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Papa pede fim do "culto ao dinheiro" no mundo

por Redação — publicado 16/05/2013 21h14
Segundo Francisco, a economia do livre mercado criou “uma tirania” que força as pessoas a viverem de modo pouco digno
Vincenzo Pinto / AFP
Papa Francisco

Francisco acena para fiéis católicos ao chegar à Praça de São Pedro, no Vaticano, na quarta-feira 15

Em seu primeiro grande discurso a respeito da crise econômica mundial, o papa Francisco fez nesta quinta-feira 16 um duro ataque ao que chamou de "culto ao dinheiro" e condenou a "tirania" da economia de livre mercado no mundo. Foi a retomada, por parte de Jorge Mario Bergoglio, de um tipo de discurso social que costumava fazer quando era bispo de Buenos Aires.

Segundo Francisco, o dinheiro “tem de servir, não de mandar”. "A maior parte dos homens e das mulheres do nosso tempo continuam a viver em uma precariedade cotidiana com consequências funestas", afirmou o papa.

Segundo ele, isso tem feito com que "as doenças aumentem e, com elas, as consequências psicológicas, o medo e o desespero", além da "indecência e da violência".

Enquanto isso, afirmou o papa, há uma "tirania invisível, às vezes virtual" do livre mercado, que tornou o ser humano um "bem de consumo que se pode usar e jogar fora". Francisco lembrou o aumento da desigualdade social e afirmou que enquanto a renda de uma minoria "cresce exponencialmente", a da maioria da população mundial "se enfraquece".

Francisco criticou ainda a "corrupção tentacular de dimensão mundial" e a "evasão fiscal egoísta" que se verifica no mundo. Por fim, o papa pediu ainda aos líderes mundiais que acabem com o “culto do dinheiro” e realizem urgentemente “reformas financeiras éticas”.