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Papa diz que aborto, eutanásia e casamento gay afetam a paz mundial

por AFP — publicado 14/12/2012 13h31, última modificação 14/12/2012 13h34
Em discurso a ser lido em 1º de janeiro, Bento XVI afirma que quem trabalha pela paz defende e promove a vida
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Nostalgia. Os hábitos da Inquisição revivem no processo a Gabriele. Foto: Vincenzo Pinto/AFP

CIDADE DO VATICANO (AFP) - O Papa Bento XVI ataca o aborto, o casamento gay e a eutanásia na mensagem que será lida no primeiro dia do ano por ocasião da Jornada Mundial da Paz. O texto, divulgado com antecedência pelo Vaticano, afirma que estes atos colocam em perigo a paz mundial.

"Os que trabalham pela paz são os que amam, defendem e promovem a vida em sua integridade. Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana e, em consequência, defendem por exemplo a liberação do aborto, talvez não percebam que, deste modo, propõem a busca de uma paz ilusória. A morte de um ser inerme e inocente nunca poderá trazer felicidade ou paz", escreveu o Papa na mensagem.

Segundo o pontífice, quem deseja a paz não pode tolerar "atentados e delitos contra a vida". "Como é possível pretender conseguir a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem que seja tutelado o direito à vida dos mais frágeis, começando pelos que ainda não nasceram?."

  

"Tampouco é justo codificar de maneira sub-reptícia falsos direitos ou liberdades, que, baseados em uma visão reducionista e relativista do ser humano, e por meio do uso hábil de expressões ambíguas encaminhadas a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida", adverte.

Na mensagem, o Papa elogia os "artesãos da paz" e pede a construção da paz "por meio de um novo modelo de desenvolvimento e de economia".

Bento XVI afirma que "para sair da atual crise financeira e econômica, que tem como efeito um aumento das desigualdades, são necessárias pessoas, grupos e instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para aproveitar inclusive a crise como uma oportunidade de discernimento e um novo modelo econômico".

Ele convida os católicos a "atender a crise alimentar, muito mais grave que a financeira" e a apoiar os agricultores para que desenvolvam sua atividade "de modo digno e sustentável".

O Papa reitera na mensagem que "a paz não é um sonho, não é uma utopia: é possível".

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