
Técnica milenar da medicina chinesa não tem regulamentação no Brasil e médicos querem tornar a prática exclusiva para a profissão, com medo de má aplicação por outras áreas. Foto: Procsilas Moscas/Flickr
Com projeto de lei tramitando no Congresso desde 2003, a acupuntura, vertente da medicina chinesa e que consiste em tratamento de saúde a partir da sensibilização de pontos energéticos com agulhas, continua sem regulamentação. A situação preocupa médicos que atuam na área. Casos de má aplicação já tiveram consequências graves, como um paciente que teve pneumotórax em 2005.
A técnica se popularizou no Brasil na década de 80 e conta com mais de 25 mil acupunturistas e cinco mil médicos especializados. Na China, é uma prática de três mil anos e foi incorporada ao ensino médico universitário na Revolução Cultural em 1966.
Hildebrando Sábato, médico e presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, órgão oficial da Acupuntura Médica no país, explica que, como prática da saúde, a acupuntura deve fazer parte de um encaminhamento posterior ao diagnóstico médico.
O risco de acupunturistas que não sejam formados em medicina é de que o tratamento com outras técnicas possa ser negligenciado. “Às vezes, a acupuntura não é o tratamento mais indicado”, diz ele. Ele conta do caso de um paciente com apendicite, que teve complicações por ter recorrido a acupuntura (não médica) antes de recorrer ao diagnóstico.
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Além da medicina, os conselhos de fisioterapia, biomedicina, enfermagem, farmácia e fonoaudiologia reivindicam a atividade como especialidade própria. “Não acho correto [não-médicos exerceram a técnica] porque a acupuntura é uma prática médica. Nós não podemos proibi-los de fazer”, afirma Sábato.
Segundo ele, o acupunturista pode fazer um diagnóstico “energético”, que difere do procedimento “etio-clínico-nosológico”, padrão na medicina e que detecta a doença em todos os seus patamares.
Hoje, o certificado de especialização em acupuntura pode ser obtido tanto por médicos – o CMBA é um dos órgãos que aplicam a prova de título na área –quanto em cursos livres. Sem regulamentação, na prática, qualquer pessoa pode exercer a profissão. No projeto de lei 1549/2003, a prática seria restrita àqueles que já tem mais cinco anos de atuação na área, profissionais da saúde especializados e aos que obtiverem diploma de ensino superior em acupuntura, além de certificados internacionais que tem equivalência aos cursos oficializados no Brasil. Todos outros cursos não regulamentados e profissionais sem especialização ficariam proibidos do exercício.
O próprio texto indica a divergência entre a prática por médicos e não médicos: “Os profissionais de saúde tiveram melhor percepção do seu potencial curativo e a reconheceram como especialidade muito antes dos médicos”, diz a justificativa do projeto.
No voto do relator, o deputado Eduardo Moury, em 2010, destacou a “briga” entre as entidades de classe médica e as representantes das demais categorias da saúde, que contestaram legalmente a restrição da tecnica a uma especialidade médica. O texto também lembra que muitos dos responsáveis pela introdução desta técnica no Brasil não tem formação universitária, e seriam contemplados pela lei.
Aprovado na última semana na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, o projeto de lei 7703, de 2006 e denominado Ato Médico suscitou novamente a discussão. O texto não aborda especificamente o tema, mas aponta que práticas invasivas são de competência exclusiva dos profissionais da medicina, o que criou um temor de que, nas entrelinhas, significaria a proibição da acupuntura para os não-médicos.
“Do ponto de vista técnico, você está fazendo a inserção de instrumentos cirúrugicos”, afirma Sábato. Na lei, a indicação e execução da intervenção cirúrgica e prescrição dos cuidados médicos pré e pós-peratórios são privativas aos médicos. Para Sábato, no entanto, essa interpretação não confere. “Tatuadores tem a mesma preocupação, mas não vaos versar sobre sua atividade. Existem preocupações muito alarmistas”, afirma. O projeto de lei estabelece as práticas exclusivas do profissional da medicina, a exemplo de todas as outras 13 especialidades da saúde, que já possuem regulação. “Todas as profissões tem sua lei: só a medicina que não. Parecia óbvio demais o que era atribuição do médico”, explica.
A Organização Mundial da Saúde – OMS criou há muitos anos as diretrizes e recomendações a respeito da prática da Acupuntura, integrando todos os profissionais da saúde. O que está a se fortalecer no Brasil, todavia, é um discurso egoísta e ilegítimo de exclusão profissional, no qual o segmento médico tenta a exclusividade de um recurso terapêutico completamente distinto da formação médica convencional. Trata-se de uma disputa de mercado de trabalho, lamentavelmente, em detrimento dos anseios sociais e na contramão dos direitos do paciente.
Ao contrário do que foi afirmado, na China há 2 formações médicas distintas, incluindo a graduação em Acupuntura. Vários acupunturistas chineses que trabalham no Brasil são portadores de Diplomas de Acupuntura oriundos de universidades chinesas. Estou a afirmar categoricamente isso por ser o representante acadêmico no Brasil da World Federation of Acupuncture-Moxibustion Societies – WFAS, entidade chinesa vinculada à OMS.
Espero que os senhores missivistas que se abstenham de comentários infecundos, e que a revista CARTA CAPITAL, como soe acontecer em assuntos polêmicos, abra espaço jornalístico para o contraditório, informando aos leitores com a fidedignidade que lhe é habitual.
Lamento profundamente o rumo que a Acupuntura está tomando nesse país. Na qualidade de Cônsul-Geral do Sri Lanka no Rio de Janeiro a.h., tendo estudado a Acupuntura e a Medicina Tradicional no Oriente há mais de 40 anos, não poderia deixar de comentar o ocorrido na reportagem “O risco das agulhas em mãos erradas”.
Diferente do que foi mencionado na reportagem em tela, os erros por imperícia, imprudência ou negligencia dos acupunturistas não médicos são infinitamente menores dos que os erros médicos em todo o mundo. Trata-se de uma balela alardear pretensos erros por não médicos no ato acupuntural. Esse equívoco vem sendo perpetrado no Brasil e em países sem tradição na prática da Acupuntura.
Contrariamente ao que está ocorrendo no Brasil, o Sri Lanka criou o Ministério de Medicinas Nativas, visando implementar as medicinas tradicionais, que respondem pelo atendimento de mais da metade da população cingalesa. As medicinas Ayurvédica e a Chinesa, incluindo a Acupuntura estão nesse universo terapêutico. Esses dois sistemas convivem pacificamente e em colaboração. Por que no Brasil há tanta disputa pela Acupuntura? Quem está preocupando com o sofrimento do paciente?
