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Política

Eleições 2012

Pochmann: PT necessita de renovação

por Piero Locatelli — publicado 16/05/2012 16h36, última modificação 06/06/2015 18h59
Em entrevista à Carta Capital, o economista do Ipea e candidato petista à prefeitura de Campinas se diz parte de “um novo ciclo” do seu partido

O economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), está prestes a deixar o cargo para concorrer à sua primeira eleição. Ele será o candidato do PT à prefeitura de Campinas, a maior cidade do interior de São Paulo.

Professor da Unicamp, Pochmann é formado em economia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Antes de presidir o Ipea, cargo que ocupa desde 2007, foi secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade na gestão de Marta Suplicy na capital paulista.

O economista tem um perfil semelhante a Fernando Haddad, ex-ministro de educação e pré-candidato à prefeitura de São Paulo. Ambos vieram de cargos técnicos e foram alçados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva às suas candidaturas. Segundo Pochmann, isso faz parte de uma estratégia de renovação dos quadros do partido.

“Tive uma conversa com Lula, em que ele chamava atenção às mudanças que o Brasil estava passando no começo desse século. As mudanças são muito diferentes daquela que o Brasil estava passando nos anos 70, começo dos 80, quando o PT foi criado”, diz o economista. “Hoje temos um ciclo de lideranças que foram forjadas num Brasil que quase não existe mais. Existe uma necessidade de renovação do PT, especialmente quando o partido está no auge ainda.”

Pochmann diz que esteve com o ex-presidente no último mês e conversou sobre as eleições. O ex-presidente disse que irá ajudá-lo “da melhor forma que puder”, mas ainda não definiu a data de entrada na campanha.

O economista refuta a ideia de que o ex-presidente esteja interferindo nas disputas internas e solapando a democracia interna do PT. Pochmann ganhou no mês passado as prévias contra o pré-candidato Tiãosinho, com mais que o dobro dos votos do concorrente.

O petista ainda não definiu as alianças na cidade. Ele diz não se constranger com um possível apoio do PDT, partido do ex-prefeito Dr. Hélio, cassado no ano passado por acusações de envolvimento em irregularidades em contratos da administração municipal.

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