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Unidas, favelas e comunidades formariam o 5º maior estado do País

por Redação Carta Capital — publicado 20/02/2013 19h41, última modificação 20/02/2013 19h46
Segundo estudo do DataPopular e Celso Athayde, população desses locais representa um PIB equivalente ao da Bolívia

O Brasil tem hoje 12 milhões de pessoas vivendo em comunidades ou favelas. Elas são responsáveis por movimentar 38,6 bilhões de reais por ano, gastos equivalentes, por exemplo, ao PIB da Bolívia. Se formassem um estado, as comunidades seriam o quinto mais populoso da federação brasileira; só as do Rio de Janeiro formariam, juntas, a nona maior cidade do país.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira 20, são resultado da pesquisa DataFavela, estudo feito pelo instituto Data Popular em parceria com Celso Athayde,  ex-dirigente da  Central Única de Favelas (CUFA), e se baseia em uma projeção que cruzou dados do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) .

O estudo revelou que a maior parte dessas comunidades se concentra nos grandes centros, mas a região Norte é a que tem a maior porcentagem de população vivendo nessa situação, cerca de 10%.

A média de idade é de 30 anos, 3 anos a menos do que o apontado pelo último estudo. A cor autodeclarada predominante continua a ser a negra, com um aumento de 61% para 67% de pessoas que assim se autodeclaram. O número de negros na periferia é maior do que dentro da população em geral: 67% contra os 52% no país inteiro .

Em 2001, 60% dos moradores das comunidades pertenciam à classe baixa e 37% à classe média. Hoje são 32% na classe baixa e 65% na classe média.

Também houve uma ascensão no nível de escolaridade, com o número de analfabetos caindo de 51% para 33%.

 

 

Os moradores têm orgulho do lugar onde vivem, segundo o instituto: 85% gostam do lugar onde moram, 80% têm orgulho de onde vivem e 70% deles continuariam a morar na comunidade, mesmo se a renda dobrasse. Em um relato, presente no estudo paralelo Geração C – Especial Comunidades Cariocas, Paula, de 18 anos, casada e mãe de uma menina de 2 anos, moradora de uma favela do Rio de Janeiro expressa o sentimento “Na comunidade, acho ruins os tiroteios e o tráfico, mas sempre morei aqui e quero continuar aqui porque toda a minha família está pertinho. Aqui, todo mundo ajuda todo mundo”.

Ainfraestrutura melhorou significativamente nos últimos 10 anos, segundo o estudo. Em 2002, apenas 6 em cada 10 pessoas tinham acesso a água canalizada; agora o número passou para 9 em cada 10, um aumento de 50%. A porcentagem de pessoas que usufruem da coleta de lixo coletiva chegou em 80%, quando em 2002 apenas 40% recolhiam seu lixo e de maneira indireta.

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