A tal lei do “Ato Médico” tem muitas outras perigosas nuances. Esta é apenas uma delas. Acreditar que eles estão preocupados com a saúde é ser muito ingênuo. É uma fatia de mercado. Tenhamos consciência disso.
Texto meio estranho…
Dr. Hong tem sobrenome chinês mas parece nunca ter estudado história do próprio país:
As universidades de Medicina Chinesa na China foram fundadas nos anos 50 . A mais famosa delas a Beijing University of Chinese Medicine foi fundada em 1956.
http://en.wikipedia.org/wiki/Beijing_University_of_Chinese_Medicine
A revolução cultural só aconteceu DEZ ANOS DEPOIS .
http://en.wikipedia.org/wiki/Cultural_Revolution
Nesse periodo se fecharam TODAS as universidades do país e os estudantes DE QUAISQUER cursos superiores foram mandados para trabalhar no campo o que gerou um atraso enorme EM TODOS OS CAMPOS, incluindo tanto a medicina ocidental quanto a medicina chinesa.
O termo Doutores pés descalços só surgiu lá no final da década de 60. Então tem alguma coisa errada no livro de história que o Dr. Hong estudou ou ele está manipulando descaradamente os fatos pra tentar jsutificar um absurdo de que na China somente médicos podem fazer acupuntura. Até o deficiente visual 100% cego que tem clinica ao lado da minha casa pode atender. E estudou 5 anos numa escola reconhecida pelo Ministério da Saúde e tanto o certificado quanto clinica dele tem autorização da “ANIVISA”aqui da China para funcionar. No Japão também é assim, nos EUA, no Canadá…
“Por que houve essa mudança?? Durante o período de revolução Cultural, os famosos “médicos do pé descalço”de formação colegial causaram inúmeras lesões e mortes nos pacientes, por isso, o ministerio da saúde da china só permite o medico faz a acupuntura na China.”
Isso é um equivoco. Uma MENTIRA DESLAVADA !!!!!!!!
Na China até mesmo deficientes visuais que tenham cursado 4 anos de um curso especial de Massagem e Acupuntura podem trabalhar praticando acupuntura. Isso é reconhecido e as escolas para deficientes visuais são apoiadas pelo Ministério da Saúde.
Nos locais mais afastados em centros de saúde a acupuntura é praticada (e muito bem ) por profissionais com formação técnica .
Dr. Hong Jing Pai deve ter vindo para a China à turismo…Eu resido aqui há mais de 6 anos e tenho contato diário com hospitais e profissionais da acupuntura e POSSO PROVAR que não é verdade o que ele diz nesse trecho.
Então o diploma do meu acupunturista que é cego, estudou em uma das mais respeitadas escolas de Massagem e Acupuntura para deficientes visuais da China e abriu uma clinica (toda regularizada) e tem CARIMBO DO MINISTÉRIO DA SAUDE é falso ?
Sendo chinês o senhor deveria conhecer Confúcio e a retificação dos nomes. Se não houvesse diferença não haveria necessidade de criar dois termos diferentes ( Medicina Chinesa e Ocidental) e mais, FACULDADES diferentes, LEIS diferentes, PROVAS para obter permissão de trabalho DIFERENTES.
Portanto a “opinião”do Dr. Hong é não é verdadeira.
O ministério da Saúde da China só permite QUEM É FORMADO EM FACULDADE DE MEDICINA CHINESA ou cursos técnicos reconhecidos (como esse do meu amigo cego) praticar acupuntura. Isso é diferente de tentar enganar as pessoas dizendo que assim só médicos podem fazer acupuntura . Não senhor !
O ue o ministério da saúde quer dizer é que somente quem tem formação superior (ou tecnico com pelo menos 5 anos de curso) NA ÁREA DE MEDICINA CHINESA . Isso não tem nada a ver com dizer que somente médicos podem fazer acupuntura.
Fora que acupuntura nã é só praticada na China. Veja nos EUA, Japão como é e verá se só médicos podem praticar acupuntura nesses países,ok ?
Fale a VERDADE , dr. Hong….
Dr. Hong Jinpai está equivocado.
Aqui quem se forma em medicina chinesa tem status semelhante ao do médico formado em medicina ocidental mas são faculdades diferentes , provas de licenciamento diferentes e formas de trabalho diferentes.
A China busca integrar ambas as medicinas, tradicional e moderna mas são formações diferentes feitas em faculdades distintas. Portanto o que chamamos de medicina no Brasil é bem diferente do que se chama de Zhong Yi (Medicina chinesa) na China. é equivalente a Xi Yi (medicina ocidental) Não adianta os médicos espernearem e tentarem confundir a população. São formações diferentes.
A luta para implementar faculdades de acupuntura e medicina chinesa no Brasil nos mesmos moldes da China vem sendo bloqueada há anos no Brasil justamente pelos médicos, algo que é muito contraditório. Usam a China como modelo para tentar justificar MENTIRAS mas ao mesmo tempo impedem que esse modelo seja implementado no Brasil bloqueando os projetos de regulamentação da prática de acupuntura.
Na China a formação em Medicina Chinesa é feita em faculdade diferente da ocidental, diplomas e regulamentações diferentes e a prova para obter permissão de trabalho é diferente. Ambos profissionais podem trabalhar em hospitais e tem status semelhante mas FORMAÇÃO e REGULAMENTAÇÃO diferente.
sou médico acupunturista e trabalho no Centro de Dor da Neurologia do Hospital das Clinicas da FMUSP desde 1989.
Fui estudar a acupuntura em diversos hospitais na China entre 1982-1984. lá na China só os médicos podem fazer o tratamento de acupuntura porque o tratamento depende do diagnóstico ( da medicina moderna), e o curso é uma integração da medicina moderna com a medicina chinesa.
Por que houve essa mudança?? Durante o período de revolução Cultural, os famosos “médicos do pé descalço”de formação colegial causaram inúmeras lesões e mortes nos pacientes, por isso, o ministerio da saúde da china só permite o medico faz a acupuntura na China.
O dr. Hong afirma que os médicos pés descalços causaram mortes e lesões nos pacientes. Mas não é verdade que médicos fazem a mesma coisa? Não existem erros médicos?
me admiro uma revista séria jogar informações infundadas!!que absurdo,procurem se informar antes de publicar qualquer coisa!!!!é um repeito ao leitor!obrigado
Diga NÃO ao Ato Medico…o poder da cura concentrada na medicina ocidental …Até poucos anos eles apontavam a acupuntura com prática charlatanista…agora apropria da pratica milenar chinesa alegando cientificismo. Ora é apenas uma maneira de ampliar e garantir o mercado de trabalho através da eliminação de profissões correlatas;como fisioterapia, terapia ocupacional,enfermagem,educador fisico dentre outras.
