Os muito cultos que me desculpem, mas não se levar a sério é fundamental. No meio da semana, resolvi fazer uma lista sobre pudores eletrônicos que andam criando barreiras anti-sépticas contra tudo o que é popular.
Era a maldita pulga que me roça as orelhas todo início de ano desde 2002, quando começaram as inserções para as próximas edições do Big Brother Brasil. A pulga, neste ano, veio com uma dúvida: não é curioso que as redes sociais tenham surgido mais ou menos na mesma época em que os reality shows se tornaram uma febre?

não é curioso que as redes sociais tenham surgido mais ou menos na mesma época em que os reality shows se tornaram uma febre? Foto: Galeria de Eurritimia/Flickr
Curioso é. Pouco antes de Mark Zuckerberg gritar eureka ao notar o sucesso das fotos de pessoas conhecidas compartilhadas pelo mesmo grupo, o tal John de Mol já havia percebido que poderia atrair uma multidão de gente para a frente da tevê confinando gente daquela gente e expondo todos os dias os seus hábitos mais banais.
Foram duas sacadas que marcariam os hábitos dos espectadores da última década. Pelo simples prazer de espiar? Vouyerismo assumido?
Talvez.
O golpe certo, me parece – e isso é só uma tese de botequim – foi que essas ideias provocaram um sentimento duplo em um público imenso, dentro ou fora da tela: a vaidade e a crueldade.
Nos reality shows, a fórmula parece partir da premissa de que basta colocar uma câmera e mais de dois seres humanos numa gaiola para testemunhar, em poucos minutos, o início de uma guerra nuclear.
Antes de o programa ir ao ar, os tais jogadores se apresentam dizendo uma série de obviedades. “Gosto de desafios”, “tenho gênio forte, mas gosto de trabalhar em equipe”, “sou uma pessoa verdadeira”, “meu maior defeito é minha sinceridade”, “vivo de aventuras”.
Só quem está na frente das câmeras acredita nisso. Quem está do lado de fora, ou mesmo na edição e direção do programa, sabe que, em poucos dias, o sujeito que se apresentou como semideus era, na verdade, uma besta-fera. Uma besta-fera que se contradiz, que mente, que sacaneia, que forma grupos (como as panelinhas das escolas, nerds de um lado, populares de outro), que espalha picuinha, que chora, que se infantiliza, que se desespera.
Leia também:
O clichê anti-BBB
A classe média sofre
Efeitos da pregação midiática
Para o público, que acompanha aquilo tudo com uma metralhadora moral, poder punir um deslize ou desvio de caráter com um simples telefonema é quase um sonho de consumo. O ápice que a interatividade poderia conceber.
De quebra, o espectador pode dormir com a sensação de que, apesar do sofá rasgado e da barriga avantajada, o gostosão ou gostosona descolados do Big Brother são pessoas ainda mais deploráveis do que ele – que ainda não foi flagrado pela câmera do elevador coçando o nariz.
Pela mesma lógica, não é de se estranhar que faça tanto sucesso um programa mostrando o dia-a-dia de madames a estourar champanhe às dez da manhã. Elas não sabem, mas provocam uma sensação de bem-estar diante de um público supostamente enojado com aquela afetação e desperdício. “Não sou rico, mas não sou tosco”.
Por algum motivo, as ricaças aceitaram participar do programa e se deixaram exibir. Simplesmente porque não têm ideia de que, do outro lado da câmera, são alvo de chacota, piada, ódio. Vivendo numa bolha, alimentaram uma projeção que não confere com a imagem que o público tem delas. A decadência humana é o que explica a busca pela audiência, e não o glamour que elas acreditam exposto. É um espelho de imagem invertida.
E se para cada sentença existe um carrasco, é de se supor que, se alguém se deixou ser filmado, é natural que alguém queira espiar. Gostar ou não, com o perdão do pleonasmo, é só uma questão de gosto. Nada que vá ancorar a produção (intelectual ou fabril) da Nação.
Mas como tudo é assunto sério nesta vida de humores condenáveis, vale lembrar que, como num reality show, a vida em rede é também um jogo de espelho. Ninguém além Zuckerberg acertou tão em cheio ao pensar numa comunidade virtual em que pudessem conviver não só os amigos, os colegas, os fãs e ídolos, mas sim as projeções manifestadas de cada um. Por isso o Facebook se tornou o terreno propício para esforços delirantes de auto-afirmação. E que, como em qualquer comunidade (a escola, a igreja, o trabalho), cria códigos próprios de identidade. “O que eu sou é exatamente o que eu quero (ou querem) de mim. E para ser é preciso ser aceito”.
Vai ver é por isso que as pessoas são sempre tão mais interessantes, bonitas e felizes quando se apresentam numa rede social. Lá, como numa jaula do BBB, elas formam grupos e se reconhecem sob figurinos próprios. Como um clã.
O esforço é notável e atinge tanto o religioso fervoroso (que, mais do que ele, precisa convencer a plateia da própria fé), o devasso solteiro (solidão, que nada), o cidadão engajado (precisamos tomar uma atitude!) e até mesmo o camarada cult, que tem ânsia quando ouve falar de cultura popular. Sua característica principal é chutar tudo o que for pobre, feio, sujo e acessível, e se mostrar incapaz de rir dele mesmo.
No Facebook, encontrou o terreno ideal para compartilhar todas as suas referências culturais sem precisar ter uma linha sequer de ideia própria.
Nada contra nada disso. Entre tanta imagem e projeção, há cada vez mais espaços para discussões antes inexistentes, e poder se manifestar é sempre muito melhor do que morrer em silêncio. Na pior das hipóteses, a manifestação pode render uma piada ou caricatura. Na melhor, pode provocar uma Primavera.
Só não sei ainda se, no meio de tudo, a comoção eletrônica no Brasil é falta ou excesso de revolta. A cada dia descobrimos mais gente indignada com a situação dos poodles, com a decadência dos costumes e com o avanço da cultura de massas. Ao mesmo tempo (e isso é só um exemplo), bandidos de toga criam mordaças e se sentam em cima de uma caixa preta judiciária que só alguns querem abrir. E o que ouço são só grilos competindo com o mais engajado dos silêncios.
BBB é péssimo, independente se quem faz a acusação é um esnobe metido a culto, uma senhora carola ou seja lá o que o articulista imagine. Sinal da miséria intelectual de um país é os veículos midiáticos usar espaço para discutir (pior, negar!) uma obviedade dessas. Na época da Ditadura ou antes nossos jornalistas não eram tão chinfrins.
Concordo com Jonatas e outros até ser anti-BBB é mais útil do que pro ou assistir aquilo.
Não me acho intelectual e nem faço a menor questão de ser reconhecido. Como muitos adoro entretenimento de todo tipo tenho até minhas futilidades como todos. Mas concordo com muitos que odeiam o BBB é perder o tempo sem duvida. Se não tem nada melhor para fazer vai bater uma, vai copular, vai no bainheiro, leia um livro, um gibi, joga amarelinha, ouvir musica, vai ver um filme, vai jogar um vídeo game. Mas sinceramente tem muita coisa melhor mesmo que BBB.
Isto é a futilidade da futilidade. Até um filme pornô tem mais utilidade. Ligar a TV para ver um monte gente fofocando em uma casa e não fazendo porcaria nenhuma. O que isto é útil? No que isto diverte? Claro que tudo é subjetivo, mas analisando o histórico você nota que algo está errado no padrão que tínhamos do que era diversão. E outra diversão não precisa ser totalmente vazia.
