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Política

Eleições 2012

'É a eleição mais complicada em SP que participo'

por Redação Carta Capital — publicado 05/10/2012 18h53, última modificação 05/10/2012 18h56
Em discurso, ex-presidente demonstrou preocupação com o 'embolamento' da disputa e relembrou bolinha de papel em Serra
Lula e Haddad

Lula e Haddad no evento da Sé na sexta-feira. Foto: Divulgação

Em comício na Praça da Sé ao lado do candidato Fernando Haddad, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira 5 que esta é a eleição mais complicada que participou da cidade.

Na reta final, os três principais candidatos estão próximos nas pesquisas eleitorais. Segundo o Datafolha, Celso Russomanno tem 25% das intenções de voto, José Serra tem 23% e Fernando Haddad, 19%. Russomanno, portanto, está tecnicamente empatado com Serra, que está tecnicamente empatado com Haddad.

Em rápido pronunciamento em cima do trio elétrico, o “embolamento” da disputa foi citado pelo ex-presidente como motivo de preocupação. Esta é a primeira vez que um candidato petista figura na terceira colocação nas pesquisas desde 1992. O receio é que o desempenho se mantenha até o dia da votação e o PT não consiga ir ao segundo turno pela primeira vez em 20 anos. “Vocês sabem que nós estamos disputando uma eleição muito, muito delicada. Acho que é a eleição mais complicada em São Paulo de todas que participo há tantas e tantas décadas. Há um embolamento”, discursou.

Apesar da economia das palavras, Lula aproveitou o encontro para cutucar o adversário tucano. Perto dali o PSDB organizava um comício em frente ao Teatro municipal. Para evitar conflito entre os partidários, Lula brincou: “Muito cuidado com provocação. Se a gente tiver que andar pelas ruas para conversar com as pessoas, a gente tem que ficar de cara muito boa, muito alegre, sem aceitar nenhuma provocação de ninguém. Porque nós sabemos que tem um candidato aí que até uma bolinha de papel que alguém jogou na cabeça dele ele disse que foi uma agressão e tentou culpar o PT, há dois anos”.

E completou: “Então, por favor, nada de brincar de bolinha de papel nem de bolinha de isopor. Nada. Aliás, nessas próximas 24 horas nem bolinha de sabão vocês podem fazer, porque o rapaz é frágil e qualquer coisa o machuca”.

Era uma brincadeira sobre um episódio que marcou a eleição presidencial em 2010, quando o candidato José Serra acusou militantes petistas de atirarem uma pedra contra ele. A pedra, na verdade, era uma bola e papel.