Agradeço a revista CartaCapital por estar disposto a ouvir também o outro lado. Para que os leitores possam entender o que está acontecendo e poderem ter uma visão mais ampla do que pode acarretar se esse ato medico for aprovado da maneira como está. A população agradece.
Saudações aos leitores!
Em nome da Sociedade Brasileira de Acupuntura Tradicional (SBAT) deixo pública nossa repulsa à matéria acima. É inadmissível que tenhamos um texto jornalístico veiculado com tamanha parcialidade, na era da Informação…. Em primeiro lugar, a Acupuntura/MTC é considerada um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a qual exige de seus signatários que promovam estratégias para a Salvaguarda desse Saber Milenar. A OMS, por outro lado, criou diretrizes para a capacitação de Acupunturistas Plenos e recomenda a adoção desse Sistema Médico tradicional pelos países membros. E pelo mundo afora, já existem inúmeras Faculdades de Acupuntura/Medicina Chinesa, que oferecem o Bachelor of Science in Chinese Medicine. Para completar, é imprescindível relembrarmos que a Acupuntura/Medicina Chinesa é sim uma Ciência Complexa e Transdisciplinar, definida como uma Racionalidade Médica Independente e Autônoma.
Gostaria de finalizar este comentário pedindo encarecidamente aos redatores da Carta Capital que corrijam seu grave erro de parcialidade com uma retratação pública e com nova reportagem em suas páginas.
Agradeço pelo espaço,
cordialmente,
Pedro Ivo
Sociedade Brasileira de Acupuntura Tradicional (SBAT)
Já estamos providenciando outra reportagem.
Obrigado
Muito grato, Marcelo Pellegrini!
Esta é uma postura democrática…..Saudações….
Muito bem, assim se confirma a credibilidade desta conceituada revista.
Coloco aqui minha experiência pessoal com 3 médicos acupunturista que consultei para um problema de tendinite (diagnosticada por ortopedista, já que os médicos fazem tanta questão de fazer o diagnóstico). Eles simplesmentes perguntaram o que me levava até a consulta e colocaram as agulhas, fiz 10 sessões com cada um num período de um ano, a dor melhorou mas não fiquei satisteita com o tratamento e por indicação de um conhecido começei a fazer o tratamento com um acupunturista de verdade (não médico) que fez várias perguntas que a princípio não tinha haver com meu problema, examinou minha língua e pulso, depois fui ficar sabendo que é assim que se faz o diagnóstico chines e que é totalmente diferente do diagóstico ocidental. Hoje não apresento mais sinais de tendinite, acabou minha insônia e me sinto muito mais animada pq não fui tratada com apenas uma tendinite mais sim como um ser integral.
Os médicos são treinados para serem cartesianos e na minha opinião querem ter o monopólio da acupuntura pq viaram que dá resultado! Os bons médicos não se importam com a concorrência!! Acupunturista não precisa ser médico, e sim ACUPUNTURISTA!
O que me preocupou desde o começo, nos meus dois comentários anteriores, foi a regulamentação de um tratamento que ainda não encontrou apoio científico para a sua recomendação. Das dezenas de outros comentários aqui, o que me preocupou de verdade foi que não houve praticamente questionamento científico desta prática que pretende ser regulamentada. O que demonstra que estamos mesmo com um viés retrógrado e contrário a ciência, uma vez que esta ainda não corroborou os tratamentos alternativos de maneira evidente. Enfim, se formos apelar como alguns fazem para a famosa “sabedoria” chinesa, deveríamos começar a comprar partes de tigres, elefantes, salamandras, rinocerontes e outros animais em extinção, que fazem parte de uma medicina primitiva e xamanística como é a chinesa. Ou seria melhor se aconselhar com um xamã ou pajé brasileiro para resultados tão eficazes, sem precisar importar esta pretensa ciência “milenar”?
Informe-se melhor. Há inúmeros trabalhos sobre a validação científica da Acupuntura. Inclusive revisões da própria Organização Mundial de Saúde.
Já vi que de Medicina tradicional Chinesa você não entende nada, muito menos sobre as atuais pesquisas, muito menos de
uma medicina integrativa, onde corpo e mente tem o mesmo peso. Sou cirurgiã dentista trabalho o tempo todo com técnicas que exigem do meu profissionalismo ,cabedal científico e pratico acupuntura nos meus pacientes como meio de controle de ansiedade. Desta forma integro ,somo duas medicinas.
entendeu? integro, somo. Não provoco dissociações.
Recomendaria que vocês sim, se informassem corretamente e nos endereços científicos apropriados, sem misticismos baratos ou outras formas xamânicas de cura como a acupuntura e outras medicinas alternativas. Como sempre penso, com os crentes não existe uma discussão lúcida, apenas o fanatismo.
É lamentável a sucessão de mal-entendidos, distorções e extrapolações apresentadas na matéria em pauta e seus desdobramentos neste site. Então cabe alguns esclarecimentos.
Procurado de forma expontânea pela jornalista por telefone, em nome do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, discorri sobre o exercício profissional da Acupuntura por médicos, e tive intenção de abranger apenas a esta categoria, da forma como entende que este deve ser pautado, levando em conta o contexto da Medicina contemporânea e em benefício dos pacientes.
De maneira alguma foram emitidas críticas ao exercício profissional de outras categorias da área de saúde ou aos acupunturistas.
O exercício da Acupuntura no país é livre para qualquer cidadão, uma vez que vale a regra: “O que não é regulamentado por lei, é permitido”. Assim, por falta de uma regulamentação, qualquer cidadão pode abrir um consultório de Acupuntura, o que é temerário, pois todos hão de convir que há risco sim de acidentes e erros diagnósticos quando os procedimentos acupunturais são realizados por pessoas não habilitadas, mal treinadas, ou sem formação adequada.
Interpelado pela jornalista sobre a questão do temor suscitado em alguns tatuadores e acupunturistas diante da votação do Projeto de Lei de Regulamentação da Medicina no Senado, expliquei a ela que este PL versa tão somente sobre a profissão médica, sendo a única das treze profissões de saúde ainda não regulamentada. O texto do PL diz claramente que todas as regulamentações das outras profissões de saúde serão respeitadas, e vai além, dizendo que os procedimentos médicos exclusivos não interferem com os destas profissões, nem daquelas que por ventura vierem a ser criadas. Portanto, o texto do referido PL não trata definitivamente de Acupuntura.
