No final de 2008 pareceu que o segundo muro havia ruído 19 anos após a queda do primeiro em Berlim. Este para selar o colapso do chamado socialismo real, aquele da main street do capitalismo para precipitar o enterro do neoliberalismo. Enganaram-se os esperançosos analistas, apressados. O célebre wall resistiu e o mercado prosseguiu no comando, perdão, o MERCADO, deus último e famigerado.
Leio um texto exemplar de Carlo Azeglio Ciampi, límpido funcionário do Estado, ex-presidente do Banco Central da Itália, ex-primeiro-ministro, ex-presidente da República. Diz ele: “Desafiaram a lei moral que permite distinguir a comunidade humana da selva (…) fizeram da finança, aquela que, conforme os manuais de economia, está a serviço da produção, da troca, do desenvolvimento, uma selva onde se satisfazem apetites ferinos, onde impera a lei não escrita do desprezo por todos os valores, afora o ganho, o sucesso, o poder”.
Ciampi fala de uma tormenta que dura há três décadas e confere ao capitalismo “um rosto desumano”. A crise global atiça, em diferentes instâncias, o debate sobre o estágio atual do capitalismo. Das lideranças das forças produtivas aos intelectuais de diversos calibres e aos analistas de publicações de alto nível, como The Economist, Foreign Affairs, Financial Times. Em questão, o modelo político e econômico ocidental, a partir de mudanças consolidadas. A globalização com seus efeitos mais recentes, por exemplo. Ou o galope do avanço tecnológico.
É do conhecimento até do mundo mineral que conseguimos globalizar a desgraça ao aprofundar os desequilíbrios entre ricos e pobres em todas as latitudes de uma forma bastante peculiar. Deixemos de lado o Brasil, reservado, como se diz de certos elementos de receitas culinárias. Sobram países pobres, ou mesmo paupérrimos, e que continuam como tais, e países ricos cada vez mais empobrecidos. A constatação inevitável nos leva a validar a tese de que a riqueza foi transferida para algumas corporações e seus mandachuvas. São eles os donos do mundo. A senhora Merkel, o senhor Sarkô, tentam se dar ares de superioridade, mas não convencem.
É a vitória dos especuladores e de -suas artimanhas, e não era com isso que sonhava Adam Smith. Ou, muito tempo antes, o banqueiro genovês que financiou a construção dos barcos destinados ao transporte das tropas da Primeira Cruzada. As consequências do neoliberalismo, deste selvagem fundamentalismo, não põem em xeque somente o sistema econômico mundial, mas também a própria democracia, a qual não se satisfaz com a -liberdade para buscar a igualdade. Ao menos, a igualdade de oportunidades.
O mundo mineral continua a confirmar o senhor De La Palisse. O neoliberalismo promove o predador espertalhão, ou, por outra, a lei da selva, a acentuar a desigualdade. E onde fica a democracia? Daí a preocupação de quem ainda a considera indispensável à realização de uma sociedade que se pretenda justa. Chegou a hora de retirar o Brasil da reserva em que me permiti colocá-lo, à espera de completar a receita. O Brasil tende a sofrer menos com a crise, talvez muito menos, do que a turma outrora seleta do ex-Primeiro Mundo.
O País deu e dá importantes passos à frente nos últimos nove anos. Começa finalmente a aproveitar suas extraordinárias potencialidades, os generosíssimos presentes da natureza, graças a governos contrariados pela desigualdade. Como haveria de ser, aliás, todo capitalista consciente das suas responsabilidades de cidadão de uma nação democrática. Podemos crer que, de fato, somos uma nação democrática?
O Brasil é, a seu modo, um caso à parte, como alguns outros países. Carecemos da passagem pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa. A dita elite brasileira é uma das mais atrasadas do mundo. Nunca usufruímos de um Estado de Bem-Estar Social e os sistemas da indiscutível atribuição estatal, educação, saúde e transporte público, são além de bisonhos. São Paulo tem a segunda maior frota de helicópteros do mundo e uma enorme área do País não conta com saneamento básico. Nesta moldura, a democracia há de lutar bravamente para se afirmar.
A vantagem quem sabe esteja no seguinte ponto: a democracia perde terreno para tantos que a conheceram e praticaram, nós temos largo espaço à frente para conquistá-la.
Lucas você sabia que Stalim cometeu um holocaustro contra os Ucranianos? Milhões deles foram dizimados pelo frio e pela fome sob o olhar dos “bondosos” soldados do Ditador tão sanguinário quanto foi Hitler. Quem denunciou isto e outras atrocidades foi Kruchev num Congresso. E é por conhecer o Comunismo que eu te afirmo que o Comunismo tal qual o Nazismo tem que ser varrido da face da terra. Claro, toda a Ditadura e os Ditadores da Direita também devem ser varridos.
Amos Oz fala de uma terceira via. Como conciliar igualdade e liberdade? Historicamente, os que buscaram igualdade caíram na cilada do autoritarismo. A defesa da liberdade plena, por outro lado, atinge a intervenção possível do Estado na busca da distribuição plena da riqueza. A terceira via está na social-democracia de uma Suécia ou Noruega?
Mino, a Naomi Klein, em seu livro “A Doutrina do Choque”, denuncia isso desde 2005.
[...] Na Carta Capital [...]
Voce já percebeu que aconteceu na Europa? Nas Italia e na Grecia os chefes de estados republicanos utilizaram suas prerrogativas para nomearem os chefes de governo sem NENHUMA representação no parlamento. Enquanto que na Bélgica e na Holanda os chefes de estado monarquicos conduziram negociações a exaustão até conseguirem formas um governo. Isso passou despercebido pelos orgão de imprensa.
Nossa Elite é atrasada demais para entender a Social Democracia…ela é digamos uma virgem “debutante” congelada nos anos 20, que acordou no meio de um culto Dionisiaco.A velha turma do quanto pior,melhor…Niilismo puro!!!
Marcos,
“Mas se o embargo econômico é a causa da pobreza de Cuba, então, fica comprovado que ela depende do sistema capitalista. E mais: significa que pobreza não é consequência de nenhuma ” exploração capitalista “. Muito pelo contrário: falta de capitalismo é que gera pobreza.
Ficar ” livre ” do capitalismo deu nisso mesmo: opressão, miséria a atraso.”
Há uma interdependência indiscutível entre os povos (como a troca de serviços e sobretudo, de conhecimento científico e tecnológico), e isto não é patrimônio do capitalismo. Quem promove o desenvolvimento científico tecnológico são os cientistas. Se um país tem as suas relações com demais povos limitada por questões geopolíticas ou ideológicas, este estará em grande desvantagem no processo de desenvolvimento científico e tecnológico (é isto que faz a humanidade evoluir desde a idade da pedra), seja qual for o seu modelo econômico ou político. No caso de Cuba, ela está “isolada do capitalismo”(ainda que este termo seja um grande exagero), porque no mundo, prevalece o capitalismo (se no mundo prevalecesse o socialismo, seria um país capitalista que ficaria isolado e em conflito com os demais). E não é nenhuma surpresa que um país que tente contrariar o sistema dominante, sofra as conseqüências, mas não necessariamente pela deficiência de seu modelo, mas pelo conflito que seu modelo tem com o sistema dominante (lembrando que ser sistema dominante não é exatamente uma virtude) e pelas conseqüências que o próprio isolamento produz.
“Se Cuba fosse tão boa assim, você acha que a comunidade cubana nos Estados Unidos, com seus um milhão e meio de pessoas, seria tão grande assim???
E poderia ser bem maior, não fosse a terrível opressão do regime cubano, que não permite aos cubanos nem sequer o direito de fugirem daquele lugar-pesadelo!!!”
Se os EUA favorecessem a entrada de imigrantes de outros países latino americanos, como favorece aos Cubanos, não seria só os cubanos a fugir para os EUA, mas a América Latina inteira. E se quer saber quando e como nasce a diferença econômica entre EUA e América Latina, estude história, sobretudo o processo de colonização do continente Americano. Não podemos avaliar diferenças econômicas sem levar em conta o contexto histórico. Mas é curioso que você estabeleça que a única comparação possível seja entre Cuba e EUA, e não entre Cuba e Honduras, Haiti, El Salvador… Como já foi comentado acima, é indiscutível que Cuba esteja em desvantagem, mas não necessariamente por deficiências de seu modelo.
Moisés, a questão é que Cuba teve o bloco comunista ao seu lado e nem assim conseguiu melhorar a sua economia. O livro ” O verdadeiro Che Guevara ” de Humberto Fontova traz o dado alarmante de que Cuba recebeu da União Soviética um valor NOVE VEZES maior do o Plano Marshall.
E nem isso foi suficiente para desenvolver a economia do país.
Volto a insistir: o embargo econômico significa que Cuba não está sendo ” roubada ” e nem ” explorada ” pelo ” imperialismo “.
Não ser roubada pelo imperialismo melhorou a situação? Receber NOVE vezes o valor de um Plano Marshall melhorou?
Então, fica claro: o problema é a própria ideologia coletivista e não o capitalismo ou o ” imperialismo “.
Quanto aos cidadãos que fogem de Cuba, o mesmo livro relata que quase OITENTA MIL cubanos morreram afogados no Oceano, tentando chegar à Flórida!!!!
E olha que é proibido fugir de lá!!!!
A explicação é o regime de terror que o ditador monarca absolutista impôs na ilha, cometendo um verdadeiro genocídio contra o povo cubano. Ou você acha que foi à toa que tanta gente fugiu, e tentou fugir de lá, mesmo com correndo o sério risco afogada no Oceano???
Quanto a esta análise do contexto histórico, pra explicar diferenças sócio-econômicas, isso deve ser visto com muita reserva. Aconselho a leitura do bom texto ” A pobreza é fácil de ser explicada “, de Walter Wiliams, que se encontra no site do Instituto Ludwig Von Mises do Brasil, do qual vou copiar um trecho bem interessante:
” Outra explicação insatisfatória para a pobreza é o colonialismo. Esse argumento sugere que a pobreza do terceiro mundo é uma herança pelo fato de tais países terem sido colonizados, explorados e espoliados de suas riquezas pelos países colonizadores. Ocorre, porém, que países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia também foram colônias; e ainda assim estão entre os mais ricos do mundo. Hong Kong foi colônia da Grã-Bretanha até 1997 — quando a China reconquistou a soberania da ilha —, mas consegui se tornar a segunda mais rica jurisdição política do Extremo Oriente. Por outro lado, Etiópia, Libéria, Tibete e Nepal jamais foram colônias, ou foram por apenas alguns poucos anos, e ainda assim figuram entre os países mais pobres e mais atrasados do mundo.
Não obstante as várias críticas justificáveis ao colonialismo e, devo acrescentar, às multinacionais, o fato é que ambos serviram como uma forma de transferência de tecnologias e de instituições ocidentais, fazendo com que pessoas de países atrasados entrassem em contato com o mundo ocidental, mais desenvolvido. Um fato trágico — embora pouco comentado — é que vários países da África passaram por expressivos declínios econômicos após suas independências. Em muitos desses países, o cidadão médio pode dizer que comia mais regularmente e usufruía mais proteções aos seus direitos humanos quando ainda estava sob domínio colonial. As potências coloniais jamais perpetraram os indescritíveis abusos de direitos humanos — incluindo-se aí o genocídio — que vimos ocorrer em países como Burundi, Uganda, Zimbábue, Sudão, África Central, Somália e outros lugares após sua independência. “.
Marcos, você tem que buscar uma literatura mais séria. Essa sua citação é de um grau tão deslavado de distorção completa da realidade (vulgo “mentira”) que prescinde de contestação.
Você tem potencial, rapaz, não se menospreze. Seja um bom cristão e faça jus aos neurônios que Deus lhe deu, não os desperdice com “mídia sem máscara”, Olavo de Carvalho e esses outros verdadeiros propagadores do ódio.
Aliás, aquele texto do Thomas Ice é péssimo. E eu cheguei à conclusão de que o pessoal da direita não sabe nada sobre socialismo, comunismo, Marx, nada. Impressionante. Tô pra ver um que tenha se aprofundado um pouquinho.
Moisés,
ideologia não se discute, e o pepino bento do Marcos já passou do ponto de ser desentortado. É bom lembrar mais uma vez que Hitler era católico, capitalista, e embora não nascido na Prússia, austriáco, portanto alemão(e dentro da
Europa, a Alemanha veio a desenvolver a mais forte economia,
como projetada para o mundo). Não vale a pena discutir com
quem engana e se engana, que confunde preço, valor, e que
ignora a fundamental importancia da mais valia. Pela eloquencia o Marcos deve ser mais um servidor bem pago de
capitalistas, tontos como baratas prestes a extinção. A imprensa é venal, capitalista, mas não é burra. Por isso veremos cada vez mais nos blogs o que não se pode ver na
media: o elogio da saúde do moribundo e velhaco capitalismo
e da religão(a judaico-cristã, claro). Saudações socialistas!
Vocês ainda não sabem (já que tem internet) que Cuba tem IDH melhor que os EUA?
Que a maioria dos Cubanos que morreram ao tentar ir aos EUA foram mortos pela guarda costeira americana?
Que todos que tentam entrar ilegalmente nos EUA são assassinados ou presos em campos de concentração no sul, próximo ao MURO do México?
Que, se os EUA, proibirem a todos os países (como fazem com Cuba)de venderem para o Brasil todo o tipo de produto, como insumos para nossas fábricas , alimentos e até petróleo, voces também morreriam de fome?
Cubo é um simbolo de dignidade no meio de países como o Brasil que ainda é onde ha mais escravos no mundo, graças a ditadura capitalista implementada pelos EUA aqui e em toda a Am.Latina. Leiam mais e melhor.
Para mim, este artigo vai além de discutir socialismo e capitalismo. Fica claro que precisamos repensar o que fizemos até aqui. Nossa elite é das mais egoístas que existe nesse mundo de Deus. Vejam, fica claro que, evoluímos consideravelmente nos últimos 09 anos, mérito de um governo trabalhista, eleito democraticamente pelo povo. O que faz nossa elite, outrora dona absoluta do poder? Combate ferrenhamente um governo que se preocupa em melhorar as condições de vida dos excluídos. Os meios de comunicação criam factoides, a todo momento, visando desestabilizar o poder legalmente constituído. Não podemos desviar desse caminho. Não podemos deixar a mídia fazer nossas cabeças e levar-nos ao retrocesso!
Insisto em querer saber, saber mais. Portanto, pergunto?
A ideologia socialista (Marxista), é comprovadamente utópica, desalinhada com a conteporâneidade, com a modernidade e o progresso. Pra quê insistir com a ditadura socialista, se é um fracasso total em todos os flancos.
Batem na Democracia como se bate numa protistuta, e a ditadura socialista fez o quê até agora?
Vejam os exemplos da Russia, Coréia do Norte, Cuba, dentre outras ditaduras. A china enriquece graças ao capitalismo, mas sua população, fora do eixo capitalista, continua pobre e dominada pela ideologia que segrega seus cidadãos na ignorância e liberdade de ir e vir e dizer o que quer.
Por isso, Sr. Mino Carta, reservo-me o direito de lutar pela meritocracia, pelo debate livre de opiniões, pela oportunidade que tenho de poder enriquecer com meu trabalho e não queremos a tutela do estado para tudo, inclusive policialesco dentre nossas famílias.
Pense nisso, Sr. Mino Carta.
Não basta dizer que o socialismo é desalinhado. O senhor tem que explicar antes o que é, para o senhor, progresso.
E qual é o problema de alguma coisa ser utópica?
