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Facebook estreia na bolsa com alta inferior a 1% nas ações

por Redação Carta Capital — publicado 18/05/2012 18h15, última modificação 06/06/2015 18h23
Apesar disso, empresa captou mais de 16 bilhões de dólares, a segunda maior operação deste tipo no mercado acionário americano
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O diretor-executivo e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de 28 anos, acionou a campainha de abertura da bolsa. Foto: Emmanuel Dunand/AFP

Precedida por uma febre midiática, a entrada do Facebook na bolsa de valores converteu-se na segunda maior operação deste tipo na história do mercado acionário americano, com captação de 16,02 bilhões de dólares. Por outro lado, as ações da rede social não tiveram grande valorização como esperado e sofreram com forte oscilação, também influenciada pela alta demanda.

Ao fim do pregão, as ações do Facebook ficaram em 38,23 dólares, apenas 0,6% acima do preço inicial de oferta pública de 38 dólares. Durante o dia, no entanto, as ações chegaram a valer mais de 42 dólares.

Segundo o diário norte-americano The New York Times, as causas da queda são incertas, mas problemas técnicos podem levado a algumas vendas em pânico. O grupo Nasdaq OMX postou uma série de atualizações de status de mercado durante o dia, avisando que algumas mensagens de execução de comércio de ações haviam sofrido atrasos.

O jovem diretor-executivo e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de 28 anos, acionou a campainha de abertura da bolsa eletrônica americana Nasdaq à distância, da Califórnia, às 13h30 (10h30 de Brasília) nesta sexta-feira 18, marcando a entrada de sua empresa no mercado acionário.

Em Nova York, uma enorme bandeira azul, cor tradicional do Facebook, foi colocada no edifício da Nasdaq em plena Times Square, com algumas palavras professadas por Zuckerberg: "Por um mundo mais aberto e conectado", e sua assinatura.

Mais de 421 milhões de ações do Facebook foram postas no mercado, a 38 dólares, gerando um valor de mercado 104 bilhões de dólares. Para efeito de comparação, o Google passou a valer 23 bilhões de dólares em sua estreia na bolsa, em 2004, mesmo ano em que o Facebook nasceu como um projeto em um dormitório estudantil da Universidade de Harvard.

Para Gerard Hoberg, economista da Universidade de Maryland, alguns compradores estão entusiasmados e outros, principalmente os profissionais da bolsa, demonstram certo ceticismo. "Os profissionais em contato direto com as cifras por trás do Facebook têm mais dúvidas e isso está esfriando essa euforia", disse Hoberg.

Alguns analistas são cautelosos quanto à valorização da empresa, uma vez que sua capitalização esperada em bolsa representa mais de 60 vezes o lucro esperado para este ano e 40 vezes mais que o esperado para 2013.

Em média, as ações do Nasdaq e da Bolsa de Nova York - onde serão negociadas as ações do Facebook sobre o símbolo FB - têm uma valorização que representa cerca de 20 vezes o lucro da empresa. O coeficiente de capitalização dos resultados do Google - competidor direto do Facebook - é de 18,5.

Além disso, a explosão do uso da internet móvel é um desafio para a mais nova empresa em bolsa, que deve tentar ampliar seus ganhos através de sua presença nas pequenas telas dos telefones móveis e tablets.

O Facebook, que gera a maior parte de seu capital através da publicidade, afirma que mais da metade - 488 milhões - de seus 901 milhões de usuários acessam seus serviços através de um telefone móvel ou um tablet. Destes, 83 milhões utilizam apenas dispositivos móveis no lugar de computadores.

Apesar de 82% da renda vir de anúncios publicitários, o Facebook reconhece que a participação dos aparelhos móveis nesse ganho ainda é pequena.

No IPO, Zuckerberg só vendeu as ações que lhe permitissem pagar seus impostos, ou seja, 1,150 bilhão de dólares em títulos, conservando sua participação de 18,4% na companhia e de 55,8% do direito de voto.

Medido em ações ordinárias (ao público), é a segunda maior entrada em bolsa de uma empresa americana. Em 2008, a empresa Visa arrecadou 17,9 bilhões de dólares em sua entrada no mercado.

Com informações AFP. 

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