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Eleições em São Paulo

Kassab desiste de aliança com PSDB

por Redação Carta Capital — publicado 31/01/2012 11h32, última modificação 06/06/2015 18h21
Dividido até então entre os dois partidos opositores, o prefeito parte agora para a aliança com PT ou a candidatura própria

O cenário da disputa eleitoral para a Prefeitura de São Paulo começa a se delinear. O prefeito Gilberto Kassab, peça-chave no tabuleiro político paulistano, anunciou que, para 2012, o PSDB não será aliado. A declaração acontece poucos dias após o ex-governador José Serra afirmar que não será candidato nas próximas eleições.

Com isso, o PSD deve tentar uma aproximação formal com o PT, que lançará o ex-ministro Fernando Haddad à disputa. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o presidente do PSD visualiza duas opções: integrar coligação com o PT, colocando um político como vice da chapa petista ou lançar candidato próprio. No caso, o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) - que, segundo o prefeito, sinalizou interesse em participar da disputa.

Depois de seis anos à frente da maior cidade do país, Kassab termina seu mandato com taxas baixas de popularidade, com apenas 22% de aprovação.

Mesmo assim, uma aliança com o PSD seria interessante para o PT, que encontra resistência em alas mais conservadoras do eleitorado em São Paulo. Um nome cotado é o do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Meirelles faria papel semelhante ao de José Alencar em 2002, quando o empresário foi o vice de Lula e ajudou a acalmar a direita frente ao “medo Lula”.

 

A possível aproximação com o partido de Kassab provoca, no entanto, rejeição na base petista, que faz oposição ao prefeito na cidade. Correntes mais à esquerda do partido criticam a aproximação com o que chamam de uma reconfiguração da direita partidária, esgotada no DEM.

No sábado 28 de janeiro, Haddad afirmou que, apesar de não descartar aliança com o PSD, o partido deixou claro que tem outras prioridades. Na ocasião, o ex-ministro da Educação afirmou que a prioridade do PT é buscar parcerias na própria base aliada petista.

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