Dr Mino não se esqueça que, se os paises desenvolvidos estão em crise econômica, é porquê as suas economias não crescem e não geram mais empregos. Enfim, as suas populações já atingiram um patamar de bem estar que não as estimulam mais ao consumo. Eles fizeram o dever de casa há anos atrás. Até porque a europa existe há vários séculos, tempo suficiente para atingirem o apogeu da qualidade de vida. Nós, o povo brasileiro recém formado dessa fusão euro-afro com apenas 500 anos de vida. É muito pouco se comparado com os dois mil anos da europa. E a asia que tem mais do que isso, a exemplo da China. Mas tudo bem, o que quero dizer, o que nos estar salvando dessa quebradeira financeira, é exatamente por não estarmos no mesmo patamar de desenvolvimento da europa. Veja bem, o nosso mercado interno cresce por que está havendo mobilidade social, quem não tinha TV está comprando, quem não tinha geladeira está comprando e assim sucessivamente. Portanto, compreenda a nossa história. O Brasil verdadeiramente moderno só tem 50 anos e não 500. A nossa verdadeira industrialização e modernização começou com JK. Os outros 450 anos era o Brasil da idade média. Portanto, não era o mesmo processo civilizatória em que se vivia na europa. Não é que aprovo as brutalidades vividas pelos brasileiros ao longo desses 500 anos. Mas por ao lado, os povos não mediram sacrificios para buscarem o seu bem estar e se firmarem como povos e nações. Cremos que chegaremos lá, mas sem essa choradeira de retrovisor. Nenhuma nação se desenvolve sem trabalho e muito trabalho.
Como escreveu Karl Marx: o Estado é o comitê executivo da classe dominante.
Comparar Cuba com os EUA é sacanagem de quem não tem argumento necessário para mostrar o quanto a desigualdade já começa pelo próprio comparativo.
Quanto a elite é o seguinte. No Brasil existe a elite verdadeira que praticamente não aparece, que é um conjunto de grandes corporações controladas, em sua maioria, por sionistas que através do seu poder econômico dita as regras do jogo, usando para isso governantes escolhidos por ela própria. O Governo, a mídia e a burguesia nacional são apenas uma sub-elite que se beneficia do processo e como ferramenta faz a sua parte no sentido de perpetuar essa lógica. Não entendo tanto otimismo do Mino Carta em relação ao Brasil. A economia nacional está sustentada em 3 pilares extremamente frágeis. A taxa de juros, o domínio estrangeiro do seu parque industrial e o interesse histórico nas explorações da riqueza natural abundante feita igualmente por americanos e europeus. A economia está tão ativa quanto frágil, e a roda continua rodando para o mesmo lado…
A democracia capitalista está exemplarmente tipificada no recente episódio do BBB: a moça foi estuprada e nem soube,
no céu da ignorãcia (delícia…). Embebidos na ideologia, doce
veneno que a media e a religão distribuem amplamente, nossas mentes são diuturnamente estupradas. Essa democracia, da qual Olavo Carvalho no Brasil e Diogo Mainardi na Itália são mestres-pensadores muito bem recompensados pelos valores da OPUS DEI, produziu esse
monstruoso cataclisma ecumênico. Não há como conciliar
seguradoras, resseguradoras e outros sofisticados empreendimentos financeiros (sempre em disputa e aptos a guerra) com a simples existência humana. Remédios amargos e dietas -controle- de inicio ninguém gosta, assim como não é apreciado o estupro, por cinismo ou oportunismo, ignorãncia, omissão ou má-fé, da consciência, do corpo, da sociedade.
Temos várias razões para nos revoltarmos contra o liberalismo
e essa democracia, promotores da liberdade de eliminar o concorrente, fazer a guerra, destruir as economias. Primeiro a
vida, consciente. Força nessa batalha, Mino, equipe e parceiros de Carta Capital, rumo a uma nova ordem social no Brasil e no mundo.
“Liberdade, Igualdade e Fraternidade
Liberdade, igualdade, fraternidade, estas três palavras são, por si sós, o programa de toda uma ordem social, que realizaria o progresso mais absoluto da Humanidade, se os princípios que representam pudessem receber sua inteira aplicação. Vejamos os obstáculos que, no estado atual da sociedade, podem a isso se opor e, ao lado do mal, procuremos o remédio.
A fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros; ela significa: devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: “Agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem conosco”.A contrapartida é o Egoísmo. A fraternidade diz: “Cada um por todos e todos por um”.O egoísmo diz: “Cada um por si”.Sendo essas duas qualidades a negação uma da outra, é tão impossível a um egoísta agir fraternalmente, para com os seus semelhantes, quanto o é para um avarento ser generoso, a um homem pequeno alcançar a altura de um homem grande. Ora, sendo o egoísmo a praga dominante da sociedade, enquanto ele reinar dominador, o reino da verdadeira fraternidade será impossível; cada um quererá da fraternidade em seu proveito, mas não a quererá para fazê-la em proveito dos outros; ou, se isso faz, será depois de estar seguro de que não perderá nada.
Considerada do ponto de vista de sua importância para a realização da felicidade social, a fraternidade está em primeira linha: é a base; sem ela não poderia existir nem igualdade e nem liberdade sérias; a igualdade decorre da fraternidade, e a liberdade é a conseqüência das duas outras.
Com efeito, suponhamos uma sociedade de homens bastante desinteressados, bons e benevolentes para viverem, entre si, fraternalmente, não haveria entre eles nem privilégios nem direitos excepcionais, sem o que não haveria ali fraternidade. Tratar alguém como irmão, é tratá-lo de igual para igual; é querer-lhe o que desejaria para si mesmo; num povo de irmãos, a igualdade será a conseqüência de seus sentimentos, de sua maneira de agir, e se estabelecerá pela força das coisas. Mas qual é o inimigo da igualdade? É o orgulho. O orgulho que, por toda a parte, quer primar e dominar, que vive de privilégios e de exceções, pode suportar a igualdade social, mas não a fundará jamais e a destruirá na primeira ocasião. Ora, sendo o orgulho, ele também, uma das pragas da sociedade, enquanto não for destruído, oporá uma barreira à verdadeira igualdade.
A liberdade, dissemos, é filha da fraternidade e da igualdade; falamos da liberdade legal e não da liberdade natural que é, por direito, imprescritível para toda criatura humana, desde o selvagem ao homem civilizado. Vivendo os homens como irmãos, com os direitos iguais, animados de um sentimento de benevolência recíproco, praticarão entre si a justiça, não procurarão nunca se fazerem mal, e não terão, conseqüentemente, nada a temer uns dos outros. A liberdade será sem perigo, porque ninguém pensará em dela abusar em prejuízo de seus semelhantes. Mas como o egoísmo que quer tudo para si, o orgulho que quer sempre dominar dariam a mão à liberdade que os destronaria? Os inimigos da liberdade são, pois, ao mesmo tempo, o egoísmo e o orgulho, como o são da igualdade e da fraternidade.
A liberdade supõe a confiança mútua; ora, não poderia haver confiança entre pessoas movidas pelo sentimento exclusivo da personalidade; não podendo se satisfazer senão às expensas de outrem, sem cessar, estão em guarda uns contra os outros. Sempre com medo de perder o que chamam seus direitos, a dominação é a condição mesma de sua existência, por isso armarão sempre ciladas à liberdade, e a abafarão tanto tempo quanto o puderem.
Esses três princípios são, pois, como o dissemos, solidários uns com os outros e se servem mutuamente de apoio; sem sua reunião, o edifício social não poderia estar completo. A fraternidade praticada em sua pureza não poderia estar só, porque sem a igualdade e a liberdade não há verdadeira fraternidade. A liberdade sem a fraternidade dá liberdade de ação a todas as más paixões, que não têm mais freio; com a fraternidade, o homem não faz nenhum mau uso de sua liberdade: é a ordem; sem a fraternidade, ele a usa para dar curso a todas as suas torpezas: é a anarquia, a licença. É por isso que as nações mais livres são forçadas a fazerem restrições à liberdade. A igualdade sem a fraternidade conduz aos mesmos resultados, porque a igualdade quer a liberdade; sob pretexto de igualdade, o pequeno abate o grande, para se substituir a ele, e se torna tirano a seu turno; isso não é senão um deslocamento do despotismo.
Segue-se que, até que os homens estejam imbuídos do sentimento da verdadeira fraternidade, falta tê-los na servidão? Que sejam impróprios às instituições fundadas sobre os princípios de igualdade e de liberdade? Semelhante opinião seria mais do que um erro; seria absurda. Não se espera que uma criança haja feito todo o seu crescimento para fazê-la caminhar. Quem, aliás, a tem mais freqüentemente em tutela? São homens de idéias grandes e generosas, guiados pelo amor ao progresso? Aproveitando da submissão de seus inferiores, para desenvolver neles o senso moral, e elevá-los, pouco a pouco, à condição de homens livres? Não; são, na maioria, homens ciosos de seu poder, à ambição e a cupidez dos quais outros homens servem de instrumento, mais inteligentes do que animais, e que, para esse efeito, em lugar de emancipá-los os têm, o maior tempo possível, sob o jugo e na ignorância. Mas essa ordem de coisas muda por si mesma pela força irresistível do progresso. A reação é, às vezes, violenta e tanto mais terrível quanto o sentimento de fraternidade, imprudentemente abafado, não vem interpor um poder moderador; a luta se estabelece, entre aqueles que querem agarrar e aqueles que querem reter; daí um conflito que se prolonga, freqüentemente, durante séculos. Um equilíbrio factício se estabelece enfim; há melhoria; mas sente-se que as bases sociais não estão sólidas; o solo treme a cada instante sob os passos, porque não é, ainda, o reino da liberdade e da igualdade sob a égide da fraternidade, porque o orgulho e o egoísmo estão sempre ali, levando ao fracasso os esforços dos homens de bem.
Todos vós que sonhais com essa idade de ouro para a Humanidade, trabalhai, antes de tudo, na base do edifício, antes de querer coroar-lhe a cumeeira; dai-lhe por base a fraternidade em sua mais pura acepção; mas, para isso, não basta decretá-la e inscrevê-la sobre uma bandeira; é preciso que ela esteja no coração e não se muda o coração dos homens com decretos. Do mesmo modo que, para fazer um campo frutificar, é preciso arrancar-lhe as pedras e os espinheiros, trabalhai sem descanso para extirpar o vírus do orgulho e do egoísmo, porque aí está a fonte de todo mal, o obstáculo real ao reino do bem; destruí nas leis, nas instituições, nas religiões, na educação, até os últimos vestígios, os tempos de barbárie e de privilégios, e todas as causas que mantêm e desenvolvem esses eternos obstáculos ao verdadeiro progresso, que se recebe, por assim dizer, desde a meninice e que se aspira por todos os poros na atmosfera social; só então os homens compreenderão os deveres e os benefícios da fraternidade; então, também, se estabelecerão por si mesmos, sem abalos e sem perigo, os princípios complementares da igualdade e da liberdade.
A destruição do egoísmo e do orgulho é possível? Dizemos alta e ousadamente SIM, de outro modo seria preciso colocar uma suspensão ao progresso da Humanidade. O homem cresce em inteligência, é um fato incontestável; chegou ao ponto culminante que não poderia ultrapassar? Quem ousaria sustentar essa tese absurda? Progride ele em moralidade? Para responder a esta pergunta, basta comparar as épocas de um mesmo país. Por que, pois, teria antes alcançado o limite do progresso moral do que do progresso intelectual? Sua aspiração, para uma ordem de coisas melhor, é um indício da possibilidade de a isso chegar. Aos homens progressistas cabe ativar o movimento pelo estudo e pela prática dos meios mais eficazes.”
Cristalino como a água de um igarapé da amazônia mineral…
Um Estado desregulamentado à guisa de seus donos e teóricos só poderia dar nisso.
Democracia no Brasil?
Onde?
Ah, sim !!!
Está na constituição.
É o único lugar onde encontramos democracia no nosso país: no papel.
A realidade está bem distante desse conceito político.
Aqui o poder está concentrado na mãos de poucos que fazem de tudo para se blindarem dentro desse poder.
A demagogia dos discursos públicos em nada se identifica com as ações praticadas a portas fechadas.
Os dirigentes das instituições públicas que tem o dever legal de fazer valer a lei se curvam diante dos interesses dos que estão no poder.
E sempre encontram um meio de fazer isso parecer legítimo.
Vivemos um sistema de pura fisiologia interesseira, de manobra de massas incultas, onde o que realmente importa é agregar meios que possibilitem manter as mãos no poder, custe o que custar.
O preço disso está aí na vitrine: corrupção enraizada em praticamente todas as instituições dessa república de fachada consumindo princípios básicos de ética e moral.
Enquanto isso o povo está mais preocupado em saber quem vai ser o próximo eliminado do Big Brother…………
Apesar das belezas naturais de nosso país,a cada dia que passa da mais desgosto morar no Brasil,seja pela violência,seja pela gritante desigualdade,além dos diários escandalos políticos.Quem diria que em plena “democracia´´ esse antigo ditado seria usado:Brasil,ame-o ou deixe-o.
[...] Leia também:Dilma sanciona emenda de verba para a saúde com 15 vetos As caixas-d´água do ministro Bezerra Mino Carta: Democracia e capitalismo [...]
Lucas:
1 e 2) Eu li. Seu texto tenta provar que há muitas variáveis e causalidades que não permitem dizer que a economia e a política são consequência dos valores culturais. Ou seja, há tantos fatores que não se pode dizer qual a causa e qual a consequência.
Então, vou dar outro exemplo. Pense nas diversas comunidades menonitas que existem pelo mundo. Na América do Sul, há algumas na Bolívia e no Paraguai. Há também na América Central, na África, na Ásia. Tais comunidades têm organização social e econômica muito parecidas. Por que isso acontece? E por que tais comunidades são tão diferentes de aldeias de habitantes originais da Floresta Amazônica, por exemplo? Será que é tão difícil assim perceber que os valores de uma comunidade/sociedade têm influência sobre toda a forma organização social, inclusive política e economia? Este e outros exemplos mostram que não. O marxismo inventou várias falácias para negar isso, até porque o verdadeiro objetivo do marxismo é atacar a cultura judaica-cristã, conforme já ensinou Olavo de Carvalho ( sobre isso comento mais abaixo ).
3) Falo em valores parecidos porque, evidentemente, eles não são totalmente idênticos. Mesmo com algumas diferenças, é sim possível dizer que os povos do norte da África têm valores parecidos e as formas de Estado e governo não podem desmentir isso. Por exemplo, pode-se afirmar que Inglaterra e Estados Unidos têm valores parecidos, muito embora não sejam iguais. Estados Unidos é uma República presidencialista, já a Inglaterra é uma monarquia palamentarista. E se você entrevistar um cidadão inglês de classe média e um norte-americano de situação parecida, verá que eles têm ideias razoavelmente parecidas. E de fato, o exemplo que dei no comentário anterior foi bom e prova disso é o evento da tal ” Primavera Árabe ” que aconteceu em alguns países daquela região. Por que aconteceria tal fenômeno nestes países, mais ou menos, ao mesmo tempo? A similaridade de valores tem muito a explicar sobre isso……..
Quanto a Israel, claro que não se trata de território europeu!!!! O povo judeu tem uma história própria e uma cultura própria que é muito diferente daquela que existia na Europa até alguns séculos atrás, haja vista que sempre sofreram rejeição daquelas sociedades. E outro dado que vai em sentido contrário ao que você escreveu: a maioria dos judeus que habitava em Israel no final da década de 40 e início dos anos 50 veio dos próprios países do Oriente Médio e norte da África. Segundo Alan Dershowitz, originalmente eram 600 mil os habitantes originais de Israel, contando-se os que haviam vindo da Europa, e 850 mil os que, pouco antes ou depois de 1948, chegaram de países vizinhos, como Iraque, Marrocos, Egito, Síria, etc….
Então, feita esta observação, fica claro que é falso considerar Israel como um ” país europeu “. Pelo contrário, é formado majoritariamente por pessoas que habitavam em países do norte da África e do Oriente Médio e que, não obstante, por motivos CULTURAIS ( afinal, os judeus têm valores bem diferentes dos árabes muçulmanos ), formaram um país radicalmente diferente daqueles de onde vieram.
O caso de Israel, muito pelo contrário, é uma das provas mais nítidas daquilo que venho afirmando.
4) O liberalismo na Europa só pôde aflorar de vez com depois da Reforma Protestante, que foi a grande responsável pela expansão dos legítimos valores tradicionais da cultura judaico-cristã. Sobre este ponto respondi sua mensagem acima, mas a minha resposta foi bloqueada, talvez, por conter algumas verdades incômodas. Bom, pra resumir, a reforma permitiu o fortalecimento dos valores e da moralidade cristã, abrindo caminho para as liberdades individuais, para as ideias sobre democracia, limitação dos poderes políticos e religiosos, etc……. Mas ainda havia um forte substrato anti-democrático na Europa, pelo seu passado histórico, que resultou na queda do liberalismo e na ascensão do totalitarismo ( isso não aconteceu nos Estados Unidos pelo motivo que está exposto em um comentário meu mais acima, em que copiei a conversa de Alexis de Tocqueville com o John Quincy Adams ).
