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Política

Brasília

Sob suspeitas, Renan e Alves seguem em campanha

por Redação Carta Capital — publicado 17/01/2013 16h56, última modificação 17/01/2013 16h56
Apesar do noticiário negativo, eles têm apoio de seus partidos e dificilmente deixarão de comandar o Congresso em 2013

Ao mesmo tempo em que iniciam as campanhas para comandar a Câmara e o Senado, o deputado federal Henrique Alves (PMDB-RN) e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) viraram alvos de denúncias na imprensa. Com o Congresso Nacional vazio no mês de fevereiro, eles ganharam holofotes em razão das suspeitas de irregularidades publicadas ao longo da semana.

As notícias contra Alves começaram no último final de semana, quando a Folha de S.Paulo mostrou que a empresa de um assessor dele era beneficiada com emendas parlamentares do deputado para seu estado, o Rio Grande do Norte. Na segunda-feira 14, Aloizio Dutra de Almeida, o assessor alvo das denúncias, pediu demissão. Ao longo da semana, a Folha ainda mostrou que a empresa beneficiada tinha somente um computador e era guardada por um bode.

Já Renan foi alvo da PGR (Procuradoria-Geral de República), que pediu ao Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira 11 a abertura de um inquérito para investigar supostas irregularidades na abertura de uma estrada dentro de uma reserva ambiental para sua empresa, a Agropecuária Alagoas. Na quinta-feira 17, a revista Veja trouxe reportagem dizendo que ele usa dinheiro do Senado para alugar um escritório na capital do seu estado, Maceió.

Nada que cause estranhamento quando se trata do senador alagoano. Renan já foi acusado, entre outras irregularidades, de usar atos secretos para nomear aliados em seu benefício. Também é suspeito de pagar 400 mil reais de pensão à jornalista Mônica Veloso com dinheiro de um lobista. O senador, que já ocupou o cargo de presidente do Senado, também foi acusado de utilizar laranjas para esconder uma suposta sociedade em rádios em alagoanos.

Enquanto isso, candidaturas alternativas ensaiam voos próprios. Na Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG) deve disputar o cargo mesmo sem o apoio do seu próprio partido - e ancorado em dissidentes de todos as legendas. No Senado, um grupo de parlamentares divulgou um manifesto chamado "Uma nova presidência e um novo rumo para o Senado", clamando por uma alternativa. Entre os possíveis candidatos estão Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e Pedro Taques (PDT-MT).

Os candidatos principais seguem suas campanhas sem mudanças aparentes. Alves já foi a Porto Alegre e Curitiba nesta semana. No total, deve passar por 11 estados falando com seus colegas e pedindo votos até o final do mês.

Calheiros, por sua vez, tem atuado nos bastidores. Mesmo com todas as denúncias, eles seguem indiferentes em suas campanhas, seguros de que um revés na eleição é improvável.

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