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Sociedade

Análise

Quais as chances de medalha do Brasil nos Jogos de 2016?

por Marcelo Romano — publicado 04/08/2016 04h01, última modificação 04/08/2016 08h59
A expectativa de ficar entre o dez primeiros no total de pódios é real
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Atual bicampeã olímpica, a seleção feminina de vôlei é favorita ao título

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro começam nesta sexta-feira 5 e, no âmbito esportivo, é grande a expectativa a respeito de quantas e quais medalhas o Brasil irá conquistar.

Apesar de o esporte olímpico ser mais previsível do que o futebol, essa não é uma tarefa simples. Nos Jogos de Londres-2012, por exemplo, nenhum dos três ouros apontados como certos para o Brasil se concretizou: Cesar Cielo nos 50 livres, Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star da vela e Emanuel e Ricardo no vôlei de praia.

Para a Rio 2016, o Brasil não tem um super favorito em nenhuma modalidade, como são o judoca francês Teddy Riner, as lutadoras japonesas Kaori Icho e Saori Yoshida, o tênis de mesa chinês ou a nadadora norte-americana Katie Ledecky.

Em cinco modalidades, o Brasil pode ser considerado potência: judô, vôlei, vôlei de praia, vela e futebol. Um sexto esporte que pode gerar até três medalhas é a canoagem, graças a Isaquias Queiroz, que tem três medalhas em campeonatos mundiais em provas olímpicas.

Desses esportes deve vir a grande maioria das medalhas brasileiras. O quadro de conquistas pode ser completado com medalhas no atletismo, boxe, ginástica e natação. Esportes pouco divulgados no Brasil como a luta feminina, o tiro esportivo, o tiro com arco e o taekwondo têm alguns atletas com condições de completar o quadro brasileiro, assim como o handebol feminino e o tênis com a dupla masculina.

Só com o início dos Jogos será possível dimensionar o efeito da pressão sobre os atletas brasileiros. Jogar com o apoio da torcida e competir em locais conhecidos podem ser fatores favoráveis aos brasileiros. Mas como será encarar a pressão por medalhas se elas não surgirem nos primeiros dias?

Pelo calendário de provas, com exceção do judô, os atletas brasileiros favoritos só competem na segunda semana. Um efeito negativo da tensão poderia ser a repetição do que ocorreu nos Jogos de Sydney 2000, quando o Brasil faturou 12 medalhas, mas nenhuma delas de ouro.

Cabe notar que o sucesso de vários atletas e equipes brasileiras se deve ao investimento em técnicos estrangeiros de ótimo nível. São os casos do espanhol Jesus Morlán, da canoagem, responsável pelo treinamento de Isaquias Queiroz e que formou o campeão olímpico David Cal.

O velejador Jorginho Zarif conta com outro espanhol, Rafa Trujillo, que o levou ao título mundial em 2013. A seleção masculina de polo-aquático tem o croata Ratko Rudic, campeão olímpico em 2012 com a seleção do seu país. A evolução do handebol feminino se deve muito ao dinamarquês Morten Soubak. Com o fim da Rio 2016, todos devem ir embora.

Morten Soubak
Morten Soubak com a seleção feminina de handebol. A medalha é difícil, mas possível Foto: (Cinara Piccolo / Photo&Grafia)

Até hoje, a melhor Olimpíada do Brasil em número de medalhas foi a de Londres 2012, com 17. Superar esse número agora parece certo e falar em 24 a 26 medalhas é verossímil. 

Terminar entre os dez primeiros em número total de medalhas também é um objetivo possível. Em 2012, o Brasil ficou em 14º lugar. Acabar no top 10 pelo critério mais divulgado, o de medalhas de ouro (depois pratas e bronzes), será mais complicado. Para isso devem ser necessários de oito a nove primeiros lugares.

