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Política

Julgamento no STF

Denúncia do 'mensalão' parece 'novela das oito', diz advogado de um dos réus

por Redação Carta Capital — publicado 07/08/2012 19h36, última modificação 07/08/2012 19h36
Dia foi marcado pela defesa de quatro réus que trabalham junto de Marcos Valério nas empresas do publicitário

O julgamento do 'mensalão' desta terça-feira 7 foi marcado pelo pronunciamento de defesa de réus ligados a Marcos Valério. Os advogados de Cristiano Paz, sócio de do publicitário, Rogério Tolentino, advogado, Simone Vasconcelos, ex-diretora financeira de empresas dele, e Geiza Dias, funcionária, fizeram a exposição de seus argumentos.

A defesa de Rogério Tolentino foi a mais veemente ao tentar desqualificar a denúncia contra os réus. A acusação, segundo o advogado Paulo Sérgio Abreu, "foi pegando aqui, pegando ali, e chegou num astronômico número de 40 (réus). A impressão é que quando ia sendo feita a denúncia, algum auxiliar da procuradoria começou a tomar nota de quem recebeu dinheiro. Para criar o quadrilhão. Tem um quadrilhão de 40", depois de dizer que o imbróglio parecia coisa de "novela das oito".

Já o advogado Leonardo Yarochewsky, defensor da ex-diretora financeira da empresa de publicidade SMP&B Simone Vasconcelos, defendeu que ela figurasse apenas como testemunha no processo, e não como ré. “Simone Vasconcelos deveria figurar como testemunha deste processo porque o depoimento dela foi citado, quando do oferecimento da denúncia, por oito vezes. Nas alegações finais, por 11 vezes a acusação faz referência a Simone Vasconcelos. Isto porque muito do que o acusador estatal [o procurador-geral] sustenta é baseado nas palavras de Simone, que, em todo momento que foi ouvida, traz a mesma versão, com transparência e integridade", sustentou.

Paulo Sérgio Abreu e Silva também defende a ré Geiza Dias. Ele declarou que a cliente dele era uma “funcionária mequetrefe” e “batedeira de cheque” e que não deveria estar como ré no processo.

Já o advogado José Carlos Dias, defensor da ex-dirigente do Banco Rural Kátia Rabello, argumentou que não há provas autônomas que demonstrem vínculo estável e permanente com finalidade criminosa entre gestores do Rural e os demais réus no processo. Kátia Rabello foi acusada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a ex-dirigente do Banco Rural integrava o núcleo financeiro, juntamente com José Augusto Dumond, José Roberto Salgado, Ayanna Tenório e Vinicius Samarane, principais dirigentes dos Banco Rural à época.

*Com informações da Agência Brasil