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Direitos Humanos

Marco Feliciano usa mandato para beneficiar sua igreja e empresas, diz jornal

por Redação Carta Capital — publicado 11/03/2013 16h14, última modificação 06/06/2015 18h23
A reportagem diz que o pastor repassa verbas públicas para beneficiar funcionários de negócios particulares

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) usa seu mandato em benefício das suas empresas e da sua igreja, segundo o jornal Correio Braziliense. A reportagem diz que ele repassa verbas públicas para funcionários ligados a seus negócios particulares.

Segundo a reportagem, o seu gabinete “é quase uma filial da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento.” Cinco pastores da sua congregação e pastores que trabalharam na gravação de um CD de Feliciano trabalham no local.  A matéria também diz que ele paga salário a um funcionário fantasma. Com a verba de gabinete, ele trabalha em um escritório de advocacia em Guarulhos e não dá expediente na Câmara.

A reportagem também diz que Wellington Josoé Faria de Oliveira, secretário parlamentar da Câmara, produz todos os programas de televisão da empresa de Feliciano. Segundo o jornal, o site de sua produtora, a Wap TV, tem mais de 420 vídeos encomendados pelo pastor. Eles incluem programas de televisão, entrevistas com Feliciano imagens de amigos desejando feliz aniversário ao parlamentar. O gabinete do deputado não se pronunciou sobre a reportagem.

Polêmicas

O deputado foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados na última quinta-feira 7. No sábado 9, protestos ocorreram contra ele em várias capitais do país.

Ele já causou diversas polêmicas com seus comentários. Em um discurso durante um congresso evangélico, ele afirmou que a Aids era o “câncer gay”. “A própria ciência revela o predomínio de infecção por esta doença em pessoas manifestamente homossexuais, tanto é verdade que quando se doa sangue na entrevista se for declinada a condição de homossexual essa doação é recusada”, sustentou mais tarde também em seu site.

Em 2011, publicou no Twitter que os descendentes de africanos seriam pessoas amaldiçoadas. “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”