Não há dúvidas de que China e Estados Unidos vão liderar o quadro. Na sequência, brigando entre o terceiro e o oitavo lugares, estarão Alemanha, Reino Unido, Japão, Austrália, França e Rússia, mesmo desfalcada pelos atletas suspensos por doping.  Pelo 9º e 10º lugares temos na disputa, além do Brasil, Holanda e Nova Zelândia que cresceram muito neste ciclo olímpico, Canadá, Cuba, Ucrânia, Itália, Hungria e Cazaquistão.

Na ginástica rítmica, ginástica trampolim, hóquei na grama, saltos ornamentais e nado sincronizado o Brasil conseguiu diversas vagas por ser a sede dos Jogos, mas não há expectativa de resultados expressivos. Abaixo, uma análise das chances brasileiras.

Atletismo

Como já aconteceu em outras Olimpíadas e mundiais o Brasil terá uma delegação enorme: 66 atletas. A grande maioria, porém, será coadjuvante e não passará da eliminatória. Chances reais de medalha apenas no salto com vara com Fabiana Murer e Thiago Braz. Murer é a única atleta brasileira que já foi campeã mundial de atletismo. Terá a última chance de conquistar uma medalha olímpica, após fracassos em 2008 e 2012.

Nos dois últimos anos, Murer ressurgiu. Ficou entre as melhores em várias etapas da Liga Diamante e foi prata no campeonato mundial e no Pan de Toronto em 2015, só perdendo para a cubana Yarisley Silva. No começo de julho fez o melhor salto de sua vida, no Troféu Brasil, atingindo 4m87, a segunda melhor marca do ano. Thiago Braz é o 4º melhor atleta do ano na prova masculina. 

Fabiana Murer
Fabiana Murer em Londres-2012: no Rio, mais uma chance (Foto: Franck Fife / AFP)

Badminton

Pela 1º vez o Brasil participa da modalidade, com 2 atletas cariocas revelados em um projeto social:  Ygor Coelho e Lohaynny Vicente. Pelo sorteio das chaves, ambos têm condições de vencer pelo menos um jogo.

Basquete

A chave masculina é bem complicada. Tem a vice-campeã olímpica e campeã européia Espanha; a Lituânia, que chegou em cinco das últimas seis semifinais olímpicas; a tradicional Croácia; a nossa eterna rival de continente Argentina; e a Nigéria. Quatro seleções se classificam, mas o quarto colocado provavelmente cruzará com os Estados Unidos. Desta forma, o Brasil precisa vencer três jogos para continuar vivo na disputa por medalhas. Passando em segundo ou terceiro lugar no grupo, vai brigar por medalha. 

No basquete feminino, nas duas últimas Olimpíadas não passamos da primeira fase. Avançar desta vez será lucro, em um grupo que tem Austrália, França, Turquia, Japão e Bielorrússia. As duas últimas seleções são adversários que o Brasil tem capacidade para superar.

Boxe

A possibilidade de medalhas para os brasileiros dependerá do sorteio das chaves. Em Londres 2012, o campeão mundial de 2011, Everton Lopes, enfrentou logo na primeira luta o cubano Roniel Iglesias (campeão mundial de 2009) e perdeu. O fator casa influencia demais na arbitragem. Lutas parelhas devem ter brasileiros como vencedores.

Robson Conceição está entre os melhores atletas da categoria de 60 kg e pode conquistar o ouro. Robenilson de Jesus nos 56kg ficou muito próximo de medalha na última Olimpíada e no último mundial. Podem ser surpresas: Joedson de Jesus, o Chocolate, nos 64 kg e Patrick Lourenço nos 49 kg. 

No boxe feminino como são poucas lutadoras por categoria, Adriana Araújo, apesar de não viver a mesma fase de 2012, pode repetir o bronze, de acordo com a adversária que enfrentar.

Canoagem slalom

O principal nome do Brasil é Ana Sátila, que aos 16 anos estreou em Londres 2012. Ela evoluiu no ciclo olímpico e tem chance de pegar final na única prova feminina, o k1.

