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Feliciano diz ser vítima de uma “ditadura gayzista”

por Redação Carta Capital — publicado 02/04/2013 12h38, última modificação 06/06/2015 18h23
Em entrevista, pastor reclamou de tratamento recebido do governo de Dilma Rousseff
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O deputado Marco Feliciano. Foto: Agência Brasil

Quase um mês após ser eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o deputado e pastor Marco Feliciano diz ser vítima de uma “ditadura gayzista”. Em entrevista ao UOL e à Folha de S.Paulo, divulgada nesta terça-feira 2, o pastor falou que não há necessidade de uma lei para combater a homofobia e reclamou da presidenta Dilma Rousseff.

 

“(Os movimentos LGBT) querem impor o seu estilo de vida e a sua condição sobre mim. E eles lutam contra a minha liberdade de pensamento e de expressão”, disse o deputado. “Eu não sou homofóbico, eu sou um líder religioso, creio na Bíblia Sagrada, meu livro de cabeceira, o livro que me regra, o livro que mudou minha vida. E a Bíblia Sagrada é contrária à prática homossexual."

Feliciano reclamou do tratamento recebido do governo da presidenta Dilma Rousseff e disse que o apoio dos evangélicos a ela não é certo na eleição de 2014. O pastor disse estar incomodado com a ministra da Casa Civil, Glesi Hoffman, que não interferiu na questão e não o ajudou a ser recebido pela presidenta ou pelo seu secretário-geral, Gilberto Carvalho.

Clínica de aborto

Na entrevista, o pastor disse ser contra o aborto porque sua mãe manteve uma casa clandestina quando ele era jovem. “Na 12ª semana, estamos falando de um bebê com três meses de idade. Já tem sentimentos. Já sente dor. Abortar uma criança de três meses é assassinato", disse o pastor.

O pastor negou ter dito que a comissão de direitos humanos era "dominada por Satanás" antes dele. A frase, noticiada na imprensa no último final de semana, foi mal recebida até dentro do seu partido.

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