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Inep elimina 37 estudantes que postaram fotos do Enem na internet

por Redação Carta Capital — publicado 03/11/2012 17h23, última modificação 06/06/2015 19h23
MEC também precisou desmentir novo boato nas redes sociais sobre cancelamento do teste
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Foto: Gilson Teixeira/D. A. Press

Trinta e sete estudantes que fotografaram e publicaram imagens do Enem nos locais da prova foram eliminados do exame. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação e responsável pelo exame, anunciou a decisão na tarde deste sábado 3.

Foram identificados casos de vazamento de imagens em locais de prova em estados como São Paulo, Mato Grosso, o Espírito Santo e o Paraná.

De acordo com o Inep, o uso de celular é proibido. Quem estiver com o aparelho, deve colocá-lo em um envelope lacrado, embaixo da carteira.

Uma equipe de 15 funcionários, cada um com seu monitor, acompanhou as postagens nas redes sociais durante a aplicação do Enem neste sábado e dará continuidade ao trabalho amanhã. A Polícia Federal, aponta o Inep, mantém uma equipe de plantão que trabalha junto com o instituto.

O foco são as mensagens publicadas no Twitter e no Facebook, que possam comprometer o exame.

Nesta manhã, o MEC precisou controlar mais um boato de que o Enem havia sido cancelado. Por volta de 9h, a hashtag "ENEM2012cancelado" tomou as redes sociais, obrigando o ministério a desmentir a informação.

O MEC identificou e encaminhou à Polícia Federal os nomes dos responsáveis pelo boato.

A segunda parte da prova será aplicada neste domingo 4, a partir de 13h no horário de Brasília, aos 5,79 milhões de estudantes inscritos em todo o país.

O Enem é composto por quatro provas objetivas, com 45 questões cada uma, e a redação. Neste sábado, os candidatos responderam a questões de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias. No domingo 4, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias e de matemática e suas tecnologias, além da redação.

Segurança reforçada

Ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante disse ter aumentado a segurança na edição deste ano para evitar problemas. “Triplicamos os pontos de atenção para ter muito mais rigor e muito mais segurança em todos os processos de conclusão dos itens e impressão das provas, na segurança que todo esse processo exige até a conclusão do Enem.”

Em edições recentes houve problemas na realização do Enem. Em 2009, a prova foi furtada na gráfica por um funcionário da empresa contratada para aplicar o teste. O exame foi cancelado e um novo teste realizado. No ano passado, alunos de um colégio no Ceará receberam material com questões que caíram na prova.

Neste ano, o teste custará 46 reais por pessoa, com um total de 266,3 milhões de reais. O valor leva em conta o montante arrrecadado com a taxa de 35 reais cobrada de parte dos estudantes. Ficam isentos alunos em fase de conclusão do ensino médio em escolas públicas e candidatos com baixa renda. Em 2011, o teste custou 45 reais por aluno, com despesa de 238,5 milhões de reais e 5,3 milhões inscritos.

Com informações Agência Brasil.

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