Canoagem velocidade

Neste ciclo, o baiano Isaquias Queiroz conseguiu três medalhas em provas olímpicas em campeonatos mundiais, fato inédito na história da modalidade. Com a suspensão de russos, romenos e bielorrussos em várias provas, a tarefa na Rio 2016 ficou menos complicada.

No C1 1000 metros terá dificuldades para superar o alemão Sebastian Brendel. O C1 200 metros não tem favoritos e Isaquias está entre os quatro ou cinco cotados. No C2 1000 metros, ao lado de Erlon Souza, já foi campeão mundial, mas terá a dupla ucraniana Ianchuk / Mishchuk como principal rival.

Isaquias Queiroz
Isaquias Queiroz chega ao Rio cercado de expectativas (Foto: Divulgação / COB)

Ciclismo

O Brasil não briga por medalhas nas quatro disputas do ciclismo: pista, estrada, mountain bike e BMX. Terminar entre os oito melhores em qualquer prova já será um resultado extraordinário.

Esgrima

Terminar entre os oito melhores em alguma arma será excelente. Maiores chances com Nathalie Molhaussen na espada e o experiente Renzo Agresta no sabre.

Futebol

No masculino, as chances de o inédito ouro sair desta vez são enormes. Os principais adversários, Argentina, Portugal, Alemanha e México, não usarão atletas famosos acima de 23 anos, ao contrário do Brasil, que terá Neymar.

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Neymar treina sob a neblina na Granja Comary: chance de ouro é grande (Foto: Lucas Figueiredo / Mowa Press)

Entre as mulheres, apesar de nos últimos anos os resultados terem sido insatisfatórios, o Brasil costuma jogar bem em casa. No final de 2014 vencemos o time americano completo em um torneio amistoso. Estados Unidos e Alemanha têm seleções superiores às demais, mas é possível uma medalha brasileira.

Ginástica Artística

Da delegação brasileira, Arthur Zanetti é o mais cotado para o ouro na sua prova de argolas. Foi mal no mundial 2015, quando nem chegou à final, mas neste ano voltou a se apresentar bem e venceu no evento teste o grego Eleftherios Petrounias, atual campeão mundial. A China tem dois atletas fortes nas argolas.

Uma surpresa brasileira pode vir com Diego Hypólito no solo. No mundial 2014, ele voltou a conquistar bronze enfrentando adversários que estarão no Rio. Arthur Nory foi quarto no mundial na barra horizontal. No feminino, Flavia Saraiva pode se credenciar para o pódio se fizer uma apresentação perfeita na trave.

Golfe

O esporte volta aos jogos após 112 anos. Mesmo sem os quatro principais jogadores do mundo que desistiram de participar, o brasileiro Adilson Silva deve figurar em posições intermediárias. O mesmo para Miriam Nagl e Victoria Lovelady no torneio feminino, que contará com as jogadoras mais importantes.

Handebol

As brasileiras foram campeãs mundiais em 2013, mas o torneio olímpico é o mais difícil dos esportes coletivos. Das 12 seleções, 10 têm condições de brigar pelo pódio. A chave brasileira é complicada, com três seleções que nos eliminaram nos mundiais de 2011 e 2015 e na Olimpíada de 2012: Espanha, Romênia e Noruega; além de Montenegro, vice-campeã olímpica. Se passar em segundo ou terceiro lugar no grupo, o Brasil tem boas chances de medalha. No masculino o objetivo é passar da primeira fase.

Hipismo

O cavaleiro mais vitorioso do Brasil, Rodrigo Pessoa, por enquanto é apenas reserva, pois não tem encontrado um cavalo adequado. Apesar da modalidade ser uma das mais imprevisíveis, as chances são remotas nos saltos. No Conjunto Completo de Equitação e no Adestramento, o Brasil deve ter sua melhor participação olímpica.

Judô

O Brasil tem cinco atletas no feminino com chances de medalha pelo ciclo olímpico que fizeram. A principal é Mayra Aguiar nos 78kg, campeã mundial em 2014 e dona de uma agressividade contagiante. Sarah Menezes voltou a lutar como campeã olímpica em 2016, mas tem problemas em não derrotar japonesas. Erika Miranda é a judoca com maior regularidade de medalhas e só falta uma olímpica para sua coleção.

