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Pastor diz que não renuncia à Comissão de Direitos Humanos de "maneira alguma”

por Redação Carta Capital — publicado 21/03/2013 16h56, última modificação 06/06/2015 18h23
Para Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, situação de Marco Feliciano é "insustentável"

 

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) voltou a afirmar nesta quinta-feira 21 que manterá o comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Em entrevista à Rádio Estadão, ele disse que não renuncia “de maneira alguma”.

Na quarta-feira 20, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Casa, pediu à liderança do PSC para que o deputado deixasse o posto, após um protesto contra o pastor em uma audiência pública da Comissão.

Acusado de racismo e homofobia por declarações feitas em redes sociais, entre as quais chama os africanos de “amaldiçoados”, Feliciano declarou à rádio que defende mais de "50 milhões de evangélicos diretamente, além de um “sem número de pessoas que têm a mesma visão que eu.”

Desde que assumiu o cargo, o deputado têm sido contestado por grupos ligados a movimentos sociais e por diversos protestos realizados em todo o País.

  

Em meio a esse impasse, Henrique Alves prometeu nesta quinta-feira resolver o caso até dia 26. “Posso assegurar que esta Casa vai tomar uma decisão a curtíssimo prazo, porque a Comissão de Direitos Humanos, pela sua importância, não pode ficar neste impasse. Agora, passou a ser também responsabilidade do presidente da Câmara."

Segundo ele, a permanência de Feliciano criou um clima de radicalização inaceitável. “Esta Casa tem de primar pelo equilíbrio, pela serenidade, pela objetividade, pelo trabalho parlamentar. E do jeito que está tornou-se insustentável", afirmou.

Na noite de quarta-feira 20, Feliciano chegou a se reunir com André Moura, líder do PSC, após os protestos na Comissão. Moura, no entanto, afirmou não ter sugerido o afastamento do pastor. "Na verdade, há um apelo de toda a bancada para que ele faça uma avaliação daquilo que a sociedade está colocando, da voz que vem das ruas. Não podemos pautar nosso mandato, nem nossas decisões somente pelo que ocorre dentro do Parlamento”, disse ontem.

Moura ainda falou que o partido está preocupado, porque as manifestações, tanto contrárias quanto de apoio ao deputado, estão impedindo os trabalhos do colegiado. “Ele está eleito como presidente e só cabe a ele uma decisão. Ele se comprometeu a refletir sobre o assunto e a bancada está confiante de que tomará a melhor decisão.”

Com informações Agência Câmara.