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70% dos estudantes universitários do Brasil trabalham, diz estudo

por Redação Carta Capital — publicado 09/10/2012 15h11, última modificação 09/10/2012 15h14
Instituto revela que sete em cada dez estudantes universitários trabalham e que mais da metade pretende ter um negócio próprio
Classe C

Foto: Agência Brasil

Um estudo divulgado nesta terça-feira 9 pelo instituto DataPopular revela que o número de estudantes universitários cresceu nos últimos dez anos. O perfil desse estudante mudou para um aluno mais empreendedor e independente.

De acordo com o estudo, hoje, sete em cada dez estudantes universitários brasileiros trabalham e movimentam, com seu próprio salário, mais de 84 milhões de reais ao ano. A independência econômica buscada por 70% dos 6,2 milhões de universitários, muitas vezes, se reflete em uma liderança no ambiente familiar. Atualmente, cerca de 1,2 milhões de estudantes se consideram chefes de família.

Segundo o sócio diretor do Instituto DataPopular, Renato Meirelles, é importante possuir jovens com qualificação universitária para manter o ritmo de crescimento do País. "Ao melhorar de vida e aumentar sua renda, os brasileiros passaram a investir em educação para garantir que essa melhorar não seja algo temporário, que não seja uma bolha", comenta.

Este novo perfil empreendedor dos jovens estudantes, no entanto, pode ter sido influenciado por uma política de maior acesso da classe C, a chamada nova classe média, ao ensino superior. Nos últimos dez anos, o número de universitários no País cresceu 77,1% e, hoje, 67,7% desses estudantes são oriundos da classe C - percentual semelhante ao número de universitários que trabalham ao mesmo tempo que estudam.

Ao mesmo tempo, também cresceu para 55,9% o índice de jovens estudantes que querem possuir o próprio negócio.

Nos últimos dez anos, foram criadas mais 2,8 milhões de vagas no ensino superior. Esse crescimento deve-se à expansão das universidades federais e às políticas de inclusão de jovens de baixa renda em universidades particulares, como o Prouni. Por meio dessas políticas, apenas na região Nordeste, o percentual subiu de 17,2% para 23%.

"Pais mais escolarizados, tem filhos mais escolarizados. Então nós vamos ter logo mais uma segunda geração de pessoas formadas na universidade que vão ser cada vez mais exigentes com a qualidade de ensino que ele recebe das instituições públicas e privadas", conclui Meirelles.

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