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Política

'Quem não reagiu está vivo', diz Alckmin sobre ação da Rota em São Paulo

por Redação Carta Capital — publicado 12/09/2012 17h24, última modificação 12/09/2012 17h24
Batalhão da PM matou nove suspeitos de participação em um "tribunal do crime" organizado no interior do Estado
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Alckmin durante lançamento de obra viária na zona leste de São Paulo, nesta quarta-feira 12. Foto: Divulgação

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), saiu em defesa das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a Rota, um batalhão da Polícia Militar conhecido pelo alto índice de mortes em suas operações. Na terça-feira 11, no que era segundo a PM um "tribunal do crime" montado em Várzea Paulista, interior do Estado, a Rota prendeu oito pessoas e matou outras nove. De acordo com Alckmin, os suspeitos foram mortos porque reagiram.

"Quem não reagiu está vivo", disse Alckmin. "Você tem em um carro quatro suspeitos: dois morreram e dois estão vivos. Eles se entregaram", afirmou Alckmin. O governador de São Paulo afirmou ainda que a Rota é o batalhão mais bem preparado para lidar com situações como a de terça-feira, na qual membros de uma facção criminosa estavam reunidos e portando armamentos pesados. Ainda segundo o governador, a Polícia Militar e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) vão "investigar" o caso.

A operação da Rota ocorreu na noite de terça-feira. Informados por uma denúncia anônima, 40 policias da Rota em dez viaturas e um caminhão do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram enviados para o sítio. De acordo com a polícia, os homens da Rota foram recebidos com tiros e revidaram. Na chácara, homens do Primeiro Comando da Capital (PCC) estariam realizando o "julgamento" de um estuprador. Havia, inclusive, membros da família da vítima, uma garota de 12 anos, na chácara.

Após a ação, além das nove mortes e oito prisões, a polícia apreendeu armas pesadas, como uma metralhadora, uma espingarda, revólveres e dinamite. Havia também drogas com os criminosos.

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