Expliquei a ela que existe um PL específico na Camara dos Deputados que trata exclusivamente desta matéria, e que os médicos, além dos outros profissionais acupunturistas, participam de audiências públicas para debater democraticamente os rumos de sua regulamentação em nosso país.
De resto, é responsabilidade e propósito exclusivos de quem criou o texto da matéria, e que pelo visto, mais criou confusão do que prestou o nobre serviço jornalístico do esclarecimento e da informação isenta.
Ainda prefiro ser atendida por acupunturista não-médico possuidor de conhecimento e experiência muito maior que alguns médicos que adotam este tratamento e se comportam como ‘médicos ocidentais’. Há um certo tempo procurei um tratamento com acupuntura, um médico, e infelizmente na primeira consulta fiquei decepcionada, não pela acupuntura mas pelo profissional(médico) o qual fez duas ou três perguntas e ignorou os princípios da Medicina Tradicional Chinesa, que utiliza a teoria dos cinco elementos e do sistema de circulação da energia pelos meridianos do corpo humano e tampouco usou as técnicas de diagnose da MTC então como ele poderia saber em quais pontos eu precisava das agulhas se supostamente nem identificou o que energia do órgão estava em excesso ou em deficiência? Simplesmente já recebi as agulhas não mais que 2 minutos após entrar na sala, nem preciso dizer que abandonei o tratamento com este profissional o qual pode saber muito da medicina ocidental, supostamente bem pouco da medicina oriental.
Olá, sou o criador da Acupuntura Brasileira, sistema abdominal e cervical, nos meus cursos de acupuntura abdominal brasileira que pesquisei por mais de 15 anos, sempre vem médicos, fisioterapeutas, farmaceuticos, etc….aprender comigo, não é justo que eles agora tentem o monopólio e só eles possam fazer. Basta perguntar pra quem faz acupuntura com médicos nos convenios…muitas sessões, pouco resultado, muita dor na aplicação, etc…. os médicos vem aprender comigo, pois minha técnica é rápida e super eficiente, levei este sistema para a Europa em 2008. No caso da apendicite ouvi falar deste caso e acompanhei até o fim com emails que recebi com nomes e tudo mais… não sei se foi o mesmo caso, mas quem foi punido foi o médico, pois o juiz quis saber em que profissional o paciente chegou primeiro, as provas mostraram que foi pelo médico que falhou no diagnóstico e a apendicite se complicou. Nos EUA tem mais de 50 faculdades de medicina chinesa, e lá todos convivem em harmonia, em Portugal dei aulas para 2 professores da Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa, então não podemos permitir que Acupuntura vire monopólio de quem quer que seja… Tenho amigos médicos que acham injusto o ato médico, pois nós acupunturistas fizemos a fama da acupuntura e merecemos trabalhar dignamente e oficialmente com aquilo que gostamos e com competencia que temos e que muitos médicos reconhecem nossa competencia e são médicos maravilhosos que convivem harmoniosamente conosco, pena que nem todos os médicos são assim…
Ao ler esta matéia pensei que estava no site da revista Veja. Nada justifica esta parcialidade. Qual o motivo de defender a acupuntura somente por médicos se o diagnóstico da MTC é bem diferente da medicina convencional ocidental?
prefiro acreditar no inocência da autora e espero que ela refaça o caminho e publique uma matéria mais completa sobre este tema tão complexo. Por favor não apague o meu poste.
Ao ler esta matéria pensei que estava no site da revista Veja. Lamentável a parcialidade numa causa como esta. Prefiro pensar que a autora foi inocente e que não compreendia a profundidade e complexidade do problema. O diagnóstico da MTC é completamente diferente da medicina convencional ocidental. Não compreendo o motivo de defender que seja um especialidades dos médicos. Espero que a autora refaça o caminho e publique uma matéria mais completa sobre o tema.
A quantidade de denúncias de imperícia, erros , negligencia e outros absurdos praticados por médicos com péssima formação que um conselho REGIONAL de medicina recebe POR MÊS em estados como São Paulo ou Rio de Janeiro e considerando APENAS UMA ESPECIALIDADE (Ginecologia) supera na casa de centenas de vezes o numero de erros e complicações causados por acupunturistas NO MUNDO desde que se começou a fazer esse tipo de registro muitos anos atrás….
Os conselhos fingem que apuram e no final acobertam e mantem o CRM do “médico” (não podem dizer que é mentira isso. está cheio de casos aí) e quem teve um membro amputado por engano; esposa fazendo tratamento fertilização assistida mas no fim é molestada sexualmente por médico enquanto estava dopada; pinça cirúrgica esquecida no abdome; paciente que é mandado embora de volta pra casa com analgesico mas estava tendo AVC, etc . Esses aí não contam. Pelo menos morreram ou foram detonados por erros e imprudências causados por médicos de verdade (medicina feita por mão erradas ?) e assim devem estar felizes…???
Enquanto isso a classe dos acupunturistas que luta anos à fio por uma pratica séria tem que se deparar mais uma vez com a indecência do higienismo social (e profissional agora ?) mesclado com idéias ocas e que resultam em reportagens aberrantes como essas.
Pelas barbas do Lao Tze e do Confúcio !!!!
Resido na China desde 2006 e fico absolutamente alarmado quando vejo matérias com esse teor. A redação não teve nenhum cuidado em apurar a realidade e ouvir todos os lados. Fica parecendo um informe publicitário de péssimo gosto e que dá ouvidos à “opiniões” mentirosas.
Em todos os países em que a prática da Medicina Chinesa teve um marco regulatório democrático e amplo houve MELHORIA no sistemas de saúde e capacitação dos profissionais e garantia de melhor acesso da população aos tratamentos . Desafogando inclusive muitos leitos em hospitais e ajudando a otimizar os sistemas de Saúde.
No Brasil a classe médica vai na contra mão do mundo (inclusive da China !!) e propõe exclusividade e monopólio desde os anos 80.
Na China Medicina Ocidental e Chinesa são duas faculdades diferentes , dois cursos e diplomas distintos e regulamentações, provas, vestibulares, concursos e até hospitais separados !! É MENTIRA dizer que foi incorporada ao ensino médico . E pela lógica “informativa “dessa reportagem os hospitais aqui na China onde se faz exclusivamente medicina chinesa por médicos que não tem formação em medicina ocidental devem ser matadouros ? Ou seja os chineses inocentes e desinformados vão buscar atendimento com “não-médicos” nesses hospitais para se matar , ganhar pneumotorax, complicações, etc….?
Só por aí já se percebe as entrelinhas dessa tentativa de golpe.
