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Política

Carta Capital

Pinheirinho

24.01.2012 15:35

Ação de despejo repercute na mídia internacional

Policiais se armam contra moradores. Foto: Felipe Milanez

A ação de despejo comandada pela Polícia Militar desde domingo 22 no assentamento de Pinheirinho, em São José dos Campos, cidade a cerca de 90 quilômetros da capital São Paulo, ganhou repercussão também na mídia britânica.

O diário The Guardian publicou uma reportagem sobre o despejo dos cerca de seis mil moradores na segunda-feira 23, destacando os “violentos confrontos entre a polícia e os moradores” em uma ação iniciada às 6h da manhã “sem avisos”.

O jornal evidenciou histórias de mães “amedrontadas fugindo da área com seus filhos no colo”, enquanto helicópteros rondavam o assentamento e a polícia revidava aos manifestantes com balas de borracha e gás de efeito moral.

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O Guardian ainda cita boatos “apocalípticos” nas mídias sociais sobre supostas mortes na ação, negadas pelas autoridades.

A publicação destaca que, e em entrevista à mídia brasileira, o chefe da policia local, Coronel Manoel Messias Mello, culpou “vândalos” do local pela violência. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também foi citado ao dizer que “a polícia estava apenas executando uma ordem legal.”

A rede britânica BBC também noticiou a operação em Pinheirinho e descreveu os integrantes do assentamento como “trabalhadores sem teto” expulsos do local em que uma comunidade já havia sido criada para devolver o terreno a uma empresa falida.

A BBC destaca a participação de cerca de dois mil policiais na ação que resultou em carros queimados e na resistência dos moradores para “tentar defender suas casas”.

Ambos os veículos apontam que o Brasil sofre com um grave problema de déficit de moradia e que, apesar do forte crescimento econômico do País na última década, milhões de pessoas ainda continuam na pobreza devido à extrema desigualdade.

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Sua opinião

  1. Tucanos criticam ‘intromissão’ federal em Pinheirinho | Tv Meio Ambiente disse:
    [...] também: Ação de despejo repercute na mídia internacional Justiça previa confronto com a PF A omissão em 140 caracteres ‘Naji Nahas tem interesses no [...]
  2. Valdomiro S. Jr disse:
    Lamentável as posturas descansadas das elites e seus "copistas" escaparem ao cerne da questão consolando-se com argumentos de defesa das leis institucionais. É preciso lembrar que elas são criadas e geradas em nome das pessoas e correlatas ao interesse da "tribo" se se pretendem democráticas. O que estamos assistindo é o continuísmo histórico das oligarquias protegendo interesses mesquinhos a custa da exploração de famílias, sim histórico e inóspito, e isso também escapa a suposta sensatez de defender leis institucionais que não estejam a serviço da população, em gênero , número e grau como convém ao exercício da cidadania. Valores que brotam do sentido de nacionalidade fartamente assediados em tempos de eleições. Sim cada nação tem a representação que merece da mesma forma que a "instituição" tem o povo que merece porque dele se insurgem. A forma como está sendo feita e as negligências com relação a união (que inclui a saúde mental de todo povo brasileiro) transformou o ato em um acidente cuja repercussão espero de fato não acabe nos esperados tapinhas nas costas do qual esperam se tranquilizar tais elites/pobres, palavra mal aplicada para descrevê-los uma vez que supõe bom gosto, na esperança ou na certeza de que tudo passará bem para os mesmos. Se o Brasil permitir isso, há que se esperarem revoluções, pois o que poderia ser mais incoerente? O rastro de omissões em relação a negligências com mesmo fito desse episódio, com inúmeras pessoas que aguardam promessas e reparos. Supõe talvez e inclusive sinalizar à nação o que está por vir, Belo-Monte, Amazônia, Pré-Sal e ocupações para os "novos" emergentes. As imagens objetivam a arrogância legislativa - configuram omissões federais pela natureza da urgência. O despreparo policial implícito no condicionamento psicológico de elementos muito mais inclinados ao livre curso do “machismo” do que um compromisso com a profissão e regras, visíveis no que desejam justificar como atos isolados e tem o mesmo caráter da motivação de quem se defende, melhor, seja qual for o grupo, alguém estará pronto ao impulso e se destacar sobre os demais e acaba por insultar os outros profissionais, seja no time de futebol, na polícia, na legislação, no judiciário, praticamente como regra de fato. Talvez sob esse ponto de vista possamos estender as reflexões sobre a “necessidade de atenção” do brasileiro ou melhor, do ocidental, a ponto de escapar ao bom gosto, consequentemente descaracterizando a imparcialidade necessária à contingência dos acordos e do bem. http://www.youtube.com/watch?NR=1&feature=endscreen&v=TAy-jiAkVr0
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