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PT deve perder força nas capitais

por José Antonio Lima publicado 19/09/2012 14h20, última modificação 19/09/2012 14h20
PSDB e PSB crescem no vácuo do partido de Dilma e Lula
Paulo Garcia

Paulo Garcia, prefeito de Goiânia, deve ser o único petista a vencer em uma capital no primeiro turno das eleições. Foto: Divulgação

As eleições municipais de outubro podem reduzir a força do PT nas capitais e nas maiores cidades do país. As pesquisas eleitorais mostram, ao menos por enquanto, que o partido tem dificuldades para manter o número de prefeituras que possui atualmente. Nas cidades mais importantes de cada Estado os petistas veem seu domínio ameaçado pelo rival PSDB e também pelo PSB, partido com o qual rompeu em municípios-chave como Recife e Belo Horizonte.

O PT comanda hoje sete das 26 capitais, mais que qualquer outra sigla. PDT, PSB, PMDB e PTB têm prefeits em três capitais cada. Se confirmadas as pesquisas, essa supremacia tende a desaparecer a partir de 2013.

As pesquisas mais recentes indicam que dez capitais podem escolher um novo prefeito já no primeiro turno. Estão entre elas Boa Vista e Palmas, que não têm segundo turno, além de Aracaju, Belo Horizonte, Goiânia, Maceió, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Vitória. Entre essas o PT só deve garantir uma prefeitura, a de Goiânia, onde o atual mandatário, Paulo Garcia, pode evitar o segundo turno.

Nas outras capitais, se as eleições fossem realizadas hoje, o PT iria ao segundo turno em cinco delas. Em João Pessoa e Rio Branco, os candidatos da legenda estão em primeiro lugar. Em Cuiabá, Salvador e no Recife, em segundo. Em nenhuma delas há levantamentos recentes sobre o segundo turno.

Cabe lembrar que esta situação é a de momento e ainda pode se modificar até outubro. No Recife, por exemplo, o senador Humberto Costa (PT) pode ficar fora do segundo turno e dar lugar a Daniel Coelho, candidato do PSDB que tem subido nas pesquisas. Em São Paulo, quem sobe é o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT), atualmente brigando para tirar o ex-governador José Serra (PSDB) do segundo turno.

PSDB e PSB crescem no vácuo do PT

Entre os partidos que devem se beneficiar da perda de influência do PT estão o PSDB e o PSB. Os tucanos podem ganhar no primeiro turno duas capitais – Maceió, com Rui Palmeira, e Vitória, com Luiz Paulo. Em outras sete capitais, o PSDB pode ir ao segundo turno. Em três (Manaus, São Luís e Teresina) o partido está em primeiro lugar. Em outras quatro (João Pessoa, Porto Velho, Rio Branco e São Paulo), os tucanos estão na segunda colocação.

De todas essas, apenas em São Paulo há levantamentos sistemáticos sobre o segundo turno. Em todas as simulações feitas até aqui, Serra perderia de Celso Russomano (PRB), o líder na capital paulista. Para o PSDB, mesmo o pior cenário no segundo turno (aquele em que o partido perde todas as disputas) já seria positivo em comparação à situação atual. O partido tem hoje apenas uma prefeitura, a de São Luís, onde João Castelo busca a reeleição.

O PSB também deve ganhar relevância. Hoje o partido tem três prefeituras (Belo Horizonte, Boavista e Curitiba). Na melhor das hipóteses, pode sair das urnas com seis prefeituras.

Em BH, Marcio Lacerda venceria hoje no primeiro turno. Em Cuiabá, Curitiba e no Recife, candidatos do PSB estão na liderança. Em Fortaleza e Macapá, iriam ao segundo turno na segunda posição.

Relatório interno do PT mostra crescimento de PSB e PSDB

A perda de influência do PT nos Executivos municipais pode não se restringir às capitais. Um relatório interno do partido datado de 16 de setembro e com dados do início do mês mostrou as dificuldades da sigla.

Hoje, o PT controla 25 prefeituras em 98 dos 119 municípios com mais de 150 mil eleitores que têm pesquisas disponíveis. Segundo o relatório interno petista, o partido lidera em 20 desses 98 municípios. A liderança não significa a vitória, pois em cidades com mais de 200 mil eleitores há segundo turno caso nenhum dos candidatos obtenha a maioria.

Nesta mesma lista de 98 municípios, o PSDB, que controla 13 prefeituras, lidera em 21. O PSB lidera em 13 municípios, quase o dobro dos sete que comanda hoje.

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