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Atuação de Gurgel ainda não foi explicada, provoca Rui Falcão

por Piero Locatelli — publicado 10/05/2012 17h50, última modificação 10/05/2012 17h50
Segundo o presidente do PT, se procurador-geral tivesse tomado atitude antes, o resultado da eleição poderia ser outro
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O presidente nacional do PT, Rui Falcão. Foto: Agência Brasil

O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), afirmou nesta quinta-feira 10 que ainda não estão explicados os motivos do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para não denunciar o grupo de Carlinhos Cachoeira em 2009, quando recebeu um inquérito com as primeiras informações sobre a atuação da quadrilha.

A declaração acontece um dia após o procurador-geral afirmar que as críticas sobre sua atuação no caso partem de “pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão”.

No dia seguinte, Falcão negou que o PT queira influenciar o julgamento do mensalão, mas não poupou alfinetadas contra Gurgel.

“Continua a dúvida sobre as declarações do delegado da Polícia Federal Raul Henrique Souza de que atribuiu à esposa do procurador-geral (Cláudia Sampaio) e a ele próprio (a responsabilidade de) não dar consequência às denúncias que recebeu do juiz federal sobre a operação Vegas”, disse Falcão.

Na operação foram levantadas as primeiras suspeitas do grupo de Cachoeira, e já demonstravam o envolvimento de políticos como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), um dos maiores oposicionistas do Planalto no Congresso.

Segundo Rui Falcão, se essas informações tivessem aparecido antes, era possível que Torres não fosse sequer eleito em 2010.

“Se naquele momento, nas primeiras denúncias, (as informações) tivessem vindo à luz, nós poderíamos ter tido resultados eleitorais diferentes”, afirmou o petista.

Questionado se a direção nacional do PT apoia a convocação de Gurgel para prestar esclarecimentos à CPMI do Cachoiera, Falcão desconversou: “A decisão de convocar o Gurgel para a CPMI é uma atribuição da própria comissão”.

Ainda assim, deixou nas entrelinhas o recado: “No Brasil nenhuma pessoa deve estar acima da lei”.