Em reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD), o ex-governador José Serra (PSDB) decidiu entrar na disputa para a prefeitura de São Paulo, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.
Com prévias marcadas para o dia 4 de março, no entanto, Serra afirmou que não quer cancelar o processo interno do partido e deve disputar com os outros quatro candidatos tucanos os secretários estaduais de Cultura, Andrea Matarazzo, Meio Ambiente, Bruno Covas, e Energia, José Aníbal, e o deputado federal Ricardo Tripoli. O mais provável é que o processo seja adiado, para que Serra tenha tempo de se inserir.
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Serra: entre os aliados e o próprio partido
O ex-governador havia dito que não seria candidato a prefeitura de São Paulo em 2012, mas nas últimas semanas ensaiou uma mudança de estratégia. Kassab, que até então articulava uma aliança com o candidato petista Fernando Haddad, já anunciou que deve firmar parceria com Serra, seu padrinho político na capital.
Mas Serra teme que uma aliança com o PSD feche as portas com o DEM, com quem articula o apoio a uma chapa puro-sangue tucana. Em entrevista a CartaCapital na quinta-feira, o cientista político Celso Roma afirmou que, ao entrar na disputa, Serra terá de convencer a população de que cumprirá os quatro anos de mandato e que não usará o cargo como plataforma para concorrer ao governo do estado, como fez em 2006 ou mesmo ao governo federal.
Roma também adiantou que o cancelamento das prévias partidárias geraria um descontentamento nas bases do PSDB. Segundo ele, a consulta serviria como incentivo à filiação e atrairia os filiados para dentro do partido que, desde 1988, vê apenas os líderes tomarem decisões.
A entrada de Serra dificulta os planos do PT para conquistar a prefeitura da maior cidade do país. Isso porque, na avaliação de Roma, o ex-governador terá apoio de Alckmin e Kassab, polarizando as administrações estadual e municipal com a federal.
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