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Política

FHC diz que indicação de Marco Feliciano é "um absurdo"

por Piero Locatelli — publicado 12/03/2013 21h48, última modificação 12/03/2013 21h50
“Eu acho a mesma coisa que todos os brasileiros de bom senso acham: que é um absurdo,” disse o tucano

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso criticou a indicação do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. “(Eu acho) a mesma coisa que todos os brasileiros de bom senso: que é um absurdo,” disse o tucano ao sair de uma aula magna na Universidade de São Paulo nesta terça-feira 12.

O deputado foi eleito presidente da comissão na última quinta-feira 7. No sábado 9, protestos ocorreram contra ele em várias capitais do país.

Ele já causou diversas polêmicas com seus comentários. Em um discurso durante um congresso evangélico, ele afirmou que a Aids era o “câncer gay”. “A própria ciência revela o predomínio de infecção por esta doença em pessoas manifestamente homossexuais, tanto é verdade que quando se doa sangue na entrevista se for declinada a condição de homossexual essa doação é recusada”, sustentou mais tarde também em seu site.

Em 2011, publicou no Twitter que os descendentes de africanos seriam pessoas amaldiçoadas. “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”

 

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