Brasil, um dos países onde mais se usa fármacos no mundo….Acupuntura…prática terapêutica que não exige uso de fármaco algum…Nesse jogo de interesses é mais interessante para alguns grupos que a acupuntura fique restrita aos médicos , pois eles são mais domesticados (ou domesticáveis) pela indústria farmacêutica e seus interesses globais….
Quem bom que o povo brasileiro não cai mais nesses contos de vigário (vide opiniões postadas aqui !)
LEVANTAMENTO SOBRE “ACIDENTES DE ACUPUNTURA: Buscando em toda a literatura apenas quatro casos fatais foram registrados, três deles envolvendo pacientes com problemas significativos de saúde que os autores afirmam que contribuíram para morte. O quarto envolvia um auto tratamento para uma condição cardíaca” (Relatório da Comis. Nac. p/o Registro de Acupunturista/USA – 1424 16 th. N.W., Suite 501) V.Pres. CRAEMG
ERROS EM ACUPUNTURA: “Os efeitos adversos da acupuntura estão provavelmente relacionados com a natureza do treinamento profissional. Uma pesquisa com 1.135 médicos noruegueses revelou 66 casos de infecção, 25 casos de perfuração de pulmão, 31 casos de aumento da dor e outros 80 casos com complicações. (…) Entretanto, um estudo de cinco anos envolvendo 76 acupunturistas em instalações médicas japonesas tabulou somente 64 relatos de eventos adversos (incluindo 16 agulhas esquecidas no paciente e 13 casos de queda passageira da pressão arterial)). associados com 55.591 tratamentos de acupuntura. Nenhuma complicação grave foi relatada.” (site Dr. R. Sabbatini)
“Acupuntura Médica (um enfoque científico do ponto de vista ocidental), anestesista Jac. Filshie e A. White, Ed. Roca: “Pontos de acupuntura não existem” , “Meridianos não existem” e “Radiação e não meridianos”
A Acupuntura, declarada patrimônio cultural pela UNESCO, tendo sua prática reconhecida e estimulada pela WHO (OMS), é praticada mundialmente por diferentes profissionais, desde graduados em Acupuntura, graduados em outras profissões da área da saúde, bem como por técnicos e mesmo agentes de saúde, como prevê e recomenda a OMS. Cada qual com formação específica, adequada à sua prática clínica/ área de atuação. A Acupuntura deve ser abordada com imparcialidade e conhecimento, por parte deste veículo de comunicação. Informação tendenciosa não agrega valor nem benefícios para a sociedade.
É lamentável a sucessão de mal-entendidos, distorções e extrapolações apresentadas na matéria em pauta e seus desdobramentos neste site. Então cabe alguns esclarecimentos.
Procurado de forma expontânea pela jornalista por telefone, em nome do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, discorri sobre o exercício profissional da Acupuntura por médicos, e tive intenção de abranger apenas a esta categoria, da forma como entende que este deve ser pautado, levando em conta o contexto da Medicina contemporânea e em benefício dos pacientes.
De maneira alguma foram emitidas críticas ao exercício profissional de outras categorias da área de saúde ou aos acupunturistas. O exercício da Acupuntura no país é livre para qualquer cidadão, uma vez que vale a regra: “O que não é regulamentado por lei, é permitido”. Assim, por falta de uma regulamentação, qualquer cidadão pode abrir um consultório de Acupuntura, o que é temerário, pois todos hão de convir que a há risco sim de acidentes e erros diagnósticos quando os procedimentos acupunturais são realizados por pessoas não habilitadas, mal treinadas, ou sem formação adequada.
Interpelado pela jornalista sobre a questão do temor suscitado em alguns tatuadores e acupunturistas diante da votação do Projeto de Lei de Regulamentação da Medicina no Senado, expliquei a ela que este PL versa tão somente sobre a profissão médica, sendo a única das treze profissões de saúde ainda não regulamentada. O texto do PL diz claramente que todas as regulamentações das outras profissões de saúde serão respeitadas, e vai além, dizendo que os procedimentos médicos exclusivos não interferem com os destas profissões, nem daquelas que por ventura vierem a ser criadas. Portanto, o texto do referido PL não trata definitivamente de Acupuntura.
Expliquei a ela que existe um PL específico na Camara dos Deputados que trata exclusivamente desta matéria, é que os médicos, além dos outros profissionais acupunturistas participam de audiências públicas para debater democraticamente os rumos de sua regulamentação em nosso país.
De resto, é responsabilidade e propósito exclusivos de quem elaborou o texto da matéria, e que pelo visto, mais criou confusão do que prestou o nobre serviço jornalístico do esclarecimento e da informação isenta.
Será que dá tanto trabalho assim fazer uma matéria com imparcialidade,respeitando o estado democrático de direito e ouvindo ambos os lados envolvidos em tal celeuma, principalmente respeitando os fatos veridicos e históricos, uma pesquisa não tão profunda por exemplo evidenciaria que a maioria dos acidentes citados no artigo ocorreram justamente através dos próprios médicos-acupunturistas.
Será que o esforço não compensaria ?
Acredite,o resultado,com toda a certeza seria a produção de uma reportagem esclarecedora e verdadeira que mostra o real contexto da acupuntura em nosso país e principalmente demonstra a hérculea disputa de interesses que se desenrola nos bastidores da saúde no país.
Se tantos estão indignados é por que onde há fumaça a fogueira.
Lamentável e patética esta matéria. É de entristecer ler uma matéria escrita para as pessoas em geral, levando-os a pensar que outros profissionais da saúde, não médicos, não saibam “perceber” ou diagnosticar uma patologia, isto é simplesmente RIDÍCULO. Mesmo porque a maioria dos pacientes sempre procura em primeiro lugar um médico para depois, já com seu diagnóstico pronto, ir a um acupunturista. Não desrespeito a classe médica, muito pelo contrário, respeito e muito o trabalho deles, e sempre que necessário encaminho meus pacientes a um especialista para depois dar início ao tratamento com acupuntura. Uma pena esta briga pelo monopólio de uma área que abrange outros profissionais, que na verdade é única e exclusivamente por interesses financeiros.
Lamentável, jornalismo parcial sem conhecimento e sem pesquisa sobre o assunto abordado.
A sociedade brasileira esta cansada da postura arrogante e prepotente do entrevistado.
Por essas e por outras é que devemos respeitar todos os profissionais: médicos, jornalistas e acupunturistas (não médicos).
Como prega a filosofia chinesa: existem os bons e os maus, os arrogantes e os humildes, os competentes e os incompetentes.