Mayra Aguiar
Mayra Aguiar (à esq.) durante disputa em Guadalajara: ela tem boas chances (Foto: G. Sabau / IJF Media)

Rafaela Silva já foi campeã mundial, justamente no Rio de Janeiro. Maria Suelen também tem medalhas em mundiais e pode ir bem se não cruzar com a cubana Idalys Ortiz, de quem perdeu todas 11 lutas que fez. No masculino, o destaque é Victor Penalber, bronze no mundial 2015 nos 81kg. O judô brasileiro desde 1992 sempre apresenta um medalhista que não estava cotado. Desta vez pode ser Charles Chibana ou Rafael Buzacarini.

Levantamento de peso

O principal nome é o bicampeão dos Jogos Pan-americanos Fernando Reis. Só que a categoria dele, acima de 105kg, tem alguns atletas que já conseguiram levantar um total de peso maior do que o recorde pan-americano do brasileiro. A medalha é complicada.

Luta

São quatro brasileiras e o armênio naturalizado Eduard Soghomonyan. Aline Silva foi prata no mundial de 2013 e lutou bem no mundial 2015. 

Natação

Bruno Fratus nos 50 livres é a principal aposta. Ele foi bronze no mundial 2015 e venceu a prova no Pan Pacific de 2014. Em Londres 2012, ficou a 2 centésimos do bronze. Thiago Pereira escolheu nadar os 200 medley, na qual terá três adversários que nunca conseguiu vencer em eventos importantes: os americanos Ryan Lotche e Michael Phelps e o húngaro Laszlo Cseh. Pode aparecer medalha na prova de 100 peito com Felipe França e João Gomes, que possuem tempos entre os cinco melhores do ano.

Maratona aquática

Ótima chance de ouro com Ana Marcela Cunha, três vezes campeã do circuito mundial. Na prova também estará Poliana Okimoto, campeã mundial em 2013. 

Ana Marcela Cunha
Ana Marcela Cunha é uma grande chance de medalha (Foto: Satiro Sodre / SSPress)

Pentatlo

Yane Marques foi bronze em Londres 2012, mas precisa melhorar no evento combinado tiro-corrida para sonhar com nova conquista. Em todas as etapas de Copa do Mundo deste ano ela terminou entre as melhores nas três primeiras provas, mas despencou na classificação após o último evento.

Polo aquático

O bronze na Liga Mundial masculina de 2015 foi animador. Mas mesmo com alguns jogadores naturalizados, a seleção não repetiu o bom desempenho nas competições seguintes. O feminino briga para não ficar em último.

Remo

O esporte que menos aproveitou o fato do Brasil ser sede olímpica para buscar novos talentos. Teremos duas duplas na Rio 2016, uma delas com um espanhol naturalizado.

Rugby Sevens

A modalidade estreia nos Jogos. No feminino, o Brasil tem condições de ficar entre as oito melhores. No masculino é brigar para não ser último.

Taekwondo

Como são apenas 16 atletas por categoria e os brasileiros serão cabeças-de-chave (e consequentemente devem enfrentar adversários mais fracos), há uma possibilidade de medalha, principalmente com Iris Sing e Venilton Teixeira.

Tênis

O Brasil tem dois duplistas entre os melhores do mundo, Marcelo Melo e Bruno Soares, mas eles atuam juntos apenas na Copa Davis. Outra dificuldade é que os melhores do mundo, como Novak Djokovic e Andy Murray, jogarão o torneio de duplas com parceiros de seus países.

Tênis de mesa

Modalidade com absurdo domínio chinês. Repetir Hugo Hoyama, que terminou entre os 16 melhores em 1996, será satisfatório.

