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Funcionários cruzam os braços contra privatização da BR Distribuidora

por Redação* — publicado 15/08/2016 21h18
No balcão de negócios da nova política econômica, a Petrobras, presidida pelo tucano Pedro Parente, ofereceu a empresa ao mercado
Antonio Cruz/Agência Brasil
BR Distribuidora

Paralisação pode afetar o abastecimento, alertam os grevistas. A empresa nega o risco

Funcionários da BR Distribuidora iniciaram, nesta segunda-feira 15, uma greve contra a privatização de parte da empresa. Com uma rede de 7,5 mil postos, a paralisação das atividades por cinco dias pode afetar o abastecimento de combustíveis, prevê o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo no Rio de Janeiro (Sitramico-RJ).

No balcão de negócios da nova política econômica, a Petrobras, presidida pelo tucano Pedro Parente, vendeu no fim de julho o primeiro campo do pré-sal, o de Carcará, e ofereceu no mercado a BR Distribuidora, a maior do País, com peso decisivo na receita do grupo.

A empresa opera em todo o território nacional e tem mais de 10 mil grandes clientes, entre indústrias, termoelétricas, companhias de aviação e frotas de veículos pesados e leves. A venda de parte da BR Distribuidora foi decidida pelo Conselho de Administração da Petrobras em 22 de julho.

“O novo processo buscará parceiros com os quais compartilharemos o controle da distribuidora, numa estrutura societária que envolverá duas classes de ações – ordinárias e preferenciais – de forma que fiquemos majoritários no capital total, mas com uma participação de 49% no capital votante”, diz o informe publicado pela estatal.

De acordo com Ligia Deslandes, presidente da Sitramico-RJ, a paralisação visa alertar a população sobre a importância da BR Distribuidora ao País.  “Estamos presentes em todos os estados e vamos aonde nenhuma outra distribuidora vai”, observa. “Para abastecer Manaus, por exemplo, uma outra empresa colocaria o preço muito alto para aquela região”.

A sindicalista observa, ainda, um risco à segurança nacional, pois a estatal é responsável pelo abastecimento das Forças Armadas. “Vamos convir que abastecer as Forças Armadas com uma empresa estrangeira é uma coisa complicada. Nenhum país faria isso.”

Apesar da paralisação, a empresa nega a possibilidade de haver desabastecimento. “A Petrobras Distribuidora informa que adotou as providências necessárias para garantir o suprimento de combustíveis com segurança a sua rede revendedora e demais clientes”.

* Com informações da Agência Brasil.