Eu e tantos outros criticam tanto isto, porque como se nos insultasse na nossa cara. É como ouvir dizer “que temos a maioria do público nas mãos e dizemos para eles o que é bom ou não e vão aceitar”. E vai mais alem é forma compulsiva de chegar um período do ano e tudo se rende a esta hipnose idiota. Toma um grande espaço da TV, para mim pode até existir, nada contra com qualquer coisa fútil, mas impregnar tudo com um valor ou entretenimento. E um entretenimento absolutamente vazio. Chegam momentos que consegue espaço em grandes jornais de grande circulação. Por mais que você não veja como eu ou procure evitar. Não tem como evitar é quase uma campanha política. Algo está muito errado.
Isto é manipular. Pode ser reclamação compulsiva e chata concordo, mas nada é mais chato do que ver BBB como exemplo de algo. E BBB é algo muito mais compulsivo. É como se fosse uma droga. Ao ouvir de narradores e pessoas como se BBB’s fossem heróis etc. WTF??? Tem algo de muito errado ai. E sim precisa ser criticado e alertado.
Precisamos que coisas melhores para fazer.
Alias não duvido nada que no futuro o programa de maior audiência é ver esterco girando em uma prateleira e pessoas conceituadas dando opinião que aquilo tem algo de útil.
É o que falo aqui, sobre a cultura do BBB
http://www.youtube.com/watch?v=HGJUiNOPm_c
E aqui tento tirar uma discussão melhor sobre o que tem rolado na casa
http://www.youtube.com/watch?v=bdNvbE9L7Eg
Afinal, nenhum problema ver um programa desses, mas de vez em quando da para tirar um assunto bom dele.
Concordo basicamente, com tudo que disseste até o ponto 3.
Mas não quis dizer que você não pode opinar sobre o assunto,mas que a sua falta de uma familiaridade mais direta influencia na sua interpretação sobre o texto do Matheus, ou seja, o propósito do texto. Quando eu li, diretamente entendi como uma sátira. Um texto que é feito para tirar sarro, que seja, de si mesmo. E houve a confirmação, quando nesse segundo texto, o próprio autor, mencionou a virtude de tirar sarro de si mesmo. (não que ache que a intenção do autor seja importante para a interpretação do texto, mas isso já é outra discussão).
E infelizmente, só tenho 3000 caracteres, e pouco tempo para falar diretamente com outras pessoas. E para especificar o que estou querendo dizer, o que influencia diretamente o modo como me expresso e outras pessoas me entendem.
Em tempo: Leiam todos os meus comentários, principalmente o “primeiro”, o profético rss…
Já que o assunto é sobre interpretação de texto, analisemos a seguinte frase: ["Um dia, ainda vou adquirir bastante cultura, para me tornar uma pessoa inteligente" rss.] Pergunto, foi humildade?… Sagacidade?… Sátira?… sarcasmo?… Ou, uma luvada de pelica?… __ Resposta: Foram as 5 opções!… __ Mas, se eu tivesse acrescentado ao final da frase os termos: “Entendeu? Ou precisa desenhar?” ao invés de um simples “rss…”__ Resposta: Seria “subestimação”… __ Aí, está, a lambança do texto do autor e, de quem o defende… (subestimação). Afinal, quem são os cult’s, quem são os idiótas-úteis e, quem são os inteligentes?…
Continuo achando que não você não consegue determinar de uma melhor forma qual é a relação ou relações que existem no facebook sem ter facebook. É a mesma coisa ler sobre a cultura de um país, ou tribo indígena, mas nunca ter ido ao país ou aldeia. Antropólogo que se preze não escreve sem visitar (sem interferir) a comunidade para poder, além de descreve-la, compreende-la, entende?
E então, se entendemos que o estudo e discussão sobre as relações construídas em redes sociais é importante, por que a sátira do Matheus é superficial?
E outra coisa: em momento algum, ofendi ninguém. Se a minha escrita transpareceu minha irritação sobre alguns comentários, que já citei “novos leitores da carta”. Ou ainda, chamando o jornalista de burro, talvez seja por que infelizmente, algumas pessoas só entendem quando respondidas à altura.
E mais uma vez: o texto não é uma defesa ou elogio ao BBB. Mas um crítica a posição dos brasileiros, que fazem corrente no facebook com número e telefone daquela senhora que matou o cachorrinho.
E principalmente, por que as pessoas que se tratam com tanta superficialidade execram a superficialidade ou mal gosto alheio?
E não tome tantas coisas para o lado pessoal. Isso é uma discussão. E se o senhor se sentiu ofendido pela minha frase do desenho, não sei nem o quê falar…não consigo sequer imaginar como o senhor se comportaria ter o seu trabalho mal analisado e xingado como o foi o texto do Matheus.
Prezada Priscilla,
1. O problema do estudo sociológico é exatamente a impossibilidade da total isenção do estudo, pois o pesquisador, ao estar presente e portanto necessariamente interferir, altera o próprio objeto do estudo. É um mal necessário, pois se ele não estivesse presente, nada poderia estudar.
2. Já no estudo histórico, o pesquisador não está presente, uma vez que as máquinas do tempo ainda não foram inventadas, mas isso não impossibilita o estudo.
3. O mesmo acontece na Astronomia, na Química, em tantas ciências, nas quais o pesquisador olha de longe mas mesmo assim pode chegar a conclusões válidas.
Entendo a sua colocação como uma censura à minha participação neste debate, uma vez que sequer tenho televisão na minha casa, bem como uma proibição de eu me expressar sobre feminismo, racismo, pobreza, etc, porque não sou mulher, nem preto, nem pobre.
Ao perguntar se deseja se precisa desenhar, sem se dirigir a ninguém especificamente, ofendeu a todos, chamando-nos de pouco dotados de inteligência.
Se alguém xingou o autor – não me lembro de ter visto nada nesse sentido, mas posso ter não reparado – que a senhora, defensora do articulista, se entenda com o ofensor em particular, e não que responda a todos em geral. Não tenho nada a ver com quem falta ao respeito aos demais.
Finalmente, não sabia que era uma sátira. Pareceu-me antes uma crítica superficial a quem critica superficialmente coisas no Face, juntando gregos e troianos no mesmo saco.
eu não vejo bbb. logo, eu sou culto. parabéns, Matheus Pichonelli. ótimo raciocínio.
senhor matheus, eu não sei que tipo de pessoa culta passa/ou pela sua vida. mas tá na hora de pararmos de pejorativarmos a educação e a escolha de alguém em se aprofundar em livros, teses, filmes, etc. isso deveria ser encorajado e não pejorativado com medo de soar anti-classista.
que recalque é esse ? algum cdf na sala te chamou de burro na sua infancia? dá pra reparar que esse é seu segundo texto quase igual sobre o assunto … faltando pauta?
essa é boa. o cara já começa o texto dizendo que pessoas muito cultas não tem senso de humor.
caro matheus, não é porque você não entende as coisas do mundo que elas não possuem senso de humor. provavelmente, você que não entendeu a piada.
por que você não vai ler um livro ? (desculpe, isso foi arrogante? ah, será que você me chamará de cult, esse ser monstruoso que habita os seus piores pensamentos?)
Caro Paulo, agora li que você não possui facebook e nem orkut, twiiter, etc. Talvez seja por isso que você não gostou da crônica do Matheus, pois certas coisas exigem além de conhecimento, experiência para poder identificar o propósito do texto.
E não é porque o senhor não gosta de redes sociais que estas não podem ser objetos de estudos, inclusive acadêmicos. Está fervilhando de dissertações e teses nas ciências sociais, antropologia, psicologia, jornalismo sobre como as relações e até mesmo o sentido de comunidade se desenvolve por elas, não apenas no Brasil, como no mundo. Por isso, não acho o texto do Matheus superficial. É uma sátira sobre um objeto de nossa vida contemporânea.
E se o senhor conhecesse como as pessoas se expressam no facebook, com certeza concordaria com Matheus (e comigo), Lá não existem “perdedores” apenas “vencedores.”