Estas ideias que têm origem no substrato anti-democrático que era ( e ainda é ) fortíssimo na Europa, resultaram em ideologias das mais diversas, inclusive a de Karl Marx. Por que o marxismo surgiu na Europa? Como disse, o marxismo tem como finalidade principal DESTRUIR todo o conjunto de valores tradicionais da cultura judaico-cristã. Então, é uma reação contrária a esta cultura. Evidentemente, o marxismo só poderia ter surgido em sociedades que abrigassem a cultura judaico-cristã. Por isso, o marxismo surgiu na Europa pós-reforma e não na China ou na África do Século XV, por exemplo.
5) Sobre Locke, mera consequência de uma sociedade com valores judaico-cristãos, não há muito o que acrescentar. Mas cabe notar que vários com ideias semelhantes às dele surgiram em sociedades deste tipo, o que não pode ser encarado como coincidência.
Olavo de Carvalho diz que no Brasil o negro se vangloriava de ter escravisado o o povo judeu,via faraó… entre outras “perolas” de seu pensamento esquizoatrolgicofilosoficofrenico.Olavo de Cravalho é um louco,precisa de muita coragem(insensatez)pra usalo para citalo como referencia.
Prezado Marcos,
Os personagens que o senhor está citando, “Capitalismo Puro”, “Tea Party”, “Fislósosfos do século XIX”, entre outros são diferentes. Mas o seu discurso é puro plágio. Tem a mesma estrutura do enredo de Stanislaw Ponte Preta, criado em 1968. Só mudaram os personagens.
1 e 2) Seu exemplo não diz nada. Você precisa entender que não estamos discutindo diferenças culturais, mas as suas origens. O fato de existirem comunidades menonitas em países da América do Sul culturalmente “parecidos” entre si e distintos de seu entorno pode ser comparado às subculturas urbanas, como playboys, metaleiros, punks, evangélicos, em diversas partes do mundo, ou a cultura de uma empresa multinacional. Ou as missões jesuítas durante a colonização. São parecidos, claro. É por isso que falamos em cultura, em identidade. Mas a origem da cultura, a relação recíproca entre os valores e os demais elementos da realidade, não tem nada a ver com isso. Não é possível dizer com certeza de onde vem a cultura, de onde vêm os valores. É o mesmo que falar da origem da linguagem, é muito complicado.
3) Mas é claro que são parecidos e são diferentes. Isso não diz nada. Eu não estou negando a semelhança, estou negando a explicação. Você acha que valores caem do céu, e que uma suposta cultura “judaico-cristã” tem direitos autorais sobre o liberalismo. Eu não acho. Acho que os valores são construções históricas complexas e que é muito reducionista pensar que liberalismo resulta somente de uma matriz judaico-cristã (aliás, muito intolerante e anti-democrática na minha opinião). Como eu falei antes: renascimento da cultura greco-romana (nem cristã nem judaica), ascensão da burguesia, guerras religiosas, filosofia e ciência moderna.
A “primavera árabe” é muuuuuito mais complexa do que isso, rapaz! Internet, celular, twitter e facebook têm muito mais importância nessa história que “similaridade de valores”.
Israel foi criado com a mão pesada dos EUA e do poder dos capitalistas sionistas ingleses e americanos. É uma república capitalista com comunidades tradicionais judaicas (traço que pode ser analisado do ponto de vista da construção da identidade nacional, tal como a utilização do hebraico como língua oficial). Se os judeus que viviam no Oriente Médio sob o Império Otomano e depois sob o imperialismo inglês resolveram se juntar aos sobreviventes da 2ª Guerra, isso é mero detalhe. É um país “ocidental” em meio a árabes, persas e turcos, alguns deles inclusive bastante ocidentalizados, como Jordânia, Líbano e principalmente a Turquia (que já era república desde a década de 1920). As únicas diferenças entre Israel e estes países (que também são entidades nacionais fabricadas após o esfacelamento do Império Otomano e dos protetorados e colônias inglesas do Oriente Médio) são a língua, o grau de democracia e o apoio dos EUA e demais asseclas.
4) A Reforma Protestante ocorre após o Renascimento, que por sua vez resgata ideias dos gregos e romanos, preocupados com o uso da razão e da observação para fundamentar o conhecimento, questionando os dogmas da Igreja Católica. O Humanismo é anterior à Reforma. Aliás, a democracia e a república são respectivamente grega e romana.
Os EUA não chegaram ao fascismo não só por sua maior tradição repúblicana e democrática, mas porque não tinham problemas com nacionalismo e revanchismo (é uma ilha geopolítica) e sua situação econômica era muito melhor, de modo que o New Deal foi suficiente enquanto medida antiliberal. Os EUA se utilizaram e se utilizam de políticas antiliberais interna e externamente quando é do seu interesse.
O marxismo para mim é muito mais judaico-cristão do que o liberalismo. Cooperar, trabalhar e viver comunitariamente me parece muito mais adequado aos ensinamentos da Bíblia do que a “sobrevivência do mais forte”.
5) Sobre Locke, você insiste no “judaico-cristão”, eu insisto na pluralidade. É isso.
P.S.: se eu fosse você, esqueceria que Olavo de Carvalho existe.
1 e 2) Transferir a questão dos valores culturais para indagar suas origens não soluciona nada, é só uma tentativa de fugir da questão. É só um artifício retórico para negar um fato óbvio: uma vez estabelecida uma cultura, ela passa a ser a responsável pela organização econômica, política e social. O marxismo, por exemplo, parte dos fatores econômicos, e se formos nos utilizar deste artifício retórico, ele também deve ser desacreditado.
É inegável que os valores de uma sociedade são a explicação para sua forma de organização. Montesquieu e Rousseau ensinavam que a ” virtude ” dos cidadãos seria a rersponsável por preservar um regime democrático. Vemos ideias parecidas em James Madison e também nesta breve conversa entre Tocqueville e Quincy Adams, que se encontra abaixo, em que o primeiro declara que o segundo, ex-presidente norte-americano, colocava o caráter religioso do povo como uma das principais garantias da sociedade norte-americana.
Chega a ser óbvio que é nos valores da sociedade que se encontra a causa de diversos outros fatores como política, economia, etc…. tantos pensadores não poderiam estar errados.
3) O liberalismo surgiu em sociedades com os típicos valores da cultura judaico-cristã e com forte presença da moralidade cristã. Especificamente em países europeus em que a Reforma Protestante teve mais sucesso. A explicação, à luz dos princípios judaico-cristãos, é muito evidente: a valorização da vida humana, do direito à propriedade, a ênfase nas responsabilidades e liberdades individuais, etc…… se você acha que não existe esta relação de causa e efeito, então, deve explicar porque o liberalismo não apareceu em nenhum outro tipo de sociedade, em qualquer período da história humana, e porque ” coincidentemente ” surgiu apenas em sociedades cristãs pós-reforma. Já adianto que não conseguirá encontrar nenhuma explicação, porque ela não existe. A única explicação para o liberalismo é a cultura judaico-cristã.
Quanto ao Estado de Israel, é absurdo achar que existem poucas diferenças entre ele e os seus vizinhos. Muito pelo contrário, existem poucas semelhanças. As diferenças são tão grandes que há um sério conflito, há décadas, entre judeus e árabes. Israel é uma democracia, em que se permite liberdade religiosa e política à minoria muçulmana, em suma, é uma sociedade muito mais tolerante e democrática. Já na Arábia Saudita, por exemplo, não são permitidas sinagogas ou igrejas cristãs. E quem desistir de seguir a religião muçulmana, é condenado e morto por isso. A grande maioria dos habitantes – ou descendentes – da atual população de Israel, ao contrário do que se pensa, não veio da Europa, e sim de países vizinhos, onde seus ancestrais viveram por muitos séculos, convivendo em sociedades cujos valores culturais e religião eram totalmente diferentes. E mesmo assim, houve preservação da identidade cultural.
Só a cultura pode explicar tanta diferença entre Israel e os países vizinhos. Em Israel, não houve golpes de Estado e há sólidos valores democráticos. Seus vizinhos, por outro lado, são todos regimes ditatoriais e há, constantemente, golpes de Estado.
4) É importante destacar que os valores cristãos são opostos àqueles do Renascimento. Na conversa de Tocqueville com Quincy Adams, abaixo, percebemos isso claramente. O ex-presidente classifica a religião cristã como ” contragolpe ” às ideias que inspiraram a Revolução Francesa ( que são desdobramento daquelas que se iniciaram no Renascimento ).
Na chamada Antiguidade Clássica, realmente, já existiam conceitos como democracia e república. Porém, não se deve confundir o que existia em Roma e na Grécia com o que se formou nos Estados Unidos. Copio aqui um trecho do livro ” Os clássicos da Política “, na parte em que trata do Federalista ( página 247 ), ou seja, debates que resultaram na Constituição Norte-americana: ” Pela primeira vez, a teorização sobre os governos populares deixava de se mirar nos exemplos da Antiguidade, iniciando-se, assim sua teorização eminentemente moderna.”.
Está muito claro que democracia e república, nos moldes que foram implantados nos Estados Unidos, têm sua origem nos preceitos bíblicos e não na Antiguidade Clássica.
Em um primeiro momento, pode até parecer que não, mas, analisando-se detalhadamente o que aconteceu, isso pode ser notado.
E isso também explica porque os Estados Unidos não passaram pelo fascismo. Na verdade, todas as doutrinas totalitárias têm sua origem no racionalismo e no iluminismo, que em última análise pode ser resumida na crença no homem como centro do universo e fonte de conhecimento por meio de sua razão. Estas ideias foram muito bem recebidas nas sociedades europeias e latino-americanas. Mas nos Estados Unidos não!!! Lá houve uma reação, ou ” contragolpe “, como declarou Quincy Adams e a reação foi o Cristianismo, os preceitos bíblicos. Por isso, os Estados Unidos se mantiveram solidamente democráticos e não passaram pelo fascismo, apesar da gravíssima crise das décadas de 20 e 30 que empobreceu – e muito – a população norte-americana. Aí estão, novamente, os valores da sociedade para explicar a política e a economia.
Nem Antiguidade Clássica, nem racionalismo, nem humanismo e nem iluminismo. Fica muito claro o que, realmente, influenciou os Estados Unidos em suas origens. E isso explica muita coisa.
Quanto ao marxismo, o fato é que você utilizou esta doutrina, no comentário anterior, para tentar mostrar que uma doutrina como esta não poderia ter surgido em sociedades dominadas pela cultura judaico-cristã, por ser, evidentemente, oposta a ela. Depois que eu mostrei que somente poderia surgido neste tipo de sociedade, por ser, justamente, uma reação contra a cultura judaico-cristã, no sentido de destrui-la, você vem com essa conversa que o marxismo é coerente com os ensinamentos da Bíblia??? Mudou de opinião bem rápido…..
O marxismo é uma reação contra a cultura judaico-cristã, como eu provei. Por isso, é absolutamente contrário ao liberalismo, pois, atacando os ” efeitos ” da cultura judaico-cristã ( valorização da vida humana, do individualismo, da propriedade privada, das liberdades e responsabilidades individuais, etc…. ), ele visa eliminar a sua ” causa “.
O marxismo é totalmente incompatível com os ensinamentos da Bíblia. Esta doutrina coloca o ódio ( luta de classes ) como a força que moverá a revolução e formará um ” novo homem ” e uma ” nova sociedade “. A Bíblia coloca o amor de Deus como o agente transformador de pessoas, que resultará em um novo céu e uma nova terra, perfeitos, diferentemente da atual. O marxismo exalta o homem e sua razão. A Bíblia exalta a Deus e sua perfeita sabedoria.
1) Calma lá. Deixemos algo claro: não sou marxista, nem nunca me baseei em marxismo aqui. Sou muito mais weberiano, frankfurtiano, wittgensteiniano e agnóstico.
Que o materialismo histórico (com o qual não concordo plenamente) não é “artifício retórico” contra “fato óbvio” está mais do que provado na questão da determinação, pois você reconheceu que a cultura não cai do céu. Já é um avanço.
“Tantos pensadores” estavam errados. Seguindo o seu raciocínio da verdade pela maioria, a linha majoritária no campo das ciências humanas adere ou ao materialismo histórico ou a uma postura intermediária, porque o idealismo é facilmente falsificado diante da análise histórica e dos estudos antropológicos. Além disso, ninguém está negando que “virtude” é fundamental para preservar a democracia. “Virtude” como “cultura democrática”, laica, e não “judaico-cristã”, (é importante lembrar que existem democracias em outras culturas, como o Japão e a Turquia).
Agora uma dica: suspeite de contemporâneos, de ideólogos e políticos. Até Descartes, um dos pais do racionalismo, usava a religião e argumentos sobrenaturais para justificar sua filosofia. Isso não significa que ele estivesse inteiramente errado, mas que tinha limites. A percepção dos sujeitos sobre o processo histórico dentro do qual estão inseridos é claramente limitada e interessada. É como perguntar ao exército brasileiro quem foi Duque de Caxias ou a George W. Bush os motivos da guerra no Iraque. Para mim Quincy Adams expressa o fanatismo religioso que viria a impregnar o discurso nacionalista dos EUA, vide a doutrina do Destino Manifesto, iIn God we trust”, “one nation under God, indivisible…” etc.
2) [ou 3] Aqui é pura repetição. Minha conclusão é que se trata de uma questão de fé. Você acredita nisso e ponto final. Não quero repetir.
Israel é democrático e tolerante? Tem certeza? Um estado dividido por um muro, com postos de controle, ocupação ilegal de território palestino com as colônias (condenada mais uma vez pela Europa, ontem)… Enfim, a lista é grande. Quanto à estabilidade (política, econômica, institucional…) em meio aos vizinhos, fica fácil se manter no poder quando se é um país nanico com ajuda maciça da maior potência do mundo numa região estratégica. Aliás, os EUA, esse baluarte da democracia, portador dos valores supremos da civilização judaico-cristã, tem uma política externa não tão cristã assim… Aliás, o principal aliado da Arábia Saudita, a fanática.
Já disse: todos os países ao redor de Israel são ex-colônias ou protetorados. As fronteiras são demarcações arbitrárias das grandes potências, os conflitos étnicos são antigos e a região é talvez a mais estratégica do mundo, disputada acirradamente durante a Guerra Fria. E sua explicação para a instabilidade dos regimes é a cultura desses países? A realidade é um pouco mais complicada.
4) A citação completa do trecho dos Clássicos da Política: “Aumentar o território e o número de interesses são benéficos à sorte desta forma de governo. Pela primeira vez, a teorização sobre os governos populares deixava de se mirar nos exemplos da Antiguidade, iniciando-se, assim sua teorização eminentemente moderna.” Primeiro: não há referência nenhuma à Bíblia. Segundo: ele está se referindo às teorias sobre as formas ideais de governo dos gregos e de outros filósofos como o próprio Montesquieu, cuja obra tentou adequar regimes e sistemas de governo às características demográficas e geográficas dos Estados. Para Montesquieu a república e a democracia eram compatíveis apenas com Estados de território pequeno, em consonância com a realidade das cidades-estado gregas, onde a participação direta dos cidadãos era teoricamente mais viável e as divergências eram menores. Os federalistas inovaram porque disseram ser possível conciliar a democracia com os diversos interesses (as “facções”) das então treze colônias, por meio da solução federativa e de uma organização institucional inteligente. Os federalistas queriam um governo único, porém limitado, pois viam o poder como essencialmente usurpador e os homens como “ambiciosos, vingativos e rapaces”, proximando-se aqui da teoria da separação dos poderes de Montesquieu (Clássicos da Política, v. 1, pp. 249-250).