Rogério Oliva Suguitani – Fisioterapeuta e Acupunturista
Lamentável que a opinião jornalística seja guiada por um determinado grupo profissional que intenta trazer para si os “direitos autorais” de uma técnica que foi concebida ha mais de cinco mil anos, na China antiga. Agulhas e palavras possuem força, movem energias!
O pior jornalista que existe é aquele que conduz uma matéria ao seu bel-prazer sem a devida responsabilidade. Mister se faz ter um conhecimento prévio e básico sobre o que vai se falar ou escrever, bem como procurar sempre ouvir todos os lados da questão, principalmente quando o assunto é polêmico.
Um pequeno segmento dos profissionais de medicina – os médicos-acupunturistas- vivem pregando entre seus pares e para a sociedade, através de mídias como esta que vemos aqui, que a acupuntura é uma prática perigosa.
A acupuntura não é uma prática perigosa, como mostro em um trabalho de pesquisa que eu mesmo conduzi para esclarecer este ponto, muito menos uma técnica que é de exclusividade médica, já que o mesmo conselho de medicina foi um dos últimos conselhos a reconhecer está prática, pois antes é considerada bruxaria e motivo de gozação entre seus pares. Qualquer profissional com um curso reconhecido pelo MEC de acupuntura e com um alvará emitido por sua prefeitura poderá exercer esta prática, reconhecida como uma ocupação pela tabela do MTE. Temos várias entidades associativas, conselhos e sindicatos que ainda fazem um papel de controle da acupuntura no país, que segundo meu ponto de vista, seriam estes que realmente deveriam ser entrevistados para falar sobre a acupuntura.
Hoje, no Brasil, quem exerce realmente a acupuntura e entende seus fundamentos são técnicos e profissionais formados em cursos livre e cursos de pós-graduação em acupuntura, quase todos com vasta experiência teórica e clinica devido aos vários cursos agregados ao longo da carreira.
Também vale ressaltar que a acupuntura faz parte de um outro conhecimento/filosofia no entendimento de como a vida e a saúde funcionam (conhecida no nosso meio profissional, como uma de tantas “racionalidades médicas” existentes, onde “médico”, aqui, não significa o profissional médico, mas sim, um conhecimento médico universal) e não se confundindo assim com a medicina ocidental. Portanto, não existe uma necessidade de diagnóstico médico para fazer acupuntura, pois o diagnóstico é feito baseado nos preceitos da MTC. Os médicos-acupunturistas atuais tentam trazer esse conhecimento para serem explicados segundo a ótica na ciência moderna e então seu diagnóstico não se confirma através das pesquisas científicas feita para as doenças atuais; logo, toda a pesquisa feita por médicos-acupunturistas (não são todos que têm este pensamento, é claro), que não entendem o fundamento da medicina tradicional chinesa (MTC) acaba se tornando uma receita de bolo com “decorebas” de alguns pontos confirmados nessas pesquisas. Terapeutas acupunturistas que seguem fielmente a MTC entendem com profundidade um diagnóstico de síndromes usado na acupuntura e conseguem fazer uma acupuntura realmente eficaz e individualizada.
Além do que, o conhecimento ensinado em qualquer escola de acupuntura é suficiente para cobrir qualquer orientação necessária sobre a anatomia humana. Note-se que chineses que vêm praticando a acupuntura a séculos, não tinham qualquer conhecimento de anatomia, mais sabiam fazer acupuntura como ninguém, pois é um conhecimento empírico transmitido através de gerações.
Quem realmente pratica com eficiência a acupuntura no Brasil não são médicos-acupunturistas, mas uma infinidade de profissionais com excelente formação em escolas de acupuntura espalhadas por todo o país. Médicos acupunturistas são uma minoria.
Pergunto-me então: por que um jornalista deste não entrevistou segmentos da sociedade que realmente exercem a acupuntura, mas apenas uma elite, que praticamente desconhece o real sentido da acupuntura?
Nosso Congresso Nacional realmente precisa regulamentar logo essa profissão de acupunturista, pois estamos todos inseridos no mercado de trabalho, tratando da saúde das pessoas.
Vale uma pequena observação, de conhecimento de todo acupunturista tradicional: sabemos que a acupuntura é uma Pratica Complementar em saúde, reconhecida com a portaria 971/2006 do Ministério da Saúde como “Práticas Integrativas e Complementares”, portanto, sabemos que o primeiro atendimento será sempre dentro dos moldes da saúde ocidental, nas Unidades de Saúde, Hospitais e Clinicas Médicas do país, e que apenas atuamos na saúde de maneira complementar.
George Kieling
Aluno de curso de pós-graduação em acupuntura.
Pós-graduado em Saúde Pública.
Graduado em Fisioterapia.
É inaceitável que ainda tenhamos que ler textos com o teor publicado nesta renomada revista que parece simplesmente ter vendido a matéria, tamanha a desinformação a cerca da Medicina Chinesa. É minimamente inaceitável, tendenciosa.
Precisamos lembrar que o próprio CFM considerava a acupuntura um charlatanismo, tendo proibido os próprios médicos do exercício desta prática no passado, sob a pena de cassação do registro, precisamos também lembrar que os principais erros graves na aplicação da acupuntura são cometidos por médicos, que são os que menos estudam e os que menos compreendem este saber/prática, pois não conseguem se libertar de sua arrogância ocidental-medicamentosa-alopática.
O não reconhecimento da Acupuntura / MTC com uma área do saber própria, tradicional, autônoma e independente é um atentado contra um Patrimônio Cultural da Humanidade, pois assim a Acupuntura está definida oficialmente pela UNESCO/ONU, desde novembro de 2010.
Quando falamos em Acupuntura no Brasil na verdade estamos nos referindo à própria Medicina Tradicional Chinesa (MTC), com todo o conjunto de técnicas correlatas desta área do saber milenar!
Lembrem-se com veemência de que se trata de um “Saber ” milenar datado de 5.000 anos ( não 3.000) como descrito, um “saber” formatado e embasado , com métologia própria e específica. Assim sendo não foi a “Acupuntura inserida dentro do sistema médico-ocidental de ensino e sim matérias do do sistema médico ocidental inseridas na grade curricular Chinesa.
Matérias assim, somente mostram e afirmam o paradoxo hoje vivido pela Medicina convencional e seu total desrespeito para com os demais saberes .
Acupuntura médica foi a que mais matou segundo o governo chinês, foram 144 casos feito por médicos.
Matéria tendenciosa, não estão ouvindo os vários segmentos e profissionais altamente qualificados que ensinaram os médicos. Chega de abuso, falta de respeito com outros profissionais e chega de máfia neste país!