Tiro

O primeiro ouro olímpico do Brasil veio nesta modalidade, em 1920, e pode ser repetido agora com Felipe Wu, na prova de pistola 10 metros. Wu venceu este ano duas etapas da Copa do Mundo e lidera o ranking mundial. Porém, sequer ficou entre os finalistas na etapa do Rio de Janeiro da mesma Copa do Mundo. No tiro, é raro um atleta vencer várias provas seguidas, o que torna a disputa olímpica aberta.

Felipe Wu
Felipe Wu celebra medalha no Pan de 2015 (Divulgação / COB)

Tiro com arco

O Brasil tem alguma chance na prova por equipes masculina, já que a seleção foi a quarta colocada em uma etapa da Copa do Mundo. No individual, Marcus D’Almeida terminou 2014 como vice-campeão da final da Copa do Mundo. Em 2015 e 2016 não conseguiu se manter no topo. 

Triatlo

O Brasil já teve momentos melhores na modalidade. Hoje Pamella Oliveira briga para terminar entre as 15 melhores na Rio 2016.

Vela

A modalidade que já deu 17 medalhas ao Brasil traz três boas chances em 2016. Robert Scheidt não tem mais o mesmo domínio da classe Laser da época que foi oito vezes campeão mundial, mas está entre os cotados para medalha. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, da classe 470, foram medalhistas nas três etapas de Copa do Mundo este ano. Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er, campeãs mundiais em 2014, prata em 2013 e 2015.

Vôlei

Com Bernardinho e José Roberto Guimarães nos bancos é sempre enorme a possibilidade de medalha. No feminino, a mesma base bicampeã olímpica foi mantida, com Fabiana, Thaísa, Fernanda Garay, Jaqueline, Sheilla e Dani Lins. No mesmo nível do Brasil só duas seleções: Estados Unidos, atual campeão mundial, e a China.

No masculino, outras quatro seleções rivalizam com o Brasil: Polônia, Rússia, EUA e França. Bernardinho mexeu mais no elenco em relação a Londres 2012, aproveitando ótimas fases de Lucarelli, Douglas e Maurício Borges.

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Wallace é uma das estrelas da seleção masculina (Foto: Divulgação)

Vôlei de praia

Brasil tem chances de conquistar até quatro medalhas. No feminino, Larissa e Talita venceram o circuito mundial no ano passado e Ágatha e Bárbara são as atuais campeãs mundiais. A principal dupla rival é formada por Walsh e Ross, dos Estados Unidos. Walsh busca o incrível tetracampeonato olímpico.

No masculino, Alison e Bruno venceram o mundial e o circuito em 2015. Pedro Solberg e Evandro ficaram com o bronze no mundial. O torneio para homens tem ao menos três duplas de outros países com chances de medalha, como a americana Dalhausser e Lucena, os letões Samoilovs e Smedins e os holandeses Nummerdor e Varenhorst.

Palpites de medalhas do Brasil

8 ouros

Larissa e Talita (Vôlei de praia)
Robson Conceição (Boxe, até 60kg)
Isaquias Queiroz (Canoagem, C1 200)
Arthur Zanetti (Ginástica, argolas)
Mayra Aguiar (Judô, 78kg)
Robert Scheidt (Vela, classe star)
Ana Marcela Cunha (Maratona aquática)
Vôlei masculino

7 pratas

Fabiana Murer (Atletismo, salto com vara)
Alison e Bruno (vôlei de praia)
Isaquias Queiroz (canoagem, C1 1000)
Isaquias Queiroz e Erlon Souza (canoagem, C2 1000)
Futebol masculino
Sarah Menezes (judô, até 48kg)
Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (vela, classe 470)

10 bronzes

Felipe Wu (Tiro, pistola 10m)
Bruno Fratus (natação, 50m livre)
Pedro e Evandro (vôlei de praia)
Patrick Lourenço (boxe, 49kg)
Futebol feminino 
Diego Hypólito (Ginástica, solo)
Charles Chibana (judô, até 66kg)
João Gomes (Natação, 100m peito)
Venilton Teixeira (Taekwondo)
Vôlei feminino

*Marcelo Romano é jornalista, especializado em esportes olímpicos 

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