Como eu disse, a tradição democrática dos EUA foi uma fator importantíssimo, sim. Devido a isso, ao seu isolamento geográfico, ao New Deal keynesiano (resposta intervencionista, antiliberal do governo à crise), e a uma série de outros fatores que os especialistas podem enumerar. Os valores (que além disso têm origem e razão de serem, como você admite) são uma parte da história, não a história toda.
Mais uma vez, não usei marxismo e não disse que não poderia ter surgido numa sociedade judaico-cristã. Eu acho o marxismo tão ou mais “judaico-cristão” quanto o liberalismo. Disse o escritor Anatole France, sobre o liberalismo: “A lei, em sua majestática igualdade, dá a todos os homens o mesmo direito de jantar no Ritz e de dormir debaixo da ponte” (v. Hobsbawm. Era dos Impérios, p. 47). Eu acho que Jesus Cristo teria sido comunista. Se Marx achava que a religião compunha um esquema ideológico que mantinha o proletariado alienado, impedindo-o de lutar por seus direitos, é outra discussão. E Marx estava muito mais preocupado com a valorização da vida humana do que os liberais, quem conhece a obra dele sabe disso.
A “perfeita sabedoria” de Deus não impede a miséria humana e isso só é cômodo, para quem está no topo da pirâmide.
1) Evidentemente, a formação da cultura é algo que não se pode explicar de forma definitiva. Por exemplo, houve europeus que aderiram à Reforma, outros não. No final das contas, dentre os reformados, os mais ” fundamentalistas “, digamos assim, emigraram para os Estados Unidos e formaram um povo com valores um tanto quanto diferentes dos povos europeus dos quais procederam. Em um mesmo país, pôde se notar a formação de valores diferentes: uns permaneciam católicos, outros escolheram se tornar protestantes. Por que isso aconteceu? Isso é enigmático, o que faz uma pessoa escolher A ou invés de B, muitas vezes, não pode ser explicado.
Mas o conjunto de valores, quando formado, passa a ser determinante. Este exemplo que mencionei, ” virtude “, serve pra mostrar que valores relacionam-se de forma decisiva com o sistema político, independentemente de sua origem. Claro que eu acredito que ” virtude ” também seja uma das consequências da cultura judaico-cristã, já que na Lei de Moisés há uma série de regras que devem nortear a postura do homem em relação ao seu próximo. Mas não pensei nisso, especificamente, apenas em mostrar um exemplo de valores condicionando a existência de um sistema político.
Sobre os contemporâneos, pode desconfiar – isso é legítimo -, mas também podemos confiar, afinal são eles as principais testemunhas oculares. Independentemente disso, dá pra chegar a algumas conclusões. Por exemplo, você percebe a impressão de Adams como o registro do ” fanatismo religioso ” norte-americano. Note que, então, temos um dado importante: o ” fanatismo religioso nas origens dos Estados Unidos “. A partir daí, temos um elemento para estabelecer relações e comparações. Será que existe relação entre este fanatismo religioso e a democracia? Houve – e há – outros países marcados por fanatismo religioso: qual a diferença entre estas religiões e quais as influências que tiveram na economia e na política destes países? Esta é uma outra forma de analisar a questão.
2 e 3) É que esta questão pode ser analisada sob a ótica de comparações também. Não creio que seja questão de fé.
E sobre o Estado de Israel, é sem dúvida nenhuma muito tolerante e democrático. Cerca de 20% da população israelense é de árabes e estes têm direitos como qualquer cidadão, inclusive há um partido político que os representa no Poder Legislativo de Israel. Se você comparar com alguns dos países vizinhos, em que os que não seguem a religião dominante são perseguidos, presos, condenados simplesmente por motivos religiosos, notará que Israel é de longe muito mais democrático e tolerante do que eles.
A cultura faz sim total diferença por lá. Vou dar um exemplo. A Bíblia explica que os judeus são os herdeiros da terra em que se localiza Israel. Já alguns dos povos vizinhos acreditam ser eles os verdadeiros herdeiros e, consequentemente, acreditam que o povo judeu é mentiroso. Chame-se lá isso de questão cultural, religiosa ou ideológica, a verdade é que existe uma frontal divergência de posições que explica sim o conflito. Para perceber bem isso, é necessário entender a questão religiosa que é a verdadeira origem desta questão.
Não tem nada a ver com ” petróleo ” e nem com ” colonialismo ” ou com os Estados Unidos, pois já no Século VII havia sérios conflitos bélicos naquela região por conta de divergências de cunho religioso ( ou cultural, ou ideológico, como preferir ).
4) Neste trecho, é claro que a Bíblia não é mencionada. Mas ele deixa claro que o modelo não foi totalmente aquele existente na Antiguidade Clássica. Isso fica claro, sem dúvida nenhuma. E se houve mais influências, é lícito supor que os preceitos bíblicos tiveram participação, como popularmente se diz nos Estados Unidos.
Por exemplo, a ideia de um governo central limitado e sem maiores poderes é exatamente o contrário da história que se passa com a família de José no Egito, registrada em Gênesis. José passou a ser o segundo homem mais importante do Egito e ficou encarregado de administrar o Estado. Este se fortaleceu tanto e, para alimentar a população durante uma época de crise, arrecadou todos os seus bens, de tal forma que o Estado passou a ser o proprietário de praticamente tudo. Depois, ironicamente, os descendentes de José acabaram se tornando escravos. Resumo da história: o Estado ficou tão poderoso que virou opressor. A conclusão, evidentemente, é de que o poder estatal deve ser limitado, a fim de se evitar a opressão.
Todos ( ou quase ) os constituintes norte-americanos, provavelmente, conheciam os pensadores da época e os da Antiguidade Clássica. E com certeza absoluta conheciam também a Bíblia e seus conselhos, como este acima.
Por outro lado, estava clara a experiência europeia em relação à infeliz união de religião com poder político, que havia resultado em perseguições e guerras religiosas.
Entendendo o contexto histórico e os exemplos bíblicos fica claro que o Estado norte-americano, realmente, não foi totalmente inspirado na Antiguidade Clássica.
Quanto ao marxismo, muito pelo contrário, é anti-cristão. A Bíblia coloca como um dos mandamentos que não devemos cobiçar o que é dos outros. Logicamente, este mandamento subentende a existência da propriedade privada, a qual não deve ser cobiçada, nem pelo mesmo pelo Estado, pois não há exceção neste sentido. A Bíblia reforça o direito natural que as pessoas têm de serem proprietárias. Por outro lado, temos claramente o exemplo já mencionado da família de José no Egito, quando o Estado passou a ter a ” propriedade dos meios de produção “, digamos assim, e isso resultou em opressão e escravidão. Este exemplo evidencia o perigo da ideologia comunista. Sobre isso, sugiro o ótimo texto ” Jesus é socialista? “, de Thomas Ice, que pode ser encontrado traduzido na internet.
Quanto à miséria, e todos os caos que existe, pode ser explicada pela ação do próprio homem, que resolveu desobedecer a Deus. Mas Deus dará um jeito em tudo isso e teremos sim, um mundo sem estes problemas, no futuro. É necessário entender porque o mundo é do jeito que é, porque Deus permitiu que essas coisas acontecessem e o que Ele fará. Na verdade, já está fazendo e as provas são claras demais.
O capitalismo, e os governos liberais, não são responsáveis por todas as mazelas atuais e históricas, que se espalham pelo mundo. Exemplos de total degradação dos direitos humanos, em uma sociedade dita socialista se encontrou na União Soviética, principalmente na época de Stalin, onde seus opositores eram assinados ou tinham que realizar trabalhos forçados em algum lugar da Sibéria. Hoje, a China, que na economia segue a logica do mercado, no aspecto politico adota o comunismo, que realiza atrocidades com aqueles que ousam contestar o regime. Assim não é o modelo econômico/político que determina se haverá injustiças, e sim as relações de poder entre os governantes e os governados.
Não querendo censurar os que gostam do regime cubano, eu queria morar na Suécia, Dinamarca, Noruega, esses sim, Estados socialistas, não da maneira de Karl Max, mas unindo o bom do capitalismo com o lado bom do socialismo, amparando os seus cidadãos. Tudo em troca claro, de altas taxas de impostos, o que difere do Brasil, altas taxas de impostos e pouca contrapartida do Estado.
Resumindo todos os comentários a favor do Estado Socialista, e aos que apoiam o regime de Fidel Castro, vão morar em Cuba e expressem alguma opinião contrária ao regime… Socialismo é utopia, o capitalismo pode não ser o melhor, mas é o mais justo. AH, Cuba não é socialista, é comunista!
tem uma familia fabio que mora na porta do seu predio fabio!!! vai lá e diz que é justo eles mararem na rua e vc nao!!! cara de pau a sua….
Eduardo José, que tal vc chamar essa familia que mora na porta do prédio do Fábio para morar em sua casa ? Ou, que tal vc dividir o que tem com eles ? Deixa de ser demagogo, o socialismo é um sistema em que só seus dirigentes tem vida bôa. Quer exemplos ? O Lula, a Dilma, o Jacques Wagner, o Tarso Genro e muitos outros socialistas de araque tem a vida que nós pobres mortais nunca teremos.
Acorda Eduardo, no capitalismo os donos dos grandes capitais se esbaldam na riqueza, no socilismo seus dirigentes se esbaldam na riqueza. Então, qual a diferença ?
Não importa o sistema de governo… Não importa a ideologia… Não importa a religião… E não importam as leis, e SIM a forma de interpretá-las… Assim como o que verdadeiramente importa é impedir que facinoras, inescrupulosos, ganaciosos, e outras espécies de degenerados se sobreponham aos “homens de bem”.
… E como já dizia Nelson Rodrigues (se não me engano):
“BASTARIA AOS HOMENS DE BEM A OUSADIA DOS CANALHAS, E O MUNDO ESTARIA SALVO”
e existe esses” homens de bem”? nesse mundo só existe homens de bens e homens de mal com L mesmo…os outros sao ovelhas
SIM, eles existem!… Mas dependendo da perspectiva e do grau de estrabismo de quem olha, não se torna possível reconhecê-los…
O próprio filme americano O Filho do Chefão, deixa uma pista sobre o que era para os Americanos a ilha de
Cuba…….., antes da Revolucão……!!!!!!!
Ou será que nutrem ainda a esperanca de verem um dia Cuba tornando a exportar rumbeiras……..????!!!!! Esperem sentados……, quem ousou isso através da Baia dos Porcos percebeu que por lá não se transige com a dignidade Nacional……..!!!!
Mas para a conquistarmos de fato, ainda não vimos o Comando acionar para valer a alavanca do”" Projeto Educacional……”".!!!!!
Embora reconhecemos que há sinais claros de mudancas (“”como nunca dantes”") nessa direcão, mas as evidências materiais apontam que os resultados só haveremos de colher “” várias geracões à frente……”".!!!!! Tudo por aqui que de fato priveligie o Povão, a Elite dominadora perversamente só permite à conta gotas…….!!!!!
Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, nenhuma delas é cubana… sueca, norueguesa ou dinamarquesa. O Estado é fundamental. Socializemos a saúde e a educação!
…interessante essa discussão, que todos os países que se dizem socialista e/ou querem ser, estão na merda, todos os meios de comunicação repetem toda hora. Agora me respondam: países como eua, espanha, itália, frança.. e outros que nunca foram ou pretenderam ser socialistas, estão numa merda maior ainda. Desemprego, grandes empresas falindo, socorro do estado, (uai, mas o estado não tem que ser minimo)? corrupção, guerras e mais guerras para tirar dos pobres o que lhes resta para comer. Isso é capitalismo? isso é Democracia? Mais de dois milhões de crianças vão dormir nas ruas hoje, com certeza, nenhuma em cuba.
Fora a periferia do captalismo; Haiti, Sudão, Somalia…
“Os trabalhadores não permitem absolutamente que o capitalista seja tão desprendido a ponto de renunciar a lhes pagar a maior parte do trabalho que executam.”
http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/qualquer-que-seja-o-motivo-teoria.html
http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/teoria-e-historia-o-brasil-e-o-capital.html#links
“A grande beleza da produção capitalista reside não só em reproduzir constantemente o assalariado como assalariado, mas também em produzir uma superpopulação relativa de assalariados, isto é, [...] uma relação de dependência absoluta [...]“.
http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/12/dos-livros.html
[...] Democracia e capitalismoWorkaholics de todo o mundo, uni-vos!Pragmatismo desenvolvimentista ou protecionismo frívolo? [...]
Acredito que o Brasil é a bola da vez,em tudo que pode ser considerado no Capitalismo,os empresários Brasileiros estão com muito gás e vontade de mudar o País,destaque especial ao Eike Batista.
A Miséria logo será superada,e não teremos mais pessoas nesta condição na maioria dos Estados Brasileiros,especialmente no Sul e Sudeste,naturalmente mais desenvolvidos do que as outras regiões do País.
No entanto a Democracia precisa realmente ser consolidada,várias das diferenças sociais necessitam se amenizar(porque acabar isso nunca vai),ter mais honestidade e ética na nossa Política,realizar investimentos mais expressivos e reais na área da Educação,Saúde,Segurança e Infraestrutura das nossas Rodovias,Aeroportos,Hidrovias,Transporte Ferroviário,isso tudo precisa melhorar.O Bom para o Brasil seria na verdade não ter que realizar a Copa do Mundo e as Olimpíadas,para que os investimentos necessários pudessem ser realmente ser feitos.
E imaginar que este canto de sereia enganou, ou apenas foi a desculpa para muitos oportunista, ou capitães de mato que foram com tudo na defesa do neolibeles. Eu numa estatal, lutei e fui sistematicamente contra, hoje os capitãaes, esconderam seus chicotes, apenas.Por sorte, houve uma guinada ainda a tempo com o metalúrgico.
Mas Ainda falta muito, inclusive responsabilizar a mídia , pelo seu poder institucional sem ter nunca ido a campo buscar e legitimar -se junto a sociedade, sempre a sombra , na espreita criando o destruindo reputacõoes. E os exemplos são aos montes. Isto sim ameaça a nossa democracia, misturado a outro grave problema, o nosso judiciário.
O capitalismo do Brasil é selvagem. Enqanto meia duzia tem de tudo, maioria não tem nada. A tendência é o caminho do socialismo e por fim o comunismo. O comunismo é uma sociedade altamente organizada, sem anafabetos, todos letrados, com trabalho e moradia. O Estado comunista não pode ser paternalista, ou seja: O Estado é o papai e mamãe que dá tudo e nada falta. Esse tipo de Estado é ruim. Todos têm que tarbalhar. Estado pode a educação e a saúde de todos. Para entender melhor só lendo o “Manifesto do Partido Comunista e o Capital” dos gênios: KARL MARX e FREDERICO ENGELS.
100.000.000 de mortos pelo maravilhoso comunismo não foram suficientes? Quer mais?
Eu, humirdemente, acho que, dispois do Lula, o Brasil despiorô um poco. Democracia populá? Num sei, nunca vi. Só vejo, há muito tempo, democracia da imprensa, democracia do capitar e democracia do judiciário, executivo e legislativo. Inté mais proceis…
Quem é essa elite hoje no Brasil? De que elite está-se falando? E claro, o Brasil nunca desfrutou de um Estado do Bem-Estar Social (e continua não desfrutando), pois aqui temos um governo muito rico, mas incompetente, ineficiente, corrupto. A Elite é o governo. Sempre foi e continua sendo. Interessante notar que a economia americana começa a dar sinais de recuperação, enquanto a europeia chafurda na preguiça e na ineficiência provocada pelo Estado do Bem Social. Talvez o capitalismo não tenha dado certo. Mas e o socialismo, deu certo?! Seria interessante perguntar isso aos russos.
No Brasil temos uma elite, que se manteve soberana no poder por 500 anos, com pouca ou nenhuma variação ideológica. O curioso é que, vendo nosso passado desastroso, parece que fomos governados por gerações e gerações de ET’s. Um exemplo dessa farsa, é que em 1989 TODOS os candidatos a presidente empunhavam a bandeira da oposição. Ganhou o Collor. Oposição a que? Difícil perceber na História um projeto de Nação Brasileira. E é vergonhoso que a elite não se assuma. Ela está bem aí diante dos nossos olhos. São a oposição ao atual governo, que convenhamos é bem diferente e melhor que os anteriores, com a distribuição de renda que por aqui é uma realidade…. que incomoda a elite. Quanto ao IDH que essa elite cobra, aguarde um pouco mais. São 500 anos de malfeitos e muito trabalho a realizar.
