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Política

Eleições 2012 - São Paulo

Serra distribuiu material anti-homofobia quando governador, diz jornal

por Redação Carta Capital — publicado 15/10/2012 12h23, última modificação 15/10/2012 12h28
Crítico de Haddad por criar material de combate ao proconceito contra homossexuais, candidato do PSDB fez o mesmo no governo do Estado

Quando governador de São Paulo entre 2007 e 2010, o hoje candidato à prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB) distribuiu um material semelhante ao kit anti-homofobia que o MEC (Ministério da Educação) de Fernando Haddad  tentou emplacar em 2010 -- e que hoje pauta parte da campanha de Serra contra o petista. A informação é da jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O material, distribuído pelo governo paulista em 2009, era destinado aos professores e os aconselhava a mostrar aos alunos figuras de "duas garotas de mãos dadas, dois garotos de mãos dadas, uma garota e um garoto se beijando no rosto, dois homens se abraçando depois que um deles faz um gol e duas garotas se beijando".

O próprio governador Serra, o então vice-governador Alberto Goldman e o secretário da educação da época, Paulo Renato Souza, assinavam o material.

O kit anti-homofobia, apelidado de "kit gay" pelo Pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus vertente Vitória em Cristo, foi incorporado à campanha tucana para criticar o rival Fernando Haddad (PT) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no domingo 14, Serra porque estes supostamente "diz que é bom ser bissexual porque aumenta em 50% a chance de ter programa no fim de semana"."Isso não é combater homofobia, é uma espécie de doutrina. O problema do ‘kit gay’ é, acima de tudo, pedagógico. Quer doutrinar em vez de educar”, disse o candidato do PSDB.

José Serra é alvo de críticas à esquerda e à direita por trazer à tona o tema do kit gay no contexto da eleição municipal. Silas Malafaia tem feito campanha contra Haddad e pedido voto para Serra aos seus fiéis. Embora o tucano oficialmente tenha do pastor, reportagem de O Estado de S. Paulo da sexta-feira 12 aponta que o distanciamento entre ambos, na verdade, é uma estratégia combinada entre a campanha de Serra e Malafaia.

 

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