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Remédios de baixa qualidade aprovados pela OMS são vendidos em países pobres

por AFP — publicado 13/07/2012 11h29, última modificação 06/06/2015 16h55
Tratamentos e antibióticos vendidos na África não contêm a dosagem adequada e apresentam sérios problemas de qualidade
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Barris de artemisina em um depósito chinês. Foto: ©AFP/File / Frederic J. Brown

WASHINGTON (AFP) - Uma proporção significativa dos tratamentos e antibióticos vendidos principalmente na África, aprovados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), não contém a dosagem adequada e apresentam sérios problemas de qualidade, afirmam dois estudos publicados nesta semana.

Duas pesquisas publicadas na revista Research and Reports in Tropical Medicine sugerem que problemas no processo de fabricação, mais do que falsificações, podem estar entre as causas desta queda de padrão de remédios destinados a países de baixa e média receita.

Até 8% dos remédios contra a malária aprovados pela OMS não contêm a dosagem adequada, ou potencializam a resistência ao tratamento.

Os remédios de fabricação inadequada e as falsificações são alguns dos grandes problemas mundiais, principalmente no momento em que surgem sinais de resistência crescente à artemisina, principal tratamento contra a malária, doença que, segundo a OMS, matou 655 mil pessoas em 2010.

Um estudo testou 104 medicamentos à base de artemisina em farmácias de Gana e Nigéria, oferecidos pela iniciativa Medicamentos Acessíveis contra a Málária, do Fundo de Luta Global contra a Aids, criado para ampliar o acesso aos tratamentos. Oito remédios continham doses significativamente baixas de artemisina, ou menos de 75%, segundo os autores do estudo.

Outro estudo, envolvendo 2.652 medicamentos essenciais, entre eles remédios para malária, tuberculose e infecções bacterianas, constatou que o nível de falha entre os produtos aprovados pela OMS era de 6,8%. As amostras eram originárias de África, Índia, São Paulo, Moscou, Bangcoc, Istambul e Pequim.

O índice mais alto de falhas, ou 17,65%, foi constatado nos produtos chineses aprovados pela OMS, aponta o estudo. Os pesquisadores afirmam que a organização abriu uma investigação.

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