Você abre o facebook, e só lê posts de amigos: ” passei para a 2ª fase do concurso ou da seleção de pós-graduação ou sei lá mais o que”. Mas se a pessoa é reprovada, age como se nada houvesse acontecido e ninguém toca mais no assunto.
As pessoas colocam no google maps a localização da praia e da festa, só colocam fotos de viagens, prêmios recebidos, etc.
Ninguém coloca “fui demitido”, “meu artigo não foi aceito”, “estou sem dinheiro”. As pessoas abrem a porta da sua vida, mas apenas colocam o melhor, do melhor,como se a vida se resumisse a vida, e apenas isso constituísse a pessoa que ele é. E é claro, ainda é necessário execrar tudo que é vulgar, feio, burro e etc. Não vale apenas dar sua opinião sobre determinado assunto, sua opinião precisa ser curtida e compartilhada, e para isso, quanto mais humilhações o seu post tiver – melhor.
E por isso, criticar a baixaria do BBB é necessária, como se essa, fosse mto diferente do comportamento da maioria das pessoas que participam de redes sociais.
E sim, existem várias pessoas que ficaram realmente “ofendidas” com o texto do Matheus e não pouparam acusações e não apenas críticas ao texto.
Senhora Priscilla,
O fato de eu não ter conta no Facebook não quer dizer que eu não saiba o que o Facebook é, nem que tipo de coisa é postado no Facebook, nem que o Facebook armazena tudo o que nele foi postado, mesmo aquilo que foi apagado pelo usuário, e está sendo investigado por uma comissão da União Européia relacionada com sigilo de informações.
O fato de eu não ter conta no Facebook não quer dizer que eu não saiba que foram escritos vários livros sobre o mesmo, um filme de sucesso já foi apresentado em circuito comercial no Brasil e a Academia certamente faz e deve fazer estudos sobre redes sociais, aliás é função da Academia estudar a realidade que nos cerca.
Se a senhora houvesse lido os meus comentários, da mesma maneira que li os seus, teria visto que já comentei que em sociedade – tanto real como virtual – as pessoas procuram mostrar seu melhor ângulo, o que não é novidade alguma, seria sim se as pessoas procurassem mostrar o lado B no Facebook.
Se alguém ficou ofendido com o texto do senhor Matheus, isso não permite generalizações. Esse é o problema do texto, muito superficial, e dos seus comentários, com excessivas pressuposições, como também arrogância e deselegância ao se propor a desenhar, o que entendo ofensivo à inteligência dos demais comentadores.
Estou aqui porque costumo concordar com os textos do Matheus, mas esses sobre o BBB, sinceramente, são péssimos.
Sras. e Srs. Eis a resposta que tive da Fiat, para esclarescimento desse fato ocorrido, desde já, acho que essa resposta é insuficiente e internamente a Fiat, tem que tomar outra providencias.
Prezado Sr.Emerson, Primeiramente, agradecemos o recebimento de seu e-mail contendo observações sobre o “reality show”, promovido e realizado pela Rede Globo de Televisão,o Big Brother Brasil. Salientamos que a Fiat esclarece que é apenas patrocinadora do programa televisivo BBB não possuindo ingerência ou responsabilidade sobre o conteúdo do referido programa. A Fiat consigna que acredita e confia na direção do programa que saberá tomar as medidas cabíveis em razão dos fatos que estão sendo veiculados na imprensa. Agradecemos o contato e colocamos à sua disposição nossa Central Fiat de Relacionamento pelo telefone 0800.707.1000. Atenciosamente, Aline Santos. CENTRAL DE RELACIONAMENTO FIAT
Estupro no BBB 12, acho que o cidadão deve cobrar no contato das empresas. Alguns dos patrocinadores que financiam o BBB: energético da Ambev Brasil; Avon, FIAT, Guarana Antartica, Niely (cosméticos), Unilever (OMO) cerveja Devassa, Fusion e Assolan
Emerson,
Como não assisto televisão, agradeço a listagem dos patrocinadores do BBB, que colocarei no meu index prohibitorum de mercadorias não passíveis de ser adquiridas por mim.
O texto de Pichonelli não é uma defesa do BBB, nem mesmo um ataque aos seus críticos, mas uma a crítica a crítica e como esta se faz em cima de hipocrisia e ódio de classe.
Sinto muito, Arthur, mas o sr. Matheus Pichonelli diz que a crítica ao BBB é uma crítica à cultura das massas, e critica quem critica o BBB entendendo que esses críticos o fazem para por oposição se passarem como cultos. Este texto é o segundo e no meu sentir houve tempo suficiente para o referido articulista ter eliminado os malentendidos, se malentendidos houvessem.
Espero que um articulista aprofunde um tema além do senso comum, ainda mais quando escreve na Carta Capital, pois caso contrário estaremos todos num outro tipo de BBB, onde o debate se torna vazio, porque baseado apenas no direito que as pessoas têm de externar seus pensamentos, sem qualquer preocupação com o aperfeiçoamento pessoal e da sociedade.
Minha questão com o BBB e miríades de outras manifestações midiáticas é com a ausência de conteúdo, a atuação como ópio do povo.
Gostei muito do artigo e do modo como foi apresentado, da mesma forma como gosto muito da CartaCapital.
Mas, para mim, mais interessante do que o próprio texto é a reação negativa e fervorosa da maioria de leitores na seção de comentários.
O problema aqui é que temos uma revista que se enquadra nos padrões “cult” (ou ao menos é vista como tal), ou seja, além de atrair leitores que realmente a apreciam pela revista como é, há um grupo de pseudo-intelectuais que agarraram.
E pois bem, um texto que critica pseudo-cults para um público formado em grande parte pelos mesmos só poderia dar nisso…
Senhor Vitor,
Esse é o problema do texto e o seu problema, atacar os outros em vez de defender pontos de vista. Eu não sou pseudo nada, assino a revista Carta Capital pelo compromisso canino do Mino com a verdade factual, não leio metade dela, acho algumas seções completamente dispensáveis, como “Prazer de Ponta”, não vejo TV por a considerar desagradável e vazia, perda de tempo, apesar de reconhecer que aqui e ali existem programas bons, mas que não em quantidade suficiente para que eu passe a ver televisão, não sou membro do Facebook, nem do Orkut. O senhor me chamar de pseudo cult, sem sequer me conhecer é perfeitamente desagradável, e só pode significar o seu desapreço pelo respeito aos demais.
Bem dito Paulo Werneck. Generalização é evidente. Para o autor ficou claro que quem odeia BBB e critica é rico ou classe media e quer ser intelectual ou fazer pose. Não sou classe A ou B e não dou a mínima para meu QI. Pode me chamar de semi-analfabeto. Ainda acho o BBB uma porcaria, que traz muito problema para sociedade.
E outra coisa, muitos adoraram somente por causa da parte do texto “bandidos e toga” (judiciário). Será só o judiciário o problema? E os outros poderes? Generalização novamente. Não vou negar que não generalizo, mas procuro evitar e aprender com meus erros. E eu erro muito inclusive na ortografia. Mas tento fazer o melhor com o que tenho.
Alias o que me incomodou e muito é ver todo meio de informação inclusive o Carta Capital enchendo o saco com BBB isto e aquilo. Para mim basta. Não critico por que quero fazer pose e sim porque me incomoda como a fumaça de cigarro na cara.
Luiz, se você se acha burro, não tenho nada a ver com isso.
Entretanto, me desespera que as pessoas tenham se sentido “ofendidas” pela crônica do Matheus, e que na verdade, está mais para sátira. E isso, deve-se ao fato, que mtas pessoas, sabem ler – mas não compreendem, ou não páram para analisar. (Mesmo que tomem a atitude mais reflexiva que existe – que é o de escrever sobre o assunto.)Por isso, digo, um pouco de interpretação de texto vai bem.