Paulo, uma das características fundamentais do totalitarismo socialista é enxergar o ser humano não como um indíviduo, mas como uma parte de um todo.
O ser humano é apenas uma minúscula célula no corpo maior, que é o Estado.
E este passa a ser concentrador de poder e, com efeito, o Estado é quem determina no que você vai acreditar e o que você irá fazer. Não é coincidência que sistemas comunistas e socialistas proíbam a religião, ou restrinjam seu exercício.
Isso é coerente com o sistema marxista de anulação das liberdades individuais, de formação do ” novo homem ” que passa a ser o modelo definido pelo Estado. É a anulação da liberdade de consciência, inclusive.
Veja esse exemplo da tal Lei da Palmada. Existem muitos outros, mas vamos mencionar só este. Esse é um exemplo indiscutível de interferência estatal na liberdade de consciência. Algo típico de sistemas socialistas e comunistas.
Essa linha que o Estado vem trilhando, no sentido de restringir as liberdades individuais, de se agigantar, de impor obrigações e de decidir até questões que deveriam ser decididas exclusivamente pelos cidadãos, é sim a implantação gradativa do socialismo em sistemas que atualmente são parcialmente capitalistas.
Alguém falou em comunidade cubana? Tradução: Mafiosos, terroristas que usa a retórica anti castrista para angariar dinheiros e poder; pratica atos terroristas e assassinatos.
O Brasil caminha para uma ditadura de direita, neofascista. Essa ameaça se comprova com a possibilidade de eleição de representantes do PSDB/DEM, reconhecidamente políticos interessados no poder pelo poder, sem projeto nacional, mas com interesses excludentes para a maioria da população brasileira, embora se autointitulem democratas e sábios administradores. FHC é o líder dessa malta cuja filosofia política é desprezar o povão e iludir a classe média com o nhenhenhém do desenvolvimento econômico, para depois (no dia de são nunca) dividir o bolo.
Sua capacidade de vomitar besteira é impar… Vc deveria usar sua energia para cobrar da corja do PT o fim da roubalheira diária e sistemática em cima do erário. Deveria cobrar o fim do aparelhamento do estado com mais de 20.000 pelegos incompetentes mamando nas tetas da nação… Aí sobraria grana para mais escolas, hospitais, etc.
Vc está voltando suas baterias para o lado errado, viu?
Excelente conteúdo e análise, pena que a sua fixação contra a tal “elite” está a meu ver distorcida. A elite no Brasil hoje é o governo e seus “servidores dispensáveis”, que consomem uma fábula do dinheiro público e pouca falta fariam, se não existissem. Os empreendedores, mesmo os que outrora possam ter se beneficiado do estado estão sujeitos a falência se não cuidarem bem de seus negócios. Não é tão difícil compreender, basta verificar que um bem produzido no Brasil , como o feijão por exemplo, chega ao consumidor com o preço triplicado devido principalmente à carga de impostos, ou que a gasolina produzida pela petrobras é vendida no paraguai por r$ 1,75.
Fixemo-nos no Brasil, País onde ainda imperam as leis e dogmas das capitanias hereditárias, esse pobre ao sul do equador onde a democracia é de fachada, mascarada, incapaz de tirar o cidadão comum do infortúnio. Aos da Casa Grande (legisladores, latifundiários, juristas, industrais, homens de negócios e afins – a tal elite atrasada) o beneplácito de leis frágeis e da justiça. Aos outros, aos demais (trabalhadores entre eles), a senzala. Então, para que se preocupar com capitalismo, liberalismo, socialismo e outros ismos? são conceitos estranhos, desnecessários, incômodos, incompreensíveis para uma população majoritariamente sem instrução e educação. Democracia? por aqui é vista como uma boa oportunidade para negociar o voto, para a grande maioria e como um “dever cívico” para a minoria razoavelmente esclarecida. Como este quadro não tende a se alterar, visto que o poder não muda de mãos mas apenas de nomes, o futuro de Brasil, se é que vamos conhecê-lo, já chegou, assustadoramente real e hostil
Otimo artigo. A elite brasileira gasta absurdos enquanto os pobres passam fome. Gastar R$10 por semana num pais pobre em uma revista pseudo intelectual é o cumulo do absurdo. Com esse dinheiro familias inteiras poderiam se alimentar. As revistas aqui deveriam ser vendidas por R$2 e os jornais por R$0,30. Temos que lutar para tirar a elite do poder, eleger alguem que realmente represente a massa esculhambada e desnutrida. Esse grupinho no governo nao passa de um bando fascista e corrupto. Parabens a carta capital por seu otimo trabalho investigativo.
Nem estado mínimo, nem estado máximo e sim um estado que que sirva a sociedade e não as ambições econômicas e ideológicas de poder de quem está no poder ou das corporações. Mas como implementar algo assim na prática com forças políticas e e conservadoras tão poderosas, que controlam a mídia e a cabeça das pessoas? Não vejo luz no túnel, pq independente da visão política, a preocupação com o outro sempre parece estar em segundo plano. Os esqueridas pensam “como implementar o socialismo real” ao invés de pensar “como acabar com a pobreza e com a desigualdade”. Pode não parecer, mas isso faz toda a diferença, pq quando oq nos guia é a ideologia e não as necessidades humanas reais, estas não são satisfeitas. E é assim que funciona, independente da corrente político-filosófica defendida.
Estou cada vez mais convencido que se Marx tivesse voltado 100% das baterias do movimento comunista contra apenas um ator, talvez o mundo hoje estivesse muito melhor. O novo slogan deveria ser “Proletários e produtores do mundo inteiro, uni-vos…contra os banqueiros.
A expropriação destes seria o suficiente para evitar as grandes guerras, as ditaduras e até o terrorismo. Com o monopólio da produção do dinheiro e do crédito seria possível direcionar o crescimento e evitar o surgimento deste poder oculto que se instalou na Inglaterra após a derrota de Napoleão e se estendeu para os EUA, utilizando o banco central apartir de 1913 para fomentar as guerras e as práticas estelinatárias contra o mundo inteiro. É preciso desmascarar continuamente quem está por trás da desgraça de milhões de pessoas. Eles são tão obscuros que nem sequer aparece na lista dos mais ricos da Forbes. Um deles falou a seguinte frase: “não me importa quem governe desde que eu tenha o controle da emissão do dinheiro”. Vamos começar a dar nomes aos bois ou vamos ficar girando em cima dessa falsa discussão recorrente, que não se explica a sí própria e nem a história, como capitalismo e socialismo. O problema não são os capitalistas nem os socialista o PROBLEMA são os banqueiros internacionais e seu paraísos fiscais financiadores do terror e das guerras.
Presenciei recentemente durante um incendio na favela do moinho (http://www.flickr.com/photos/joaobacellar/6559670703/in/photostream ) uma alegoria interessante do captalismo: No meio da confusão de moradores desabrigados, imprensa, policia e bombeiros, na rua de terra central, a menos de 10 metros do cordão de isolamento que restringia a passagem para a area calcinada, uma birosca de pau funcionava a todo vapor, vendendo agua, refrigerante, pinga e marmitex, num ritmo alucinante em meio ao caos. O estabelecimento propriamente dito se salvou por pura sorte, estava exatamente no limite do incendio…
Cláudia Cirne, visite os sites ” The Real Cuba ” e ” Cuba Archive “, para conhecer a realidade sobre o pesadelo que vivem os cubanos.
E se o grotesco Michael Moore foi a Cuba fazer reportagem sobre o ” excelente ” regime comunista ( aliás, é tão bom que a comunidade cubana nos Estados Unidos chega a impressionantes um milhão e meio de pessoas…. ) , é porque existe liberdade de expressão e de imprensa nos Estados Unidos. Além, é claro, da liberdade de ir e vir……
Agora, resta a pergunta: será que o monarca absolutista Fidel castro permitiria a algum jornalista cubano ir aos Estados Unidos para fazer uma reportagem séria a fim de se comparar os dois países???
Marcos, você só esquece de dizer uma coisa. O cidadão de Cuba que foge para os Estados Unidos, no momento que coloca os pés neste território, é automaticamente declarado cidadão estado-unidense.
Isto ocorre desde a vitória da Revolução Cubana. Foi um artifício que os EUA encontraram para estimular e garantir a saída de seus antigos aliados cubanos, bem como da pequena classe média que lá apoiava o governo, além de ser um excelente fator de desestabilização para Cuba. Só que não teve o efeito desejado, Cuba apesar disso mantém – se relativamente autônoma e estável.
Você sabia disto? Vai me dizer que se fosse qualquer outro país do mundo, teriam uma comunidade imensa lá também. Aposto até que se fosse com o Brasil, você e sua família já estariam por lá a muito tempo…
Mas já que o comunismo é tão bom assim, porque esses cidadãos cubanos querem sair de lá???
E se eles são ” aliados dos Estados Unidos “, Cuba deveria não somente permitir, mas também estimular a saída destes ” traidores “, pois poderiam prejudicar o governo. Curiosamente, Cuba fez e faz de tudo pra impedir a saída dos ” traidores “…..
A verdade é que Cuba já tinha uma boa situação sócio-econômica antes do golpe comunista de 59. Era uma das maiores economias da América Latina. Se não me falha a memória, o Olavo de Carvalho chegou a afirmar que seria a 4ª maior e no Guia Politicamente Incorreto da Améica Latina vemos a descrição da forte economia cubana e do bom nível de vida da população cubana até 59.
Agora, é um país miserável, em que a população é pobre e vive em péssimas condições. O golpe comunista arruinou e destruiu aquele país.
O que o imperialismo comunista fez em Cuba foi restaurar a Monarquia Absolutista, implantando os Castro coma família real, ao passo que roubou tudo do povo cubano, que hoje se enontra condenado à miséria e sem direitos. Foi um retrocesso de vários séculos do ponto de vista histórico.
Cuba é a confirmação do que disse O’Brien, personagem de 1984, ninguém faz revolução para o bem do povo, mas sim para conquistar o poder e somente por isso.
Parece que tem muita gente que não percebeu a gigantesca fraude gerada pelo capitalismo que redundou na atual crise.
Penso que se trata da maior fraude já perpetrada em todos os tempos. Aí começam a falar de Cuba vs Capitalismo, quando a questão é o que está podre no capitalismo atual. A roleta russa que foi jogado colocou quase todos os países chamados de 1º mundo na sarjeta. As dívidas de muitos deles são impagáveis. Tem país que deve 10 vezes o PIB (isto é impagável). O que foi feito tem o potencial de implodir o sistema financeiro como um todo. Tem até a capacidade de terminar em guerra. E tem gente que quer defender o que está aí! Não se trata de uma defesa do comunismo. Mas não é possível seguir em frente com um sistema financeiro como esse, que precisa, de tempos em tempos, assaltar a economia popular.
Além das alianças econômicas entre os denominados pelo PIG como “populistas”, Cuba demonstra que prefere mais ética, educação, sustentabilidade (restaurar do que inovar incessantemente para movimentar a economia) e, apesar do embargo econômico, ainda hoje vigente (mas que a CELAC exigiu o fim), demonstra uma lição para todos.
http://port.pravda.ru/science/10-10-2011/32275-cuba_formacao-0/
Cuba prefere formar médicos, investir em saúde pública, educação, do que shoppings, simulacros sociais, criminalidade, caixa dois, cartéis de drogas e armas (…), tal qual os senhores do capital. Além disso, Michael Moore foi processado nos EUA por ter entrado em Cuba para fazer um documentário, delatando, portanto, que os EUA ñ querem que o mundo saiba sobre o sucesso do socialismo de Fidel. Até o Maradona foi se tratar em Cuba! No brasil, a medicina corporativa não reconhece os diplomas dos brasileiros que estudaram medicina na Venezuela e em Cuba. Assim, os filhinhos de papai, estudantes de mediciana, quando se formam ou vão trabalhar em consultório particular (sem dar retorno para a sociedade), ou deixam os pobres morrendo sem atendimento, simplesmente por compactuarem com a ideia de faxina social. Pelo fim do capitalismo! Após a ditadura, estudantes recám formados em filosofia, sociologia, etc., ñ tiveram seus diplomas reconhecidos / validados. Quem sabe façamos o mesmo agora, com aqueles economistas, marketeiros, publicitários. designers de moda fashion (…), impertinentes, fúteis, inúteis, egoístas (…)? Quem, realmente precisa destes profissionais, em uma sociedade justa e igualitária? O povo brasileiro não percebe o mundo como deveria, graças ao trabalho emburrecedor e individualista pregado por esses profissionais com ajuda da mídia. O povo precisa de roupas, agasalhos e não de tendências, modismo. Devemos lembrar do meio ambiente sempre e parar de consumir como loucos.
A não passagem pelo Iluminismo e pelos ideais da Revolução Francesa ( se é que isso realmente se deu assim ) não faz falta nenhuma. E é até bom manter bastante distância destas falsas ideologias, as grandes responsáveis pelas tragédias que aconteceram nos Séculos XIX e XX.
Dias atrás, comentei algo que é muito negligenciado nos livros escolares: Iluminismo e racionalismo influenciaram fortemente a Europa e a América Latina e seus frutos foram as guerras, os genocídios, as ditaduras opressoras e os regimes totalitários. É que tais ideais são baseados na vã razão humana. Por outro lado, os Estados Unidos foram mais influenciados não por estes ideais, mas pelos princípios cristãos, pela moralidade cristã, motivo pelo qual, ao contrário da Europa, manteve-se solidamente democrático nos últimos 200 anos.
Vejamos o que diz Alexis de Tocqueville, em seu ” Viagem aos Estados Unidos “, na parte em que relata sua conversa com John Quincy Adams, ex-presidente norte-americano:
” Falamos da religião, que o Sr. Adams parecia considerar como uma das principais garantias da sociedade americana.
Perguntei-lhe se ele acreditava que o princípio religioso estivesse em decadência nos Estados Unidos.
- Se compararmos o estado atual àquele de há um século, sim – respondeu-me; – mas se compararmos o que existe hoje e o que existia há quarenta anos, creio que a religião ganhou ao invés de perder. Há meio século, a filosofia de Voltaire na França, a escola de Hume na Inglaterra, haviam estremecido todas as crenças da Europa; o contragolpe fazia-se sentir fortemente na América. Desde então, os crimes da Revolução Francesa causaram uma profunda impressão em nós; houve reação nos espíritos, e essa impressão ainda dura. “
Meu caro Marcos, pelo seu comentário você está parecendo um calouro de Teologia de alguma instituição ligada às igrejas americanas, que aprendeu algumas teorias econômicas, leu alguns livros e acha que descobriu uma verdade incontestável !!! – com todo o respeito aos verdadeiros teólogos!)
A revista Caros Amigos! certa vez (2001 ou 2002) publicou uma excelente matéria sobre essa mania dos americanos de se considerarem a polícia do mundo e a origem desse pensamento. Os peregrinos do Mayflower acreditavam piamente que estavam indo à Terra Prometida e que eram predestinados a dominar o mundo. E tradição protestante puritana foi a base para sua conduta em relação aos nativos (exterminados), muitas de suas ações extremistas (episódio das Bruxas de Salém, p.ex.) e para a política do “Big Stick” com seus vizinhos mais fracos. E esse pensamento ainda não mudou, faz parte do sonho americano. Você precisa ler Thoreau “A Desobediência Civil” – não vale ler só o resumo, ele é fininho. Se ajudar, ele também era americano, apesar de muito à frente do seu tempo e do nosso também…
Há uma lenda (ou fato) que um produtor de milho batia recordes mundiais de produtividade. O segredo do sucesso não se resumia na terra fértil, na escolha de boas sementes e no trato das plantas. O diferencial é que ele próprio distribuía as sementes para os seus vizinhos. Dessa forma a polinização de suas plantas não seria afetada por plantas de qualidade inferior.
O que os liberais costumam associar a essa lição é de que o conjunto de privilégios garante a produtividade. Visão egoísta, da qual não conseguem se desassociar.
