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Primeira missão de Brizola Neto é unificar o PDT

por Redação Carta Capital — publicado 01/05/2012 14h40, última modificação 01/05/2012 14h40
Indicado pelas centrais sindicais, nome de novo ministro do Trabalho não agradou a alguns políticos de seu partido

A presidenta Dilma Rousseff acelerou a nomeação do novo ministro do Trabalho para evitar passar o 1º de maio sem um titular no posto e, ao escolher o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ), deu a ele sua primeira polêmica. Brizola Neto passou o Dia do Trabalho, esta terça-feira 1º, tentando colocar panos quentes na divisão interna do PDT provocada por sua escolha. Segundo o futuro ministro, que toma posse na quinta-feira 3, seu objetivo inicial é manter a "união" dentro do PDT.

A polêmica acerca do nome de Brizola Neto foi iniciada por alguns de seus correligionários. Após a divulgação da escolha, na segunda-feira 30, o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), e o secretário-geral do partido, Manoel Dias, criticaram a "falta de diálogo" por parte do Palácio do Planalto e afirmaram que Brizola Neto era "escolha pessoal" de Dilma. Em contrapartida, sindicalistas elogiaram a escolha, entre eles Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e deputado federal pelo PDT paulista, e Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Nesta terça, Brizola Neto tentou conter o que pode ser um racha no partido. Segundo ele, houve uma "divergência" no PDT gerada pelo processo de escolha. Além de Brizola Neto, eram cotados para a vaga Manoel Dias e o deputado federal Vieira da Cunha (RS). "Este primeiro momento é de buscar reafirmar a unidade do partido em torno do fundamental, que é a nossa identidade e o apoio ao governo Dilma", disse Brizola Neto segundo a Folha de S. Paulo. De acordo com o G1, Brizola Neto afirmou que a existência de "escolhas e preferências" dentro dos partidos é algo normal.

Indicado pelas centrais sindicais, o futuro ministro do Trabalho usou o feriado para confraternizar com os trabalhadores. Brizola Neto esteve na praça Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo, onde milhares de pessoas celebraram o feriado, e era aguardado no Sambódromo do Rio de Janeiro, no show organizado pelas centrais na cidade.

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