Outra: vi várias pessoas lamentando o fato de haver um crônica como essa na Carta, que a revista está mudando o rumo editorial, e me arrepio quando leio as pessoas dizendo que o fato deve-se “aos novos leitores da Carta”. Algo como a “gente diferenciada” de higienópolis.
E olha, a história do jornalismo está repleta de excelentes escritores, romancistas, cronistas, cineastas, etc. Qual o problema de Matheus escrever sobre o que lhe dá na telha? (Ninguém usa o facebook, não é mesmo?Hj é uma ferramente insignificante nas vida das pessoas, mto menos para a politica…)
Ahh… por favor!
Pois é, deve ser por isso que a sátira dos “pseudos” de Matheus ofendeu tanta gente.
Mas… Um dia, ainda vou adquirir bastante cultura, para me tornar uma pessoa inteligente rss tá bom ?!… Obrigado por tentar me ajudar com palavras docemente embaladas, igual as do autor do texto. rss Ah! Faltou o desenho!…
Pricila me ajude…gostaria de saber a diferença entre “manual de redaçao” e “manual das redaçoes”,pense bem ,pense como se fosse a pergunta q vale 1milhao!!!
Priscilla,
Você se ofereceu para desenhar mas não o fez: estou aguardando. Aproveito para informar que discordar de um texto não quer dizer se sentir ofendido. É uma questão de hermenêutica…
Excelente texto, parabéns! Desfecho, com os bandidos de toga, sensacional!
Sinceramente, nem li o texto. Somente as primeiras linhas. Entrei aqui apenas para dizer que eu não vou perder os minutos preciosos de minha vida para ler algo sobre o BBB. Agora estão falando de um tal de estupro. Certamente não deve ser o primeiro. Se fôssemos um povo sério, uma caso desses seria motivo de cassação da concessão da Globo e o sr Pedro Bial deveria responder processo. Talvez cadeia. Mas não chegamos ainda a este ponto. Por hora, permita-me dizer que seu texto é inútil, por mais bem intencionado que seja.
Matheus com “h”, o que você disse é óbvio do óbvio do óbvio.
A grande crítica é quem faz campanha contra o BBB. Quem olha a timeline de qualquer Facebook pensa que as pessoas assistem TV Cultura e que o BBB não dá audiência. Eu não gosto, mas não fico fazendo campanha contra e não fico achando burro quem assiste. Até pq é época de férias e não tem muito o que fazer mesmo.
Fabrizio,
Permita-me dar algumas sugestões, se sua alternativa nas férias é ver o BBB, já que não há nada para fazer mesmo: 1. Vá ao cinema, estão passando bons filmes. Na minha lista está o Sherlock 2, e vim de assistir a vários filmes muito interessantes. 2. Visite os amigos e familiares. Deve ser mais interessante participar de uma conversa real na casa de alguém que ver a conversa editada de meia duzia de concorrentes a um prêmio confinados numa casa. 3. Faça um curso de férias. Pode implicar em futura melhoria de padrão profissional ou mesmo da própria vida. 4. Leia livros. 5. Faça uma viagem, nem que seja para a cidade mais próxima. 6. Pinte seu quarto ou sua casa, ou faça aquele conserto que está por fazer há muito tempo. 7. Vá tomar umas cervas num boteco, em boa companhia, mesmo que falando mal dos pseudo cuts dos facebooks.
Eu acho que as pessoas precisam ter aulas de hermenêutica e interpretação de texto não é possível.
Achei o texto anterior excelente, compartilhei no facebook com meus amigos para tirar sarro de mim mesma, e dos meus amigos. Tbm tenho lá “chico”e “cartola” no meu perfil do facebook. (apesar de realmente gostar de samba, sendo assídua frequentadora de um bar de samba em floripa, onde moro).
Mas por favor gente!Ele não fez um elogio ou uma defesa do BBB, ele usou a “suposta” aversão que as pessoas dizem ter no facebook, por que é vulgar, burro etc, por que a pessoa que faz isso é inteligente, culta, e importa-se apenas com as coisas “que realmente importam” e “apenas alguns compreendem”. Foi uma crítica a superficialidade, a maquiagem que as pessoas colocam nas redes sociais para se sentirem melhor consigo mesma – não foi uma defesa ou mto menos elogio ao reality show.
Entendeu? Ou precisa desenhar?
Sim, Priscila, precisa desenhar. Eu li um texto superficial, criticando a superficialidade, e superficialmente criticando o Poder Judiciário para parecer radical.
Olá Matheus,
Parabéns pelo texto! Bem melhor do que aquele sobre o Michel Teló, e que eu critiquei tanto! Rsrsrs
Infelizmente, os leitores parecem não ter, ou não querer, alcançar suas idéias. Parece que as pessoas querem tudo preto, ou tudo branco. Como se o que é certo fosse fácil de ser encontrado e exposto.
Independente dos comentários mais “revoltados”, fico feliz por suas provocações.
abraço
Cara, na boa, acho que devido aos últimos fatos ocorridos no referido programa, sua estratégia de pretensamente discutí-lo saiu pela culatra!
Nessa vc dançou.
Melhor criar polêmica com outro programa, tipo CQC, Ratinho ou qualquer droga destas que pretenda fazer a defesa!!!
Vai um abraço.
A parte final do texto é a que de fato me chamou à atenção:
” A cada dia descobrimos mais gente indignada com a situação dos poodles, com a decadência dos costumes e com o avanço da cultura de massas. Ao mesmo tempo (e isso é só um exemplo), bandidos de toga criam mordaças e se sentam em cima de uma caixa preta judiciária que só alguns querem abrir. E o que ouço são só grilos competindo com o mais engajado dos silêncios.”
É isso não indigna ninguém. Porque será?
Agora que até estupro ao vivo houve no BBB, pode criticar essa porcaria de programa? Péssimo texto, por falar nisso…
É a mediocridade humana exposta na vitrine, reforçada na caricatura e nos interesses comerciais da televisão. Observar o quanto o outro pode ser tão ou mais rídiculo do que eu mesmo pode fazer muito bem…
Gente: Esse BBB é uma vergonha e continua mesmo com audiência em queda por causa da grana da propaganda.. Por isso criaram o BP1BBB – boicote aos patrocinadores do BBB, gostei muito da ideia, e é simples de seguir, basta não comprar nenhum produto desses patrocinadores até o programa acabar! Divulguem!!!
Esse texto na Carta Capital, caderno Cultura? Tem que rever isso aí.
O autor está colocando todos os que se opõem ao BBB no mesmo saco, quem está seguindo moda com quem realmente discorda, e tem argumentos válidos, afinal quem publica coisas no facebook, só quer aparecer?!
Realmente o povo anda numa apatia tremenda, mas acredito que há uma minoria que é esclarecida e essas podem ou não ter conta no facebook e podem até não ver o BBB esse ano mas já viram em alguma ocasião outra edição e não vem mais pela mesma razão das novelas: quem viu uma viu todas.
“Só sou responsável pelo que digo não pelo que você entende” (Frase retirada de um “filósofo” do face)
De que jeito você percebe o mundo???
Não existe jeito certo, só um padrão que a gente cria!!
Se o BBB é uma aberração para você, influencie as pessoas a sua volta da maneira certa, sem precisar ser um “talibbb”.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
“Entre tanta imagem e projeção, há cada vez mais espaços para discussões antes inexistentes, e poder se manifestar é sempre muito melhor do que morrer em silêncio. Na pior das hipóteses, a manifestação pode render uma piada ou caricatura. Na melhor, pode provocar uma Primavera.”
Essa foi a melhor parte do texto.
Um pouco dúbia esta coluna. Nada pode ser mais claro do que a definição do que é bom e do que é ruim, certo? Aí que está a raiz do problema. O que para uns é bom, para outros é ruim e blá, blá, blá… Resumindo: vamos respeitar a opinião alheia. Por outro lado, podemos resgatar Paulo Freire para a conversa. Ele dizia (e escrevia) que há de se respeitar a cultura dos grupos. Mas, entre respeito e aceitação há uma loooonga estrada. Ensinava ele que temos a obrigação de tornar a ciência, a cultura acadêmica etc. acessível aos grupos e este tendo a informação vão poder balizar suas opiniões e fazer suas escolhas. Aí podem gostar de eguinha pocotó, ai se eu te pego ou bbb, mas embasado em teorias, conceitos e conhecimentos universais para tanto. Eu não gosto de nada disto e sei porque não gosto. Não ridicularizo quem gosta. Creio ser uma pena tanta cultura popular ser deixada de lado em detrimento deste tipo de coisa. E outra pergunta, a quem serve este tipo de manifestação? A vida não deve ser levada a sério o tempo inteiro, claro. Mas, ironia, sarcasmo e estupidez também têm diferenças.
Não entendi o ponto de vista do colunista. Então não gostar do BBB é sinônimo de elitismo? Por quê? Não gostar de um programa vazio é ser “conservador”? Sou obrigado a gostar da música chinfrim do Michel Teló pq ficou famosa? Seu eu admiro e leio uma revista como a Carta Capital é justamente por eu não ter uma visão reacionária de órgaos como A Veja, o Estadão e o Globo. Que aliás, são meio que ajudam a divulgar os Telós e BBBs por aí. Nada pessoal contra o Michel Teló, que apenas de aproveitou de um golpe de sorte do destino, quando pegou uma letrinha mixuruca de axé-funk com uma coreografia sexual, e acabou conquistando jogadores que a usaram nas comemorações, e jogadores brasileiro que a levaram para a Europa. Só isso. E quanto ao BBB, a simples sugestão que possa ter algum resquício de qualidade ou valor já me ofende.
[...] que isso não é alienação cousa nenhuma e que quem não curte a produção global é um bando de insuportável, recalcado e pseudo-intelectuais que detestam tudo aquilo que é popular, etc, [...]
[...] mais: O mimimi anti-BBB | Carta Capital Esta entrada foi publicada em Sem categoria e marcada com a tag anti-bbb, capital, carta, mimimi. [...]
Um programa fútil, vazio de valor e conteúdo. A Tv brasileira via de regra dissemina o pior e o BBB esta entre os piores dos piores. É a exploração de onde pode chegar a miséria humana. Não é segredo que a Globo trabalha pelo emburrecimento da população. Nem o criador do programa em entrevista disse não compreender como ele permanece ha 10 anos em horário nobre no Brasil. Em outros países o máximo conseguido em horário nobre foram três anos.
Miséria Humana é fome, rapaz!!!!! BBB é um produto na prateleira do supermercado e o facebook tambem. Compra quem quer. Hipocrisia existe em todos nós!!! é Impossivel enfiar qualidade de pensamento em todo mundo. Bacana o texto! Nao falou sobre BBB ou Face e sim sobre o nosso comportamento diante do que nos é oferecido…como reagimos as coisas do nosso cotidiano e a nossa tendencia natural de não querer parecer um estranho no ninho. Tranquilaço!!!!…e não é no grito que se ganha…é na força dos argumentos…no convencimento que vc consegue provocar no outro…
Eu curti!!!rsrsrs…
Saudações
Matheus Pichonelli e leitores que comentam longamente os textos dele, como se fosse uma crítica que não seja em vão. Vocês todos poderiam escrever menos e dizer mais. São muitas palavras pra se ler com o risco de não levar a nada. Eu não corro esse risco, ainda mais quando o título contém ‘BBB’. Sejam mais objetivos, pensem mais antes de escrever, não ocupem os espaços vazios com merdas.
Pelo visto não seguiu seu próprio conselho. Troll!
Um academico tem a obrigaçao moral de saber distinguir entre cultura popular e industria cultural,creio que o autor saiba..Reportagens,entrevistas,cronicas sao produtos encomendados.Todos sabemos ser caro um espaço em qualquer midia,na carta capital nao é diferente. Esta cronica é um exemplo disso.Negócio. Imprensa é empresa,visa o lucro,proteje quem paga mais.O BBB é uma satira maldosa da obra de G.Orwel,sua intensao é fazer parecer normal a ideia de liberdade vigiada.
Alguns comentaristas repetem o cinismo de alguns fanáticos religiosos. Achar que todo mundo é falso e ardiloso, se escondendo sob o anonimato ou se achando melhor porque não é ele que está no programa sendo filmado 24 horas é de uma estupidez tamanha. É igual a afirmar que se não acreditasse e temesse a Deus iria sair por aí matando e roubando.
Nem todos são “peçonhentos”. Aliás, quase todas as pessoas que conheço e convivo – duas ou três exceções – são honestas, corretas, não tem brigam, sabem discutir e divergir, ouvir e falar, graças a Allah.
Esquecem também que “psicólogos” auxiliam a escolher “perfis” com o objetivo de prever conflitos e formação de “panelas”. Se vocês se vêem nas pessoas deste programa, deveriam procurar rapidamente um analista ou um psiquiatra. Se vêem todo o mundo no programa, deveriam urgente rever seus projetos e sua conduta de vida.
Esta postura de “tudo que é popular vale” resulta de uma visão tacanha da cultura no capitalismo tardio/pós-modernidade/financeiro. Compram a teoria da escola de Frankfurt de “indústria cultural” como consolidação do capitalismo e “bestificação das massas”, que cria um ponto sem retorno, e passam a ver nesta indústria, bem como na maioria das manifestações populares, “resistência”, “vontade popular”, “afirmação política”. Tendem a ver as “massas” como ativas ao decidir que forma de passividade vão acatar, consideram isto “decisão política!”
Esquecem quem é que manda e veicula estes conteúdos “populares”. Como bem disse o Matheus, sob esta visão a propaganda nazista era cultura popular, assim como a propaganda soviética. Também perdem de foco que com programas assim reforçam-se laços culturais que mantém o poder simbólico – um poder acatado porque não é reconhecido como tal.
E o que é o BBB além da veneração do “vale tudo por dinheiro”? Da traição, da corrupção, da ganância desenfreada, do desrespeito, do racismo e do preconceito num ambiente de competição pura onde só não vale violência física? Retrata bem não a sociedade, mas o ambiente do mercado de trabalho – a corrosão do caráter.
Flexibilidade, ganância, projetos de curto prazo, manipulação, maleabilidade e capacidade de sair das situações com o máximo de ganho possível passando por cima do maior número de pessoas possível. Não sei em que planeta isto pode ser bom.
Encerro com outro exemplo polêmico, o funk pancadão. É popular, é a cultura do povo, mas é apenas a superfície do machismo de nossa cultura, da coisificação da mulher – cujos resultados práticos são a gravidez precoce, o abandono de lares, o estupro, a pedofilia, o constrangimento sexual, os abortos, a dissolução dos lares, a inferiorização dos gays e das mulheres. O problema não é exarcebar a sexualidade, é que tipo de sexualidade está sendo exarcebada nesta forma cultural específica.
Assim como o BBB. Que tipo de “cultura popular” ela emula?Com certeza não é a que qualquer pessoa iria querer para os seus filhos.
Senhor Matheus,
Na rua todos somos bonitos e estamos bem. Brigas de casal são em casa – na rua é mico – e, quando o casal que não se tolera sai para jantar fora, faz parecer que foram feitos um para o outro, deixando os demais com a errônea impressão que só eles próprios brigam, pois na rua só presenciam cenas agradáveis dos outros casais.
