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Após acusação de chantagem, juiz evita imprensa

por Redação Carta Capital — publicado 30/07/2012 16h29, última modificação 06/06/2015 16h54
Gabinete de Alderico Rocha Santos informa que o MPF em Goiânia revelará novas informações sobre o caso
Andressa

Andressa Mendonça, esposa de Carlinhos Cachoeira. Foto: Agência Brasil

Após a repercussão de suas G1 sobre a suposta chantagem contra ele feita por Andressa Mendonça, mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o juiz federal Alderico Rocha Santos informou por meio de seu gabinete que não vai mais falar com a imprensa sobre o caso. A orientação é dizer que o Ministério Público Federal em Goiânia está montando uma coletiva de imprensa ainda nesta tarde para passar informações do episódio, o que pode trazer novidades.

A polêmica começou quando o magistrado, responsável pelo processo da Operação Monte Carlo da Polícia Federal - que resultou na prisão do bicheiro -, afirmou que Mendonça pediu um alvará de soltura a Cachoeira para evitar a publicação de um dossiê contra o juiz. Segundo Santos, Andressa disse que o bicheiro usaria documento contra o magistrado para produzir um dossiê com a ajuda do jornalista Policarpo Júnior, repórter da sucursal da revista Veja em Brasília. A revista disse que estuda processar "o autor desta calúnia".

Mendonça foi interrogada nesta segunda-feira por três horas na Superintendência da PF em Goiânia. Ela permaneceu em silêncio e foi liberada às 12h15 sob a condição de pagar 100 mil reais em dinheiro em três dias como fiança. Caso descumpra a ordem, será emitido um mandado de prisão preventiva.

A chantagem, se confirmada, pode levar a mulher do contraventor à prisão por até 12 anos por corrupção ativa. Por enquanto, ela não pode ter contato com nenhum dos acusados da Operação Monte Carlo, o que inclui seu marido.

A decisão do juiz federal Mark Yshida, também  responsável pelo mandado de condução coerciva de Andressa à PF, inclui uma busca e apreensão em sua residência. Essa ação ocorreu às 7 horas da manhã no condomínio Alphaville, onde Cachoeira foi preso, mas não na mesma casa. Foram apreendidos dois computadores, iPads, um celular e documentos manuscritos.

Ao G1 Santos disse ter recebido Mendonça na quinta-feira 26 em uma sala com uma assistente. A mulher de Cachoeira insistiu para que a funcionária deixasse a sala porque queria falar de questões pessoais. Quando já estavam a sós, ela disse ao juiz sobre o dossiê.

O magistrado também afirma ter encaminhado ao Ministério Público um papel com nomes de pessoas escritos por Andressa com quem o juiz teria sido fotografado: o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB) cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder politico nas eleições de 2006, um fazendeiro do Tocantins e Pará chamado Maranhense e um amigo de infância do juiz conhecido como Luiz, que responderia a processo por trabalho escravo. Ele também encaminhou as imagens da entrada e saída da mulher do prédio da Justiça Federal.

Santos assumiu o caso depois que o juiz Paulo Augusto Moreira Lima pediu para deixar o processo por sofrer ameaças.