Pela falta de atitude solidária, ficam presos ao paradigma das frágeis liberdades individuais. Sob a visão liberal, justiça social é estabelecer a hegemonia dos mais fortes aos mais fracos. O darwinismo social. E seguindo as leis do mercado, se necessário, atear fogo na plantação ao lado, sob o pretexto da ameaça a seus inexoráveis direitos em obter maior rentabilidade em seu negócio. No texto, bem caracterizados por predadores espertalhões.
Não é privilégio das elites brasileiras essa idéia mesquinha de se dar bem, a qualquer custo. O G-8 (cadê o G-8?) elite da democracia e do liberalismo mundial, perderam o charme.
As organizações financeiras lhes atribuíram novas funções. Esses governos já não são mais capazes de manter o estado de direito e as instituições democráticas. Dançam a valsa do senhor mercado. Submetem sua gente a pagar o rombo causado pela bandalheira financeira de uma centena de fundamentalistas da ganância. Vacilaram com a plantação. A colheita está fraca e foi confiscada. Será apenas uma fase?
Agora há o BRIC. Orgulhosamente somos o B desse acrônimo. Em apenas nove anos criamos uma equação mais equilibrada. Não nos desvinculamos do mercado, pois seria suicídio. Mas ousamos ser soberanos, e ao contrário dos liberais totalitaristas, estamos trocando sementes com nossos vizinhos e cuidando da lavoura. Com a colheita farta, há pão onde não tinha. Não é cio da terra. É justiça social. É democracia.
o capitalismo não nasceu para criar igualdades , e sim desigualdades haja visto a exploração da mais valia do trabalho humano ( lucro). quem pensar em igualdade dentro do capitalismo é melhor ir para marte. a tendencia da queda nas taxas de lucros dos países é apertar o cerco quanto a diminuição de salarios e beneficios para os trabalhadores. o resto são esmolas dadas aos trabalhadores.
O texto repete todos as outras análises. Não trás nenhuma novidade. Pelo menos se aprofundasse a contradiçao entre democracia e capitalismo. Ou que, a ideologia capitalista tupiniquim é achar que estamos protegidos da cise econômica. Alguém informado pode crer que a União Europeia ou os EUA vão quebrar e o Brasil e outros PED vão ficar em pé?
Risivel.
Del
Capitalismo só é bom pra os grandes proprietários e para os donos do dinheiro, mas para a grande maioria que vive sobre esse sistema só resta vender a mão de obra, financiar um apartamento pra pagar em 20 anos, viver no sufoco de ganhar para pagar, onde nao se sabe ao certo o amanhã. É um sistema cruel que coloca preço em tudo e não é nem um pouco racional ou eficiente, apesar do que nos dizem… Do socialismo não tivemos experiencia real, nenhum de nos aqui viveu em Cuba ou na URSS ou na China, entao tudo que falarmos é baseado no que ouvimos, no que lemos, mas não podemos saber ao certo se é melhor ou pior.
O maior sistema de governo é aquele no qual os cidadãos de um país opinam sobre os temas relevantes da sua vida, de forma direta, através do voto livre. Sem querer elogiar este ou aquele, isto só foi possível nos EUA e na Europa Ocidental do pós-guerra, por imposição americana. Nunca na história humana houve tanta liberdade e bem estar social.Não são os EUA, o capitalismo ou o socialismo a maior fonte de transformação social, e sim a liberdade. Quem a tem pode transformar sua realidade.
sem dúvida que muita resistência haveremos de superar, mas um dia após o outro e com compromisso de trilhar o caminho do respeito a dignidade humana nos dará o fólego para ir bem longe.
existe maior prova de que o socialismo produz e é eficinte do que CUBA!! que mesmo isolado por imposiçao do imperio do capital tá viva, pricipio de liberdade é esse que impede um naçao de manter relaçao com outra, que liberdade é essa do capitalismo que eu sou obrigado a ser um escravo do mercado e tenho que me conformar com um salario miseravel claro que pelocapitalismo eu posso mudar de vida mas sempre terá aquele que ñ vai ter o que comer.
todos temos que trabalhar para construir uma sociedade forte temos que fazer sacrificios mas liberdade pode ter uma escravo que trabalha o dia inteiro lavando os dejetos do seu senhor e no final do dia nao pode descansar tem que fazer bico para viver nao pode mudar de vida porque o estado nao da uma educaçao de qualidade como???
Você só pode estar brincando. Cuba prova o contrário: que o socialismo-comunismo é cruel, opressor, maligno.
Prova que condena as pessoas à miséria e ao desespero.
Se Cuba fosse tão boa assim, você acha que a comunidade cubana nos Estados Unidos, com seus um milhão e meio de pessoas, seria tão grande assim???
E poderia ser bem maior, não fosse a terrível opressão do regime cubano, que não permite aos cubanos nem sequer o direito de fugirem daquele lugar-pesadelo!!!
Sobre o tal ” embargo econômico “, não era isso, o que a revolução comunista pregava??? O ” embargo econômico ” significa que Cuba não está sendo ” roubada ” e nem ” explorada ” pelo ” imperialismo ” e pelo ” capitalismo “…….. como que isso, agora, pode ser usado como desculpa da pobreza que existe em Cuba?????
Mas se o embargo econômico é a causa da pobreza de Cuba, então, fica comprovado que ela depende do sistema capitalista. E mais: significa que pobreza não é consequência de nenhuma ” exploração capitalista “. Muito pelo contrário: falta de capitalismo é que gera pobreza.
Ficar ” livre ” do capitalismo deu nisso mesmo: opressão, miséria a atraso.
fique com sua capitalismoeu fico fico com meu sistema economico onde o fruto de uma sociedade é dividido por igual… eu nao tenho que me conformar com a fome se mu visinho tem banquete…..
resutado do seu capitalsmo
http://noticias.r7.com/videos/superlotacao-em-hospital-de-contagem-mg-prejudica-tratamento-de-pacientes/idmedia/4f1169e092bb8907c373af79.html
Otimo comentario eduardo, vc claramente é um genio, com certeza vai ganhar o premio nobel da economia. Aqueles que criticam a grande nacao de cuba sao tolos e preconceituosos. So pq la as pessoas andam com carros da decada de 50, vivem em casas simples e convivem com ratos nao significa que o pais seja atrasado. Eu mesmo ja vi ratos aqui no piaui. As pessoas nao sao escravos em cuba, la o povo ganha o suficiente pra comer e viaja o mundo quando tem olimpiadas. Aqueles cubanos que vivem em miami foram sequestrados pelo imperio do mal, ou por ETs, que fizeram uma lavagem cerebral em suas pobres cabecinhas e agora ficam falando bem do inimigo. Pois eu me recuso a falar bem do inimigo! Sou cubano ate morrer, viva fidel, viva a desordem, viva a preguica, trabalhar é pros escravos que precisam juntar dinheiro pra conseguir um computador, sou mais ser filho de ditador ou politico e viver as custas do estado. Afinal, o estado foi criado para me sustentar e nao o contrario.
acho que as pessoas que fugiram de cuba foi para ter um celualr de ultima geraçao….
O neoliberalismo é um projeto autoritário e imperialista, que pretende impôr ao mundo uma ditadura do mercado financeiro. O deus-mercado, assim como os outros deuses, é apenas o conjunto dos seus sacerdotes: os políticos neoconservadores, os especuladores financeiros, os diretores das empresas multinacionais.
comentário corrigido…………Qualquer formulação para uma sociedade perfeita ou quase, foi a pretensão de muitos filósofos do século XVIII e XIX, que arrogantemente desprezaram ou desconheciam a condição humana. Deu com os burros nágua. Com exceção de Nieztsche, que percebeu a complexidade da natureza humana e a compreendeu, vendo que o Homem não pode ser engessado naquilo que a mente de seu semelhante acha que é certo. A nossa natureza tem milhões de anos e é indestrutível e, a liberdade jamais pode ser cerceada, pois é motor da vida, do progresso, do sonho de um amanhã diferente. …..O capitalismo, que não é produto de ideologias e reflete a nossa condição vai se mantendo com seus autos e baixos, para um planeta menos pior . É bem verdade que, desde o advento da sociedade organizada apareceram os aproveitadores, que estão até hoje querendo levar vantagem. Mas é por isso que existem leis para inibi-los e puni-los. Nem sempre isso é possível, por isso as leis vão se aperfeiçoando. Enfim, no capitalismo a malandragem existe , e muita. Mas produz. Já no socialismo a malandragem é total e pouca produção. E, sem produção…. Bem, Cuba taí.
Não sabe nada sobre Cuba (ou finge ñ saber) e deve ter sido contratado pelo seviço de inteligência norte americano, que já anunciou guerra cibernética, além dos drone, é claro. Talvez até um lunático da MOSSAD que acredita num fim de mundo caso nações se aliancem entre si, deixando os imperialistas para trás. Gazprom, explosões em dutos de gás, Santa Catarina, assassinatos de cientistas iranianos, são pouquíssimos exemplos do que esses loucos da terra do nunca jamais de Israel, são capazes de fazer, em nome do seu deus sanguinário, comerciante, vendilhão. Os indo europeus estavam sempre indo, invadindo, perseguindo, possuíndo, fugindo, mentindo, rsrsrs! E continuam até hoje!
Deixa, Claudia. O cara tá viajando, veja só: “A nossa natureza tem milhões de anos e é indestrutível”, “a liberdade jamais pode ser cerceada”, “O capitalismo, que não é produto de ideologias” e “para um planeta menos pior”!!! Faltou em todas as aulas de história, colou errado do amigo na prova e acredita no
(cont.) que escreveu! E ainda usa o nome de Nietzsche em vão para conferir alguma veracidade para seu comentário. Defendendo o capitalismo desse jeito, parece que leu o famigerado “Nietzsche para estressados”! rsrsrsrs.
Texto corrigido…………..Qualquer formulação para uma sociedade perfeita ou quase, foi a pretensão de muitos filósofos do século XVIII e XIX, que arrogantemente desprezaram ou desconheciam a condição humana. Deu com os burros nágua. Com exceção de Nieztsche, que percebeu a complexidade da natureza humana e a compreendeu, vendo que o Homem não pode ser engessado naquilo que a mente de seu semelhante acha que é certo. A nossa natureza tem milhões de anos e é indestrutível e, a liberdade jamais pode ser cerceada, pois é motor da vida, do progresso, do sonho de um amanhã diferente. …..O capitalismo, que não é produto de ideologias e reflete a nossa condição vai se mantendo com seus autos e baixos, para um planeta menos pior . É bem verdade que, desde o advento da sociedade organizada apareceram os aproveitadores, que estão até hoje querendo levar vantagem. Mas é por isso que existem leis para inibi-los e puni-los. Nem sempre isso é possível, por isso as leis vão se aperfeiçoando. Enfim, no capitalismo a malandragem existe , e muita. Mas produz. Já no socialismo a malandragem é total e pouca produção. E, sem produção…. Bem, Cuba taí.
o socialismo puro o verdadeiro socialismo é que leva a democracia que capitalismo é esse onde um tem tudo e o outro nao tem nadaque liberdade é essa q respeito a vida humana que justiça social é essa se todos trabalhamos para manter a sociedade porque um juiz tem que ganar 20.000 ou um empresario aculmular fortuna e o cara que vare a rua se tiver uma dor de dent que fique com ela. o mecanismo para o capitalismo dar certo já exiiste é a repreçao a lei que zela a propriedade privada…. quanto ao socialismo dar certo é só criar mecanismo para isso antes um fidel e meia duzia sendo benificiado pelo cargo que ocupa do que 5% da sociedade no bem bom e o resto na miseria apanhado da policia que só existe para protejer a propriedade, é muito cruel o cara tá com fome e vc saindo do restaurante de pança cheia A Wikipedia NAO É UMA FONTE SEGURA
Eduardo, tentei ler seu comentario mas tinha tanto erro de portugues e frases sem nexo que desisti. So entendi que vc criticou no final a wikipedia, uma entidade sem fins lucrativos criada pelo esforço coletivo com o objetivo de melhorar a humanidade. Se existe algo realmente livre, gratuito e verdadeiramente socialista isso se chama wikipedia. É talvez uma amostra sobre nosso futuro onde capitalismo e socialismo convivem harmoniosamente e onde pessoas trabalham por livre escolha sem salario para criar algo gratuito para todos, e que beneficiara o povo independente da renda ou classe social. Se vc é contra a igualdade social, por favor continue criticando as alternativas gratuitas que temos e faça um movimento para a volta da enciclopedia britanica.
De onde surge o opiniatra, indagou, alhures, Surge et Ambula. A menor evidência, tanto na pátria do renascido Lampeão como no país do Kant naturalista, aponta para a ignorância que nada vê mas tudo observa. Escreve Mino Carta, com correção, sobre a sociedade brasileira, mas ela continua ainda perversa, muito perversa e aqui recorde-se Darcy Ribeiro, outro genial escritor. O capitalismo é um sistema econômico que, para sustentá-lo, carece de exércitos, santuários e catedrais, mentiras bursáteis, a pregação do ódio entre irmãos. Sustenta-o o cristianismo, como ideologia, o judaismo e seu rebento maometano concorrentes, aí está sua prosperidade: o capital nunca solidário nas maõs de um punhado de sonâmbulos. No caso Brasil, 4.750 famílias detem 75 pct do PIB, ou seja, a bagatela monstro na região de R$3.000.000.000.000,00 (3 trilhões). E pasmem, se você ganha R$50.000,00, anual, tem a mesma alíquota IR de quem aufere R$1.000.000.000,00 ao ano (1 bilhão), isto é, 27,5%. Aliás, querem derrubar Obama por ele propor elevação da alícota de quem usufrui de grandes fortunas. Fica claro que esse Estado (também de coisas) no Brasil tem de ser revirado. Há “senhores” que propõem ditaduras em que as armas preponderariam ao saber, ao conhecimento, para a manutenção perene desse status quo maldito. “No, de ninguna manera, no y no passarán”. Seria o caos, mais mortes, mais torturas, mais descalabros, o retrocesso fatal. Três temas planetários, entretanto, ocupam as mentes dos homens e mulheres de boa vontade e são: Democracia, Meio-Ambiente e Ética.
Façamos como a Rússia, após CPI da privataria tucana!
.
“repatriação dos bens adquiridos por via ilegal”.
http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/13/63794706.html
A grande falha da ideologia do capitalismo foi remunerar o dinheiro e a terra, além de não barrar a especulação.
Se o dinheiro fosse somente atualizado, preservando o poder de compra, forçaria seus donos a produzir bens e serviços, beneficiando toda a sociedade.
Se a terra não pudesse ser alugada, nem especulada, perde-se o intuito de possuir fazendas do tamanho de Estados, improdutivas.
Assim, com somente o trabalho humano sendo remunerado, dá para ter um vislumbre, ainda que tênue, do bonito capitalismo que alguns tanto pregam por aqui.
Mino mas afinal quem são os fidalgos dessa “elite”? Tomé de Souza não deixou descendentes e o príncipe João descendente da família real, só tem o título e mais nada.
Creio que quem chegou mais perto da nomeação dessa tal elite foi o Tão Gomes : donos de ONG’s, de Sindicatos, de Partidos ou de empresas que façam negócios com o governo; ah, esqueci dos magistrados.
Roberto, muito boa sua explanação; nunca ví um pais socialista ou comunista democrata. Normalmente são ditaduras e cruéis.
Roberto Hyra, seu exemplo de Pernambuco e ataque a SP não foi inteligente – um ministro esta na berlinda justamente por desviar dinheiro de estados do sudeste para Pernambuco, mas o caso dele é fichinha – são bilhões de reais arrecadados neste estado atrasado e transferido para Brasilia e para o nordeste que tem permitido um crescimento daqueles estados do norte nordeste. Por favor examine as estatisticas de arrecadação ´pra ver que SP arca com 41% do todo o dinheiro que o pais tem para investir. Diga para Brasilia que SP não envia mais um tostão pra ver o que acontece. Leia mais.
Coitado do Marcos, não pode nem ser capitalista. rsrs Como diria o Mino, Stalin é de direita.
Acredito que o estado de bem estar social foi a face mais humana apresentada pelo capitalismo após a segunda guerra mundial.