Porque as pessoas apresentariam seu lado B nas redes sociais, confessariam seus defeitos em entrevistas de emprego, iriam com suas piores roupas conhecer a família do namorado ou namorada?
Procurar aparentar ser mais do que realmente é nas redes sociais não é para ser novidade alguma: sempre procuramos mostrar nosso melhor ângulo na vida social, seja ela real ou virtual.
Não concordo com a tentativa de mostrar o óbvio elegendo o BBB como se fosse uma coisa boa em si, menosprezada por pseudo intelectuais antipovo.
O BBB não é algo que se recomende, que se defenda. Se parte da população se sente feliz vendo essa bobajada, pior para ela, que perde tempo que poderia ser melhor aproveitado conversando, vendo um bom filme, estudando. Pior cego é o que não quer ver.
Em “O clichê anti-bbb”, alguém comentou que o programa não é popular, é de massa. O povo só pode participar na posição de espectador. É verdade. Não faz parte da nossa tradição cultural, tendo sido “inventado” no exterior, o que implica em pagamento de royalties. Não é uma manifestação autônoma, pois existe todo um roteiro para seleção de participantes, seleção das cenas que serão apresentadas, etc. É, sim, um caça níqueis, desde as ligações telefônicas para eleger quem perde (não quem ganha, contra a tradição de torcermos a favor do nosso time). Além disso conta com todo o apoio da mídia que tenta fazer o programa parecer importante, ao ponto de ser citado na Carta Capital, a revista jornalística mais consistente que conheço no Brasil.
Sugiro expressar melhor o que o senhor quer realmente dizer e o que realmente defende, pois para criticar a futilidade de postagens na rede social é necessário, pelo menos, expressar um ponto de vista não superficial.
Esse tipo de texto não só é superficial, bem como representa uma abertura para novos leitores de Carta Capital. Me parece que a revista está apostando em novos rumos editoriais, fazendo da frivolidade um assunto que pareça interessante, enquanto é, na verdade, apenas pedante. O texto que inspira um sentimento de superficialidade, sendo publicado numa revista que ainda segura alguma barra na imprensa nacional, inicia um comprometimento com a seriedade, muito mais do que com a atualidade. Pior não é isso. É muitoprovável que esse minha crítica seja censurada, como duas outras feitas ao artigo do “anti-clichê” foram (depreendo essa conclusão porque não foram publicadas, embora os envios tivessem sido bem sucedidos)
A única coisa interessante deste texto, é que você, Matheus Pichonelli, conseguiu criticar a sua própria postura. Ora, do início ao fim, vc faz o que condena que os outros fazem. Se Aurélio Buarque de Holanda fosse vivo e pudesse reescrever sua obra prima, ao lado do verbete onde constaria o seu nome, estaria escrito INCOERÊNCIA.
“Nada contra nada disso. Entre tanta imagem e projeção, há cada vez mais espaços para discussões antes inexistentes, e poder se manifestar é sempre muito melhor do que morrer em silêncio. Na pior das hipóteses, a manifestação pode render uma piada ou caricatura. Na melhor, pode provocar uma Primavera.” Este trecho mostra bem que o Matheus Pichonelli está mais perdido que cachorro em dia de mudança. No texto anterior (“O clichê anti-BBB”), ele empilha clichês, diz que todos que dizem não gostar do BBB o fazem apenas para parecerem “cult”. Ou seja, ele não acredita que exista alguém que realmente não goste do BBB. Pois agora ele resolveu aliviar sua arrogância dizendo “nada contra nada disso”. Pichonelli, vê se aprende a dar opinião com o dono da revista para qual escreve, o Mino Carta.
“pudores eletrônicos que andam criando barreiras anti-sépticas contra tudo o que é popular”? Isso é uma defesa enviesada do senso comum e dos clichês (que mais ‘populares’ não podem ser) ou eu não entendi nada deste texto? Reflexão, senso crítico e análise politizada da realidade foram pro saco? Ou baixou um ‘troll’ forte no cronista?
Caro Matheus, as pessoas têm necessidade de se mostrar, de fazer com que as outras saibam que elas existem, mas tentando passar uma imagem idealizada, de alguém que elas querem, tentam ou imaginam ser. As redes sociais, especialmente o Orkut e o Facebook, vieram para dar a elas tal oportunidade e, por isso, são tão populares. Pelo seu texto, percebe-se que você pensa assim também.
Quanto à Big Bobagem Brasil, só resta lamentar que o povo se apegue tanto a um programa tão idiota, com monte de bombadões tatuados e um apresentador filósofo das bobagens que ali se passam como se fossem as coisas mais importantes do mundo.
NUNCA entrei nesse terreno baldio / (…) O Facebook se tornou o terreno propício para esforços delirantes de auto-afirmação. E que, como em qualquer comunidade (a escola, a igreja, o trabalho), cria códigos próprios de identidade. “O que eu sou é exatamente o que eu quero (ou querem) de mim. E para ser é preciso ser aceito”.
É uma boa discussão…
Mas assim como já foi discutido em alguns comentários como o do Matheus, creio que o autor equivoca-se ao colocar o BBB como uma manifestação de cultura popular… O BBB é um produto, uma mercadoria que é fabricada para o consumo de massa e assim torna-se um entretenimento de massa, e como disse Milton Santos: “o consumismo é o grande fundamentalismo” da sociedade atual… E o BBB reproduz e vende um estilo de vida superficial, que em nada representa a cultura popular e a diversidade da sociedade brasileira. Enfim, BBB é uma ferramenta contemporânea de alienação e de controle ideológico dos hábitos e dos modos de vida.
Abraços
É muito pobre em entendimento quem acha realmente que o autor está enaltecendo o BBB ou criticando quem defende/ama os animais!
Eu li um texto diferente. Eu li sobre a superficialidade das pessoas, sobre a falta de profundidade de quem posta que é contra mau-tratos. E se vc se ofendeu com isso, é pq lhe serviu.
Eu adoro Beatles e tenho todos os álbuns em vinil. Conheci Strokes através de uma fita cassete gravada por um amigo, em 2001, sou bióloga atuante contra Belo Monte, ouço Vinícius de Moares desde pequena nos vinis do meu pai também e acho BBB um saco. Me ofendi com o texto? Não!
Acredito que a maior crítica seja justamente à superficialidade dos comentários/críticas/postagens. Ama os animais? Lute por eles e entre pra uma ONG contra maus-tratos animais e utilizar o facebook para divulgá-la! É contra os desmazelos ambientais do Brasil? Leia sobre isso, se aprofunde no assunto, assuma uma posição e escreva no jornal de sua cidade! Tenho certeza que essas não seriam atitudes superficiais que se enquadrariam no texto.
E sinceramente, ou estou bastante enganada, ou quem se ofendeu com o que leu aqui é tão superficial ao ponto de se ofender. E o raciocínio é realmente circular… e raso, eu diria!
Já eu li um texto superficial criticando a superficialidade.
Não creio que ninguém se julgue mais ou menos culto por gostar ou não de um programa de TV; Já ouvimos muitos gritos – porque quando começa a temporada BBB não há um site sem notícias sobre ele. E quem quiser viver seu direito ao “silêncio engajado” que possa usar de qualquer aplicativo para usufruir dele, no que diz respeito não só ao referido programa, mas a qualquer tipo de “informação” que não queira receber.
Somente após reler o texto, vi que se tratava de uma Crônica – alívio:
“Na literatura e no jornalismo, uma crónica (português europeu) ou crônica (português brasileiro) é uma narração curta, produzida essencialmente para ser veiculada na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas páginas de um jornal. Possui assim uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.”
[fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B4nica_(literatura_e_jornalismo)
Esse texto é tão falso e superficial quanto aquele outro. No final das contas, é uma nova forma de patrulha ideológica: agora, ninguém pode ser contra o que é “popular”; e quem decide o que é “popular”, é a mídia. Todos devem ser animais de rebanho, seguindo as outras ovelhas para onde o pastor o conduz. O conceito de “cultura popular” utilizado é patético: se reduz a “consumido por muita gente”, sem nenhuma relação com a criação cultural autêntica das camadas populares. Confundem cultura popular (da qual a música de Chico Buarque faz parte, não se esqueçam) com cultural comercial, vendida às massas por elites econômicas; segundo esse conceito, a propaganda oficial do III Reich era “cultura popular”, pois era dirigida a um amplo público consumidor, a grande maioria da população alemã. É essa indústria cultural que os pseudo-esquerdistas querem sacralizar, colocar num altar e acusar de blasfêmia e heresia todos aqueles que a rejeitam a criticam. Se uma coisa faz sucesso, quem a critica é acusada de “Inimigo do Povo”, como nos Processos de Moscou sob o regime terrorista de Stálin. Com “amigos do povo” como este, que povo precisa de inimigos?
Interessante… Fale mais, gostei, continue desenrolando…
Deixa que eu falo: Mídia, é sempre mídia!… Não importa o tempo e, nem o “espaço” a que ocupe…. Sempre será meretriz. Seu comentário foi límpido e transparente, você pegou o tigre pelo rabo, continue girando e, não largue nunca!… rss. abraço fraterno
Excelente artigo. Acho que o título indica bem o norte do texto, na minha opinião voltado especialmente para dois temas: 1º) os “cults” que – usando uma mídia social com características tão vizinhas ao olhar pasteurizado do Grande Irmão – realizam a limpeza “ETNOCULTURAL” no Brasil e; 2º) A metralhadora do público em geral que, antes de mais nada, deseja fazer o julgamento e a condenação ou a eliminação do Outro. “Cult” ou não, muitas pessoas – seja no ambiente de mídias sociais ou pelas lentes globais e microscópicas do BBB – anseiam por essa tarefa. Penso que estão equivocados (provavelmente pela pressa) os comentários que pensam o artigo como um elogio ao BBB. Saudações desde Porto Alegre!
Isso tudo tá parecendo “M”, quanto mais mexe, mais fede… kkkk
então vc não entendeu: só um colunista digno da Veja, se preocuparia com um programa da venus platinada.
Matheus seu texto está perfeito. Cara, a ideia de um reality show, é interessante, é extraordinária. Imaginem pessoas diferentes e desconhecidas vivendo juntas em uma casa. Alto, baixo, pobre, rico, preto, branco, índio, domestica, pedreiro, playboy, patricinha, peão, feio, gordo, bonito…. engraçado!! O problema é que esse BBB dentre outros, as pessoas são iguais, os textos são os mesmos o corpo das mulheres também. Oque torna o programa futil, nojento e “inculto”.
” e até mesmo o camarada cult, que tem ânsia quando ouve falar de cultura popular. Sua característica principal é chutar tudo o que for pobre, feio, sujo e acessível, e se mostrar incapaz de rir dele mesmo…” Só uma correção, faltou também o que for de gente negra, parda e nordestina (se for do sul e sudeste).
no que nada mais fez do que vender a alma pro sistema, como fazemos diariamente ( por mais sujo que seja o ato ), fica dificil pensar que finalmente as pessoas vao dirigir seus punhos pros porcos que realmente merecem nossos julgamentos morais.
O mais engraçado é que lendo os comentários, todo mundo que se enquadra no perfil que o artigo denuncia, fica indignado e chama a argumentação de asneira… hahaha. Fora os que não conseguem entender o texto e também ficam indignados. Classe média sofre!
Concordo totalmente contigo, Ricardo: só quem não entendeu o texto ou quem se enquadra perfeitamente nele se emputeceu ao lê-lo!
E ainda acrescentaria que o texto (ambos, aliás) se trata da superficialidade das pessoas atualmente. Isso é algo que me intriga há algum tempo. É tanta informação publicada diariamente que muita gente se esquece do que é realmente importante! “Pobre cachorrinho espancado pela enfermeira, mas também tem a hidrelétrica lá num sei onde que vai ser boa pra alguma coisa, mas ruim pra outra…” Mas quem realmente arregaça as mangas e vai entrar pra uma ONG em defesa dos animais? Ou quem realmente sabe o que está acontecendo no Pará? Acredita que pouquíssimas pessoas. A impressão que tenho é que, se metade das pessoas que se dizem indignada com isso ou com aquilo saíssem da internet e fossem realmente trabalhar pelo bem da humanindade, não teríamos mais gente passando fome, ou guerras, ou prblemas ambientais nesse mundo!
Sendo muito sincera, me enquadrei em várias características da primeira crônica. Sou fã de várias coisas que foram ditas e faço boa parte delas. Mas não me ofendi nem um pouco, pois sei que não sou superficial o bastante pra me enquadrar na crítica embutida no texto. Matheus, me corrija se eu estiver errada, mas se bem entendi, a ironia maior era à superficialidade, certo? Desse modo, que me perdoem os ofendidos, mas a crítica fica óbvia.
“Enquanto isso bandidos de toga criam mordaças!” Mando bem Matheus, uma pena que alguns indivíduos -que comentaram o texto – não entenderam sua mensagem.
Muito bem falado, entristece eh a ignorancia dos que nao conseguem enxergar nao soh alem da propria alienacao mas alem da bolha de aparencia que criam os intelectuais sobre si proprios. Nao eh criticar mas e sim o que vc critica num mundo que cada um se fecha na sua sala de espelhos de vaidade e nao se mobiliza contra o que realmente importa, seja vendo madames estourando champagnes ou discutindo o que eh entretenimento e eh alienado mas eh considerado culturalmente acessivel, um monte de gente mais preocupado em citar livros do que realmente le-los.
Mas resta um pouco de esperanca, porque como dito, querendo ou nao eh um espaco de expressao, e pode-se organizar coisas muito interessantes la.. O problema eh que deram a liberdade total de dizer o que pensa, e castraram a habilidade de pensar, pegaram pela solidao e aparencias… E enquanto o vilao nacional for o vilao da novela, o sequestrador de poodles ou Justin Bieber o assassi
Matheus Pichonelli, seu texto é excelente! Essa afetação da classe média pseudo-intelectual é medíocre, e denuncia seu preconceito inerente e enrustido! O perfil que vc descreveu se enquadra com muita gente que conheço, e lamento por isso. Continue a escrever artigos assim, e desnudar esse pessoal superficialmente crítico e asséptico.
O facebook no fundo é a modernização da velha conversa de lavadeira…Tambem lembra aquela coisa de dj; o cara vive de tocar coisas feitas pelos outros e ainda se acha um verdadeiro genio pq sabe “sentir a pista”…
Nem ruim, nem bom. Influenciador? É óbvio.
Mas tão importante quanto o emissor é o receptor, e o que você faz com o que recebe?
Tem gente que vai as redes sociais somente para dizer que não assisti o BBB, como se isso fosse aumentar seu nível intelectual.
A hipocrisia parece ser a matéria oculta nas salas de aula do Brasil.
E ninguém consegue entender o apelido que deram a esses tempos: A era do conhecimento.
Cada um assiste, procura, lê o que quiser, mas o que fazer com o que adquiriu é o que faz a diferença.
Já assisti mais o BBB do que assisto hoje. Atualmente perco mais tempo mudando de canal quando estou na TV. Tento pegar o que me interessa em cada programa, e se por um instante for o BBB, o meu nível intelectual não irá diminuir, e não necessariamente não aumentará.
