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Política

Psol elege primeiro prefeito e vai ao 2º turno em duas capitais

por Redação Carta Capital — publicado 07/10/2012 20h32, última modificação 07/10/2012 22h16
Partido vai governar a pequena Itaocara, no interior do Rio, e está no segundo turno em Belém e Macapá

O Psol, partido fundado em 2005 por petistas descontentes com os rumos do governo Lula, conseguiu nas eleições municipais de 2012 eleger seu primeiro prefeito na história. Com 6.796 votos, Gelsimar Gonzaga foi eleito prefeito da pequena Itaocara, no interior do Rio de Janeiro. Além de eleger o primeiro prefeito, o Psol vai disputar o segundo turno em duas capitais, ambas na região Norte – Belém e Macapá.

A possibilidade de vitória de Gelsimar só ficou clara nos últimos dias da campanha, quando ele conseguiu realizar um comício que reuniu uma grande quantidade de eleitores. Como a cidade não tem pesquisas de opinião, era difícil prever o resultado. Gelsimar, agente de saúde e sanitarista, venceu Alcione (PMDB), que teve 31,94% e outros três candidatos.

O Psol também poderá eleger em 2012 seu primeiro prefeito em uma capital. Em Belém, o partido está na disputa com Edmilson Rodrigues (PSOL), ex-prefeito de Belém por dois mandatos quando ainda era do PT. Com 99,96% dos votos apurados, Rodrigues tem 32,59% dos votos válidos. Ele enfrentará no segundo turno Zenaldo Coutinho (PSDB), que obteve 30,65% dos votos.

Em Macapá, a diferença entre os candidatos foi maior. Liderando o primeiro turno com 40,16% dos válidos (com 98% das urnas apuradas), o candidato do PDT, Roberto, parece ser o favorito. Clécio, do Psol, obteve 27,88% e vai para o segundo turno. Cristina Almeida (PSB) ficou em terceiro lugar com cerca de 16% dos votos e Davi Alcolumbre (DEM) foi a quarta colocada, com 10% dos votos.

Conhecido pelas propostas contundentes e pela pressão contra políticos denunciados por corrupção, o Psol conseguiu algum sucesso em eleições legislativas e montou bancadas pequenas, mas costumeiramente barulhentas. Agora, em 2012, conseguiu um cargo no Executivo e pode até governar capitais. Será um desafio para o partido entrar no sistema que tanto critica.

*Com reportagem de Piero Locatelli

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