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Romário consegue assinaturas para instalar CPI da CBF na Câmara

por Redação Carta Capital — publicado 05/12/2012 17h50, última modificação 06/06/2015 18h22
O deputado quer investigar o que acredita ser irregularidades cometidas pela instituição que comanda o futebol brasileiro
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Romário quer investigar a CBF Foto: José Cruz/ABr

O deputado federal Romário (PSB-RJ) anunciou nesta quarta-feira 5 que obteve as assinaturas necessárias para instalar na Câmara uma CPI para investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Romário escreveu em suas contas no Facebook e no Twitter que obteve 188 assinaturas, 17 além das 171 necessárias para instalar a comissão. Romário afirmou que protocolaria o pedido ainda nesta quarta-feira.

As assinaturas foram colhidas em menos de 24 horas. Foi o próprio Romário que conversou com os colegas, e não assessores, como costuma ocorrer nesses casos.

Em discurso no plenário na tarde de terça-feira 4, o deputado citou notícias de benefícios para empresas de pessoas ligadas ao ex-presidente da instituição Ricardo Teixeira, e outros diretores e funcionários da CBF. Romário também cita problemas nas eleições para a sucessão de Teixeira, que envolveriam também o atual presidente, José Maria Marin.

Entre as denúncias apresentadas por Romário está um patrocínio de 7 milhões de reais da TAM para a CBF que estaria sendo desviado para empresas ligadas a laranjas de Ricardo Teixeira. O cartola também estaria recebendo 150 mil reais como consultor, mesmo depois de ter sido substituído na CBF. A contratação teria sido feita pelo atual presidente, que também aumentou o próprio salário e o de toda a diretoria após sua eleição.

“A CBF é uma instituição privada, mas recebe grande quantia de dinheiro público, através de isenção fiscal e contribuições sociais”, justificou Romário a respeito da investigação por parte do Congresso.

A CBF já foi investigada na CPI CBF-Nike, por suspeita de desvio de recursos e ingerência sobre resultados de jogos por parte da patrocinadora. Para Romário, nem tudo foi esclarecido. Ele diz ter documentos que mostram desvios em um jogo amistoso contra Portugal, ocorrido em Brasília, que segundo Romário movimentou R$ 12 milhões. “Em um só jogo, é absurdo”, disse.

Com informações da Agência Câmara

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