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Sociedade

Banheiro unissex

O banheiro gay de Apolinário

por Redação Carta Capital — publicado 10/02/2012 12h45, última modificação 06/06/2015 18h21
Projeto do vereador democrata de São Paulo quer segregar para manter "os bons costumes"

Impor o seu direito aos demais é ditadura, o que não pode ser tolerado. A pérola filosófica ganhou os corredores da Câmara Municipal de São Paulo esta semana por obra de um projeto de lei de autoria naturalmente inconteste.

Bastou o cartunista Laerte dizer que sofreu preconceito ao tentar entrar travestido no banheiro feminino de uma padaria e declarar que iria à Justiça para o incansável vereador Carlos Apolinário (DEM) - leia mais sobre o ele clicando - tentar emplacar mais uma proposta duvidosa. Seu mais novo projeto pretende instituir o banheiro unissex em estabelecimentos de uso público.

Afinal, “se qualquer cidadão do sexo masculino disser que está se sentindo mulher naquele dia, pode entrar no banheiro feminino”, disse. “Às vezes, pode ser até um cidadão sem-vergonha, mau-caráter, que nem tem essa opção sexual.” Um perigo.Em seu blog, o cruzado da moral cristã, que já tentou até instituir o Dia do Orgulho Hétero (leia mais ), escreveu que pretende “manter os bons costumes, garantir direitos e, ao mesmo tempo, proteger a sociedade contra essa opressão”.

Crianças ficam proibidas. Seguindo a lógica, elas não deveriam se expor ao que deve passar pela cabeça criativa de Apolinário no que concerne ao futuro uso do tal banheiro unissex.

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