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Política

Julgamento do Impeachment

Lula vai ao Senado acompanhar depoimento de Dilma

por Redação* — publicado 25/08/2016 20h39
O ex-presidente deve assistir à sessão em algum gabinete, e não no plenário da Casa Legislativa, onde a presidenta afastada falará
Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Lula

Lula acompanhará o pronunciamento dentro de algum gabinete, e não no plenário do Senado

Na próxima segunda-feira 29, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ao Senado para acompanhar o depoimento de Dilma Rousseff no julgamento do impeachment. Lula deve assistir à sessão dentro de algum gabinete, e não no plenário da Casa Legislativa, onde a presidenta afastada falará.

“Conversamos com o presidente Lula e ele disse que estaria aqui na segunda-feira para acompanhar o depoimento da presidenta Dilma e que, se fosse necessário, estaria à disposição para vir para Brasília no domingo”, afirmou o líder do PT na Casa, senador Humberto Costa.

No domingo 28, Dilma terá um encontro com senadores que a apoiam para acertar detalhes de seu pronunciamento. Segundo Costa, não se trata de um treinamento para as perguntas que Dilma terá que responder. O líder petista diz que ela conhece melhor que ninguém os argumentos que deve usar e não precisa ser orientada. “Quanto mais a presidenta se sentir à vontade em dizer o que pensa e o que sabe, será melhor”.

 

Histórico do impeachment
O processo teve início em dezembro de 2015, quando o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment protocolado pelos advogados Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr. A decisão foi tomada logo após a bancada do PT anunciar apoio à cassação do mandato do peemedebista no Conselho de Ética da Casa.

De lá para cá, ocorreram ao menos quatro deliberações sobre o tema no Congresso. Primeiro, a Comissão Especial do Impeachment na Câmara aprovou o parecer do relator Jovair Arantes, do PTB, favorável à abertura do processo. O plenário da Casa Legislativa referendou o relatório em 17 de abril, quando 367 deputados entenderam que havia motivos suficientes para dar seguimento ao impeachment de Dilma.

No Senado, o tucano Antonio Anastasia, assumiu a relatoria do caso. Como previsto, apresentou parecer favorável à destituição da presidenta petista. O texto foi aprovado tanto na comissão especial do Senado dedicada ao tema, quanto no plenário, em 10 de agosto.

Ao todo, 59 senadores votaram pela continuidade do processo – número que sinaliza forte tendência de condenar Dilma, a despeito das frágeis alegações de crime de responsabilidade. Agora, a derradeira votação, que deve selar o destino de Dilma e do País, está prevista para a terça-feira 30.

* Com informações da Agência Brasil.

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