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Política

"Kit gay quer doutrinar em vez de educar", diz Serra

por Redação Carta Capital — publicado 14/10/2012 11h09, última modificação 06/06/2015 18h26

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo José Serra voltou a temática do "kit gay" na eleição municipal. Em entrevista ao O Estado de S. Paulo neste domingo 14, Serra disse que o material anti-homofobia, bancado por Fernando Haddad (PT) quando ministro da educação, era "apologia do bissexualismo" e que "quer doutrinar em vez de educar".

"(O 'kit gay') tem erro incrível, inclusive de matemática, quando no fundo faz apologia do bissexualismo. Diz que é bom ser bissexual porque aumenta em 50% a chance de ter programa no fim de semana. Não é 50%, é 100%. Segundo, isso não é combater homofobia, é é uma espécie de doutrina. O problema do 'kit gay' é, acima de tudo, pedagógico. Quer doutrinar em vez de educar", disse o tucano.

O kit anti-homofobia foi um programa criado na gestão de Fernando Haddad, hoje rival de Serra no 2º turno da eleição em São Paulo, no Ministério da Educação (MEC) para tentar combater o preconceito a homossexuais nas escolas. Surgiu em 2010, no contexto da eleição presidencial, e causou a ira de evangélicos à época, liderados pelo pastor Silas Malafaia, da vertente Vitória em Cristo da Assembleia de Deus. A pressão fez com que o governo abortasse o kit dos programas do MEC.

José Serra é alvo de críticas à esquerda e à direita por trazer à tona o tema do kit gay no contexto da eleição municipal. Silas Malafaia tem feito campanha contra Haddad e pedido voto para Serra aos seus fiéis. Embora o tucano oficialmente tenha do pastor, reportagem de O Estado de S. Paulo da sexta-feira 12 aponta que o distanciamento entre ambos, na verdade, é uma estratégia combinada entre a campanha de Serra e Malafaia.

Programa de governo

Serra minimizou o fato de seu plano de governo só ser divulgado agora no 2º turno. "Não parei de apresentar propostas a cada dia, isso é que é importante. Agora estamos organizando áreas temáticas, pegando contribuições dos partidos que estão entrando" -- ele recebeu o apoio do PDT, de Paulinho da Força, e do PPS, de Soninha Francine, nesta etapa da eleição.

O candidato tucano também declarou que o "mensalão" influencia diretamente na eleição, mas criticou o PT por tentar lançar o "mensalão do PSDB" como resposta. "É a reação típica petista. Bate carteira e grita 'pega ladrão' para dispersar a atenção. O PT no governo foi um retrocesso em termos de moralidade pública".

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