Hora, porque não deixar os cidadãos aproveitarem o seu circo em paz enquanto não tem dinheiro para comer o pão ?
Contato de que eu não tenha nenhuma obrigação de assistir ou ter de saber o que se passa nesse programa vou muito bem ocm minha vidinha insignificante…
Stramundo,
Estou contigo. Daqui a pouco vão querer me obrigar a assistir o BBB…
Tudo bem que esse tal de BBB é de uma inutilidade e de uma idiotice infinita. E os programas do Faustão, do Gugu, da Angélica, da Xuxa, do Luciano Hulk, do Amauri Júnior, da Ana Maria Braga e outros tantos da TV brasileira, que são tão inúteis e idiotas quanto o BBB, mas que são esquecidos dos críticos?
Todos esses programas deviam ser banidos da televisão, não como forma de censura ou de tolher a liberdade de expressão, mas porque são eles uma anti-cultura e um meio de alienação, principalmente, das pessoas mais humildes, que não têm outros meios de diversão.
Com a palavra o Matheus Pichonelli.
Aqui o senhor tocou num ponto importante: a falta de normas para garantir um mínimo de qualidade à TV aberta, concessão feita pelo governo em nome da sociedade a alguns empresários. O único canal bom da TV é o acessado pela tecla OFF, embora eu reconheça que é um pouco monótono. Por essas e por outras bani a TV da minha casa, hoje sou, por opção, sem TV e sem carro.
Tanto o face quanto o BBB,continuam faturando,seus idealizadores foram inteligentes o suficiente para atrairem um público que adora saber detalhes sobre a vida alheia.A diferença está nas opções que ambos oferecem.O BBB não nos permite sugerir assuntos para debates,o que gera o idiotismo e a futilidade,já no face temos opções de discutir o que nos é conveniente,apesar das atualizações nem sempre colaborarem neste sentido.Menos mal que tenho bons livros pra ler neste verão,e quando minhas vistas cansarem,tenho bons amigos para tomar uma cerveja e jogar conversa fora,ou então tenho o face. BBB…nunca!!
Concordo a comparação com face não se justifica como BBB. A única semelhança que somos “vigiados”. Mas lá já se provou milhares de vezes como rede de consciência. Esqueceram da primavera árabe? Varias vezes no face participei de petições públicas por várias causas. Sinceramente o texto do Carta desta vez foi fraco em minha opinião.
É o poder midiatico nos pautando no dia a dia. No face ou no bbb “somos quem queremos ser”.
Quanto à baixaria e sua indefectivel popularidade, por que tanta surpresa? Em que são baseadas as telenovelas brasileiras (ou global, como preferirem), barracos, promiscuidade, sexismo, e o pior de todos os males, o posicionamento pseudo politicamente correto.
O que é pior? BBB ou Fina Estampa?
Me faça uma Garapa.
Pichonelli, muita boa argumentação. “O Pop não poupa ninguem”
colunista digno da Veja. Não é a mediocridade que está em jogo (sabemos que ela está enraizada), mas a máquina publicitária num canal de concessão pública ocupando espaços e mais espaços. a mensagem o veículo não é o poróprio conteúdo?
Colunista “digno de Veja”? Dignidade e “veja” não devem jamais aparecer na mesma frase! A coluna é imparcial e inteligente, adjetivos que tal publicação não faz jus.
Engraçado as pessoas chamarem BBB de baixaria. É o que todo mundo faz, sem estar sendo filmado.
Meu caro, seu texto é absolutamente inválido. Não dá para comparar uma coisa com a outra. É sabido que no BBB tudo é roteirizado e previsto. Bem diferente das redes sociais.
vale muito ler também o texto do Forastieri
http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2012/01/05/bbb-o-lado-b-da-tv-o-lado-real-da-vida/
O problema não é o BBB. Mas o que vc interpreta do BBB. Eu assisto e me divirto analisando e fazendo as previsões sobre o comportamento humano, sempre apostando e acertando na hipocrisia e falsidade, especialmente do brasileiro.
É sério. O BBB é uma experiência social inteligentíssima. Quem compreende o que se passa ali dentro enxerga como são e agem as pessoas que o circundam aqui fora. Por que, como disse o autor, a diferença entre o espector e o brother, é que aquele nunca foi filmado fofocando, armando e etc…
Veja BBB, aprenda como agem as pessoas e vc saberá lidar melhor com as pessoas aqui fora, prevendo seus comportamentos e se antecipando a eles.
Estão rolando no facebook e no site de revistas importantes como a CartaCapital alguns artigos que tentam ridicularizar, chamando de PIMBA (Pseudo Intelectual Metido a Besta), quem ousa criticar o repugnamente Big Brother Brasil, programa da nefasta rede Globo feito para e por idiotas.
Vejam bem: quem gosta de ver esse lixo tem todo o direito de vê-lo e achá-lo lindo. Vivemos numa democracia, embora a rede Globo seja a emissora que mais apoiou a Ditadura que imperou no Brasil por 21 anos.
Ao meu ver, quem assiste BBB e perde seu tempo vendo um monte de boçais semi-nus chacoalhando as nádegas, proferindo asneiras e fazendo provas degradantes para tentar ganhar uma grana, no fundo sabe que está consumindo lixo e, como fica com a consciência pesada, acha necessário agredir aqueles que lembram a eles que lixo não se deve consumir para o bem da própria saúde (mental, no caso)… Enfim, Freud explica!
Prefiro ser chamado de PIMBA a ter de assistir à Globo, ou, pior, ao BBB, que, aliás, tem um erro ortográfico no nome, pois como as duas primeiras palavras estão em língua bárbara, a terceira deveria ser grafada com “z”.
Matheus descreveu claramente algo que pensava ontem, sem preconceitos e cliches, querendo ou não as redes sociais e os reality shows são a expressão maxima da cultura popular, das projeções do grande público, daquilo que todos acreditam ser a verdade da sociedade. Por isso essas ferramentas não devem ser críticadas, mas exploradas para melhor entender as relações sociais, e então apropriadas pelos privilegiados que sejam capazes de gerar cultura do desenvolvimento humano, aí sim espalhar informações relevantes para a masa que está exposta ao excesso de luz, e não enxerga mais nada! Viva o facebook, twitter, BBB, A Fazenda! Que são Grandes espelhor da realidade distorcida que achamos que vivemos.
Não tem desculpa não!
O programa BBB e os outros Realitys shows são programas que exaltam a baixaria e não tem nada para acrescentar a ninguém , nada mesmo.
Se as pessoas querem ser anti-bbb’s para aparecer cult , ainda sim é melhor do que assistir aquele lixo .E pelo menos assim o facebook fica livre desse tipo de conteúdo. E acho que é por isso que as pessoas gostam tanto do face e estão cada vez mais saindo do orkut , pq o conteúdo que é abordado nos posts são bem mais saudáveis e inteligentes.
se eu soubesse escrever bonito assim, era exatamente o q eu diria.
27.04.2012
Regras claras e fiscalização eficiente são um empecilho à atuação do setor privado ou um atrativo para investidores, além de garantir a segurança dos consumidores? É o que este seminário da série Diálogos Capitais irá mostrar.
Filme mostra que o mundo parece pronto para absorver o choque de valores entre Ocidente e Oriente, mas não entre a periferia e o centro
Sobrevivente de incêndio no circo de Niterói, até hoje o mais trágico da história, conta como aceitou ver as filhas se tornarem artistas circenses
O cantor já lutava contra o câncer de cólon há cerca de dois anos e recentemente ficou ainda mais debilitado após descobrir um tumor secundário no fígado
O recluso escritor curitibano é o 10º autor brasileiro a ganhar o mais importante prêmio da língua portuguesa em 24 edições
Enquete
