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STF autoriza quebra de sigilo bancário de Demóstenes Torres

por Redação Carta Capital — publicado 29/03/2012 20h26, última modificação 06/06/2015 18h14
Ministro Ricardo Lewandovski também pede transcrição de fitas da investigação da Polícia Federal que aponta senador como suspeito de envolvimento com bicheiro
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O senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Foto: Antonio Cruz/ABr

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandovski autorizou na noite desta quinta-feira 29 a quebra do sigilo bancário do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), suspeito de envolvimento com os negócios ilegais do bicheiro Carlinhos Cachoeira, após pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

O nome do parlamentar goiano aparece em 300 conversas gravadas pela Polícia Federal, em que o empresário de jogos ilegais e integrantes do seu grupo mencionam cifras milionárias ligadas ao nome do político.

Lewandovski, relator do inquérito da PGR para investigar o senador, deferiu um ofício ao Banco Central para a apresentação de informações sobre a movimentação financeira do parlamentar, válido para até dois anos atrás.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também deve remeter ao STF a relação de emendas ao orçamento apresentadas por Torres.

O ministro ainda pediu a transcrição de 19 diálogos telefônicos ao Departamento de Polícia Federal e solicitou a órgãos públicos informações sobre contratos celebrados com empresas investigadas.

O pedido feito pelo procurador-geral Roberto Gurgel para ouvir o senador nos próximos dias foi negado por ser considerado prematuro.

Lewandovski também não permitiu o acesso público aos autos da investigação da PF por envolver terceiros protegidos pelo sigilo.

Na semana passada, CartaCapital revelou que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino comandado pelo bicheiro – e que movimentou, em seis anos, 170 milhões de reais (Leia mais ).

A reportagem, assinada por Leandro Fortes, mostrou que a Polícia Federal tem conhecimento, desde 2006, das ligações do bicheiro com o senador e que o esquema jamais foi encerrado porque os policiais responsáveis pela investigação foram cooptados pelo esquema. Demóstenes nega.

Cachoeira está preso desde o final de fevereiro pela Operação Monte Carlo, da PF, que investiga um esquema de exploração de máquinas caça-níqueis.

Já o senador, que tem foro privilegiado, só pode ser investigado no âmbito do STF.

O esquema de jogos clandestinos comandando por Cachoeira é investigado pela Procuradoria desde 2009.

Com informações Agência Brasil.

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