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Grupos anti-Dilma voltam às ruas para pressionar por impeachment

por Redação — publicado 13/12/2015 09h35, última modificação 06/01/2016 09h38
Protestos também farão críticas ao ministro Luiz Edson Fachin, do STF, que suspendeu o rito do impeachment conduzido por Eduardo Cunha
Valter Campanato/Agência Brasil
PSDB

A cúpula do PSDB decidiu oficializar seu apoio ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff

Movimentos que pedem o afastamento da presidenta Dilma Rousseff voltam às ruas neste domingo 13 para fazer coro à pressão pela abertura de um processo de impeachment.

Além de mirar Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os protestos, que ocorrem na data de aniversário de 47 anos do AI-5, decreto que deu início ao período mais duro da ditadura militar, farão críticas ao ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira 8, Fachin suspendeu a instalação da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados e deverá propor um novo rito para o processo no Congresso. De acordo com o ministro, o procedimento permitirá que o trâmite do impeachment “seja desenvolvido e processado sem nenhuma arguição de mácula”.

O “esquenta para o impeachment” – forma como o protesto está sendo chamado nas redes sociais – é liderado pelos movimentos Vem Pra Rua, Revoltados Online e Movimento Brasil Livre (MBL), que protagonizaram as manifestações anti-Dilma ao longo de 2015, e está confirmado em diversas cidades do País. Em São Paulo, a concentração ocorre a partir das 13h, no Masp, na avenida Paulista. “Dia 13, às 13h, vamos enterrar o 13”, diz post dos Revoltados Online, em alusão ao número do PT nas urnas.

A manifestação também conta com o apoio de parlamentares da oposição, entre eles o senador José Serra (PSDB-SP). Em vídeo gravado para o Vem Pra Rua, o tucano convoca o brasileiro a “lutar pelas mudanças que o país tanto necessita”. Na última quinta-feira, a cúpula do PSDB anunciou posição favorável ao impeachment da petista.

A oposição aposta na força dos protestos para mobilizar mais aliados na defesa do afastamento de Dilma, tanto fora quanto dentro do Congresso. É por isso que parte do governo defende um recesso parlamentar reduzido, com retorno das atividades no dia 11 de janeiro. Para esse grupo, o aumento da pressão popular e um eventual agravamento da crise econômica podem ser desastrosos para a presidente.

Análises pessimistas do cenário econômico também são usadas pelos movimentos pró-impeachment para conseguir adeptos. “Cabe ao povo decidir se pretende continuar com este governo, cujas projeções para o ano que vem são as piores possíveis, ou se é o caso de mudança. E a mudança só haverá se houver impeachment”, afirma o jurista Ives Gandra em mais um vídeo divulgado pelo Vem Pra Rua.

O jurista chega a admitir que considera o impeachment uma questão “política”. “A questão, a meu ver, deixou de ser jurídica, depois que entrou no Congresso Nacional em função da abertura do processo de impeachment, para ser necessariamente política. E o que se discute agora é saber se o Brasil é ou não governável com a presidente Dilma”, afirma Gandra, no mesmo vídeo.

A suspensão do rito do impeachment na Câmara vigora até quarta-feira 16, quando o plenário do STF deverá julgar ações que questionam o processo. Um dos pontos é a forma como foi conduzida a votação que elegeu, por voto secreto, uma chapa da oposição para a comissão especial do impeachment, em sessão presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na última terça-feira.

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