No entanto, os tempos demonstraram que a experiência não conseguiu se sobrepor à necessidade do capitalismo aumentar os seus lucros; o que o fez quando se viu livre das pressões do socialismo real, dos países não alinhados, etc.
Não vejo nada inovador no caminho que o nosso país percorre, a não ser essa etapa desenvolvimentista em que felizmente estamos, pois afora isso, a crise de representação em que atualmente estamos mergulhados é uma demonstração da nossa fraqueza, da nossa impossibilidade de apresentar algo substancionalmente novo no terreno da chamada democracia capitalista.
Acredito que o novo, em matéria de democracia, somente terá a oportunidade de surgir de um sistema político em que a participação do cidadão seja incentivada de maneira radical; um sistema que desenvolva um poder popular radical.
O estado de bem estar social só foi possível pelo saque e dominação que ocorreram desde sempre em todas as regiões do mundo, salve excessões.
Acerca de um comentário (do Sr. Marcos), de onde me tira a ideia de que vivemos o socialismo, visto que o grupo hegemônico que concentra a riqueza em mãos é quem concentra o poder político?
Precisa ler Marx! Se Cuba seguisse os passos dos EUA, seria mais um Haiti, onde a miséria impera. Precisa estudar História…
Por quê?
O Havaí foi ” explorado ” pelo ” imperialismo norte-americano ” e chegou a ser integrado aos Estados Unidos, como um Estado membro, e se tornou um lugar próspero, a população se enriqueceu, houve aumento da qualidade de vida e da renda per capita.
Ou seja, seguiu os passos dos Estados Unidos e tomou um rumo bem diferente do que você disse que tomaria um país que seguisse esta direção….
Gostaria de saber a explicação.
Preste atenção, rapaz! É Haiti e não Havaí. O Haiti foi o primeiro país a abolir a escravidão, foi invadido pela França e pelos seus queridos americanos que deixaram o Papa Doc como ditador para defender seus interesses, na legítima política do “Big Stick” (aliás, você sabe o que é isso ???).
Além disso, sua terra prometida (com o Havaí e tudo o mais) tem 100 milhões de pobre e quase pobre atualmente… Tá na hora de rever os conceitos e ler um pouco mais (menos Veja, porque aí não muda nada, hahaha).
O Haiti não é ” explorado ” pelo capitalismo internacional e nem pelo ” imperialismo norte-americano “…. as multinacionais não está lá ” roubando ” as riquezas do Haiti….. e deu no que deu…….
Quem é ” explorado ” naquela região, é Porto Rico, uma ” vítima ” do ” imperialismo norte-americano “…… resultado: elevada qualidade de vida e renda per capita mais alta do que seus vizinhos….. qual a explicação???
Quanto aos Estados Unidos, o fato é que uma pessoa considerada ” pobre ” por lá tem um padrão de vida elevadíssimo se considerado com outros países do mundo……
A propósito, há poucos dias, saiu uma matéria sobre este tema no blog do Júlio Severo. Vou copiar aqui alguns dados interessantes sobre os pobres dos Estados Unidos:
- 43% das famílias pobres possuem casa própria. A residência média das pessoas classificadas como pobres pelo censo americano é de três quartos com um e meio banheiro, garagem e varanda ou quintal.
- 80% de todas as famílias pobres possuem ar condicionado. Em contrapartida, em 1970 apenas 36% de toda a população americana usufruíam de ar condicionado.
- Quase três quartos das famílias pobres possuem automóvel; 31% possuem dois ou mais.
- 97% das famílias pobres possuem televisão em cores; mais da metade possui duas ou mais.
- 78% possuem vídeo cassete ou DVD player; 62% possuem televisão via satélite ou a cabo.
- 89% possuem micro-ondas, mais da metade possui um aparelho de som, e mais de um terço possui lava louças.
Agora, pense nos mais ” ricos ” de Cuba, tirando, claro, a aristocracia e a família real. Será que chega perto disso???
Você está de brincadeira, não é Marcos. O “pobre” americano não é tão rico quanto você pensa. Agora entendi a fonte de suas mirabolantes idéias: acreditar piamente no que o Júlio Severo escreve já mostra a seriedade com que você encara o mundo.
Aliás o sistema de financiamento das casas nos EEUU é interessante: quantas pessoas pobres ficaram sem suas casas hipotecadas após a crise americana?
Francamente, o fato de ter eletrodoméstico em casa é parâmetro de “riqueza”? Sabendo que o custo destes aparelhos é menor lá do que aqui?
Diga dos pobres quantos tem plano de saúde ou mesmo atendimento público de saúde e previdência social?
E você invoca tanto com Cuba porque??? Tens algum caso lá que não pode sair?
Eu sabia que mais cedo ou mais tarde o neoliberalismo ia se revelar o peixe podre que sempre foi…
Mino, texto primoroso.
Acrescentaria que o colapso econômico nos países centrais deveria preocupar ainda mais os donos do mundo político. Bom ou mal, Europa e EUA se construíram baseados numa larga base de inclusão tanto de consumidores quanto de cidadãos… O colapso econômico e a perda de poder dos setores públicos produzirá uma grande massa que nunca conheceu a miseria como nós do terceiro mundo, o que virá disso é dificil de se imaginar.
E o juizes????? Quais serão as despulpas para não serem investigados?????
O presidente Nacional da OAB foi muito feliz quando disse que “(…) a justiça não pertence aos magistrados, mas à sociedade e ao Estado brasileiros”.
Fábio, pelo que eu entendo do Zizek, e que outros autores falam, como Ellen Woods (Democracia contra capitalismo), é que a “democracia” em termos do capitalismo é uma formalidade, é uma máscara para a tirania econômica que comanda a política como você acertadamente menciona.
Assim, o que Zizek pelo menos qualifica positivamente de democracia ainda não existiu neste planeta, com exceção de algumas poucas experiências locais, visto que ele não é daqueles que sonham com Cuba, URSS ou os países nórdicos.
Já Mino Carta, parece, acha que o PT é de esquerda e que está realizando ou caminhando no sentido de consolidar a democracia no país; eu descordo destas duas afirmações, embora concorde que em parte o PT rompe com o projeto da burguesia financeira “clássica” representado pela coligação PIG-PSDB-DEM e assim é “menos pior”.
Talvez também Mino seja da opinião que a democracia existe/existiu nos estados de Bem Estar Social, o que até seria mais aceitável, embora ainda para mim com muitas ressalvas.
Assim, quem compra esta “imagem de democracia” que você se refere é Mino, e não o Zizek. Mino dá indícios de crer numa coexistência entre capitalismo e democracia – cita Adam Smith e menciona algo que nunca existiu, um “capitalista consciente das suas responsabilidades de cidadão de uma nação democrática”.
No momento em que for possível qualificar um capitalista desta maneira, ele passa a ser qualquer outra coisa, menos capitalista.
Marcos, até que enfim vi alguém lúcido por aqui….parabéns pelo comentário.
Obrigado, Roberto.
Esse termo ” capitalismo ” foi apenas e tão somente a consequência econômica de sistemas de governo democráticos, auto-limitados, que respeitam as liberdades individuais e o valor da vida humana.
Em suma, capitalismo é a consequência, no campo da economia, do respeito à dignidade humana.
E isso só é possível em sociedades fortemente fundamentadas nos valores tradicionais da cultura judaico-cristã.
Estados Unidos do Século XVIII é o exemplo por excelência.
A derrota do capitalismo-democracia significará um futuro sombrio e desesperador para a Humanidade.
Abraços.
É isso que as viúvas de Stalin não conseguem enxergar…. quando estiverem nos porões de um gulag será tarde…..
Esta tese de incompatibilidade entre democracia e capitalismo tem sido defendida por Zizec. Pessoalmente acho que ele está completamente errado. Afinal, dentro das empresas e corporações privadas nunca houve democracia. As corporações, pequenas ou grandes, sempre foram organizadas de maneira hierárquica e administradas por empresários e CEOs de maneira bastante tirânica. O que nós chamamos de democracia, na verdade sempre foi um “liberalismo oligárquico” pois aqueles que financiam as eleições (os grandes empresários e banqueiros) sempre tiveram privilégios dentro dos partidos e entre os políticos profissionais. Os conflitos entre os interesses dos graúdos e dos miúdos sempre foi decidido em benefício dos primeiros, portanto, a democracia a que você e Zizec se refere sempre foi uma miragem.
[...] Democracia e capitalismo | Carta Capital. Share this:TwitterFacebookGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. Por Mauricio Dias • Postado em Administração em Geral, Artigos • Tagged Capitalismo, Democracia 0 [...]
Imagino que o estado mais rico do Brasil poderia ser um modelo para tantos outros estados do Brasil, mas, a persistir o interesse escuso de todos os governantes que por ali passaram e que se escoram numa elite que flerta com o saudosismo ditatorial não se pode esperar tanta coisa – ou mesmo um futuro brilhante. São Paulo, mesmo riquissíma, governada há séculos pelos neo-psdebistas (que não sabem o que é ser social de verdade, pois não tem patriotismo) demagógicos e amantes do capitalismo, continua como um estado à deriva. Não a toa que agora ‘atacam’ fortemente outros estados da nação que muito bem fazem o dever de casa e avançam, como Pernambuco. O Brasil bem que poderiam dar um basta à tudo isso se houvesse nele homens públicos (políticos) verdadeiramente patriotas e de boa vontade para com esta nação. E não ficassem tanto “alimentando” os EUA como um país ‘excelente de se viver’… Já foi.
Democracia virou uma palavra vazia. Todo governo atual é uma colcha de retalhos de lobistas e atravessadores, salvo poucas excessoes tambem não muito louvaveis.
O Capitalismo global desse inicio de milenio amarra cachorro com linguiça.
Talvez o maior problema seja que nesse cenario de grandes investidores meramente financistas não haja espaço para algo primordial ao progresso captalista; o risco.
Como a conexão com o setor produtivo já não é mais necessaria, se investe em setores com o maximo de retorno pelo minimo de risco, afogam de dolares algumas .com que não produzem absolutamente nada enquanto setores produtivos essenciais minguam. O mundo trilha um caminho perigoso e pior; com a globalização um colapso sistemico atingira todos os povos não deixando ninguem para preencher o vacuo da crise como ocorreu durante toda a historia. Meus bisavos viveram a primeira guerra, meus avos a segunda, meus pais a ditadura, oq aguardara meus filhos?
Muito pelo contrário, democracia só existe com o capitalismo puro.
Aliás, capitalismo nada mais é do que a consequência econômica de um governo que preze pelas liberdades individuais e pelo respeito à vida humana. Com efeito, apenas em um ambiente em que cada pessoa tenha direito à propriedade, e possa ficar com o produto de seu trabalho, haverá estímulo à produção de riquezas e às trocas comerciais, nas quais todos saem ganhando.
Se o poder se concentrou nas mãos de uma elite globalista, como foi muito bem observado neste ditorial, a culpa não é do capitalismo propriamente dito, mas da falta de mecanismos que possibilitariam um cenário de real competição e liberdade de mercado. Em suma, foi por falta de capitalismo. É isso o que precisa ser corrigido.
Pelo contrário, atualmente, estamos vendo a elite globalista concentrar não apenas o capital que move o mundo, mas também o poder político das nações soberanas. É evidente que isso não é capitalismo.
Muito pelo contrário, é socialismo. De fato, em Cuba, por exemplo, há uma aristocracia, encabeçada pelo monarca absolutista da ilha ( Fidel Castro ), que se coloca acima da sociedade e do Estado. É a total concentração de poder político e econômico na aristocracia, o que é uma característica do socialismo e de sistemas marxistas, de uma forma geral.
O capitalismo, se não se mantiver puro, com reais condições de livre concorrência e livre mercado e, acima de tudo, se não mantiver a base sobre a qual foi erguido, ou seja, o respeito à vida humana e às liberdades individuais, tende a ser um sistema concentrador de riquezas e poder que pode desaguar no totalitarismo.
Concluindo, podemos afirmar que democracia e capitalismo ( capitalismo puro e verdadeiro, é bom frisar ) são praticamente sinônimos. Fora do capitalismo-democracia, não existe sistema nenhum que possa garantir uma sociedade saudável, justiça social, liberdade e respeito pela vida humana, como confirmou a história, haja vista que os sistemas baseados no marxismo resultaram em guerras, genocídios, totalitarismos, em regimes brutalmente opressores, sendo especulado que foram responsáveis pela morte de até de um bilhão e meio de pessoas, de acordo com a Wikipedia.
Ótimo ver que alguém conseguiu defender uma posição com alto nível, sem ofender o pobre diretor de redação. Aqui vai um esclarecimento: Mino Carta NÃO É SOCIALISTA! Capitalismo no artigo é entendido como capitalismo de mercado selvagem, o dos tucanos e de boa parte dos petistas (Mantega por exemplo). O que pode salvar o mundo é o capitalismo em que grandes e pequenos concorram com igualdade, o que precisa de certas regras para acontecer. Precisa, em suma, de um governo disposto a enfrentar os ricaços das corporações e impôr estas regras. Mas é verdade que o capitalismo se baseia na democracia, mas o Mino, no artigo, descreveu bem o capitalismo atual “não era com isso que sonhava Adam Smith”.
Bem observado: ” não era com isso que sonhava Adm Smith “.
Certamente, ele ficaria espantado com esse monstrego opressor, gigantesco, intrometido e promotor de monopólios no qual se transformou o Estado.
Acho que todos temos mais em comum do que imaginamos. Nosso erro é não saber quem é o verdadeiro inimigo….
Marcos:
Tenho respondido diversos comentários seus. E acredito que seus comentários vão bem até você começar a citar Cuba, e falar dos regimes opressores que mataram milhões.
Isso simplesmente não serve como argumento sério. Se assemelha mais a um grito de gincana ou uma frase de quermesse. Pelo simples fato de que o mundo capitalista fez a mesma coisa. Então não é o socialismo que promove a morte de milhões e a tirania.
Dizer que a tendência atual do capitalismo é na verdade uma espécie de socialismo é brincadeira.
E por fim, esse capitalismo puro ao qual voce se refere nunca existiu, e é tão utópico quanto a utopia socialista.
Então tá, vou democraticamente discordar do capitalismo sem regras, desde que a intervenção do Estado seja em prol do país. Não acredito numa força invisível que regula a economia por si mesma. Nesse caso, o Estado democrático pode intervir quando sentir que o mercado ameaça certos direitos, incluindo o de livre concorrência.
Não se pode esquecer que a função do Estado é justamente a de ser uma força de intervenção, um princípio que pauta inclusive os EUA, berço do iluminismo. O Estado assume a função de racionalizar a economia, ou seja, através da intervenção, onde se fizer necessária, do Estado, busca-se não diminuir o lucro de certas pessoas, mas usar a razão para, inclusive, aumentar lucros de grandes e pequenos.
Se alguém souber em que lugar eu encontro esse “capitalismo puro”, me avisa. Vou me mudar para lá.
A igualdade, se não me engano, era a idéia do comunismo. Ops.
Pois bem, somente os modelos socialistas geraram guerras? O que pretendem os EUA, França e aliados com a criação do Estado Israelita? Invasões no Afeganistão e Iraque, atrás de bombas de destruição em massa? Claro, o interesse deles é salvar a humanidade…. E por favor, democracia? O termo-ideal-político como concebido nunca foi efetivado. O que se vive desde a idade moderna no ocidente pode-se chamar de tudo, mas não de “poder do povo”.
Praticamente todas as guerras do Século XIX em diante tiveram causa na doutrina marxista.
Quanto ao Estado de Israel, não foi criado por estes países.
Foi criado pelo povo judeu, que resolveu retornar ao seu antigo lar, cumprindo uma profecia do Antigo Testamento e preenchendo um requisito essencial para a chegada do tão aguardado Messias, que os gentios já conhecem ( Jesus Cristo ), ou seja, a existência de um estado nacional do povo judeu, na região da terra prometida por Deus a Abrãao, conforme o capítulo 15 de Gênesis.
A existência do Estado de Israel está sim muito relacionada com a salvação da humanidade. Todos deveriam ser muito gratos pela existência de Israel ( que é uma das provas incontestáveis da infalibilidade da Bíblia ) e pela esperança que ela representa.