O tema da aplicação da acupuntura por profissionais não médicos é só UM dos temas que envolvem o Ato Médico. A matéria, como muitos já disseram, é tendenciosa e não aborda o problema de fato. O ato médico versa sobre muitas outras coisas, não só a acupuntura. E na minha opnião, cerceia a autonomia de todos os profissionais de saúde não médicos. Abordar o tema só sobre viés da acupuntura é negligência e desinformação. Espero ver uma matéria sobre o Ato Médico e suas consequências, em que todas as partes sejam ouvidas, não só os médicos.
Sou Presidente do CRAE-MG, Conselho de Auto-regulamentação da Acupuntura do Estado de Minas Gerais. Nós acupunturistas repudiamos matérias como esta, que nada esclarece a população, tendenciosa e completamente fora da realidade. Como Membro Diretor da WFAS- World Federation Of Acupuncture Societies, venho a público refutar a afirmação que a acupuntura na China seja prática exclusiva de médicos. Muito pelo contrário, na China coexiste Universidades de Medicina Ocidental e Universidades de Medicina Chinesa, onde se ensina a ciência milenar da acupuntura, farmacologia chinesa, dietética chinesa, massagens e manipulações chinesas e exercícios terapêuticos chineses. No Brasil somos mais de 40.000 acupunturistas não médicos. Coexistindo cursos técnicos e de pós-graduação lato sensu.
Infelizmente por falta de ter ouvido TODOS os seguimentos de Profissionais de Saúde, a matéria deixou a desejar. A ACUPUNTURA foi ensinada aos Médicos por Acupunturistas NÃO MÉDICOS e esses mesmos Médicos (ou pelo menos a sua maioria), discriminaram esse novo saber por não entender sua anatomia e fisiologia “energética” própria, e ainda hoje não a admitem. Sendo assim não praticam ACUPUNTURA, na China, são chamados de agulheiros, porque “decoram” os pontos e os utilizam como fossem receitas de bolo, praticar ACUPUNTURA não é isso. No início eles (Médicos), rejeitaram a Acupuntura, e agora lutam para tirar essa prática MULTIPROFISSIONAL dos demais Profissionais de Saúde, por que será? Se eles (Médicos), são os que menos entendem e praticam a verdadeira ACUPUNTURA. Porque no passado recente achavam que a ACUPUNTURA era efeito placebo e etc… e agora querem-na somente para si? Resposta: MEDO !!! Medo de perderem espaço para Acupunturistas que se dedicam aos estudo e prática da verdadeira ACUPUNTURA, e que com poucas agulhas, resolvem problemas de diversas ordens que muitas vezes eles são incapazes de resolver com comprimidos e exames laboratoriais ou cirurgias . Onde esta escrito que os DOUTORES são os únicos conhecedores de uma ARTE e CIÊNCIA tão profundos chamada “SAÚDE”? A quem interessa o monopólio da ACUPUNTURA, que inclusive já foi tombada como “Patrimônio Intangível da Humanidade” pela ONU. Reflitam no que esta por trás disso tudo…
A matéria não nos pareceu tendenciosa para gerar protestos irados, pelo contrário, foi esclarecedora. Resta então saber, civilizadamente, se ACUMPUTURA é um procedimento que realmente tem fundamento científico, portanto legal, aí sim que se definam os critérios e a quem compete aplicar, sem privilegiar somente a uma classe – no caso a médica. O mesmo se dá com a Iridologia e outras práticas ainda não definidas pelo nosso relapso legislador. Enquanto isso vidas estão em jogo!
É profundamente lamentável ver a revista Carta Capital e seu editor, sucumbirem aos ditames do mercado da saúde. Não fosse assim, como fazer uma chamada de matéria como essa, carregada de preconceitos e de desinformação? Estigmatizando uma grande categoria profissional no Brasil e fora do Brasil. Mais parecia uma chamada do jornal nacional, do globo ou da folha em cumprimento de um rito contratual.
A menina escolhida para escrever a matéria, foi escolhida a dedo por sua característica de tocar em pontos polêmicos sem procurar embasar-se em fontes seguras e nenhuma preocupação em ouvir o contraditório.
Toma como fonte este Sr. Hildebrando Sábato, digno representante profissional de uma categoria que se imagina melhor do que os outros. Traz como exemplo de imperícia técnica, um caso de pneumotórax de 2005 e de um apendicite que se complicou. Casos raríssimos e que, estatisticamente, não possuem ou merecem significância ou relevância qualquer. Porquê não citar os infindáveis casos de imperícia, de descaso, de imprudência, de arrogância desses senhores que pleiteiam a reserva de todo o mercado da saúde para si? Aliás, por imperícia técnica, também há que se destacar os números que se pretendia como informação jornalística. De onde essa moça retirou a informação do número de acupunturistas médicos e não médicos? Da mesma fonte? Ou da fonte que encomendou a matéria? Estas poucas linhas de desabafo, sequer serão lidas. Ou seja, é justo e reivindico desde já, espaço equivalente em todas as mídias em que foram divulgadas esta matéria, para o meu desagravo e em nome de uma extensa categoria profissional ofendida e estigmatizada por esta matéria infame.
Caro André Bartonelli, já estamos elaborando uma matéria como contraponto a esta.
Obrigado
Essa jornalista precisa se informar melhor antes de escrever tais “bobeiras”,ou quem sabe voltar pra faculdade e aprender a ser uma “jornalista de verdade”.Consulte as leis dos Conselhos Federais específicos de Psicologia,Medicina,Fisioterapia,Nutrição, Educador Físico,Enfermagem,Fonoaudiologia,Odontologia…
Absurda essa matéria. A autora deveria se informar mais… médicos cometem erros o tempo inteiro no Brasil sem agulhas na mão.
Acupuntura é uma técnica chinesa e é praticada na China por não médicos.
Nenhum acupunturista diz a seu cliente que este não deva ter tratamento medico.
Infelizmente a mentalidade de um certo grupo de médicos é repugnante. Sendo professora de alguns médicos vejo claramente que de nada diferencia um crm ou não. E, quando falam que um não médico não sabe diferenciar casos de dores, não entendo porque excluem os médicos dessa acusação. Vejo diariamente denuncias sobre crm por negligencia de diagnostico nosologico. Já vi caso de médico acupunturista ao receber paciente com dores musculares no trapézio, ir imediatamente fazer uma infiltração com medicamento. Que tipo de Acupunturista é esse?
Ainda bem que o bom profissional sempre faz seu trabalho com amor e não visando a reserva de mercado. E sabe que medicina ocidental e oriental devem andar juntas para a melhoria da saude publica!!!
