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Sociedade

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Ditadura

22.02.2012 15:30

Militares pedem que Dilma desautorize ministras

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff, recebe delegação brasileira dos atletas medalhistas dos 5º Jogos Mundiais Militares Rio 2011, no Palácio do Planalto . Foto: José Cruz/ABr

Declarações das ministras Mária do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria das Mulheres) sobre a ditadura militar e a Comissão da Verdade criaram um mal-estar entre o governo Dilma e parte dos militares.

Uma nota assinada pelos presidentes do Clube Naval, da Aeronáutica e Militar critica o fato de a presidenta Dilma Rousseff não ter desautorizado as duas ministras.

Em 8 de fevereiro, Maria do Rosário comentou em entrevista ao jornal Correio Brasiliense sobre a possibilidade de processos judiciais contra agentes repressores da ditadura militar, a exemplo do que ocorreu em países vizinhos como a Argentina.

“Mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF, instado a opinar sobre a validade da Lei da Anistia. E, a Presidente não veio a público para contradizer a subordinada”, diz a nota.

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Em sua posse, Eleonora Menicucci fez referência ao tempo em que ela e Dilma foram presas políticas na mesma cela, quando lutavam contra a ditadura militar. A declaração também irritou os militares. Para eles, a militância de Menicucci tinha o intuito de implantar, por meio da força, uma ditadura “nunca tendo pretendido a democracia”.

Por fim, a nota aponta que o PT cometeu uma falácia quando, ao divulgar as resoluções políticas tiradas em seu aniversário de 32 anos, o partido destacou o resgate da memória, junto à sociedade, da luta pela democracia durante a ditadura. “Pode-se afirmar que a assertiva é uma falácia, posto que quando de sua criação o governo já promovera a abertura política, incluindo a possibilidade de fundação de outros partidos políticos, encerrando o bi-partidarismo”.

Os militares se dizem preocupados com a ausência de manifestações da presidenta e cobram dela uma reaproximação com as posturas assumidas durante a posse, de estender a mão aos partidos e grupos de oposição que não apoiaram sua candidatura.

Aprovada no final do ano passado, a Comissão da Verdade não satisfez os militares nem os setores de esquerda e familiares de vítimas do período militar. Para eles, a comissão não tem recursos suficientes para apurar abusos de todo período proposto. Ao mesmo tempo, os clubes militares temem a penalização de agentes repressores e apelidaram a banca de “Comissão da Vingança”.

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Sua opinião

  1. souza disse:
    usar todos os meios legais possíveis para esclarecer todas as dúvidas (tortura e assassinatos). todo aquele que oferecer resistência ou atrapalhar os trabalhos, cadeia e se for preciso isolamento.
  2. ALEX disse:
    Bem que a comissão da verdade poderia aproveitar e apurar também quem eram os guerrilheiros da luta armada brasileira que matavam e roubavam dentre outros crimes. Será que os responsáveis por essa investigação vão querer mexer no seu passado também ? Será que tem alguém aqui que sabe sobre o passado desses que hj estão governando o Brasil? Será que alguém sabe quem é que está recebendo as maravilhosas indenizações?? Procurem saber e depois façam comparações. Ah!!! A Dona Dilma e seu capacho Amorim resolveram punir como ditadores os militares que assinaram o manifesto. Isso que vcs cham de democracia? Onde está o direito de livre expressão? Aliás vc nem pode ser contra o homosexualismo porque é crime. (não sou contra homosexual nenhum, sou contra a querer impor a todos que aceitem sem direito algum de se manifestar jogando fora toda ideologia que te ensinaram desde pequenino). Vamos viver então nossa democracia fajuta idealizada por alguns que aqui comentam.
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