Sobre estas invasões promovidas pelos Estados Unidos, não se pode esquecer que estes países estavam se tornando focos de terrorismo, ameaçando vidas humanas inocentes.
“Todas as guerras”? Já caiu na provocação pela provocação né cara? As duas grandes guerras se deram porcausa do marxismo????????????? Tudo que ocorreu e ocorre na Africa retalhada durante o neocolonialismo em estados ficticios tambem tá na conta do marxismo? Por favor, na boa, me explique direitinho a conexão do marxismo com a guerra do Iraque, essa realmente eu gostaria de escutar….
Só rindo mesmo do comentário do Marcos. Dizer que o só “capitalismo puro” traria a verdadeira democracia é uma das melhores piadas que já conheci. Dizer isso é o mesmo que atribuir as falhas do socialismo real à não aplicação das condições do socialismo ideal.
O fato é que o capitalismo pode tanto ser construtivo quanto destrutivo. E nos moldes em que é aplicado, hoje, sem dúvida nenhuma que é prejudicial à sociedade, posto que forma uma pequena elite às custas do sofrimento de milhões de miseráveis. “Estímulo à produção de riquezas” é perfeitamente possível em um sistema capitalista que prime pela responsabilidade social, com ricos sendo tributados proporcionalmente, com direito de herança restringido, com políticas fortes de inclusão social, com serviços públicos de educação, saúde, segurança, justiça, saneamento, infra-estrutura etc. de qualidade.
O “capitalismo puro”, no fim, é só a guerra de todos contra todos, da qual sempre sairá vitorioso o mais forte, que, submeterá o mais fraco mesmo que sem este se dar conta.
Aliás, essa lenda do “capitalismo puro” muito me lembra a história da “Teoria Pura do Direito” (de Hans Kelsen), já desbancada há muito no meio jurídico, segundo a qual o Direito não pode sofrer interferências da política, como se fosse minimamente possível que isso ocorresse. O Estado deve, sim, regular mais fortemente a atuação do capital para direcionar os seus benefícios a todos, e não a uma pequena elite privilegiada desde logo. Isso seria ético.
O capitalismo puro é a consequência das mesmas condições necessárias para a existência da legítima democracia, por isso, pode-se dizer que são praticamente sinônimos.
E não significaria necessariamente a guerra de todos contra todos, já que a sociedade adequada para a existência da democracia e do capitalismo puro seria fortemente norteada pela moral cristã e por todos os elementos da cultura judaico-cristã, minimizando toda a forma de injustiça.
Isso foi possível nos primórdios dos Estados Unidos e durante boa parte de sua história, tanto que, apesar de longe da perfeição, tornou-se o país mais democrático e próspero da história da humanidade.
Se a repetição deste sistema parece difícil, ou impossível, nos dias de hoje, é por culpa exclusiva do abandono dos valores e da moralidade judaico-cristã por parte do mundo ocidental. E não porque seja impossível na prática.
Veja bem… Se você está defendendo a instauração de uma sociedade “judaico-cristã” porque só assim o capitalismo ou o liberalismo funcionariam de forma justa e equilibrada, você não é diferente dos socialistas, anarquistas e nazistas (que fique claro que não os coloco sob a mesma categoria, por favor!). A URSS queria também criar um “novo homem”, o homem socialista. O anarquismo também requer, para que funcione, uma sociedade de de pessoas dóceis, solidárias, conscientes, altruístas, bem educadas. O nazismo também tinha o seu ideal de “homem superior”, de purificação da raça, de uniformidade social.
A ética “judaico-cristã” é intolerante e anti-secular, portanto contrária à democracia e ao verdadeiro liberalismo. O que você defende é eugenia cultural e totalitarismo teocrático. Me desculpe, mas você não é liberal, é etnocêntrico e autoritário.
Marcos, você está confundindo modo de produção (capitalismo) com teoria política e econômica (liberalismo). O liberalismo é uma utopia, uma visão normativa do mundo (como qualquer teoria) que se assenta numa descrição equivocada da realidade para prescrever suas receitas de bom (des)governo, mas que não se reconhece como tal.
A falência empírica do receituário liberal está aí, para quem quiser ver. Não funciona.
O “socialismo” ou o “comunismo”, por sua vez, é uma proposta utópica e datada de transformação radical da sociedade. Os que tentaram implementá-la não foram bem-sucedidos. As razões para isso são várias e há muita discussão sobre o assunto.
O fato é: liberalismo e socialismo são, até o momento, utopias. O que parece funcionar, por enquanto, é o meio-termo. O problema é que a reação conservadora, para manter o seu poder, se utiliza do discurso liberal do Estado mínimo. Os verdadeiros liberais, que não têm interesses a proteger, só por ingenuidade ou por ignorância podem defender o liberalismo radical neste mundo que temos. Precisam dar-se conta de que não é possível haver liberdade sem igualdade.
P.S.: os darwinistas sociais não contam como liberais.
O ” modo de produção ” está inerentemente ligado ao sistema político e social.
Economia e política são consequência dos valores da sociedade.
O que se entende por liberalismo nada mais é do que um reflexo da valorização da vida humana originada da moralidade cristã, segundo a qual cada homem tem direito à vida, à propriedade, a uma existência digna, etc….
Em relação ao ” liberalismo ” atual é, igualmente, consequência do substrato de cultura judaico-cristã que ainda existe na sociedade atual.
E não posso concordar que a ideia de Estado mínimo seja algo a ser defendido pelos poderosos. Muito pelo contrário, a elite globalista quer mais e mais poder sobre as pessoas e sobre as coisas, concentrando cada vez mais poder no Estado nacional, e também fora dele, nas mega fortunas internacionais, porque ela se encontra acima do Estado e se utilizam do próprio para seus interesses.
Essa elite detem o capital e o poder político, encontrando-se acima do Estado, tal como ocorre em sistemas marxistas, como Cuba e Coréia do Norte. Ou na China, em que o Partido Comunista ( ou seja, a elite chinesa ) se encontra acima da sociedade e do Estado. Sociedade e Estado existem apenas como instrumentos da elite que se aloja no Partido.
A luta por um Estado mínimo passa a ser luta contra a opressão e contra os poderosos.
É exatamente o inverso do que você disse.
marcos judaismo ….. e todas religioes sao uma farsa enquanto o homen continuar acreditando que existe um deus rsrsr nada vai dar certo fé em deus=ignorancia
É evidente que Deus existe!!!
Vá no site da Faculdade de Teologia do Mackenzie e assista aos vídeos do 3º Simpósio ” Darwinismo Hoje “…. especificamente as palestras de Stephen C. Meyer e Marcos Eberlin. O primeiro é um pesquisador norte-americano que expõe o ” enigma do DNA “, uma vez que uma simples célula processa milhares de reações a partir de comandos existentes no DNA, surge a indagação de onde viriam tais informações, comparáveis a um software. O segundo é um cientista brasileiro que trabalha sobre a complexidade das células, deixando claro que mesmo a célula mais simples é tão complexa que seria absolutamente impossível que ela tivesse surgido do acaso, ao invés de ser algo planejado e criado.
Além disso, a Bíblia está cheia de profecias. O exemplo de Israel é um deles. Foi profetizado que os judeus seriam espalhados pelo mundo e perseguidos e que, finalmente, acabariam retornando ao seu antigo lar. A existência do Estado de Israel, habitado por judeus, é indicada no momento da chegada do Messias.
Durante os séculos passados, pessoas que conheciam a Bíblia explicavam que os judeus retornariam e que o Estado de Israel seria restaurado. Provavelmente, eram ridicularizados e taxados de ” fanáticos “….. mas está aí, o Estado de Israel foi (re)fundado em 1948, cumprindo uma profecia de vários séculos atrás.
Isso não é coincidência, a exemplo das muitas outras profecias bíblicas que já se cumpriram. Ninguém em sã consciência pode falar que fatos previstos há mais de 2500 anos, cumpridos rigorosamente, sejam simples coincidência…..
Não é possível afirmar que economia e política são consequências dos valores da sociedade. Em primeiro lugar, são problemáticos os conceitos das três variáveis que compõem a afirmação: “política”, “economia” e “valores da sociedade”.
Segundo, a discussão entre idealistas e materialistas sobre a determinação social tende ao ponto em que não é possível defender a explicação causal única e unidirecional. É mais verossímil falar de uma interpretação com “causalidades” múltiplas e recíprocas. Há variáveis culturais, materiais, geográficas, políticas e, obviamente, históricas, contingenciais.
Terceiro, é igualmente reducionista dizer que a causa do liberalismo é a “cultura judaico-cristã”. Aqui, também, a determinação é múltipla, e cabe um exercício de interpretação histórica. O liberalismo enquanto doutrina política moderna tem expressão pioneira nos escritos de Locke, contratualista que representa sua época, marcada pelo nascimento da ciência moderna, pelas revoluções burguesas e pelas guerras religiosas. O liberalismo é, portanto, produto de um contexto histórico de ascensão de uma nova classe dominante, com interesses materiais bem definidos, portadora de uma bagagem cultural que estrutura seu discurso legitimador, englobando não apenas a herança judaico-cristã, mas também o Renascimento da tradição grega e romana (nem judaicas nem cristãs, e também não exclusivamente europeias, pois dependeu de tecnologia árabe e chinesa). A filosofia moderna é a laicização da filosofia que se encontrava trancafiada nos mosteiros medievais e que culminará no Iluminismo.
Por fim, desconhecendo a razão pela qual se julga importante afirmar que o liberalismo é “consequência da cultura judaico-cristã”, recomendo a leitura de qualquer coisa sobre etnocentrismo.
Um abraço.
Por que não??? Sociedades com valores parecidos na Europa Ocidental resultaram em sistemas econômicos e políticos parecidos. Sociedades com valores parecidos no norte da África, idem. No Oriente Médio, idem.
E se valores não são determinantes, qual a explicação para tamanhas diferenças que existem entre as sociedades do mundo??? Veja especificamente a comparação Israel e o resto do Oriente Médio. Israel tem os típicos valores da tradição judaico-cristã e isso resulta numa organização econômica e política completamente diferente daquelas que existem em seus vizinhos de Oriente Médio. Se não os valores que explicam essa enorme diferença entre países localizados na mesma região e no mesmo tempo, qual explicação seria???
Outro exemplo. Os habitantes originais das Américas tinham alguns valores bem diferentes dos europeus. Então, a organização social, política e econômica era uma antes da chegada dos europeus e depois da chegada destes foi totalmente transformada.
É evidente que os valores da sociedade são a causa da política e da economia, enfim de toda a estruturação social. Isso também explica a grande diferença existente entre os Estados Unidos e a América Latina e a semelhança existente entre muitos países deste último bloco.
Sabendo que a cultura, ou conjunto de valores preponderantes, é a grande responsável pela economia e pela política, consegue-se entender que o liberalismo é apenas consequência da cultura judaico-cristã. Com efeito, o liberalismo surgiu em sociedades influenciadas por ela. E em nenhuma outra mais, em qualquer tempo, pois isso seria impossível.
O que pensadores, como Locke, fizeram foi apenas consequência dos valores que já existiam naquelas sociedades.
1) Você não leu nada do que eu escrevi. Incrível.
2) Entenda, não estou excluindo a cultura. Estou falando de causalidades múltiplas e recíprocas.
3) “Valores parecidos” é muito vago para uma afirmação tão forte. Além disso, por que diabos “valores parecidos” seria uma causa e não uma consequência? Você se esquece que são povos que vivem próximos, que têm uma história comum (os “povos do norte da África”, seja lá o que você quis dizer com isso, foram dominados por cartaginenses, gregos, romanos, árabes, otomanos e europeus). Aliás, o norte da África tem o Marrocos (monarquia parlamentarista), a Líbia (que era uma ditadura com tempero socialista), Tunísia (República recém-renovada), Argélia (República semipresidencialista) e Egito (junta militar instaurada após a queda de um ditador).
No caso de Israel, pelo amor de Deus! Israel é um Estado europeu encravado em território palestino. Sua população foi transplantada da Europa para lá. E ainda assim, o Líbano é uma república, a Turquia também, a Jordânia é uma monarquia parlamentarista, e outros regimes (Síria, Iraque, Irã) têm resquícios da Guerra Fria e do imperialismo europeu.
Você conhece a história dos Estados Unidos? E da América Latina? E do Brasil? Tem certeza? Sabe como foi a colonização aqui e acolá? Sabe quem colonizava, por que colonizava, como colonizava e qual era seu lugar mundo? Aparentemente não.
Atribuir o funcionamento da política e da economia a “valores” é muito reducionista. Os valores tem origem, história. Você acha que eles caem do céu? Que são inatos? Que se adquirem lendo um livro? Faça-me o favor.
Um exemplo: você acha que a monocultura latifundiária voltada para o mercado externo que se implantou aqui foi resultado de “valores”? Que a economia e a cultura do Brasil são resultado da mistura de “valores” portugueses, indígenas e africanos? Sério?
4) A “semelhança” atual entre os países europeus não é só entre eles, mas entre vários países do mundo. Isso é resultado, entre outras coisas, do imperialismo europeu de fins do XIX e início do XX. Não obstante, mesmo essa aparente homogeneidade europeia de que você fala está mal colocada. Veja bem, o liberalismo não surgiu de supetão em todos esses países, e não foi sem conflito. Houve guerras religiosas. Houve revoluções burguesas na Inglaterra no século XVII. Houve revolução na França no fim do XVIII e reação monarquista após a derrota de Napoleão durante o XIX. E o liberalismo caiu na Europa diante dos fascismos no século XX e do Estado de bem-estar social (aliás, o socialismo é europeu também, e profundamente “judaico-cristão”, né?).
5) Sobre Locke e a origem do Liberalismo, leia meu post anterior, por obséquio. Não vou me repetir.
Prezado Marcos. Creio que estudar acerca do assunto lhe auxiliaria a não afirmar coisas tão imprecisas. Jamais houve sobre a face da terra qualquer sistema que sequer se parecesse com o socialismo. Se alguns sujeitos mandatários de seus países disseram tal asneira, o fizeram como argumento ideológico. Se continuamos a repetir isso é por pura ignorância. Socialismo e capitalismo de estado são divergentes por natureza. Cuba não é comunista. China não é comunista. A ex-URSS jamais fora comunista. Leia Marx. Ele não se sentaria à mesa com Fidel.
Prezado Fernando, esses sistemas marxistas têm algumas diferenças, mas são parecidos.
E se todos estes sistemas não foram fieis às ideias de Marx, é sinal de que ele é um sujeito muito azarado mesmo, afinal se tornou o pai intelectual não somente de Fidel Castro, mas também de Stálin, Mao Tse Tung e Pol Pot….
Sistemas fundamentados na doutrina marxista, invariavelmente, resultaram em miséria, totalitarismo, guerras, genocídios….
Não há como negar isso.
nao é eua que financian guerras levado dor e miseria?
nao é eua que deu as cartas no pós 2 guerra e o que nós temos miseria e e miseria s marcos vc nao tem argumento para mudar o que tá na cara só vc que nao quer vê o capitalismo nao deu certo e vc nao vê que totalitarismo e coisa dos eua tô começando a achar que vc é meio tam tam
Prezado Marcos.
Vai condenar Jesus Cristo pelo genocídio de índios no Brasil? Que história é essa, meu rapaz? Vai condenar Freud porque passou por consulta com um psicanalista mal formado?
Essa é ótima. Os problemas do capitalismo decorrem da sua deturpação (de ele não ser mais “puro”). Já os problemas do socialismo são do socialismo em si.
27.04.2012
Regras claras e fiscalização eficiente são um empecilho à atuação do setor privado ou um atrativo para investidores, além de garantir a segurança dos consumidores? É o que este seminário da série Diálogos Capitais irá mostrar.
Propriedades que mantêm trabalho escravo serão desapropriadas; Frente Parlamentar da Agropecuária foi contra o projeto por entender que há distorções
Bicheiro diz ter “muito a dizer”, mas que só falará futuramente. Sua defesa, comandada pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, vai tentar anular as investigações
O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que mostra adorar transações imobiliárias, entrou em acordo com a BR Petrobras [...]
A democracia, no Brasil, reclama a igualdade em sentido amplo, e particularmente entre negros e o restante da sociedade
Enquete