Não é a toa que vemos cada vez mais, os consultorios particulares de não médicos lotados, pois ali o paciente sabe que encontrará um profissional sério, sem pressa no atendimento, com privacidade e comprometimento no momento do tratamento.
Podem pagar matérias, mas infelizmente a revista que compra essa idéia perde e muito a credibilidade!
Lamentável a parcialidade da matéria. Não esperava que a CC fosse ferir um princípio básico do jornalismo, o de ouvir a outra parte.
Na China, país de origem da Acupuntura, é autônoma e independente, com curso de graduação próprio. Ou seja, não é praticada por médicos.
O mínimo que a autora deveria ter feito é buscar outras fontes e outros profissionais. Mas o comodismo, preguiça ou simplesmente propaganda corporativista falaram mais alto.
NÓS DA ABRATH – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERAPEUTAS HOLÍSTICOS PRESENTES EM 22 ESTADOS DA FEDERAÇÃO REPUDIAMOS ESSA MATERIA INESCRUPULOSA E MENTIROSA QUE SÓ FAZ DEPRECIAR UM MEIO TÃO BONITO DE MIDIA AO QUAL ESSE SITE REPRESENTA, DESSA FORMA SUGIRO QUE A REPORTAGEM SEJA FEITA COM MAIS IMPARCIALIDADE, A QUAL ESSA JORNALISTA NÃO DEMONSTROU TER DESMERECENDO SUA POSIÇÃO NESTE CENARIO TÃO IMPORTANTE PARA A FORMAÇÃO DA OPINIÃO POPULAR, MOSTROU DESCONHECIMENTO DAS LEIS QUE REGEM ESSE PAIS, MOSTROU FALHA DE APTIDÃO TECNICO CIENTIFICA E PARCIALIDADE, O QUE NOS LEVA A CRER SER UMA MATERIA COMPRADA.
Sou presidente do Sindicato dos profissionais de acupuntura e terapias orientais do estados do Paraná e venho através desta repudiar esta matéria mentirosa, tendenciosa, corporativa e comprada. Da mesma forma que a chamada da matéria, digo: O RISCO DA CANETA NAS MÃOS ERRADAS. Uma analfabeta da saúde, que não sabe nem ao menos procurar a informação certa, não deveria estar escrevendo em uma revista deste porte.
Alguns aspectos iniciais a serem considerados estão expostos nestes “links”, e dizem respeito à medicina alternativa:
http://www.csicop.org/si/show/conflicts_of_interest_in_alternative_medicine/
Com respeito a acupuntura:
http://www.csicop.org/specialarticles/show/acupuncture_a_science-based_assessment/
http://www.csicop.org/si/show/what_is_acupuncture
http://www.csicop.org/si/show/what_is_acupuncture/
Com relação a homeopatia, não discutida neste artigo, as evidências científicas reais são igualmente nulas.
Existem muitos outros documentos evidentemente não divulgados que negam qualquer ganho de higidez devido a essas práticas não corroboradas cientificamente. Claro que eu reconheço esta ser uma luta vã, uma vez que a crença e fé no inacreditável e impossível constitui parte do ser humano e certamente contestações racionais não conseguirão combater.
Tanto à acupuntura quanto à homeopatia faltam evidências científicas consistentes para a sua recomendação e apoio de instituições médicas sérias. Para suporte ao que estou afirmando aqui, recomendo leituras de artigos científicos sérios em revistas igualmente sérias que demonstram o fator placebo como única razão das melhoras observadas tanto em um quanto no outro tipo de tratamento. Países sérios com corpos médicos devidamente treinados em ciência não apóiam estas formas alternativas por falta de comprovação consistente e com repetibilidade.
Assim como a homeopatia sofre com a interferência dos alopatas desde os tempos de Bento Mure, o que se deve fazer é desenvolver cursos oficiais de Acupuntura. Ali seriam ensinados os conhecimentos básicos de medicina e acupuntura.
A medicina alopática, a acupuntura ou mesmo homeopatia são ciências completamente diferentes. A cura não pode ficar restrita ao aval de uma só medicina.
matéria superficial e polarizada pros interesses da classe médica.
No oriente, a medicina ocidental e a medicina chinesa convivem de modo armonico. São escolas diferentes, com técnicas diferentes, visando o bem do paciente. Realmente no Brasil existe a necessidade de escolas de acupunturas bem preparadas, como há também a necessidade de escolas de medicina que formem bons profissionais. É difícil acreditar que um médico vá fazer uma avaliação de seu paciente obedecendo a filosofia da medicina tradicional chinesa.
OS ARGUMENTOS UTILIZADOS NA MATERIA NAO SAO MUITO COERENTES.
UM PACIENTE AO PROCURAR O TRATAMENTO DE ACUPUNTURA , NORMALMENTE CHEGA COM UM DIAGNOSTICO MEDICO.
E MUITOS DOS ERROS QUE JA ACONTECERAM DENTRO DESTE TRATAMENTO FORAM REALIZADOS POR MEDICOS ACUPUNTURISTAS. A QUESTAO E O BOM SENSO , CONHECIMENTO DA TECNICA E A RESPONSABILIDADE DO PROFISSIONAL, E NAO A SUA FORMACAO ACADEMICA INICIAL.
Impossível, é uma prática tradicional, eu quero continuar com o meu chinês não médico. e ar no pulmão dá problema? desde quando?
Um profissional não médico não tem condições de diferenciar uma dor torácica comum de um infarto, ou uma dor de cabeça comum de um tumor cerebral. Aqui reside o risco e por este motivo o acupunturista deve ser médico. Não é reserva de mercado, é realidade.
Presença de ar na cavidade pulmonar agora é doença? Desde quando?
“Pneumotórax” é uma anomalia que indica presença de ar na pleura, a membrana que encobre os pulmões humanos.
A articulista não tem a menor familiaridade com o assunto que trata. É lamentável!
Outro equívoco grave: a chamada Revolução Cultural Proletária chinesa não ocorreu em 1948, mas sim a partir de 1966, quando as Universidades praticamente fecharam na China. Portanto, não houve nenhuma incorporação de técnicas milenares da medicina tradicional chinesa durante as turbulências sociais e políticas da Revolução Cultural Proletária promovida pelo presidente Mao e seus aliados em luta contra o revisionismo e o excessivo intelectualismo.
A acunputura foi trazida para o Ocidente graças aos jesuítas, que a difundiram na Europa e na América.
Em respeito aos seus leitores, a articulista deveria se preparar melhor ao escrever sobre assunto que mal conhece.
Da minha experiencia, ja fiz tratamento com uma acupunturista que por diploma era enfermeira, e fiquei mto satisfeito.
27.04.2012
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