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Dilma diz que Brasil não terá racionamento nos próximos anos

por Redação Carta Capital — publicado 23/01/2013 20h19, última modificação 06/06/2015 18h41
Em pronunciamento, presidenta ataca previsões 'sem fundamento' e antecipa desconto maior que o previsto nas contas de energia

A presidenta Dilma Rousseff negou nesta quarta-feira 23, em pronunciamento em cadeia nacional, que o Brasil vá enfrentar um racionamento de energia elétrica. Em uma mensagem de oito minutos, a mandatária criticou previsões "sem fundamento” "por preciptação, desinformação ou algum outro motivo” sobre uma crise no setor, que teve suas “grandes distorções" corrigidas em 2004 com o retorno dos investimentos.

"Vamos viver um tempo ainda melhor, quando todos os brasileiros, sem exceção, trabalharem para unir e construir. Jamais para desunir ou destruir. Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais", disse.

Dilma anunciou ainda uma redução maior no preço da energia que a estipulada em setembro. A partir desta quinta-feira 23, os consumidores terão até 18% de desconto, ante os 16,2%, e as indústrias até 32%, contra 28%. “É a primeira vez que isso ocorre no Brasil.”

A medida vale também para as regiões do País atendidas pelas concessionárias que não aderiram à proposta do governo federal para renovação antecipada das concessões em troca de uma redução das tarifas ao consumidor.

Segundo a petista, as perspectivas do setor são as “melhores possíveis”, pois o País está baixando o custo da energia e aumentando sua produção em 7% por meio de novas usinas e linhas de transmissão. “Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo.”

O pronunciamento estimou que a capacidade instalada de energia elétrica no Brasil vai dobrar em 15 anos. Atualmente, ela é de 121 mil megawatts.

         

A presidenta ressaltou também não haver necessidade de preocupação com a capacidade de produção elétrica em meio à baixa dos níveis dos reservatórios. O Brasil, afirmou, tem um sistema baseado em diversas formas de geração, como usinas hidrelétricas, nucleares, térmicas e eólicas, a gás, diesel, carvão e biomassa para compensar essa diferença.

Dilma ainda se disse "supresa" com as previsões de que faltaria energia. Para a mandatária, os analistas cometeram o mesmo erro “dos que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar”. “Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda."