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Sistema Carcerário

Ao menos 33 são mortos no maior presídio de Roraima

por José Antonio Lima publicado 06/01/2017 10h22, última modificação 06/01/2017 10h26
Dias depois do massacre em Manaus, a Penitenciária Agrícola Monte Cristo, em Boa Vista, é palco de nova barbárie
Reprodução
Penitenciária Agrícola de Monte Cristo

A Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, Roraima

Cinco dias depois do massacre de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, uma nova barbárie foi registrada na região Norte do País. Ao menos 33 detentos da Penitenciária Agrícola Monte Cristo, em Boa Vista, foram assassinados na madrugada desta sexta-feira 6. A informação foi confirmada a CartaCapital por Uziel de Castro Júnior chefe da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) de Roraima.

De acordo com a assessoria da Sejuc, o massacre se deu sem que houvesse uma rebelião. Os presos responsáveis pela carnificina simplesmente quebraram os cadeados dos portões que os dividiam de seus alvos e iniciaram a matança.

A Secretaria de Justiça e Cidadania de Roraima trabalha com a hipótese de que os assassinatos sejam uma retaliação às mortes ocorridas em Manaus na madrugada de segunda-feira 2.

Em 16 outubro passado, a mesma penitenciária, a maior do estado, foi alvo de um outro massacre. Naquela ocasião, detentos do Primeiro Comando da Capital (PCC) arrebentaram muros e celas do presídio e invadiram a ala 12, onde ficavam integrantes de uma facção rival.

Sete homens foram queimados e outros três foram decapitados. Todas as vítimas faziam parte do Comando Vermelho, informou Lindomar Sobrinho, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Roraima: “Os agentes agiram de pronto e pararam a carnificina. Se eles não tivessem agido, teria sido muito maior”, disse Sobrinho a CartaCapital em outubro.

No caso ocorrido em Manaus no início da semana, os autores da chacina eram integrantes da Família do Norte (FDN), facção aliada ao Comando Vermelho e, portanto, rival do PCC.

As duas facções – Comando Vermelho e PCC, as maiores do país – estão em guerra desde o ano passado, quando romperam um acordo de paz. Um mês depois, em outubro de 2016, ocorreram as dez mortes no presídio de Roraima, e mais oito mortes em Rondônia.

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