve a sua carreira interrompida por supostamente obstruir investigações sobre a participação de sua mulher em um assassinato.

Grande parte das informações sobre o caso era compartilhada pela Sina Weibo, clone doméstico do Twitter. Na terça-feira, vários usuários tiveram suas contas apagadas, entre eles Li Delin, jornalista da revista Capital Week que tinha escrito sobre boatos de um possível golpe em Pequim. Delin também foi preso pelas autoridades chinesas.

Fica assim o aviso aos usuários da Sina Weibo, onde o debate não é tão livre ou tão pouco restrito, como imaginavam.